domingo, 18 de dezembro de 2011

O Deus triúno

Comentário da lição da Escola Sabatina de 31 de dezembro de 2011 a 7 de janeiro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de a meditação Reavivar a Esperança. É membro da igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Estamos iniciando mais uma serie de estudos da Bíblia. Desta vez vamos conhecer um pouco mais do nosso Deus. Temos consciência de que por mais que estudarmos vamos apenas vislumbrar a “orla dos Seus caminhos”.  Espero que este estudo desperte em nós um sentimento de unidade doutrinária bem próximo da Trindade divina.
Não é um tema fácil de se explicar. A autora da lição nos adverte: “Com a nossa mente finita e caida, esse ensino não é fácil de compreender completamente” (Nota da pergunta 10). Santo Agostinho, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou e esforçou-se exaustivamente por compreender e desvendar a Tridade. Após muito tempo de reflexão, esforço e trabalho, chegou à conclusão que nós, devido à nossa mente extremamente limitada, nunca poderíamos compreender e assimilar plenamente a dimensão (infinita) de Deus somente com as nossas próprias forças e o nosso raciocínio. Concluiu que a compreensão plena e definitiva deste grande enigma só é possível quando, na vida eterna, nos encontrarmos no Paraíso com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Diz Ellen G. White: “Na vida futura compreenderemos coisas que aqui nos fazem muito perplexos” (A Verdade Sobre os Anjos, p 301).
Afirma a autora da lição: “As distinções entre Deus, Cristo e o Espírito santo encontradas na Bíblia devem ser recebidas como a forma pela qual Deus está em Si mesmo, por mais difícil que seja para nossa mente caída entender” (p 3).
Que a humildade permeie o nosso interesse em conhecer melhor o nosso Deus. Atentemos para o conselho da inspiração: “Devemos estudar a Bíblia com humildade de coração, nunca perdendo de vista nossa sujeição a Deus. Ao mesmo tempo em que nos devemos guardar constantemente contra os ardis de Satanás, cumpre com fé orar sempre: "Não nos deixes cair em tentação" (O Grande Conflito p 530).
Domingo
Gosto do texto de Êxodo 3:11 a 15. Diante do desafio proposto por Deus a Moisés ele tenta se eximir com as palavras: “Quem sou eu? Um homem assassino foragido da justiça egípcia. Um homem pesado de língua.” Mas enquanto Moisés se contorcia por dentro Deus responde: “Eu sou o que sou. Você não é o único pecador, mas Eu sou o único Deus e vou mostrar a faraó que os deuses dos egípcios nada valem, pois Eu sou o que sou.”
A lição mostra que Deus ilustrou a Trindade com o casamento quando marido e mulher, uma vez unidos, se tornam uma só carne. E Tiago afirma que crer em um só Deus faz bem a nossa alma Tiago 2:19.
  Deus esperava que, ao resgatar os israelitas do Egito em meio a uma grande demonstração de poder, eles propagassem ao mundo que apenas o Deus criador é o único Deus. Devemos lembrar que o propósito de Deus para nós ainda é o mesmo.  Ser “um povo zeloso de boas obras” e Pedro acrescenta: “sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:8).
Segunda
            Os fariseus eram ferrenhos defensores da lei, mas não muito amantes em observar a sua essência. Eles contestavam a divindade de Jesus e jamais O aceitaram como o Redentor do mundo. Entre os fariseus mais extremistas estava o apóstolo Paulo antes de sua conversão. Talvez ele fosse o fariseu mais culto de seu tempo. É ele, justamente ele, que procura convencer os judeus da eternidade de Cristo. Em sua carta destinada a este povo, se referindo a Cristo, ele declara: “O Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de equidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1:8).
            Para os judeus Jesus era um usurpador ao aceitar ser adorado. Ainda hoje existem pessoas que afirmam que Jesus é Deus, mas ao tomar a forma humana Ele não poderia aceitar ser adorado. Mas ali estava o Deus encarnado com a Sua glória velada para que pudesse estar entre nós.
