domingo, 25 de agosto de 2013

Reforma: consequência do reavivamento

Gostou deste artigo? Então clique no botão ao lado para curti-lo! Aproveite para nos adicionar no Facebook e assinar nosso Feed.
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 24 a 31 de agosto de 2013. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga.

Introdução
            No texto abaixo, da Irmã Ellen G. White traça alguns requisitos para que a reforma aconteça em nossa vida e consequentemente na Igreja. Trabalho, harmonia, humildade, arrependimento e evitar contendas. Há uma sugestão para que as coisas sejam endireitadas e a mensageira afirma que a Igreja não tem necessidade de gastar o seu tempo em discussões.
            Diz o texto: Os servos de Deus devem trabalhar em perfeita harmonia. A contenda produz separação, conflito e discórdia. Sou instruída de que nossas igrejas não têm necessidade de gastar seu tempo em discussões. Quando o espírito de contenda lutar pela supremacia, detende-vos e endireitai as coisas, se não Cristo virá brevemente a vós, e moverá do seu lugar o vosso castiçal. Seja efetuada diligente e esmerada obra de arrependimento. Permiti que o Espírito de Deus sonde a mente e o coração, removendo tudo o que impede a necessária reforma. Até que isto seja feito, Deus não pode conceder-nos Seu poder e graça. E enquanto estivermos sem o Seu poder e graça, homens tropeçarão e cairão, não sabendo em que tropeçam” (E Recebereis Poder – Meditações p. 290).
E mais: “É chegado o tempo para se realizar uma reforma completa. Quando esta reforma começar, o espírito de oração atuará em cada crente e banirá da igreja o espírito de discórdia e luta” (E Recebereis Poder – Meditação, p. 287). 
A reforma de nossa vida espiritual virá acompanhada de uma reforma de saúde causando uma alteração profunda em nosso estilo de vida. “Grandes reformas devem ser constatadas entre o povo que alega estar aguardando o breve aparecimento de Cristo. A reforma da saúde deve efetuar entre nosso povo uma obra ainda não realizada até agora” (Maranata! – Meditação Matinal, p. 60).
Ao ver as condições da Igreja hoje imaginamos ser impossível ver nela um reavivamento da primeira piedade e uma consequente reforma. Pode ser impossível aos nossos olhos. A igreja de Corinto era a pior igreja nos dias dos apóstolos. Nela existia tudo o que acontecia no mundo e mais um pouco. Mas graças ao Espírito Santo ela saiu de sua letargia. “Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma” (2 Coríntios 7:9).
O mesmo poderá acontecer conosco hoje. Basta que não sejamos desobedientes à visão celestial. Sim, para Deus tudo é possível.



Domingo
         O reinado de Josafá foi marcado por expressivos progressos não só na política econômica de Judá, mas também, na vida espiritual do povo. Ele tomou providencias para que o Deus criador fosse adorado e exaltado em todo o reino. Ele chegou a formar uma equipe de evangelismo e reavivamento que percorreu todo o reino promovendo uma mudança espiritual entre o povo.
“No terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, Bene-Hail, Obadias, Zacarias, Netanel e Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá; e com eles os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobadonias e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão. E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do Senhor; foram por todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo” (2 Crônicas 17:7 a 9).
Deus agiu de maneira poderosa e o resultado foi surpreendente. “Então caiu o temor do Senhor sobre todos os reinos das terras que estavam ao redor de Judá, de modo que não fizeram guerra contra Jeosafá. Alguns dentre os filisteus traziam presentes a Jeosafá, e prata como tributo; e os árabes lhe trouxeram rebanhos: sete mil e setecentos carneiros, e sete mil e setecentos bodes. Assim Jeosafá ia-se tornando cada vez mais poderoso; e edificou fortalezas e cidades-armazéns em Judá” (2 Crônicas 17:10 a 12).
Quando os israelitas empreenderam a jornada do Egito até a Terra Prometida os moabitas não permitiram que eles cruzassem o seu território. O espírito de vingança tomou conta dos israelitas, mas Deus não permitiu que eles lutassem entre si porque eram primos.          
         Agora, quatrocentos anos depois, esse mesmo povo, em muito maior número, se levanta e se propõe a lutar contra o povo de Judá. Seria uma guerra desigual e Judá seria fatalmente vencido e dominado. “Depois disto sucedeu que os moabitas, e os amonitas, e com eles alguns dos meunitas vieram contra Jeosafá para lhe fazerem guerra. Veio alguns homens dar notícia a Jeosafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão de Edom, dalém do mar; e eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi.”
Duas especulações vieram à tona: - Caso Deus tivesse permitido a destruição dos moabitas naquela época, agora eles não seriam uma ameaça tão sinistra. E por que agora quando todo o Judá havia se consagrado ao Senhor? Mas Josafá não demorou nessas conjecturas, antes convidou o povo para uma reforma espiritual e implorar livramento.
 “Então Jeosafá teve medo, e pôs-se a buscar ao Senhor, e apregoou jejum em todo o Judá. E Judá se ajuntou para pedir socorro ao Senhor; de todas as cidades de Judá vieram para buscarem ao Senhor” (2 Crônicas 20:1 a 4).
         A resposta de Deus foi imediata: “Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados e vede o livramento que o Senhor vos concederá, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor está convosco” (2 Crônicas 20:17). E veio o resultado: “Quando Jeosafá e o seu povo vieram para saquear os seus despojos, acharam entre eles gado em grande número, objetos de valor e roupas, assim como joias preciosas, e tomaram para si tanto que não podiam levar mais; por três dias saquearam o despojo, porque era muito” (2 Crônicas 20: 25).
         Dois pensamentos vem à tona: primeiro, a reforma espiritual em Judá não aconteceu por acaso. O povo acabava de experimentar um genuíno reavivamento.
Segundo, mais importante que a vitória em si e seus resultados econômicos foram os resultados espirituais.

