quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Deus da graça e do juízo

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 21 a 28 de janeiro de 2012 preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de Reavivar a Esperança (meditação). É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            O salmista nos assegura que "a terra está cheia da bondade do Senhor" (Salmo 33:5). Como associar essa afirmação com as palavras de Sofonias 1:14 a 16: “O grande dia do Senhor está perto, está perto, e se apressa muito a voz do dia do Senhor: amargamente clamará ali o homem poderoso. Aquele dia é um dia de indignação, dia de angústia e de ânsia, dia de alvoroço e de desolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas. Dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortes e contra as torres altas?” A Bíblia menciona o grande dia do Senhor como o dia de juízo sobre um povo ou o dia do juízo final quando “Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom seja mau” (Eclesiastes 12:14).
            O juízo sempre vem associado com punição ou recompensa. E se não fosse assim não haveria sentido o porquê do juízo.
            Uma pessoa, nação ou povo que tenha sido atingido pelo juízo de Deus no passado como os antediluvianos, os sodomitas, e os jericodianos se defrontarão com Deus mais uma vez no grande dia do juízo final. “Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos” (Mateus 25:31 e 32).
            Uma coisa é clara: Deus não aplica nenhuma punição sem que a pessoa seja primeiro advertida e tenha um determinado tempo de graça para se arrepender. Embora o salário do pecado seja a morte a Bíblia afirma que o Senhor “não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens” (Lamentações 3:33). “Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens” (Tito 2:11).
            Tenhamos em mente que o Deus da graça e do juízo é também, o Deus da justiça.
Domingo
No Velho Testamento temos o relato da queda do império babilônico. Faz mais de 2500 anos, Belsazar, rei de Babilônia, com mil de seus nobres, banqueteavam-se num luxuoso salão de festas. Divertiam-se tranqüilos, julgando inexpugnável a cidade de Babilônia. Para mostrar seu desafio às divindades de outras nacões, e demonstrar sua força, ordenaram que fosse servido vinho nos vasos de ouro que haviam sido tomados do templo de Jerusalém. Deus observou esse desafio da parte de Belsazar e escreveu uma mensagem na parede estucada desse salão de festas. Mesmo em meio a sua libertina embriaguez esses nobres ficaram atônitos ante a mão que surgia das trevas e escrevia sua sentença de morte. O dia do Juízo de Belsazar chegou. Naquela noite a inexpugnável Babilônia foi invadida e o rei foi assassinado.
No Novo Testamento temos a história de Ananias e Safira. Por causa da mentira este casal foi eliminado da face da Terra. Deus não entristece de bom grado os filhos dos homens. Mas a eliminação do pecador não arrependido será um ato de misericórdia para o ímpio e para os servos tementes a Deus. O dia do juízo será o fim do pecado e de suas consequências como a dor, o luto e a tristeza. Afirma o Livro Sagrado: “Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo. Uma vez eliminado o pecado e seu causador viveremos para sempre desfrutando das maravilhas preparadas para cada um de nós. E Deus promete: “não se levantará por duas vezes a angústia” (Naum 1:9). “Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará” (Hebreus 10:37).
O julgamento divino não é algo abstrato e distante. O Senhor nos acompanha passo a passo e a Bíblia afirma que há um memorial escrito diante dEle e nada passa despercebido ao Seu olhar. Como Deus julgará as pessoas eu não sei. Mas Ele é Deus. Um dia nos céus teremos uma pálida idéia de como é o julgamento divino.
Segunda
            A autora da lição procura exercitar o nosso raciocínio para compreendermos melhor como era o Éden antes do pecado, quando não havia necessidade da graça e nem do juízo. Mas vamos um pouquinho mais além. Imaginemos a nossa vida sem o peso do pecado. Que leveza! Que ambiente sacrossanto! Ali realmente a nossa paz seria como um rio. Mas um dia presenciaremos o fim do pecado e no novo Éden desfrutaremos de perfeita paz. 