             Defender a Sua própria divindade foi uma pá de cal no julgamento de Jesus. Quando Jesus, diante do Sinédrio afirmou ser Deus o sacerdote rasgou as suas vestes e exclamou: “Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia” (Mateus 26:60).
Ele é o verbo que estava com Deus e é Deus. Ellen G. White afirma que Satanás crê na divindade de Jesus. Assim ela descreve o final do conflito entre o bem e o mal: “Relâmpagos terríveis estalam dos céus, envolvendo a Terra num lençol de chamas. Por sobre o estrondo assustador do trovão, vozes misteriosas e terríveis declaram a sorte dos ímpios. ... Os que pouco antes eram tão descuidados, tão arrogantes e desafiadores, tão exultantes em sua crueldade para com o povo de Deus, observador dos mandamentos, acham-se agora vencidos pela consternação, e a estremecer de medo. Ouve-se o seu pranto acima do som dos elementos. Demônios reconhecem a divindade de Cristo, e tremem diante de Seu poder, enquanto homens estão suplicando misericórdia e rastejando em abjeto terror” (O Grande Conflito, págs. 635-638).
Terça 
A divindade do Espírito santo tem sido questionada e mais ainda negligenciada. O pastor Ron Crisp, da igreja Batista fez um estudo sobre o Espírito Santo que nos ajuda a entender melhor o terceiro membro da Trindade. 
- Veja os atributos divinos do Espírito santo:
1. Eternidade - Hebreus 9:14.
2. Vida - Romanos 8:2.
3. Onipresença - Salmos 139:7-8.
4. Santidade - Mateus 28:19.
5. Onisciência - I Coríntios 2:10.
6. Soberania - João 3:8; I Coríntios 12:11.
7. Onipotência - Gênesis 1:1-2; João 3:5
-  As obras de Deus são dadas ao Espírito Santo.
1. A criação - Jó 33:4.
2. A encarnação - Mateus 1:18
3. A Regeneração - (Compare João 3:8 com I João 4:7).
4. A Ressurreição - Romanos 8:11
5. A inspiração da Palavra de Deus - (Compare II Pedro 1:21 com II Reis 21:10).
- O Espírito Santo tem todos os atributos de uma pessoa:
- A. Ele pensa - I Coríntios 2:10-11; Atos 15:28.
- B.  Ele sente
1. Ele pode ser entristecido - Efésios 4:30
2. Ele pode ser contristado - Isaías 63:10
3. Ele ama - Romanos 15:30 (podemos mencionar aqui que é impossível entristecermos a uma pessoa que não nos ama).
- C. Ele exercita volição (poder de escolha) - I Coríntios 12:11.
- D. Ele age
1. Ele inspirou as Escrituras - II Pedro 1:21
2. Ele ensina - João 14:26
3. Ele guia - Romanos 8:4
4. Ele fala - Atos 8:29; 13:2
5. Ele convence - João 16:8-11
6. Ele regenera - João 3:5
7. Ele conforta - João 14:16
8. Ele testifica - João 15:26
9. Ele intercede - Romanos 8:26
10. Ele chama para o ministério - Atos 13:2; 20:28
11. Ele cria - Jó 33:4
Ellen G. White afirma: “Por intermédio das Escrituras, o Espírito Santo fala a mente e grava a verdade no coração. Assim expõe o erro, expulsando-o da vida” (O Desejado de Todas as Nações, p 671).
Quarta
            A autora da lição nos mostra alguns textos bíblicos onde a pluralidade divina fica evidente apresentando mais de uma pessoa agindo e interagindo.  “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” (Gênesis 1:26). Ao interrogar Isaías Deus estava acompanhado. Disse Ele: “Quem irá por nós?”
            A idéia da pluralidade divina é apresentada com bastante ênfase em toda a Bíblia. Paulo confirma a Trindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” (2 Corintios 13:14).
            Embora contestado pelos judeus, Jesus afirmou com frequência a Sua unidade com o Pai e com o Espírito Santo.
            A Bíblia é clara em mostrar que um único Deus revela-se em três pessoas divinas distintas, ou simplesmente, do conceito de um Deus formado por três pessoas distintas: o Pai , Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo.
Quinta
Ellen G White afirma: “A Divindade foi movida de piedade pela humanidade, e pai, e filho e Espírito Santo Se empenharam na elaboração do plano da redenção” (Atlantic Union College, 1º de abril de 1901). E mais: “A salvação dos seres humanos é um grande empreendimento que põe em ação todos os atributos da natureza divina. O Pai, o Filho e o Espírito Santo Se comprometeram a tornar os filhos de Deus mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Pacific Union Recorder, 5 de janeiro de 1905).
“A redenção faz parte da natureza divina. É prerrogativa de Deus ter de reconstruir, não de destruir. O Filho de Deus foi dado para morrer, antes da fundação do mundo. A existência do pecado é inexplicável; portanto nenhuma alma sabe o que Deus é enquanto não se vê à luz que se reflete da cruz do Calvário” (A Ciência do Bom Viver p 264).
Conclusão
            A unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo é um desafio para nós em nossos relacionamentos na família, na igreja e na sociedade.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Pensamento

- A beleza da lua esta na sua simplicidade. Carmo
- Gosto de ver a bandeira brasileira asteada no alto de um mastro. Parece que é para lá que ela quer nos levar. Carmo
- Ser sábio é saber usar a inteligencia.  Carmo
- Eu não choro o passado e nem temo o futuro. Apenas respeito o presente. Carmo
- Em sua simplicidade o gatinho brinca com a sua propria cauda. Ingenuo?  Não,  inteligente! Carmo

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pensamento

O trovão sacudiu as nuvens e a chuva desceu macia.  Carmo
O relâmpago clareou o caminho da chuva. Carmo
 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pensamento

- Saudade é planta desfolhada que cresce no vaso da distancia de tempo e espaço. Carmo
- Cada olho chorava imaginando estar sozinho. Eles não sabiam que as suas lágrimas se encontravam no final do caminho. Carmo
- A alegria e a tristeza moram na mesma casa, mas é você quem determina qual delas abre a porta.Carmo
- Para o coveiro é mais um. Para a família é menos um. Carmo

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Anunciando a glória da cruz

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 24 1 31 de dezembro de 2011.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor da meditação Reavivar a Esperança.
É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            O autor finaliza a lição do trimestre mostrando o verdadeiro propósito que deve permear a vida de cada cristão: Anunciar a glória da cruz. É difícil admitir que uma pessoa que não seja movida por essa paixão seja realmente convertida.
            Por outro lado cheira mal quando alguém prega ou fala do evangelho colocando o Eu em evidencia. Paulo afirma que isso pode acontecer. Mas para evitar qualquer pensamento errado a respeito de sua pregação ele afirmou: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gálatas 6:14).
            É necessário vigilância para que Satanás não faça brotar em nosso coração a vanglória. Padre Antonio cuidava de sua igreja e era um exímio professor de Português. Mas de vez em quando desaparecia da sala de aulas durante um mês ou mais. Quando reaparecia, normalmente apresentava algumas escoriações.   Ele era alcoólatra.
            Certa vez, o encontrei cheirando a álcool próximo do colégio onde ele lecionava. Sem que eu o perguntasse foi desabafando: “Eu tenho vergonha de estar assim diante de uma pessoa cristã e que estuda a Bíblia”. E continuou: “Eu sempre fui o escolhido para realizar casamentos e festas de aniversário e sempre me ufanei de falar bem. Eu imaginava que sendo um padre jamais me tornaria em um alcoólatra. Um gole hoje e outro amanhã cheguei a esse ponto.” E por fim concluiu: “Eu me vangloriei de muitas glórias.” Ao dizer isso, desapareceu em meio à escuridão me deixando com um nó na garganta. Ele faleceu prematuramente. (Meditação Reavivar a Esperança p 174).