Segunda
         Era o desejo de Paulo que os corintianos experimentassem uma reforma em sua vida espiritual. Os mesmos pecados praticados no mundo eram vistos dentro da Igreja e mais, os judaizantes amavam discussões e porfias. Diante desse problema Paulo decidiu apenas pregar Cristo crucificado e unicamente Cristo. “Quando o apóstolo Paulo começou seu ministério em Corinto, populosa, rica e ímpia cidade, poluída pelos revoltantes vícios do paganismo, disse: "Nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e Este crucificado" I Cor. 2:2” (O desejado de Todas as Nações, p 510).
Os resultados foram surpreendentes. “Escrevendo posteriormente a alguns que foram corrompidos pelos mais vis pecados, pôde dizer: "Mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito de nosso Deus." I Cor. 6:11. "Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo." I Cor. 1:4.” (O Desejado de Todas as Nações, p 510). 
Não existia uma igreja mais corrupta do que a de Corinto. Parecia um caso sem esperança. Imagino que em algum momento Paulo teve vergonha de se identificar com eles como irmãos em Cristo. Os corintianos vieram para a Igreja e trouxeram o mundo com eles. Paulo viu que eles necessitavam de uma profunda reforma espiritual e para que ela se concretizasse ele viu apenas uma solução: Cristo.
Cristo é o único capaz de fazer a diferença em nossa vida. A medida que o conhecemos Ele vai moldando a nossa vida. E é essa mudança de vida que vai atrair as pessoas do mundo.
Certa vez eu estava em uma oficina mecânica e vi uma haste de metal com um pedacinho de ferro na ponta. Perguntei para o proprietário qual era a sua utilidade e ele me respondeu: “Esse pedacinho de fero é um ima. E quando um parafuso ou alguma peça pequena cai dentro das engrenagens do motor eu consigo pesca-la com esse ima. Jesus é o grande Ima que nos tira do emaranhado deste mundo. Grudados Nele seremos transformados. (Ver meditação Reavivar a Esperança, p. 170). Sem Cristo em nossa vida nenhum reavivamento ou reforma terá êxito.