            Em Gênesis dois temos a linda história da criação do jardim do Éden e da mulher. Deus fez a mulher tão delicada que antes criá-la preparou um jardim para recebê-la. O que tem de bonito no capitulo dois tem de triste no capitulo três. Ali temos a história da queda. Ali temos o relato da morte do primeiro cordeiro. Encontramos ali a primeira promessa de salvação da Bíblia. Ao serem vestidos por Deus com a pele do cordeiro morto, o homem e a mulher começaram a entender o que é a graça de Deus.
            Mas vieram também a sentença de juízo. Foram expulsos do jardim e, caso não houvesse arrependimento a morte eterna seria coisa certa como o é para todos os pecadores que rejeitam a graça. Um dia o Éden será restaurado e, pela graça de Deus, não haverá mais lembrança do pecado e de suas consequências.
Terça
            Desde a criação, dois mil anos se passaram. A história da queda e do amor de Deus ainda estavam bem vivas na memória de cada um. Eles sabiam a história da queda, mas nem por isso preocuparam em se levantarem. Lembra o relato bíblico que “a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gênesis 6:5).
            Caso Deus não exterminasse os antediluvianos a raça humana por si só já teria chegado ao fim. “Os homens não podem impunemente rejeitar as advertências que Deus em Sua misericórdia lhes envia. No tempo de Noé, uma mensagem do Céu foi endereçada ao mundo, e a salvação do povo dependia da maneira como a recebesse. Rejeitada a advertência, o Espírito de Deus foi retirado da raça pecadora, e pereceram nas águas do dilúvio” (Cristo em Seu Santuário, p 104).
            No Éden o homem foi derrotado por causa do apetite. Os antediluvianos foram destruídos pelo mesmo motivo. Saul perdeu o melhor de sua vida (a primogenitura) por causa do apetite. E na primeira tentação de Jesus, Satanás usou o apetite como arma, até então, letal. No mundo de hoje não é e nem era diferente. “Nossas grandes cidades estão atingindo rapidamente à condição representada pelo estado do mundo antes do dilúvio, quando ‘viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente’” (Evangelismo, p 567).
             A mesma graça que esteve presente no Éden manteve a arca flutuando sobre as águas do juízo de Deus, andou pelas ruas de Nínive e continua disponível para nós nos dias de hoje. “Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, assim como na provocação e como no dia da tentação no deserto” (Salmo 95:7 e 8).
Quarta
Deus proveu um meio de escape para todo o pecador. Não há motivos para sermos excluídos do Céu a não ser que recusemos Jesus como o nosso salvador. Todo o Céu esta empenhado na salvação do homem.
Muitos subestimam a misericórdia divina e chegam a afirmar que um Deus de amor jamais vai destruir as Suas criaturas. Mas a Bíblia é clara neste sentido. Tudo que nela está escrito visa salvar o homem da destruição eterna. “Mas ninguém se iluda com o pensamento de que Deus, em Seu grande amor e misericórdia, salvará ainda mesmo os que Lhe rejeitam a graça. A tremenda malignidade do pecado só pode ser avaliada em face da cruz. Se os homens insistem em que Deus é bom demais para rejeitar o pecador, olhem eles ao Calvário” (Caminho a Cristo, p 31).
São João 3:16 è uma pérola de grande preço da Bíblia. Qualquer criança que frequenta uma escola bíblica sabe de cor. Mas os versos seguintes nos chama a atenção para o perigo de negligenciarmos esse tão grande sacrifício. E Paulo faz uma pergunta para a qual ninguém tem resposta: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram” (Hebreus 2:3).
Deus ama o pecador e fez tudo para salvar cada ser humano. Mas não é por isso que Ele vai permitir que o homem continue para sempre em seu caminho de transgressão. Diz a Bíblia: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Coríntios 5:10).
Quinta
            A autora da lição faz uma pergunta oportuna: “Se Deus fosse apenas justiça? Claro que não mais existiríamos. Mas em seu amor Ele é também graça. Embora “Nuvens e escuridão estejam ao redor dEle e justiça e juízo sejam a base do seu trono a Bíblia afirma que ele é amor.
            O evangelho eterno está sendo anunciado a todos os habitantes da terra. O evangelho é eterno porque os Seus efeitos são eternos. Quem o abraça desfrutará de vida eterna. Em Sua misericórdia, Deus aniquilará Satanás e restaurará o Éden perdido. Esse é o Seu compromisso em Gênesis 3:15.