            O que aconteceu com padre Antonio pode acontecer com qualquer um de nós. Ninguém esta vacinado contra o “Eu”. Satanás está atento e faz tudo para nos destruir. Que o nosso permanente propósito seja exaltar a cruz de Cristo e que Deus nos mantenha longe da vanglória!
Domingo
            Paulo procurou apresentar a sua mensagem repreensiva com firmeza. O momento não era para afagos e tapinhas nas costas. Ele foi enfático em toda a sua carta e manteve essa postura do princípio ao fim.
            Além das suposições apresentadas na lição sobre a expressão “Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão” (Gálatas 6:11), podemos imaginar outras como: Talvez fosse uma força de expressão no sentido de colocar ênfase no assunto exposto. Quem sabe quisesse dizer que os gálatas não estavam enxergando bem a clareza da mensagem da salvação pela graça.
            Quando me deparo com pessoas que nos criticam por causa da observância do sábado fico imaginado: o sábado é mostrado com tanta clareza no Livro Sagrado e aos seus observadores é feita as promessas mais lindas da Bíblia que mesmo que não fosse mandamento seria gostoso observá-lo. A maneira clara como ele sempre aparece nas páginas da Bíblia é como se fosse escrito com grandes letras.
            Paulo enfatiza que a carta aos gálatas foi escrita de seu próprio punho. Era uma mensagem bem pessoal e para transmiti-la Paulo dispensou a ajuda de terceiros.
Segunda
            Paulo faz uma séria advertência. Para ele os gálatas praticavam a circuncisão por dois motivos especiais: Para não serem perseguidos e para darem uma aparência de serem observadores da lei. Mas a real observância da lei era mais uma questão de retórica.
            O mesmo pode acontecer conosco hoje. Sempre queremos estar bem na fita diante da sociedade e, se somos criticados ou mesmo perseguidos por causa da doutrina, a nossa tendência é minimizar os nossos princípios. Sabemos que em breve doutrinas como o sábado serão um divisor de águas que determinarão o nosso destino eterno.
            Um cristianismo de fachada é a melhor maneira de sermos excluídos do Céu. Por outro lado o fanatismo pode levar as pessoas a agirem como Paulo antes da conversão. Ele temia que isso viesse acontecer entre os gálatas. Essa era uma experiência que ele conhecia bem.
Terça
            Enquanto viver uma religião com a intenção de satisfazer os propósitos da carne, o verdadeiro sentido da conversão significa escravizar a carne e sujeitá-la aos princípios divinos. Jesus se humilhou até a morte de cruz e o fez para que um dia pudéssemos ser exaltados.  Essa não é uma exaltação própria. Cristo é que nos exaltará diante do Pai.
            Gloriar na cruz de Cristo é desvencilhar de todo o eu e exaltar o nome de Cristo em qualquer situação. Nos dias de Paulo a cruz era símbolo do pior que poderia existir. Era a morte mais humilhante aplicada a um condenado. Defender a cruz significava estar ao lado dos piores criminosos ou até se compactuar com eles.
            Paulo foi enfático na sua declaração de amor a Cristo e sabia muito bem o que isso significava. “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” (1 Coríntios 1:23). Exaltar a cruz além de escandaloso era uma loucura. Mas o apostolo não esperou que ninguém o identificasse como tal e se adiantou: “Nós somos loucos por amor de Cristo” (1 Corintios 4:10).
            Paulo provou isso para o mundo. O governante Festo ao ver o entusiasmo do apostolo ao falar da cruz de Cristo bradou: “Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar” (Atos 26:24). Que feliz delirio! Quem dera fossemos contagiados por ele!
