domingo, 12 de outubro de 2014

Suportando a provação

Gostou deste artigo? Então clique no botão ao lado para curti-lo! Aproveite para nos adicionar no Facebook e assinar nosso Feed.

Comentário da Lição da Escola Sabatina de onze a dezoito de outubro de dois mil e quatorze. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro da IASD central de Taguatinga.

 

Introdução

            Não há nenhum personagem bíblico que não tenha experimentado o cadinho da provação que os atingiu de maneiras diferentes. Abel pagou caro pela sua decisão em optar por uma adoração perfeita a Deus. E o que dizermos de Abraão, Jacó, Davi, Isaías, Jeremias, Daniel e o próprio Jesus? Depois temos os cristãos enfrentando as feras no Coliseu, nos calabouços e nas fogueiras. Nesses casos a perseguição foi a grande prova.

Nos momentos atuais a igreja vive um período de bonança em quase todas as regiões do mundo. Mas o que significa provação para nós hoje? Enfrentamos os diversos ventos de doutrinas dentro e fora da Igreja. A promiscuidade, a vida desregrada, o consumismo estão provando muitos de nossos irmãos. Vivemos dias difíceis com a certeza de que tudo “vai de mal a pior”. Todo servo de Deus tem diante de si um monte Moriá.

A Bíblia esclarece: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12). Satanás é o grande perseguidor e ele faz uso de mil modos para nos perseguir colocando à nossa frente provações diversas.

Em nosso caminhar rumo ao Céu nos deparamos com pedras que sangram os nossos pés. Nesses momentos seria bom nos lembrar das palavras de Fred Beck: “O regato perderia sua canção se você lhes removesse as pedras.” São em meio às dificuldades que aprendemos as melhores lições. Escreveu Stephen Chanock: “Muitas vezes aprendemos mais debaixo da vara que nos fere do que debaixo do cajado que nos consola.”

Deus nos garante que não sobrevirão a nenhum de nós uma provação acima das forças que Ele nos proporciona para vencê-las. Ele sabe que somos pó. Nos momentos cruciais é difícil entendermos que: “As feridas de Deus curam; os beijos do pecado matam” (William Gurnall).

                  Tiago Enaltece a provação e, semelhante a Paulo, ele as tem como algo de estrema valia para a nossa vida espiritual. Ambos chegam ao ponto de considerar os perseguidos e provados como pessoas bem-aventuradas.

     

      Domingo

                  As tentações são uma constante na vida de todo o ser humano. Isso porque todos nós temos algo em comum que se chama tendência carnal. Mesmo uma pessoa que não acredita em Deus sofre tentações para as quais não gostaria de ceder.  Esses últimos, por não acreditar em um Deus poderoso que fortalece aqueles que recorrem a Ele passam pela vida lutando sozinhos.

                  Tiago não deixa dúvidas. É a nossa natureza carnal que nos acedia. Como Satanás foi o causador do pecado que nos legou essa natureza voltada para as coisas da Terra ele sabe trabalhar muito bem essa situação na vida de cada um de nós.

                  A raiz de toda a tentação está em nossa mente que recebe os estímulos das avenidas da alma que perscrutam os nossos arredores e, caso não sejam disciplinadas, tendem a sobrepujar o nosso esforço para não cairmos em tentação.

                  Ser tentado não é pecado. Pecado é ceder à tentação e esse é o objetivo máximo de Satanás. Uma das causas de cair em tentação é o dialogar com a tentação. Temos que buscar em Deus forças para pronunciarmos em tempo hábil um firme não. Dialogar com o pecado é um grande risco que não compensa.

                  A raiz da tentação é Satanás. Ele usou de suas artimanhas e conseguiu plantar essa raiz em nosso ser. Hoje somos dominados pelos desejos da carne. Esses desejos fazem aflorar em nós o desejo de pecar e quando o pecado acontece é porque permitimos que essa raiz encontrasse terreno fértil em nosso coração.

     

      Segunda

            Tiago usa toda a sua autoridade para afirmar que a tentação é uma ação satânica e que tal postura não faz parte do caráter de Deus. “Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ser consumado, gera a morte” (Tiago 1:14-15). Esse desejo de pecar foi implantado em nós no jardim do Éden.

            Desde então estamos em luta contra os desejos da carne. Paulo desabafou: “Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer esse eu continuo fazendo” (Romanos 7:18-19).

            Eva aceitou conversar com Satanás. Dessa conversa surgiu o desejo de experimentar do fruto. A promessa de Satanás de que os seus olhos seriam abertos e, dali para frente, ela conheceria bem e o mal lhe aguçou o desejo de conhecer o mal, uma vez que o bem ela já conhecia. Esse desejo foi desastroso e hoje, o temos impregnado em nosso ser.

