Comentário da lição da Escola Sabatina de 3 a 10 de dezembro de 2011.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de a meditação Reavivar a Esperança.
É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Taguatinga, DF.
Introdução
Certa vez eu conversava com um senhor que se identificou como evangélico. Ele dizia muito feliz com a liberdade alcançada em Cristo e fazia tudo o que lhe “dava na teia”. Para este senhor um evangelho de “restrições” não é o verdadeiro evangelho.
Desde então, fico pensando em que sentido o evangelho mudou a sua vida se, pelo que ele me falou, depois de sua “conversão” passou a ter uma vida completamente desregrada. Ele se dizia feliz porque, não sentia mais o peso do pecado. Agora ele tinha a liberdade de praticar o que bem quisesse. Não sei o que de positivo a conversão resultou em sua vida. Uma pergunta fica no ar: será que Jesus se reuniria com ele numa noitada de bebedeiras? Ter a Jesus como o nosso exemplo talvez, seja a maior das dádivas que a conversão nos proporciona.
Entre os conversos de Paulo passou a existir dois grupos distintos. Os que no esmero de apresentar uma vida em conformidade com a lei perderam o foco de Jesus e aqueles que centrados em Cristo julgavam ter a liberdade de proceder como bem parecesse aos seus próprios olhos. Vem aquele dito popular: “em ambos os extremos não existe sabedoria”.
Ellen G White nos adverte: “Vivemos em uma atmosfera de satânico encantamento. O inimigo tecerá uma fascinação de licenciosidade em torno de toda alma que não se ache entrincheirada na graça de Cristo” (Conselhos Professores, Pais e Estudantes p 257). Para muitos, este texto é um contra censo. Mas é Jesus que nos proporciona a felicidade de uma vida vitoriosa sobre o pecado. A Bíblia afirma: “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por Aquele que nos amou” (Romanos 8:37).
Durante 26 anos fui vizinho de Hendrique Rodrigues. Eu o conheci aos cinco anos de idade e dai para frente acompanhei toda a sua infancia, adolecenscia e juventude. O jovem advogado calmo, compenetrado e estudioso tinha um futuro promissor. Foi com espanto que, ao ligar a televisão, o vi entrar algemado no camburão da policia. Hendrique se achava livre para fazer o que bem entendesse e foi essa falsa liberdade que o encerrou por detrás das grades.
Paulo observou que os falsos irmãos estavam pregando uma falsa liberdade que os reduzia a escravidão. Em Cristo somos livres para andarmos ao Seu lado porque Ele nos proporciona forças para isso. O alvo do céu para todos nós é uma vida sem pecado mas, “se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2:1). Jesus está pronto, a qualquer momento, para nos libertar da escravidão do pecado.
Os gálatas, num equívoco de interpretação, estavam usando a liberdade em Cristo para se distanciarem Dele.
Domingo
Nos próximos 44 versículos de Gálatas 5 e 6, Paulo faz os últimos apelos a um grupo de conversos que está determinado a voltar a praticar os reclamos da lei incluindo a circuncisão com propósito salvífico. Fazê-los entender que a lei não salva, mas nos mostra a necessidade de um Salvador não se apresentava como tarefa fácil
A nota da pergunta de número 1 traz uma ilustração curiosa. Um escravo ao conseguir a liberdade ele atribuía esse mérito a um deus a quem passava a servir. De qualquer maneira continuava sendo miseravelmente escravo. Em Cristo somos livres da escravidão de continuarmos sob o jugo de uma lei que apenas nos mantém algemados ao pecado. Jesus nos proporciona perdão condena. A liberdade que Ele oferece nos proporciona vida e vida eterna.
A lei não é maldita. A Bíblia afirma que ela “é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Romanos 7:12). A maldição acontece ao transgressor da lei. O trangressor da lei está preso à condenação. Jesus oferece a liberdade que todo pecador necessita.
O mundo oferece uma liberdade controvertida. Uma pessoa que se sente livre para fazer o que quizer, logo se vê presa a vicios e costumes que gostaria de abandonar mas tem dificuldade para faze-lo. Confundir a liberdade que Jesus oferece é trágico!
Segunda
Está claro que a liberdade oferecida por Cristo nos poupa de pecar. O conflito acabou não porque eu posso fazer o que quero mas porque Jesus mudou a minha maneira de proceder.