Quarta
            Paulo volta a insistir no ponto abordado não só na epistola aos gálatas mas em todos os seus escritos: A necessidade de cada pessoa se tornar uma nova criatura. Essa transformação envolve renuncia do próprio eu. Envolve cruxificar os desejos carnais e exaltar apenas a Jesus.
            Ser uma nova criatura é estar disposto a ser considerado louco e escandaloso. Lembro que quando eu era criança, às vezes em nossas brincadeiras um chamava o outro de louco. Mamãe nos repreendia com veemencia. Dizia que nem por brincadeira deveriamos chamar qualquer pessoa de louco.
É curioso pensar que uma nova criatura seja uma pessoa renovada em tudo, inclusiva na saúde. Como pode ser uma nova criatura e ser louca? Não parece uma loucura? Para o mundo sim. “Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus” (2 Coríntios 4:5).
Quinta           
A minha esposa, quando criança, observava como os fazendeiros maracavam o gado. A “marca” era feita de ferro e tinha as iniciais do nome do fazendeiro. Depois de aquecida no fogo era aplicada  no animal e a cicatriz o acompanhava pelo resto da vida.
Certa vez, apos os peões terminarem o serviço, furtivamente ela pegou o ferro incandescente e marcou um de seus irmãos. Aos cinquenta anos de idade  ele ainda traz a marca em sua coxa esquerda. Marcas assim Paulo tinha aos montes. Eram sequelas de seu encontro com Cristo na estrada de Damasco, cicatrizes dos espancamentos sofridos e escoreações causadas por algemas apertadas. Paulo já estava saturado com o disparate dos gálatas. Além de mudarem de casaca eles não o poupavam. Ele era objeto de criticas contundentes. O limite de tolerancia do apostolo estava por um triz. A reserva de paciencia chegava no limite. O texto dá a entender que Paulo já não estava tão preocupado com a mensagem destorcida que eles pregavam, o apóstolo queria apenas um poco de sossego. O seu desabafo diz tudo: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gálatas 6:17).
Mas a principal marca foi aquela que Jesus imprimiu em seu coração. Uma vida transformada. Uma mudança de vida jamais imaginada para alguém como o antigo Saulo. Essa poderosa marca o levou a confessar: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2:20). Quem dera pudéssimos dizer a mesma coisa!
Conclusão
            Certa vez  em conversava com um irmão e dizia de minha satisfação em comentar as lições da escola sabatina. Com um tom meio ironico ele respondeu: “eu não leio nenhum comentarista. Eles falam a mesma coisa e não me acrescentam nada. Aliás” completou: “a lição deste trimestre sobre o livro de Gálatas eu estudaria ela em meia hora. É um desperdicio de tempo ficar com um mesmo assunto tres meses”.
            Hoje estamos finalizando o estudo sobre Gálatas. Para mim foi uma bênção, pena que não aprendi tudo o que deveria. Jeremias afirma que as Palavras de Deus são novas a cada manhã e Ellem G White completa: Tanto na divina revelação como na Natureza, Ele deixou mistérios a fim de reclamar a nossa fé. Assim deve ser. Devemos estar sempre indagando, sempre pesquisando, sempre aprendendo, e resta todavia um infinito para o além” (A Ciência do Bom Viver p 431). E, como eu sonho estar naquele lugar onde “toda faculdade se desenvolverá, e toda capacidade aumentará. Os maiores empreendimentos serão levados avante, as mais altas aspirações realizadas, as maiores ambições satisfeitas. E, todavia, surgirão novas culminâncias a galgar, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos assuntos a apelarem para as forças do corpo, espírito e alma” (Educação, pág. 307). 
Por mais que avancemos no conhecimento da sabedoria e do poder de Deus, há sempre um infinito para além. Review and Herald, 14 de setembro de 1886. 



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O evangelho e a igreja

Comentário da Lição da escola Sabatina de 17 a 24 de dezembro de 2011.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor da meditação Reavivar a Esperança.