Terça
            “Éfeso não era somente a mais magnificente, como também a mais corrupta das cidades da Ásia. A superstição e os prazeres sensuais mantinham domínio sobre sua fervilhante população. À sombra de seus templos encontravam guarida os criminosos de toda espécie, e floresciam os mais degradantes vícios” (Atos dos Apóstolos, p. 286). Entre os muitos deuses adorados pela sua população, Diana sobressaia proporcionando uma grande fonte de renda para os adivinhos e encantadores.
            Mas foi justamente nessa cidade que Paul viu um fértil campo missionário.
“Porque uma porta grande e eficaz se me abriu; e há muitos adversários” (1 Coríntios 16:9). Ele sabia que o poder de Cristo poderia transformar aquelas pessoas.
            Os anos se passaram e não demorou muito para que algumas práticas do passado voltassem a influenciar a vida de alguns irmãos ali. Não só as praticas de Balaão eram pregadas pelos Nicolaitas, eles defendiam também que uma vida promiscua não desagradava a Deus. Uma outra acusação foi: “abandonaste o seu primeiro amor”.
            Das sete igrejas do Apocalipse a Igreja de Éfeso é a que mais elogios recebeu porém, existia algo a melhorar. Deus não Se esqueceu de suas boas ações mas reprovou o que de errado existia.  Deus deixou claro que o alvo da vida cristã é cem por cento e que sem a chama do amor a arder em nós uma reforma espiritual é inviável.

Quarta
Ouço com frequência pessoas dizer que a Igreja Católica é a primeira igreja a surgir no mundo sendo ela então a única certa. Pena que os seus líderes proibiram a leitura congregacional da Bíblia e foram substituindo as verdades eternas por tradições humanas.
O foco da salvação deixou de ser Jesus e passou a serem outros intermediários. A igreja passou a ensinar a salvação pelas obras e não mais pela fé. É triste ver tantas pessoas que tem em seus líderes religiosos verdadeiros santos. Mas foram eles que introduziu na Igreja uma enxurrada de tradições humanas.
Os reformadores se levantaram contra tudo isso e abrindo a Bíblia ao povo mostravam que a salvação é pela graça e não pelas obras. Essa era uma mensagem muito diferente da que eles, reformadores aprenderam nos seminários. A mensagem bíblica de salvação pela graça era apresentada dos púlpitos e muitos entenderam o recado.
Textos bíblicos como os apresentados na lição de hoje eram assimilados com avidez. Jesus passou a ser apresentado como o único Salvador e mais, a salvação por Ele oferecida era de graça. Eles tinham base para crer que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1).
A Reforma proposta por Martinho Lutero ofereceu condições para que as três mensagens angélicas se propagassem com maior impacto e verdades bíblicas como o sábado fossem revitalizadas.
O que temos hoje não surgiu do acaso. Foi resultado de muita oração e apego á Palavra de Deus.

Quinta
            O reavivamento e a reforma propostos por Deus para o seu povo remanescente tem um significado especial. São dois acontecimentos que vão preparar a Igreja para uma vida eterna com Cristo.
            Nenhum movimento reformatório se revestiu de tamanha importância como o atual. É triste ver a indiferença de alguns com esse tema em um momento que os Céus estão fazendo os últimos apelos para os cristãos professos. Será muito triste para aqueles que olvidaram o apelo divino. Em breve eles constatarão que foram pesados na balança do Senhor e foram achados em falta.
            Antes de pregarmos as três mensagens angélicas temos que vivê-las. Isso envolve um relacionamento íntimo com Deus. As três mensagens angélicas se resumem no evangelho eterno. Esse é um evangelho de salvação a ser apresentado ao mundo.
            O mundo precisa saber que a Lei de Deus será a norma do juízo. Vivemos em um tempo em que doutrinas como a imortalidade da alma, a observância de um dia espúrio e a de que Deus não será tão justo assim saltam de púlpito em púlpito nas igrejas que tem a Bíblia na mão.
            O recado é sair dessa Babilônia. O reavivamento e a reforma são as armas que Deus nos oferece para pregarmos com ousadia as mensagens para esse tempo.


 Conclusão
            Para concluir deixo as palavras da irmã Ellen G. White: Quero dirigir estas linhas aos que têm tido luz, aos que têm tido privilégios, aos que têm recebido advertências e apelos, mas não têm feito decidido esforço para entregar-se completamente a Deus. Desejo advertir-vos para que tenhais receio de pecar contra o Espírito Santo, ficando então entregues aos vossos próprios caminhos, caindo em letargia moral e nunca mais obtendo perdão. Por que consentiríeis em continuar sendo educados na escola de Satanás e seguir uma linha de procedimento que torne impossível o arrependimento e a reforma? Por que resistir às propostas da misericórdia? Por que dizer: "Deixem-me em paz", até que Deus seja compelido a satisfazer o vosso desejo, porque quereis que seja assim?” (E Recebereis Poder – Meditação Matinal, p. 37). 
                                   
           



.

           




Nenhum comentário:

Postar um comentário