            O nosso Deus é um Deus de amor e também do equilíbrio. Ao mesmo tempo em que Ele é justo é também misericordioso.  Caso Ele não aplicasse a Sua justiça aos desobedientes não arrependidos estaria mentindo. Ele afirmou: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:20). Não tem como restaurar a inocência em um mundo contaminado pelo pecado. Isso só será possível depois que for eliminado o pecado e a sua raiz.
Conclusão
            Somos pecadores? Sim! Satanás nos acusa de dia e de noite? Sim! Mas graças a Deus há esperança para nós. Paulo nos exorta: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus 4:16).
             Assim como os antediluvianos tiveram o seu tempo de graça nós também temos o nosso. Caso nos portemos com indiferença, Deus aplicará a Sua justiça sem misericórdia.  

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Deus como redentor

Comentário da lição da escola Sabatina de 14 a 21 de janeiro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de Reavivar a Esperança (meditação). É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga.

Introdução
“A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado” (Conselhos Sobre Saúde, p 222).
O Redentor da Bíblia é o próprio Deus, que toma na carne a forma humana e morre pelos pecados do Seu povo. Ele é o único homem-Deus, uma Pessoa com duas naturezas não misturadas, mas unidas.
Um teólogo afirmou: “Jesus não era especial de alguma maneira abstrata, mas o próprio Deus. O servo sofredor de Isaías 53 não é apenas um homem que morre na cruz. Esta seria uma morte sem significação alguma, pois muitos outros homens já haviam morrido crucificados, muito antes de Jesus Cristo vir a Terra. Em vez disso, as profecias do Velho Testamento confirmam enfaticamente e provam a divindade do Messias como Deus.”
“O tema central da Bíblia, o tema em redor do qual giram todos os outros no livro, é o plano da redenção, a restauração da imagem de Deus no ser humano. Desde a primeira sugestão de esperança na sentença pronunciada no Éden, até àquela última gloriosa promessa do Apocalipse - "verão o Seu rosto, e na sua testa estará o Seu nome" (Apoc. 22:4) - o empenho de cada livro e passagem da Bíblia é o desdobramento deste maravilhoso tema - o reerguimento do homem...” (Educação, p 125).
“No plano da salvação há sumidades e profundezas, que a própria eternidade jamais poderá compreender completamente, maravilhas para as quais os anjos desejam atentar” (Atos dos Apóstolos, p 299).
João esta absorto. A visão do trono de Deus apresentada no capítulo quatro é magnífica. O Ser glorioso aparece com um enigmático livro em Sua mão direita. É um livro que deveria ser aberto, ser lido e ser compreendido. João sabia que o livro continha importantes informações para a salvação da humanidade.  A angustia tomou conta do seu coração ao ver que ninguém conseguia ler o conteúdo do livro selado e nem mesmo podia olhar para ele.
Jesus é apresentado a João em duas figuras opostas. Primeiro como Leão e logo depois como um Cordeiro como que tendo sido morto. Um cordeiro debilitado mas com forças de um leão. Com a morte na cruz o Cordeiro foi investido de todo o poder e, agora como o Leão que sempre foi, está capacitado a abrir o livro. O Leão que se fez Cordeiro e morreu para nos prover salvação estava ali e, novamente, revestido de todo o poder. Jesus tornou-se digno de receber sete atributos que o identificam como o Salvador da taça humana: poder, riquezas, sabedoria, força, honra, glória e ações de graças.
Domingo
Ellen G White amplia a nossa visão do amor de Deus: “A revelação do amor de Deus para com os homens centraliza-se na cruz. A língua não pode exprimir Sua inteira significação, a pena é impotente para descrever, incapaz a mente humana de a penetrar. Olhando à cruz do Calvário, só nos é possível dizer: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16.  Cristo crucificado por nossos pecados, Cristo ressurgido dos mortos, Cristo elevado ao alto, eis a ciência de salvação que temos de aprender e ensinar” (Obreiros Evangélicos, ps 423 424). 
Paulo afirma que fomos comprados por bom preço: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Coríntios 6:20). Não fosse o amor de Deus manifestado na cruz e estaríamos perdidos para sempre.
