domingo, 13 de julho de 2014

O Espírito Santo

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de doze  a dezenove de julho de dois mil e quatorze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista-Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Iniciamos o estudo desse trimestre conhecendo melhor as três pessoas da Trindade. As duas primeiras que estudamos o Pai e o Filho, embora nos apresente muitas facetas de difícil compreensão, ainda assim, parece mais fácil ao nosso entendimento.

            Talvez, muitos de nós estejamos na situação de Nicodemos. Sabemos que Jesus é o “Mestre vindo da parte de Deus”, mas semelhantes a Nicodemos, não sabemos quase nada sobre o Espírito Santo. A criação do homem foi obra do Deus criador e, embora saibamos da atuação do Espírito Santo nesse ato criativo, essa idéia é pouco difundida entre nós. Jesus está completamente envolvido na ação redentiva do homem. Ai entra o Espírito Santo com uma dupla finalidade: Impressionar-nos a aceitar a necessidade de um novo nascimento e criar em nós uma nova natureza. Em suma, Deus nos criou e o Espírito Santo nos recria.

            Outro aspecto interessante do Espírito Santo é o Seu método abstrato de agir. Existe um adágio popular no Brasil de que “os mineiros trabalham em silêncio”. Mas em silêncio de verdade trabalha o Espírito Santo. Em Seus ensinos a Nicodemos Jesus assemelhou a ação do Espírito Santo a ação do vento. As duas atuações são invisíveis, mas, quantas alterações se vêem na passagem dos dois.

            Quando os discípulos souberam que Jesus, na linguagem popular de hoje, estava com as malas prontas para subir para o Céu, um manto de tristeza os envolveu. Estavam diante de duas dificuldades. Sabiam que a ausência de Jesus geraria muitas saudades, mas o pior era como levar avante a propagação do evangelho sem a presença Daquele que lhes ensinara todas as coisas?

            Jesus os conforta com a promessa do envio de um Consolador. O Espírito Santo seria o Seu substituto. Disse Jesus: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14:16). A promessa foi de que a substituição seria a altura e realmente o foi. Enquanto escrevo esse comentário o Brasil se agita com a saída de Neimar da seleção brasileira de futebol.  Mas apesar de o técnico da seleção tentar acalmar os torcedores de que ele tem substituto à altura, a dúvida parece ser um consenso geral. A substituição de Jesus pelo Espírito Santo propiciou à igreja condições de fazer obras realmente maiores do que as realizadas por Jesus. “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai” (João 14:12).

             Graças a essa substituição equivalente em todos os sentidos, o evangelho chegou até nós e é o propósito de Deus que ele continue a ser anunciado, pala força do Seu Espírito, até que a obra seja cabalmente consumada.

 

Domingo

            O autor da Lição lembra um fato curioso. A humanidade de Cristo impede que Ele use os Seus atributos divinos, como a onipresença em Seu relacionamento conosco. Diz o autor: “A condição humana de Cristo O impedia de estar pessoalmente em todos os lugares ao mesmo tempo. Por meio do Espírito Santo, todos teriam acesso ao nosso Salvador, independentemente de onde estivessem ou da distância física que os separasse de Cristo” (Nota da lição, p. 31).

            Um fato curioso é que o Espírito Santo sendo Deus Ele sabia das necessidades dos discípulos e, a primeira vista, parece estranho que para atuar em favor dos discípulos Ele tenha que receber ordens.  Mas o fato de Jesus rogar ao Pai para que Ele mande o Espírito Santo em favor dos discípulos se prende mais a uma força de expressão para mostrar que toda a Trindade esta empenhada em nosso bem estar. Outro ponto interessante é que caso não houvesse essa interferência os discípulos poderiam estar recebendo essa preciosa ajuda sem saber corretamente a Sua origem.

            Desde que o sofrimento deu entrada no mundo em consequência do pecado todos nós gememos. Diz o apostolo Paulo: “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora (Romanos 8:22). Para amenizar esse sofrimento e nos infundir esperança está atuando em favor da humanidade. Quantas pessoas encontraram, por meio Dele, alívio em Cristo.

            Os discípulos estavam pesarosos porque Jesus passou tão pouco tempo com eles. Para alguns, menos de três anos. Mas a promessa foi de que o Espírito Santo estaria com eles para sempre. Ou seja, Ele estaria confortando as gerações que lhes sucederiam. A promessa de Cristo alcança a cada um de nós, e mais, se estende até aqueles que virão depois de nós. Ele estará conosco “para sempre”.

 

Segunda

            No comentário feito pelo autor, encontrado na Lição dos professores páginas 36 a 39, encontramos uma gama de instruções que nenhum estudioso da lição deve ignorar. Com base Bíblica e do Espírito de profecia Ele esclarece muitos aspectos da terceira pessoa da Trindade. É bom você conferir.

Uma das características do Espírito Santo que eu mais admiro é apresentada por Isaías. Ele diz: “E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda” (Isaías 30:21). Diuturnamente essa voz esta soando ao nosso ouvido. Diante de dúvidas e tentações Ele está junto conosco nos orientando qual caminho tomar. Um detalhe: as pessoas que dão ouvidos à Sua voz são as mais felizes do mundo. A Bíblia não deixa dúvidas de que o Espírito Santo é uma pessoa. Ele tem sentimentos e exerce funções que só um Ser pessoal pode fazer. 

