terça-feira, 18 de dezembro de 2012

As últimas coisas: Jesus e os salvos

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 15 a 22 de dezembro de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            O verso áureo da lição desta semana é um convite à conversão com a certeza de que Jesus voltará para buscar os Seus redimidos.
            Antes deste momento apoteótico três coisas devem ocorrer. O pecador deve ter uma visão clara do ministério de Cristo no Santuário Celestial e apropriar-se dos méritos que Ele nos oferece. Em segundo lugar deve aguardar a volta de Jesus a essa Terra e a consequente ressurreição dos justos.
            Pelo menos o primeiro item é uma doutrina exclusiva dos adventistas do sétimo dia. Os demais itens são aceitos por algumas igrejas, porém, quase não são enfatizados em seus púlpitos.
            O cumprimento milimétrico das profecias indica que o fim se aproxima. Em breve Jesus deixará o Santuário Celestial. E retirará as suas vestes sacerdotais e sendo o justo juiz aplicará a justiça tão esperada por muitos.
            Quando tudo se cumprir restarão apenas duas coisas, A corte celestial e os redimidos. Estes, quando em vida aqui na terra aceitaram a intercessão oferecida por Cristo.

Domingo  
            Alguns estabelecem uma diferenciação do Deus do Velho Testamento e o Deus do Novo Testamento. Para essas pessoas a salvação oferecida no Velho Testamento era diferente da oferecida no Novo Testamento e transformam o método salvífico de Deus como experiência de laboratório.
            Caso fosse assim duas coisas estariam acontecendo. Primero Deus estaria sendo injusto para com a humanidade quando os do Antigo Testamento seriam salvos pelas obras e enquanto os do Novo Testamento são salvos pela graça. Prece que Deus está fazendo experiências para ver qual plano de salvação funciona melhor.
            É o próprio Criador que afirma: “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” (Malaquias 3:6). É próprio Deus afirmando que Ele não muda justamente para que todos tenham a oportunidade de si salvarem.
            A salvação desde o Éden até nossos dias sempre foi pela graça. Desde Adão até os nossos dias não existe salvação sem que o pecador passe pelo Santuário Celestial.
            Quando o Santuário terrestre foi construído a ordem divina foi: “Então levantarás o tabernáculo conforme ao modelo que te foi mostrado no monte” (Êxodo 26:30). Dede Adão os cordeiros oferecidos em sacrifícios apontavam para Jesus que um dia viria a esse mundo morrer em nosso favor.
            Um detalhe curioso é que o Santuário terrestre deveria seguir rigorosamente o modelo apresentado por Deus justamente para evitar qualquer tipo de confusão. Infelizmente Satanás usando instrumentos humanos conseguiu afastar o homem do Santuário Celestial e que a intercessão de Cristo passou a ser exercida por homens falíveis. Afirma o profeta Daniel: “E se engrandeceu até contra o príncipe do exército; e por ele foi tirado o sacrifício contínuo, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra.
E um exército foi dado contra o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e lançou a verdade por terra, e o fez, e prosperou” (Daniel 8:11-12). E, descrevendo esse poder que se levantaria na Terra, João completa: “E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia” (
Apocalipse 13:14).

Segunda
             Todo o serviço do Santuário terrestre e celestial está voltado para o sacrifício de Jesus e, alterar esse foco é rejeitar o sacrifício máximo de Cristo por nós.
            O poder que usurpou o sistema de salvação “lançou a verdade por terra” e a Bíblia afirma que “fez isso e prosperou”.
            É impressionante vermos como lideres religioso transferem para seres humanos vivos e mortos as prerrogativas de interceder e de perdoar pecados. E Satanás foi mais além, introduziu penitencias, purgatório, indulgencias e até o sofrimento humano como meios salvificos. Coisas completamente contrárias ao ensinamento bíblico. São tentativas falíveis de anularem o sacrifício de Cristo e fazer do Santuário Celestial alguma coisa supérflua e inútil.
            O único que pode perdoar pecados é Aquele que deu a Sua vida por nós. Não há outro meio da salvação. Falando sobre isso Paulo pergunta: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram” (Hebreus 2:3)
            Hoje Jesus está no Santuário Celestial como único intercessor em prol do homem. Sabemos que está próximo o dia em que Ele deixará o Santuário e porá as vestes de Juiz. Falando sobre este momento Isaías viu em visão: “E vendo que ninguém havia, maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; por isso o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve” (Isaías 59:16).
           