A lei não desperta em mim o desejo de ser melhor. Mas o relacionamento com Cristo sim. O servo da Justiça desfruta do poder que Cristo oferece para andar em novidade de vida. Uma vez aceitando o sacrificio de Cristo em meu favor Ele me comunica a Sua justiça. Assim nenhuma condenação da Lei pesa sobre mim.
Andar segundo o Espírito e produzir os frutos do Espirito. Jesus nos oferece este privilégio. Dai para a frente a Justiça que me foi imputada passa a ser comunicada.Pois se porventura pecarmos e recorrermos a Jesus Ele está disposto a sos perdoar. João é bastante claro ao dizsr: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2:1). Ninguém está, para sempre, condenado pela lei a não ser que se exima de recorrer a Jesus.
Os qua aceitam a liberdade que Cristo oferece não estão mais sob o império da morte. Em Cristo passamos a desfrutar de uma vida em abundancia. O peso da condenação que pesava sobre nós foi substituído por “um peso eterno de glória mui excelente” (2 Coríntios 4:17).
Terça
Paulo insiste em dizer que os gálatas estavam se enveredando por um caminho perigoso. Durante algum tempo de minha infância, duas vezes na semana eu e o meu irmão mais velho íamos à cidade vender as verduras produzidas em nosso sítio. O veículo era uma charrete puxada por um cavalo bastante afoito.
Qualquer anormalidade na arreata ele deixava de atender o comando das rédeas e saía em disparada deixando a estrada e se embrenhando no cerrado. O resultado era sempre trágico. Carroça quebrada, braços esfolados e vasilhames danificados.
Quando nos submetemos ao comando de Cristo estamos livres de situações assim. Desfrutamos daquela paz que só Jesus pode dar. A Bíblia afirma: “Ah! se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos, então seria a tua paz como o rio, e a tua justiça como as ondas do mar! (Isaías 48:18).
Nada de diferente se os gálatas praticassem a circuncisão como medida de saúde preventiva. Mas eles voltaram a pratica-la como meio salvifico. E paulo desabafa: “Cristo de nada vos aproveitará” (Gálatas 5:2). E ele ainda vai mais longe: “E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei” (Gálatas 5:3).
Paulo apresenta algo impossivel de ser alcançado sem a atuação de Cristo na vida do indiciduo. Os gálatas estavam tentando o impossivel. “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo , temos também crido em Jesus Cristo , para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gálatas 2:16)
Quarta
Ao mesmo tempo em que alguns galatas se apegavam a observancia da como tábua de salvação, um outro grupo caia no outro extremo ao afirmarem que em Cristo estavam livres para dar vasão aos desejos da carne.
Já abordamos este assunto na introdução. Este contracemso existe nos dias de hoje. É um verdadeiro disparate quando vemos pessoas afirmarem que podem fazer o que bem entender porque Cristo já pagou na cruz todos os pecados que porventura eles venham a cometer e que não há necessidade de nenhuma reserva neste sentido. É realmente um equivoco sem tamanho.
Quinta
Paulo enfatiza a necessidade de cultivat o amor ao próximo. Ele esta dizendo que de nada valerá ser professos observadores da lei se o amor ao próximo não permear as nossas ações. Ele mesmo afirma: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine” (1 Coríntios 13:1).
Paulo tinha consciencia de que a pessoa convertida passaria a observar a lei não como uma necessidade, mas uma consequencia natural de sua conversão. A observamcia da lei são os frutos do Espírito que surgem naturalmente de uma vida transformada. O amor é a base da observancia da lei. Disse Jesus: “Se me amais, guardai os meus mandamentos” (João 14:15).
Pauo está afirmando que se alguém espera ser salvo pela observancia da lei essa pessoa tem que observar toda a lei e isso é impossível ao ser humano. É Cristo que nos oferece o privilégio de andar em novidade de vida.
Conclusão
A liberdade em Cristo nos livra do peso e consequencias dos vicios. Já mensionamos que uma pessoa que fuma, bebe ou joga e, o faz porque se acha livre para faze-lo, se torna prisioneiro destes vicios. Salomão afirma: “Quanto ao ímpio, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido” (Proverbios 5:22).
Por mais de cinquenta anos eu faço palestras para fumantes e a queixa da maioria deles é: “comeci a fumar para mostrar ao mundo que sou livre e hoje quero me libertar deste vício e não consigo”. Realmente o pecado nos escravisa e nos mata. A liberdade oferecida por Cristo nos comunica vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário