segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Reforma: vontade de crescer e mudar

Gostou deste artigo? Então clique no botão ao lado para curti-lo! Aproveite para nos adicionar no Facebook e assinar nosso Feed.
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 31 de agosto a sete de Setembro de 2013. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Certa vez uma mãe me confessou que sua garotinha de cinco anos se queixava de dor nas pernas. Aquela mãe cochichou em seus ouvidos dizendo que aquela dor era a do crescimento e quando fosse grande não sentiria mais esse desconforto. A filha respondeu de imediato: “Mas eu não quero crescer.”
            Depois de alguns anos a mãe entendeu a afirmação da filha. Aquela garotinha havia notado que as pessoas cresciam, ficavam velhas e morriam. Assim ela não queria crescer para não morrer.
            Porém, o crescimento proposto na lição dessa semana tem consequências diferentes. Ao invés de morrer vamos viver a plenitude da vida cristã.
            Esse crescimento na graça tem um limite apresentado na Bíblia. Diz o Livro do Senhor: “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4:13).
            A reforma vai despertar em nós o desejo de alcançarmos esse elevado patamar e com o objetivo de alcança-lo vamos realizar mudanças em nossa vida cristã. Mas tudo isso só será alcançado se atendermos os apelos do Espirito Santo em despertar em nós o desejo de crescer.
            No caso da garotinha, contrariando a sua própria vontade, ela cresceu e hoje é uma senhora adulta. Mas em termos espirituais as coisas não acontecem assim. Caso recusemos crescer Deus respeita a nossa decisão. Temos de orar para que Deus opere em nós “tanto o querer como o efetuar”.

Domingo
            Diante da recusa dos samaritanos de receber e hospedar Jesus, Pedro e João ficaram revoltados e aconselharam Jesus a usar medidas extremas. Aquela cidade deveria, imediatamente, ser destruída com fogo. Até ai duas coisas estavam acontecendo: Primeiro eles não haviam entendido a missão do Mestre como salvador de todas as pessoas e segundo eles não estavam convertidos.
            Mateus apresenta o desejo de toda a mãe. Ter os seus filhos em tronos ao lado de Cristo no Céu.  Quando essa mãe especifica ter um sentado a direita e o outro sentado a esquerda ela não sabia que esses dois lugares já estava reservado para os dois ladrões que passariam pela cruz junto com Cristo.
Esse pedido causou ciúmes entre os discípulos.  Mas a atitude egoísta dos dois não ficou só por aí. Em outra ocasião, durante seus primeiros labores evangelísticos, Tiago e João encontraram alguém que, embora não fosse reconhecido seguidor de Cristo, estava expulsando demônios em Seu nome. Os discípulos proibiram-no de fazê-lo, e julgaram que estavam certos assim procedendo. Mas quando expuseram o assunto a Cristo, Ele os reprovou” (Atos dos Apóstolos, p. 546).
Thiago e João ainda teriam um longo caminho a percorrer. Eles não estavam preparados para o grande trabalho evangelístico que os aguardava. Eram crianças espirituais e tinham que crescer muito na graça. A experiência do Pentecostes mudaria por completo a vida deles.  Não mais o desejo de exaltação própria. Mas humildade ao ponto de se entregarem nas mãos de Deus independente do que viesse a acontecer com eles.

Segunda
            Deus está ansioso que o Seu povo experimente o reavivamento e que faça uma reforma em sua vida espiritual. Para que isso aconteça Ele proveu o Espírito Santo para impressionar o nosso coração.
É Ele que atua em nós “tanto o querer como o efetuar”.  Mas autor da lição esclarece: “Deus não agirá, porém, sem a cooperação do homem. Deus está procurando a nos impressionar pela necessidade de reavivamento e reforma mas nada será realizado sem a nossa permissão.
Jesus afirma no Apocalípse que Ele está batendo na porta do nosso coração. Compete a cada um de nós abrir ou não a porta para que Ele entre. A Sua promessa é: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalípse 3:20).
Aqui entra a declaração de Paulo diante de Festo e Agripa: “Não fui desobediente à visão celestial.” Para Paulo obedecer a visão celestial ele teria de romper com todo o Seu passado e isso seria impossível sem a atuação do Espirito Santo.
A Bíblia afirma que o Espirito intercede por nós com gemidos inexprimíveis: “Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8:26).
Deus conhece a nossa natureza e tomou as providencias para que o nosso coração se sensibilize ao Seu chamado. Ele não deseja que nenhum se perca. Inclusive você.