Caso Deus não se importasse com o pecado Ele não teria Se apresentado de maneira tão ousada para salvar o pecador. Por amor de nós Deus colocou em risco o Seu trono. Deus tem razões de sobra para condenar o pecador, pois Ele fez tudo para que ninguém se perca. “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longanimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9).
Segunda
            A promessa de salvação apresentada em Gênesis 3:15 foi concretizada no verso 21. O sangue de um cordeiro manchou o relvado jardim. Do cordeiro imolado junto aos pés de Adão foi retirada a pele e com ela o Senhor envolveu o casal. Aquele cordeiro foi o primeiro de milhares que, por quatro séculos, seriam sacrificados em prol do homem até que o Cordeiro de Deus deu o Seu último suspiro no cume do Calvário.
            A promessa divina feita lá no Éden há seis milênios foi abraçado por Paulo e os demais heróis da fé no passado. Paulo afirma Deus é que esmagará Satanás. Mas vem um complemento impressionante: “debaixo dos vossos pés”. Que promessa maravilhosa! É nosso dever, pela Sua graça, subjugar Satanás até o dia em que, pela força do Seu poder Ele esmagará para sempre a cabeça da serpente.
            Moisés narrou de maneira detalhada a prova do monte Moriá. Em todos os momentos podemos ver a determinação do patriarca Abraão em atender a ordem divina. Quando Deus o procurou ele respondeu “Eis me aqui.” Quando o seu filho Isaque o chamou lá no meio do caminho, a sua resposta foi: “Eis me aqui” e, no momento crucial, quando o anjo do Senhor bradou o seu nome, Abraão respondeu: “Eis me aqui.” (Ver meditação Matinal Reavivar a Esperança págs. 77, 78 e 79).
            A prova de Abraão é a melhor representação do que Deus fez por nós. Em nenhum momento Jesus retrocedeu. “Eis Me aqui” foi a resposta de Jesus. Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), Para fazer, ó Deus, a Tua vontade” (Hebreus 10:7). “Sim” lá no principio da Bíblia, em Gênesis 3:15 está escrito de Mim.
Terça
            Isaías é uma Bíblia em miniatura, em sua estrutura. Contém 66 capítulos, assim como a Bíblia tem 66 livros. Divide-se em duas partes, tendo a primeira 39 capítulos como o Antigo Testamento tem 39 livros e a segunda 27 capítulos como o Novo Testamento tem 27 livros. O tema central da Bíblia é Jesus e em Isaias o Salvador é o tema predominante do seu livro. Alguém definiu o capitulo 53 de Isaías como um porta jóias a respeito de Cristo.
            Particularmente, do capitulo 53 destaco o verso 11 onde afirma que Ele justificará a muitos e assumirá as suas iniquidades. O Servo sofredor não salvará todas as pessoas. Apenas aqueles que O receberem como o Seu salvador. A salvação é oferecida a todos, mas nem todos aceitam o Messias sofredor. Os primeiros versos do capitulo 53 deixa isso bem claro.
            Pedro enaltece o preço de nossa salvação. Ele afirma que não fomos resgatados com prata ou ouro, mas com o precioso sangue de Cristo. Espero que você não esteja estudando esta lição usando apenas a versão Almeida Corrigida e Revisada. Nela, 1 Pedro 2 tem apenas 23 versículos, enquanto as outras traduções apresentam 25 versículos. Porém o conteúdo é o mesmo em todas as versões consultadas.
Quarta
            É louvável desejar estar ao lado de Cristo quando este desejo não está envolto com um desejo de primazia. Marcos 10:32 – 45 mostra uma maneira equivocada de seguir a Jesus. Tiago e João queriam estar ao lado de Jesus em Seu trono. Mas para Jesus o Seu principal trono seria a cruz. Estariam eles dispostos a isso?
            O que nos leva a aceitar ou recusar um cargo na igreja? Estamos sendo movidos pelo egocentrismo disfarçado? Espero que não!
            Os quatro evangelistas enfatizam a morte de Jesus. Mas é bom lembrar que só depois da ressurreição do Mestre é que eles foram entender o real significado de Sua morte.