              João no verso vinte e seis do capítulo quatorze menciona três atuações do Espírito Santo em nosso favor. Ele nos consola, nos ensina e nos faz lembrar de tudo o que antes aprendemos. Ele só pode consolar quem realmente está com saudades de Jesus. Ele só pode ensinar quem realmente deseja e busca a sabedoria e Ele só nos faz lembrar daquilo que um dia aprendemos. O verso deixa claro que pouco ou nada Ele pode fazer por pessoas indiferentes às coisas espirituais. Quem sabe em favor dessas pessoas Ele sofra tristeza e ao mesmo tempo interceda com gemidos inexprimíveis conforme afirma a Bíblia.

            Do meu ponto de vista o trabalho mais delicado e complicado do Espírito Santo é convencer o pecador. O ser humano tem muita dificuldade para reconhecer os seus erros e voltar atrás. Realmente exige para isso a força e ajuda de Alguém especial e superior a nós.

 

Terça

            Já abordamos que o Espírito Santo, como qualquer um de nós, só pode consolar quem realmente está triste. Como o Espírito Santo é identificado como “o outro Consolador” isso deixa claro que antes de Sua atuação específica sempre tivemos um Consolador. Jesus durante a Sua vida terrena Se igualou a nós. Conviveu com as nossas misérias e sabe das dores que nos aflige. Aquele que chorou junto ao sepulcro de Lázaro compreende as agruras que nos assolam.

            Jesus deixou claro que o outro Consolador dispõe dos mesmos poderes que são características da Trindade. Ele prevê o futuro, ensina e nos faz lembrar de coisas que aprendemos no passado e eu ficou esquecido. Além de todas essas características o Espírito Santo é onipresente.

            A Bíblia afirma que, sendo um dos membros da Trindade não será tolerado qualquer ato de blasfêmia contra o espírito Santo. Ele é divino assim como é divino o Pai. Jesus foi o Consolador em forma corpórea humana. O Espírito Santo é o consolador invisível, mas onipresente. Jesus na forma humana estava destituído de Sua faculdade de onipresença.

 

Quarta

O Espírito Santo é o maior missionário voluntario de que se tem conhecimento. É Ele que nos capacita para apresentar a mensagem de salvação. Ele nos auxilia a aprender e compreender as verdades bíblicas e ao mesmo tempo nos faz lembrar de detalhes que ajudarão as pessoas a tomarem a decisão.

            É o Espírito Santo que clareia as mensagens para o estudante da Bíblia. Sabemos que a decisão de aceitar ou não faz parte do livre arbítrio de cada pessoa. Mas ao receber a mensagem a pessoa se conscientiza da sua necessidade de um Salvador. Ela é convencida de que realmente é um pecador e carece do favor divino. Ela recebe o conhecimento de que Deus trará a juízo todas as nossas obras.

            Podemos dizer que no evangelismo tem duas pessoas trabalhando para que alguém aceite a Jesus como o Salvador. Tem a pessoa humana, visível e palpável e o Espírito Santo que à semelhança do vento faz o seu trabalho invisível mostrando, ao mesmo tempo, o resultado concreto de Sua ação.

            O Espírito Santo usa de artifícios ilimitados para que a mensagem chegue à determinada pessoa. Faz pouco tempo uma senhora, não adventista, via o seu canal preferido de televisão quando a sua cadelinha ao se aproximar feliz bateu a cauda no controle remoto e a TV Novo tempo apareceu na tela. Dali para frente tudo mudou na televisão e na casa daquela senhora.

            Temos casos de pessoas que em sonho vê um livro ou pessoa e logo depois se depara com o livro ou a pessoa visualizada no sonho. Creio que essas atuações do Espírito Santo apenas serão mais bem compreendidas quando estivermos na Nova Terra. Ali veremos até onde foi o Seu trabalho em nossa conversão e dos milhares que estarão conosco lá.

 

Quinta

            A Bíblia apresenta algo curioso. Apenas as pessoas que O buscam com coração sincero O receberão. Muitos esperam usar o Espírito Santo ao invés de se permitir ser usados por Ele. E de um detalhe não podemos esquecer: existe muito milagre por aí sendo atribuídos ao trabalho do Espírito Santo, quando na verdade não é Ele o autor.

            O propósito de Deus em nos encher do Espírito Santo tem um objetivo muito claro: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1:8). Caso alguém aja de maneira adversa a esse propósito, por mais santo que pareça ser, está sendo dirigido por outro espírito. “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” (1 Coríntios 2:12).

            A Bíblia apresenta inúmeros exemplos de pessoas que foram cheias do Espírito Santo. Temos Isabel, mãe de João Batista; Maria e o próprio Jesus. É prazeroso saber que o Espírito Santo assiste os filhos de Deus até na hora da morte como aconteceu co Estevão: “Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus” (Atos 7:55).

           

Conclusão

Dependendo do nosso comportamento podemos entristecer o Espírito Santo. E fazer com que Ele Se afaste de nós. “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção” (Efésios 4:30). Davi sentiu esse drama na pele.

E foi em um momento de fraqueza, que o rei de Israel se sentiu abandonado por Deus. Certo de que em tais condições o Espírito Santo Se ausentaria dele então, com coração contrito orou: “Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo” (Salmos 51:11).

Será que em algum ou em alguns momentos de nossa vida não estamos entristecendo o Espírito Santo? Talvez, seja o momento de orarmos como Davi.

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