            Estamos em luta diuturna com a tentação. Um só vacilo poderá ser fatal.  Por meio de Cristo podemos alcançar a vitória sobre o pecado. “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Romanos 8:37).

 

Terça

            Depois de mostrar que a entrada do pecado no mundo desencadeou em nós uma permanente luta espiritual, Tiago esclarece que Deus está pronto a nos oferecer “Dádivas” para vencer o mal. Sabemos que a maior dádiva que o Céu nos concedeu é Jesus. O maior valor dessa dádiva é que, como nós, Ele sofreu tentações, mas não pecou.  “Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado” (Hebreus 4:15).

            O novo nascimento não nos isenta de pecar. Sendo assim a nossa luta continua. Mas um detalhe é acrescentado. Caso caiamos em tentação há um escape: “Meus filhinhos, escrevo a vocês estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1).

            Em nossa luta permanente contra Satanás temos um peso pesado ao nosso lado. A promessa de Jesus é que o Espírito Santo estará sempre conosco. “Não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (3:5-6). O Espírito Santo está sempre à nossa disposição. Ele nos orienta e nos dá forças para vencer. “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: este é o caminho, andai por ele" (Isaias 30:21).

 

 

 

Quarta

            Tiago nos alerta para uma das coisas mais difíceis de praticar. Saber ouvir é à base dos relacionamentos. Isso não é fácil, principalmente quando “percebemos” que em determinado ponto temos razão.

            Toda a Bíblia nos adverte do perigo das palavras impensadas. “Ser tardio para falar” significa deixar que as pessoas falem primeiro e, depois havendo oportunidade apresentamos o nosso ponto de vista. Uma atitude assim coloca as nossas palavras em último lugar e ninguém está pronto para ceder tanto.

            Essa luta entra no mesmo patamar apresentado por Paulo. “Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio” (Romanos 7:15). Seria mais ou menos assim: Não falo o que desejo, mas o que eu odeio. Não é fácil viver dentro do equilíbrio e aceitar a premissa de ouvir antes de falar ou mesmo ouvir e não falar.

            Sabemos que algumas pessoas têm um melhor domínio da língua enquanto outras não. Infelizmente me coloco no segundo grupo.

            Todos nós passamos pelo novo nascimento, mas é comum o velho homem surgir das cinzas e promover um grande estrago. Quando eu era criança decidi matar um gato a pauladas. Foi horrível vê-lo envolto em sangue e aparentemente morto se volver tentando se colocar de pé reunindo um último esforço de lutar pela vida. Eu imaginava que ele estivesse morto, mas ledo engano.

            Quando morei na zona rural era comum, em épocas de seca, nos encontrar às voltas com incêndios que surgiam nas pastagens. Geralmente eles eram provocados por pequenas fagulhas produzidas por um palito de fósforo atirado fora ou uma mutuca de cigarro. “Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha” (Tiago 3:5).

 

Quinta

            A palavra de Deus nos infunde forças para resistir o mal. Tiago afirma que ela “é poderosa para vencer o mal”. Foi usando a Palavra que Jesus venceu o inimigo no monte da tentação. A âncora do Salvador estava plantada no “está escrito”.

                  Sem um relacionamento íntimo com a Palavra de Deus não tem como obter vitória sobre o pecado. Ela é e será a nossa âncora nos momentos de provação. Davi descobriu esse grande segredo e afirmou: “Guardei no coração a tua palavra
para não pecar contra ti” (Salmo 119:11).

                  Implantar a Palavra de Deus no coração significa mais do que apego a ela. Significa viver em harmonia com ela. Será difícil ou impossível alguém se manter de pé caso não esteja bem firmado na Palavra. Ela é o nosso bordão.

     

Conclusão

                  A nota do estudo de sexta-feira traz uma mensagem que deveria ser praticada por todo aquele que aceita a Jesus como seu Salvador pessoal. Ellen G. White fala não só da alegria que invade o coração convertido, mas realça que uma pessoa ao nascer de novo sente o desejo de contar para todo o mundo o que Jesus operou em sua vida.

                  A única cobiça aceita no Céu é a cobiça de salvar pessoas do pecado e o único momento que temos de ser ligeiros no falar é quando estamos testemunhando.

                  Sabemos que em breve os ventos da provação se abaterão sobre os filhos de Deus. Naqueles dias será exigido de nós um conhecimento e um preparo que muitos hoje negligenciam.

Nenhum comentário:

Postar um comentário