Terça
            A morte de Jesus foi o acontecimento que validou o Seu ministério no Santuário Celestial. “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25).
Mas a Bíblia nos orienta que um dia Ele deixará o Santuário e voltará a essa terra para apresentar o resultado do Seu trabalho de intercessão. Quando Ele vier então veremos a diferença entre aqueles que creram no Seu sangue remidor e os que desprezaram o Seu sacrifício na cruz. Paulo torna isso bem claro: “O qual recompensará cada um segundo as suas obras” (Romanos 2:6). Quando andava por este mundo Jesus foi claro: “E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda” (Mateus 25:33). Aliás, o objetivo da volta de Jesus é “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras” (Mateus 16:27).
Não crer na segunda volta de Jesus é botar em cheque o Seu nascimento, o Seu ministério, Sua morte a Sua ressurreição e o Seu ministério no Santuário Celestial. Quem é cristão e não acredita que Jesus voltará a este mundo está 100% equivocado em seu cristianismo.
Em Atos 3:19-21 Pedro liga a conversão do ser humano ao perdão pleno e mostra que tais pessoas estarão prontas quando Ele vier. E quando Ele vier tudo será restaurado. Essa é a nossa grande esperança.

Quarta
Paulo fala da imprevisibilidade da volta de Jesus. Ele virá como ladrão. Quando o mundo menos espera os céus se abrirão o nosso Rei aparecerá em glória e majestade.
Paulo enfatiza que esse acontecimento não será surpresa para os crentes fieis. Eles sabem o que acontecerá e estarão prontos para qualquer momento. Diz o apostolo: “Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação” (1 Tessalonicenses 5:8).
Quando catástrofes assolam a terra logo aparecem cientistas dando explicações porque isso ou aquilo aconteceu. Mas para nós que tememos o Seu nome sabemos que é avisos de que o nosso Rei se aproxima. “Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o Sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria” (Malaquias 4:2). Jesus afirma que não há motivos para sermos surpreendidos quando Ele vier. Os sinais são claros e inquestionáveis.
Esse é o momento de abastecer as nossas lâmpadas. Esse é o momento de fortalecer a nossa fé e de estamos alertas. O Céu tomou todas as providencias para que o grande dia do Senhor não nos pegue se surpresas. E o mais importante: Os sinais da volta de Jesus preditos na Bíblia acontecem numa sequência intrigante, deixando bem claro que o Rei está às portas.

Quinta
            Há pouco tempo um parente nosso embriagado se meteu em uma confusão e foi assassinado. No sepultamento, alguém da família falou: “Ele gostava muito da mãe e agora vai para junto dela”.   
            É impressionante como Satanás conseguiu pulverizar no mundo crenças tão distantes das verdades bíblicas, principalmente sobre o estado do homem na morte. A profecia foi clara “E um exército foi dado contra o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e lançou a verdade por terra, e o fez, e prosperou” (Daniel 8:12).
            Confusão a respeito do estado do homem na morte sempre existiu entre os povos, mesmo entre o povo de Deus. Paginando a história vamos encontrar civilizações cultivando crenças diversas sobre o estado do homem na morte. Os saduceus não criam na ressurreição e os irmãos de Tessalônica tinham pensamentos distorcidos a respeito.
            É interessante que o autor da lição nos lembra de que foi com a própria morte que Jesus venceu a morte e possibilitou a ressurreição para todos aqueles que aceitam o Seu sacrifício na cruz.
            Quando eu fazia o Jornal Esperança preparei uma edição especial para novembro. No dia de finados fui para o portão de um dos cemitérios de Brasília e fiz uma farta distribuição. Ao terminar dei uma volta dentro do cemitério e um quadro me chamou a atenção. Um senhor usando o jornal lutava para proteger uma vela da ação do vento. Imaginei, caso ele tivesse lido o que tinha em mãos, talvez não estivesse se agoniando tanto para acender uma vela.
            Após a morte não fica nenhum espirito ou coisa parecida vagando na amplidão dos céus, nem desfrutando das delicias do Paraíso, nem em meio às labaredas de um inferno e muito menos pagando pecados no purgatório.
             Todos os mortos estão inconscientes nos seus túmulos. Quando Jesus voltar eles voltarão à vida.  “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (.Daniel 12:2).

Conclusão
            O Dia da Expiação era especial para o povo de Israel. Nesse dia o santuário terrestre era limpo de todos os pecados que ao longo do ano foram confessados ali. Era um dia especial. Caso Deus não fosse favorável em apagar os pecados de Seu povo o Sumo sacerdote seria fulminado dentro do Santíssimo.
Paulo afirma que a purificação do santuário terrestre era necessária, pois ele é figura do que está no Céu. Assim quando Cristo passou do lugar santo para o santíssimo no Céu em 1844, conforme as profecias de Daniel iniciou o grande dia da expiação terrestre. “De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes” (Hebreus 9:23).
Esse é o momento em que todos os casos estão sendo julgados. Quando esse julgamento terminar Jesus voltará para dar a cada um segundo as suas obras.

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