Terça
            Antes do reavivamento Pedro tinha por costume resolver as coisas ao seu modo. Ele se julgava auto competente e senhor das situações. Pedro tinha um excesso de confiança própria. Em vários momentos Jesus mostrou para ele que a força humana e a confiança própria nada resolvem sem o auxilio divino. Compreender isso lhe custou muitas lágrimas. Mas a sua experiência é uma mensagem de conforto para todos nós.
            Mesmo as mentes mais conturbadas podem ser transformadas caso deem margem a atuação do Espírito Santo e sejam sensíveis aos Seus apelos.
            Os discípulos conviveram com Cristo durante três anos e meio. Por várias vezes eles ouviram do Mestre sobre a morte na cruz e a ressurreição e mesmo assim estavam tomados de dúvidas. Ao ouvir falar da ressurreição de Cristo e de Sua aparição a muitos, Tomé duvidou que o Mestre houvesse ressurgido.
            Jesus orientou que eles permanecessem em Jerusalém em oração até que do céu fossem revestidos de poder. Porém, não sabemos o porquê, mas no momento em que Jesus apareceu entre eles, Tomé não estava orando com o grupo e a dúvida o envolveu.
            Não há como ser vitoriosos por nós mesmos. O espírito de humildade, oração e união deve nos envolver. Buscar o reavivamento e a reforma de maneira isolada é se candidatar ao fracasso.

Quarta
         O filho pródigo ao se deparar com a miséria, ao invés de voltar para a casa do pai, ele se distanciou mais ainda. Foi procurar socorro com o “dono da terra distante”. O dono da terá distante não tem nada de bom para oferecer. O pródigo que até a pouco morava em uma confortável mansão agora passa a viver dentro de um chiqueiro de porcos.
         Ele está vivendo em miséria absoluta. Desde que saiu da casa do pai ele experimentou várias quedas e a sua penúltima foi cair dentro de um chiqueiro de porcos. Foi nesse momento que ele caiu mais uma vez. Diz a Bíblia que “ele caiu em si” e decidiu voltar para a casa do pai.
         Bendita queda. Ali, junto com os porcos ele deixou todo o seu orgulho. Estava faminto, sujo, mal cheiroso e maltrapilho. A sua mala antes recheada de dinheiro, revolta, ingratidão e confiança própria agora esta repleta de humildade e submissão. Antes ele havia “ajuntado tudo” descontentamentos e queixumes e colocado na mala e depois da última queda o conteúdo da bagagem é outro. Sugerimos ler as páginas 349 a 351 de Reavivar a Esperança.
         A casa, até então, sombreada pela tristeza e a saudade de um momento para o outro está em ritmo de festa. O pai visualizou no horizonte distante a silhueta inconfundível de seu filho errante.
A decisão do pródigo de voltar para os braços do pai só aconteceu quando ele vivia o momento máximo de miséria e solidão. Que pena o pródigo ter prognosticado tanto a sua volta!  Por que ele demorou tanto para usufruir das bênçãos do perdão? Ou melhor: Por que saiu de casa?!
Simplesmente porque ele era ser humano como qualquer um de nós.
Não sabemos por quanto tempo o pai o esperou. Mas o certo é que a sua longa espera só terminou com a volta do filho. Sugerimos ler as páginas 349 a 351 de Reavivar a Esperança.

Quinta
         Não sabemos por quanto tempo o paralítico permaneceu junto ao tanque de Betesda aguardando ajuda humana. Não sabemos para quantas pessoas ele solicitou auxilio sem ser atendido. De uma coisa temos certeza: sozinho jamais ele conseguiria o mergulho tão esperado.
         Um detalhe interessante. Caso ele fosse jogado dentro do tanque e não fosse curado corria o risco de morrer afogado. Mas ele tinha certeza de que seria restabelecido e sairia do tanque com as suas próprias pernas.
         Ao Jesus lhe perguntar se queria ser curado ele desviou a resposta abordando as dificuldades encontradas. Jesus sabia o grande desejo que emergia do seu coração e ignorou as suas queixas. Disse apenas: “Levanta-te, toma o teu leito e anda” (João 5:8).
         O céu está ansioso que a Sua Igreja experimente o reavivamento e a reforma, pois representam a única possibilidade para que o mundo conheça a salvação oferecida por Cristo. Deus não quer saber de explicações de nossa parte. Ele apenas espera pelo nosso clamor para agir.
         Hoje milhares de igrejas se assemelham ao tanque de Betesda. Milhões estão à espera de supostos anjos que agitem as suas águas e lhes proporcione salvação. Sem alarde, sem agitação Jesus pergunta a cada ser humano: “Queres ficar são?” Ele não quer ouvir respostas evasivas e elaboradas. Ele espera apenas que tenhamos fé para que Ele possa agir em nossa vida.

Conclusão
O reavivamento jamais vai acontecer em nossa vida sem que haja em nós o desejo de crescer em nossa vida espiritual. Sabemos que é Ele que opera em nós “tanto o querer como o efetuar”. Oremos para que essa vontade de crescer e mudar aflore mais e mais em nossa vida.


Nenhum comentário:

Postar um comentário