Comentário da lição da escola Sabatina de 4 a 11 de fevereiro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de Reavivar a Esperança (meditação). É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
Nesta semana vamos estudar um tema que para muitos religiosos de Bíblia na mão significa uma perda de tempo. Mas às vezes me pergunto: caso a lei de Deus tenha sido abolida, que necessidade existe de um salvador ou de igrejas uma vez que sem lei não há pecado?
Outro questionamento que faço é: se é verdade que a lei nasceu no Sinai e morreu na cruz, Deus faz acepção de pessoas, e um Deus que age assim, merece a nossa confiança? Somos melhores ou piores do que os nossos antepassados do Velho Testamento?
Sendo assim, Deus já usou outros meios de salvação para os homens. Será que o método de salvação antes da cruz foi um e depois da cruz outro? Será que Deus fez do nosso planeta um laboratório? Somos simplesmente ratinhos de cobaia?
Antes de pedir “Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei” seria melhor nos empenhar para conhecer melhor o autor da lei. Essa é a proposta da lição desta semana.
Domingo
A Lição pergunta e não dá a reposta do porque de uma demonstração tão explicita da glória de Deus na entrega das tábuas da lei. Ma se com toda essa demonstração de santidade da lei e do Seu autor, com tudo o que acontecia no cume do Sinai; lá em baixo os israelitas dançavam diante de um bezerro de ouro. Podemos imaginar o que aconteceria se a entrega fosse feita de maneira que não identificasse o Seu autor como rico em poder e glória. E, com tudo isso, hoje os bezerros de ouro estão por toda a parte roubando aquilo que só a Deus pertence: adoração, honra e louvor. Ellen G. White dá um lampejo do porque de uma demonstração tão explicita da glória de Deus no Sinai: “O Universo inteiro foi testemunha das cenas do Sinai. Nos efeitos das duas administrações viu-se o contraste entre o governo de Deus e o de Satanás. De novo os habitantes destituídos de pecado, de outros mundos, viram os resultados da apostasia de Satanás, e a espécie de governo que ele teria estabelecido no Céu, caso lhe houvesse sido permitido exercer domínio” (Patriarcas e Profetas, págs. 335). Paulo considerava ser dependente da misericórdia de Cristo. A lei não produz pecado.
De novo os habitantes destituídos de pecado, de outros mundos, viram os resultados da apostasia de Satanás, e a espécie de governo que ele teria estabelecido no Céu, Quem peca é o homem que a transgride. O salmista afirma que os mandamentos é a nossa única diretriz segura: “Então não ficaria confundido, atentando eu para todos os Teus mandamentos” (Salmos 119:6).
Segunda
É importante lembrar que a lei não teve a sua origem no Sinai. Ela é eterna como é o Seu autor. No Sinai ela foi gravada em tabuas de pedra e dada aos homens para uma melhor memorização. Antes do Sinai pessoas que a transgrediram, a começar de Adão e Eva, receberam a desaprovação divina. Caim, os antediluvianos, os sodomitas e os siquemitas todos foram reprovados por Deus. Contrapondo a estes vem a lume José, que recusou terminantemente cometer adultério; tudo isso antes que a lei fosse apresentada no Sinai.
Jó foi um dos primeiros habitantes do mundo. Ele foi admirado não só por todos os mundos não caídos, mas também pelo próprio Satanás. E a Bíblia apresenta os motivos que causaram esse diferencial em sua vida. Dez o texto: “E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal” (Jó 24:14).
Como veio a tona o conceito de integridade e retidão se não houvesse lei? Como o homicídio, o adultério e o roubo já eram conhecidos como condutas repulsivas se a lei não fosse conhecida? Deus afirma que “Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis” (Gn 26:4 e 5). Tudo isso aconteceu antes do Sinai.
Jacó, depois de um encontro com Deus sentiu a necessidade de uma reforma espiritual em sua família. O apelo de Jacó foi: “Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes” (Gênesis35:2). Quem mostrou para Jacó que havia algo errado com a sua família?
Terça
Caso não houvesse interesse da parte de Deus de que nós observássemos o sábado, não haveria necessidade de criá-lo no final da criação. Deus não Se cansa e nem Se fadiga e, porque a Bíblia afirma que Ele descansou após a Sua ação criativa? Porventura o homem estava cansado tendo nascido no dia anterior? Lá no princípio Ele criou o sábado não como um dia qualquer. A Bíblia afirma que Ele descansou, abençoou e santificou esse dia. O ato criativo do sábado foi bastante explícito, claro e inconfundível. O sábado foi o primeiro mandamento que o homem conheceu. E logo esse é o mais pisado.
