Comentário da Lição da Escola Sabatina de 12 a 19 de novembro de 2011.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de a meditação Reavivar a Esperança.
É membro da Igreja Adventista do Sétimo dia, Central de Taguatinga.
Introdução
O nome do meu irmão mais velho é Alberto. Quando éramos crianças, tínhamos um vizinho adventista que nos ensinou muito sobre a Bíblia. O curioso é que ele nunca chamava o meu irmão de Alberto mas sim, de Liberto. De vez em quando, com todo o respeito que eu tinha para com ele, procurava lembrá-lo de que o nome de meu irmão não era liberto mas sim, Alberto. Com um grande sorriso ele me respondia: “Vocês aceitaram a Jesus como o Salvador e todos foram libertados do pecado. Assim, você também é um liberto.”
Um fato interessante é que os escravos não tinham nome e viviam circunscritos à propriedade de seus senhores. Uma vez livres necessitavam de um nome para se identificarem para o mundo. E, alguns, passaram a usar o sobrenome de seus senhores. Talvez, o meu sobrenome seja o de algum senhor de engenho famoso de outrora.
Mas um fato curioso é que alguns escravos eram libertados pela metade. Na carta de alforria o seu senhor explicitava que, daquele dia em diante, aquele escravo não estava mais sujeito a desempenhar determinados serviços e passava a desfrutar de relativa liberdade.
Todos nós fomos libertados das garras do mal e recebemos um novo nome. Mas Jesus nunca nos liberta pela metade. Essa liberdade que Ele nos oferece é total. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36). E melhor, uma vez libertos somos adotados como filhos do Rei e somos os Seus herdeiros “Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo” (Gálatas 4:7).
Domingo
A ideia de Aio nesse texto indica estar submisso a alguém. Sem Cristo estamos sbmissos a lei. Ela nos acusa e nos condena. Mas ao aceitarmos a Cristo Ele assume as nossas transgreções e nos oferece a liberdade. Não estamos mais sob o jugo da lei pois, em caso de transgressão, o sacrificio de Jesus nos livra da condenação. Após o pecado de nossos pais no Éden, eles estavam irremediavelmente condenados a morte. Mas quando o cordeiro foi morto eles se tornaram livres. Ali estava a figura do Salvador que um dia daria a Sua vida para trazer a liberdade a todos que O aceitarem.
A fé é a força motriz que nos proporciona a energia necessária para rompermos as cadeias da morte. Muitos judeus encotravam dificuldades para acreditar que Jesus perdoa um passado de transgressões e faz do transgressor uma nova criatura. Mas, isso é o que Ele promete.
Um outro aspécto difícil de ser aceito pelos judeus é que em Cristo toda a humanidade se nivela. Não ha alguém mais importante do que outro, não interessa a asua origem. Todos são considerados filhos de Abraão e estão aptos a desfrutar da mesma liberdade oferecida por Jesus.
Aparentemente o verso 27 está dizendo que todos os que foram batizados já se revestiram de Cristo. Um batismo sem arrependimento e sem o propósito de andar em novidade de vida não tem significado nenhum. Paulo não deixa nenhuma dúvida sesse aspécto. Ele é claro: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo.” Apenas Cristo pode nos transformar em nova criatura.
Segunda
Hoje estamos iniciando o estudo da primeira parte do capítolo quatro de Gálatas. Paulo insiste no tema da condição de uma criança que necessita do cuidado de alguém. Em sua explanação, ele afirma que a criança pode ser filha de um rei ou de um próspero emprezario, mas até alcançar a maioridade determinada pela lei ou pelo pai, ela se iguá-la a qualquer servo. Durante a sua infancia ela necessita dos cuidados de alguém. Essa infancia no campo espiritual representa a nossa vida antes de conhecermos a Jesus. Ele nos liberta não de observarmos a lei mas das consequencias impostas pela lei a qualquer transgressor.
Paulo ao abordar a sujeição do homem à lei, ele não está se referindo apenas aos dez mandamentos, mas a uma infinidade de práticas e rudimentos criados e impostos pelos líderes religiosos de seu tempo. Os judeus fizeram uma “regulamentação” da lei de Deus que a tornava um fardo imsuportável. Jesus sempre defendeu a perpetuidade da lei, mas condenava a observancia à maneira como era ensinado nas sinagogas, pricipalmente no que tange ao dia de sábado. “E Ele lhe disse: Ai de vós também, doutores da lei, que carregais os homens com cargas difíceis de transportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais essas cargas” (Lucas 11:46). É esse tipo de sugeição que Paulo condena em sua carta aos gálatas.
Parece que Paulo quer dizer também que todos os ensinamentos do Velho Testamento são imprensindíveis na formação de nossa personalidade cristã. O Velho Testamento mostra o que é pecado e o resultado do pecado. O Novo Testamento mostra que existe uma saída e que não há necessidade de morrermos eternamente. Ao aceitar o sacrifício de Jesus somos livres para vever.