            Lucas é o único evangelista a contar com detalhes o encontro de Jesus com os dois discípulos no caminho para Emaús. Ao ver o desalento dos dois por não terem compreendido o porque de Sua morte na cruz, o Mestre desabafou: “O néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram” (Lucas 24:25). Espero que Jesus não esteja pronunciando estas palavras para nenhum de nós pela maneira que nos comportamos a respeito não só do Seu sacrifício na cruz como também sobre a Sua volta a este mundo.
Quinta
            “Ele, que fora Um com Deus, sentiu na alma a terrível separação que o pecado causa entre Deus e o homem. Foi o que Lhe arrancou dos lábios o brado de angústia: "Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" (Caminho  Cristo, p 13). A mesma angustia que tomou conta de Cristo naquele momento será experimentada por todos que O rejeitaram.  Apenas com uma diferença: Jesus viu o resultado do Seu sacrifício mas  no momento final os ímpios jamais receberão consolo.
            Ellen G White nos adverte: “Meu irmão, minha irmã, caso estes preciosos momentos de misericórdia não sejam aproveitados, sereis deixados sem desculpa. Se não fizerdes especial esforço para despertar, se não manifestardes zelo em vos arrepender, esses áureos momentos em breve passarão, e sereis pesados na balança e achados em falta. Então de nada hão de aproveitar vossos brados de angústia” (Maranata – Meditação Matinal, p 55).
            Que Deus tenha misericórdia de nós, que não venhamos a fazer parte daquele grupo que embora sendo Seu, não O recebeu.
Conclusão
            O apelo da irmã Ellen G. White na parte de sexta feira é oportuno para nós hoje: “A infinita misericórdia e amor de Jesus, o sacrifício feito por Ele em nosso favor, demandam a mais séria e solene reflexão. Devemos demorar o pensamento no caráter de nosso amado Redentor e Intercessor. Devemos meditar na missão dAquele que veio salvar Seu povo, dos seus pecados” (Caminho a Cristo, p. 89).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pensamento

A lua continua apresentando os seus espetáculos para um auditório cada vez mais vazio. Carmo

Pensamento

Um pensamento escapou, e em fração de segundo viajou pelo Universo e retornou com a mensagem: Deus existe. Carmo

No principio


Comentário da lição da Escola Sabatina de 7 a 14 de janeiro de 2012 preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de Reavivar a Esperança (meditações bíblicas).
É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Princípio é definido como a causa primária, o momento, o local ou trecho em que algo, uma ação ou um conhecimento, tem origem. Na cidade de Mileto, no século VI a.C., os filósofos milésios Tales, Anaximandro e Anaxímenes, trataram sobre o princípio (arché). Para Tales, o princípio era a água; para Anaximandro, o infinito, indeterminado (apeiron); e para Anaxímenes, o ar. Para os Pitagóricos o princípio das coisas era os números, pois, devido a sua dedicação à matemática foram doutrinados a crer que "todas as coisas são números".
Estudiosos que apóiam uma interpretação não-literal de Gênesis abordam a questão de diferentes modos. Alguns consideram Gênesis l como mitologia’; outros o consideram poesia; alguns o tomam como teologia; ainda outros o consideram como simbolismo. Comum a todas estas interpretações não-literais é a suposição de que o relato em Gênesis não é um relato literal e histórico da Criação. Outros defendem que a semana da criação existiu, mas durou milhões ou bilhões de anos.
Para nós, adventistas, o princípio é Deus não que Ele tenha começo ou fim. Lembremos que a eternidade só tem principio para as criaturas. João 1:1 afirma: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.” João 1:10 “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio ‘Dele’”, ... O Verbo significa a palavra. Gênesis, Capítulo 1:3. “Disse Deus: haja luz. E houve luz.”
Harold Coffin Ph. D., ex professor de Paleontologia da Andrews University afirmou: “Tudo que é humano tem um princípio.” Eu prefiro afirmar que toda criatura tem um princípio.
Domingo
Estudiosos afirmam que Charles Darwin acreditava em Deus e que o Criador usou a evolução para criar o mundo. Mas o seu psiquiatra Dr. Rankine afirmou: "Darwin odiava o seu pai e não conseguiu matá-lo em carne e osso então, tentou matar o seu Pai Celestial." Darwin foi um homem que, segundo afirmações de sua esposa Emma, mergulhou em sérios problemas psiquiátricos porque temia cair no descrédito caso a sua teoria caísse por terra.