Faraó estava irritado. Com a chegada de Moisés e Arão no Egito os israelitas foram conscientizados da santidade deste dia e o PIB egípcio caiu. Os israelitas não mais fabricavam tijolos no sábado. Veja o que Ellen G. White escreveu: “Assim como Deus chamou os filhos de Israel para fora do Egito, a fim de que pudessem guardar o Seu sábado, Ele chama também o Seu povo para fora de Babilônia, para que não adorem a besta ou sua imagem” (Maranata – Meditação Matinal, p 188).
Na travessia do deserto, na sexta feira, o maná caía em dobro e não deteriorava durante o sábado o que não acontecia nos outros dias da semana. “Santificado pelo descanso e bênção do Criador, o sábado foi guardado por Adão em sua inocência no santo Éden; por Adão, depois de caído mas arrependido, quando expulso de sua feliz morada. Foi guardado por todos os patriarcas, desde Abel até o justo Noé, até Abraão, Jacó” (O Grande Conflito, p 453).
Não existe doutrina bíblica mais clara do que o sábado como dia especial de repouso. É impressionante como o homem teve a ousadia de alterar aquilo que Deus instituiu. Hoje vemos muitos evangélicos apoiando o ultraje contra a Lei de Deus cometido pela Igreja Católica. Diz a profecia: “E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo” (Daniel 7:25). Mais do que ousadia isso é atrevimento. Quem somos nós para interferirmos nos atos do Criador?
Quarta
“Ah! se tivesses dado ouvidos aos Meus mandamentos, então seria a tua paz como o rio, e a tua justiça como as ondas do mar!” (Isaías 48:18). Com certeza esse seja o clamor de Deus em nossos dias, pois “Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles” (Ezequiel 22:26).
Todo o salmo 119 é uma exaltação a Lei de Deus. E outros salmos a sua santidade, perfeição, e eternicidade são profusamente evidenciadas.
Jeremias é o profeta que mais se comoveu com os desmandos do povo de Israel. A permanente rebeldia do povo em atender os reclamos do Senhor lhe causavam um profundo sentimento de angustia. Provavelmente a promessa de Deus lhe trouxe conforto. A lei de Deus seria inculcada nos corações do povo. E mais: “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Habacuque 2:14). É claro que só na Nova Terra essa profecia terá o seu cumprimento real. O escritor de Hebreus deixa isso bem claro.
Quinta
A renovação da aliança a Abraão partiu de um fato geralmente esquecido. Ela foi confirmada a Abraão porque: “Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis” (Gênesis 26:5). Abraão foi alguém comprometido com Deus. Teve falhas? Sim! Mas sempre que caía se firmava nas mãos dAquele que é magnífico em poder e se levantava para enaltecer o Seu grande nome.
Alguns contestam o sábado afirmado que ele não é apresentado enfaticamente pelos escritores do Novo Testamento como acontece com outros mandamentos. Porém, dois pontos devem ser lembrados: na época dos escritores do Novo Testamento o sábado era o único dia de repouso conhecido e mencioná-lo repetidas vezes seria desnecessário. Segundo, Jesus foi muito claro ao mencionar o sábado como uma necessidade do ser humano.
Muitos afirmam que é impossível o homem obedecer à lei de Deus. Estes fazem de Deus alguém despreparado e descompromissado. Deus é muito sábio para criar uma lei impossível de ser observada. A Bíblia é bem clara em dizer que só quando o homem ama a Deus sobre todas as coisas e entende o Seu grande amor pelo pecador é que ele encontra forças para atender a lei de Deus. O cumprimento da lei é a sua resposta de amor ao Deus criador e redentor. “Se me amais, guardai os meus mandamentos” (João 14h15min).
Conclusão
“Rejeitando a verdade, os homens rejeitam o seu Autor. Desprezando a lei de Deus, negam a autoridade do Legislador. É tão fácil fazer um ídolo de falsas doutrinas e teorias, como talhá-lo de madeira ou pedra” (O Grande Conflito, p 583).
A última batalha do grande conflito culminará com uma acirrada luta de legisladores. De um lado Deus reivindicando obediência a Sua lei e, do outro, os legisladores terrenos influenciados por seus desejos carnais. “A fim de se fazerem populares e conquistarem a simpatia do povo, os legisladores hão de ceder ao desejo deste, de obter leis dominicais” (Eventos Finais, p 132).
“O mundo há de enfrentar em breve o grande Legislador quanto a Sua lei transgredida” (Mensagens Escolhidas - Volume II, p 403). Feliz sábado!
Que alegria ter você como amigo! acho que esse foi um dos melhores presentes que Deus nos deu esse começo de ano! um abraço de seus amigos de Santana do Araguaia- www.facebook.com.br/jardan.pinheiro twitter.com/jasaesperanca e do PG Jasa Esperança!
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