É membro da Igreja Adventista Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Quando eu fiz o primário tive dois colegas que se desentenderam. Izamor era um adolescente calado e de físico bem desenvolvido. Ele ficou magoado com Felizbino, um garoto bastante peralta. Desde então, Izamor aguardava o momento certo para acertar as contas.
            Com o tempo, Felizbino voltou a viver mais tranquilo. Imaginava que Izamor houvesse esquecido o problema. Mas depois de alguns meses a vida dos dois se transformou em um jogo de esconde esconde. Izamor sempre a espreita e Felizbino sempre fugindo. Certo dia, Felizbino entrou por um corredor externo, de uns cem metros de comprimento, que existia em nossa escola. Izamor rapidamente deu a volta e entrou pelo outro lado. O encontro foi inevitável. Depois de uma boa escaramuça Izamor soltou Felizbino e exclamou: “Agora vou viver em paz.”
            Conheço membros de igreja de proceder semelhante. Ficam chateados com alguém da igreja e depois de aguardarem meses ou anos, no momento certo, “dão o troco”.
            Na mensagem da lição desta semana Paulo chama a atenção dos gálatas para que, deixando de lado as indiferenças, vivessem em perfeita harmonia uns com os outros. As divergências religiosas já haviam causado estragos no relacionamento entre os irmãos e Paulo sabia dos prejuízos que isso significava.
Domingo
            Provavelmente Paulo releu toda a carta que já chegava ao fim. Viu que usou expressões bem fortes e concluiu que alguns irmãos poderiam ficar chateados com a sua acentuada franqueza.
             Ele começa o capítulo seis com uma linguagem reconciliadora. Embora direcionada ao relacionamento entre irmãos, o seu objetivo era aparar alguma aresta que, com certeza, surgiu com as suas palavras de reprovação a conduta da maioria deles.
            Desejava  agora por em pratica a orientação de Cristo: falar ao coração das pessoas sem estardalhaço. Ele esperava que a sua carta fosse aceita como uma repreensão de amor e usa um tom reconciliatório. O seu alvo era a restauração dos irmãos a antiga fé.
            A sua missão resgate foi bastante agressiva porque não era destinada a pessoas que abandonara a igreja, mas a irmãos fervorosos que passaram a pregar "um outro evangelho". O caso era grave porque estes irmãos jactavam-se com a doutrina que passaram a pregar.
Segunda
            Paulo era um profundo conhecedor da tendência humana. Ele sofria, como qualquer um de nós, em sua luta contra os desejos carnais. Neste texto de Gálatas 6:1 ele demonstra duas preocupações. A primeira era de como as pessoas faltosas deveriam serem orientadas. Muito amor deve ser demonstrado. A sua segunda preocupação era de que ao comentar o pecado de alguém o conselheiro não viesse a cometer as mesmas falhas de quem está sendo repreendido.
Não é só na carta aos gálatas que Paulo apresenta esta preocupação. Diz ele aos corintianos: “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1 Coríntios 9:27). E a Timóteo ele recomenda: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Timóteo 4:16).
É fácil apontar o dedo. Mas antes de faze-lo deveriamos nos submeter a um profundo exame pessoal. A presunção é um dos grandes perigos que ronda a nossa espiritualidade.
Os gálatas já se vamgloriavam de ter uma mensagem superior a de Paulo, mas estavam redondamente enganados. O outro evangélho pregado por eles não tinha o poder de fazer de alguém uma nova criatura.
Terça
            Eu tenho um amigo que é advogado. Ele me disse que sofre muito ao vivenciar as dificuldades de um cliente cujo crime não oferece nenhuma possibilidade de defesa.Trabalhei mais de trinta anos em hospitais. Vi mamães desesperadas se debruçarem sobre criancinhas mimosas, mas inertes. Convivi com pessoas que na ante sala de uma UTI aguardavam noticias animadoras sobre um ente querido e o resultado foi um dilúvio de lágrimas. Fico imaginando a situação de um psicólogo que ao ouvir o seu cliente se depara com um problema quase que insolúvel. Como não se envolver?