Terça
Certa vez ouvi de um pastor adventista que Jesus nasceu numa época de completo descontrole do ser humano. O império romano dominava com garras de ferro e os religiosos chegaram a um ponto insustentável de fanatismo e instituticionilização das tradições. Do ponto de vista deste pastor, caso Jesus não tivesse nascido, Deus teria que usar um segundo dilúvio. Realmente Jesus nasceu na plenitude do tempo. Nem antes e nem depois do previsto pelo projeto redentivo.
Tudo aconteceu e acontece dentro do cronograma divino. Quando Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28), Ele sabia muito bem o peso da condenação que repousava sobre cada um de Seus ouvistes. A Sua presença entre eles significava um novo tempo. Não mais “uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários” (Hebreus 10:2).
É interessante o comentario do autor sobre o texto “nascido sob a lei”. Ele afirma que Jesus nasceu sob as leis judaicas e ao mesmo tempo assumiu a condenação exigida pela lei.
Jesus era o único que podia nos prover salvação e, mesmo assim, se conseguisse condenar o pecado na carne ou seja, viver como homem e não pecar. A divindade Se dispos realmente a salvar o homem e entrou de cabeça nesse projeto.
João afirma que o Verbo habitou entre nós e vimos a Sua glória cheio de graça e verdade. Dá a entender que a salvação é pela graça e que ela está intimamente ligada à verdade. Uma das verdades que Jesus sempre pregou foi: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir” (Mateus 5:17).
Quarta
Em Efesios 2:3, Paulo diz que antes da morte de Jesus todos estavam condenados pela lei. Ele afirma: “inclusive nós também”, se referindo aos judeus. A Bíblia esclarece: “Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.” É curioso que ao mensionar graça, culpa, perdão, condenação, privilégios e deveres, Paulo inclui todos em pé de igualdade. Essa maneira de Paulo apresentar a verdade deixava os judeus revoltados com as suas palavras. Para eles, jamais os seres humanos eram iguais em direitos e obrigações.
Jesus ao morrer na cruz abriu uma porta para toda a humanidade. Por ela podemos passar confiantes de que do outro lado encontraremos coisas “inefáveis”. Antes de nossa conversão eramos escravos do pecado, filhos da ira e estavamos condenados à morte. Jesus nos trouxe a liberdade definitiva. Deixamos o reino das trevas e passamos a fazer parte do “Reino do Seu amor”. Antes eramos filhos do pecado e estava reservado para nós a herança a que tinhamos direito: morte. Uma vez adotados no Reino celestial somos também herdeiros das promessas feitas a Adão e Eva no Éden, após o pecado e, confirmadas aos patriarcas e profetas, entre eles Abraão.
Uma vez adotados por Cristo somos filhos de Deus. João afirma: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é o veremos” (1 João 3:2). A idéia de sermos adotados no reino de Deus era algo que esgotava toda a imaginação do apóstolo João e ele suspira: “ainda não é manifestado o que havemos de ser”. João transmite a idéia de que só depois da volta de Jesus vamos entender, em toda a plenitude, o real significado de nossa adoção.
Quinta
Diante das maravilhas oferecidas aos que aceitam Jesus como Salvador, Paulo não consegue entender porque os gálatas, influenciados por “falsos irmãos”, estavam voltando aos “velhos rudimentos” os quais ele classifica de pobres e fracos. Pobres porque inibe as pessoas de receberem as “riquezas de Sua graça” e fracos porque não provê a salvação. Paulo estava temeroso de que todo o seu trabalho anterior de mostrar aos gálatas “um caminho mais exelente” estivesse perdido. O seu temor talvez, não fosse tanto pelo trabalho perdido, mas sim, pelas pessoas que se apartavam das promessas. Ele sabia que em: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12).
O autor nos oferece duas idéias para a expressão “dias, meses e anos”, mensionada por Paulo. E podemos acrescentar mais uma: Paulo refere ao sábado não como um dia anulado por Deus mas sim, pelas tradições com as quais os judeus permearam a observãncia deste dia.
Retrocessos na caminhada rumo ao lar celestial é um perigo que espreita a todos nós. É o próprio Paulo que nos adverte: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia” (1 Coríntios 10:12).
Conclusão
A situação do homem após o pecado não tinha solução. Com a trangressão nos tornamos “filhos da ira” e estavamos condenados à morte. O amor de Deus por cada um de nós levou o Céu a arriscar o próprio Céu para nos salvar. Temos um hino em que se faz a pergunta:”Que amor é esse?” Jesus foi as últimas consequencias para nos reabilitar como Seus filhos especiais. É pena que o orgulho humano tem levado tantas pessoas a despezar e ignorar este amor. Que Deus nos ajude a nunca apartarmos desta monumental tábua de salvação.
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