            Agora um detalhe: eu posso sofrer com as dores de meu próximo, mas não oferecer nenhuma ajuda, e posso também não sofrer tanto e ser útil.
            Vivemos em um mundo onde a tecnologia tem distanciado as pessoas. Em uma casa cada membro da família tem o seu computador e a sua televisão. Pode acontecer de ter pessoas com as quais eu convivo debaixo do mesmo teto que estejam sofrendo sob pesada carga e eu absorto no meu dia a dia nem tome conhecimento.
             Certa vez ao passar em frente a igreja que frequento, mais uma vez, observei a sua imponente fachada. Logo depois o telefone tocou. Minha filha me dizia que o pastor convocou a comissão da igreja para discutir uma emergência. O teto da igreja havia desabado duas horas antes de eu ter passado por lá. Pelo lado de fora tudo bem, mas por dentro só escombros.
            Ao nosso redor existem muitas pessoas que aparentemente está tudo bem com elas mas no intimo estão sorvendo o cálice da amargura. Como irmãos de igreja não podemos ficar indiferentes as dores de nosso próximo. Tem de haver mais participação, mais comprometimento uns com os outros. Paulo afirma que “nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si” (Romanos 14:7).   
Quarta
Será que Deus Pai tem uma lei e o Deus Filho tem outra? Será que uma anula a outra? Por várias vezes Jesus fez referencia a lei de Deus e foi mais além ao afirmar: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Mateus 5:18 e Paulo acrescenta: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Tiago 2:10.
Certa vez Jeus acusou os farizeus de que eles atavam pesados fardos sobre os seus fieis mas nem mesmo com o dedo os ajuvam a carregá-los.
Quinta
            Trabalhei muitos anos na agricultura e hoje tenho saudades daqueles bons tempos. Já plantei arroz, milho, feijão e verduras. Ao nascer as mudinhas de cenoura se confundem com mudas de cebola. As de alface com as de chicória. Mas depois de crescidas as mudinhas de cenoura vão produzir cenoura e as mudas de alface vão produzir alface. Não tem como ser diferente.
            Há poucos dias a noticia ocupou as primeiras páginas dos jornais. O ex presidente Lula está com câncer de laringe. Os médicos afirmaram que deve ser consequência do hábito de fumar cultivado pelo paciente até um ano atrás. Se alguém é viciado em bebida alcoólica   tem tudo para desenvolver uma cirrose hepática. O semear geralmente é uma atividade alegre e descontraída. Mas, dependendo do que semeia, a colheita poderá ser dolorosa e triste.
            Na vida espiritual e nos relacionamentos é a mesma coisa. Caso eu não desenvolva um relacionamento cordial com meus filhos será difícil eu desfrutar da companhia deles na velhice. E se eu não desenvolver um intimo relacionamento com Cristo não tem como eu subsistir no dia da provação.
Conclusão
A igreja precisa caminhar como um todo. Ela é comparada ao corpo humano. Não tem como um pé caminhar para um lado e a mão seguir em direção oposta. Paulo procurou enfatizar estes pontos visando não só um melhor relacionamento entre irmãos de uma igreja dividida, mas também estreitar o seu relacionamento com estes irmão que, com certeza, já alimentavam alguma indiferença com ele.
Como igreja necessitamos nos envolver mais uns com os outros. Alguém que se considere cristão e que não se envolve com o próximo está longe de preencher as características de um real filho de Deus.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pensamentos:

O passado me inspira, o presente me anima e o futuro é uma alegre expectativa. Carmo
Não sou profeta, mas sei que o meu futuro será uma feliz aventura. Carmo
Alguém exclamou: “Parem o mundo que eu quero descer.” Descer para onde se você já está lá embaixo? Carmo