A semana é um período de tempo de sete dias consecutivos. A origem da expressão vem do latim septimana, que significava sete manhãs. Hoje a maioria das escolas ensinam que: “A semana foi uma evolução na orientação de espaço de tempo, cujo início ocorreu pela relação do homem com a natureza e principalmente com o que mais lhe chamava atenção e influenciava em sua vida, os astros lua e sol e os planetas que podiam visualizar.
            Alguns sustentam que a semana da criação são dias milenares e que todo o Universo foi criado em seis milênios. Essa é uma teoria que contradiz a Bíblia. “Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu” (Salmos 33:9). O poder de Deus é total e não limitado
Satanás ao longo dos anos têm levado o homem a denegrir Deus e o Seu poder criador.  Salomão afirmou que “Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias ou invenções” (Eclesiastes 7:29). A Bíblia mostra que a semana foi idealizada por Deus e que foi o períudo de tempo no qual Ele desenvolveu a criação de todas as coisas. O ciclo semanal de sete dias de vinte e quatro horas foi idealizado por Deus para beneficio do homem e tem tudo a ver com a nossa condição física. Em Sua sabedoria o Criador orientou que o homem trabalhasse seis dias e escançasse no sétimo. Esse descanso semanal é imprensidível para a saúde do homem.
Segunda
- O amor de Deus é misericórdia:
Adão e Eva estavam arrasados. Eles permitiram que o pecado invadisse o seu
coração. Desolados, fugiram de Deus e se esconderam. O jardim do Éden estava
contaminado pelo pecado.   Quando tudo parecia período em meio a um cenário ameaçador eles ouvem uma voz conhecida fazendo uma pergunta difícil de responder: “onde estás”?  Era a voz da misericórdia divina. É o Pai quem corre ao encontro, quem se lança ao pescoço do filho e quem o beija (Lc 15,11-30). Existe uma grande alegria no céu quando um pecador se arrepende e confessa os seus pecados e pela volta a Deus, que não nos vê como pecadores e sim como filhos queridos (Lc 15,32).
- O amor de Deus é eterno:
O amor de Deus não tem começo e nem tem fim, porque o próprio Deus, que é amor, nunca teve começo e nunca terá fim: “De longe me aparecia o Senhor: amo-te com eterno amor, e por isso a ti estendi o meu favor” (Jer 31,3). Deus sempre ama você e sempre o amará. Sempre!
- O amor de Deus é gratuito:
Deus não nos ama “em troca” do que fazemos ou somos. Deus não nos ama colocando condições.
- O amor de Deus é fiel e constante:
Deus nos ama com o mesmo amor, todos os dias. O Seu amor não é vacilante, não
oscila, é sempre constante.
             - O amor de Deus é generoso:
Se da inteiramente vindo habitar como amigo em nossa alma.
             - O amor de Deus é desinteresseiro:
O amor de deus que se basta em si mesmo, nos ama só para nos fazer o bem.
             - O amor de Deus é preveniente:
Porque não somente é o primeiro a nos amar, mas ainda nos solicita o nosso amor.
            - O amor de Deus é sempre presente:
Deus deseja fazer parte da nossa história, deseja ter um relacionamento íntimo conosco, deseja caminhar conosco, quer ser nosso amigo íntimo, por isto deseja se manifestar a nós. “Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-Me aqui!” (Is 58,9).
Terça                                                                          
            O termo cosmovisão, quer dizer o modo pelo qual uma pessoa vê ou interpreta uma realidade. A palavra alemã é Weltanschau-ung, que significa um “mundo e uma visão de vida”, ou “um paradigma”. É a estrutura por meio da qual a pessoa entende os dados da vida. Uma cosmovisão influencia muito a maneira em que a pessoa vê Deus, origens, mal, natureza humana, valores outros valores. Francis Schaeffer disse que a comosvisão: ”é o filtro através do qual uma pessoa enxerga o mundo (Livro: Como Viveremos).
            A evolução não combina com a cosmovisão cristã. Enquanto a evolução aceita tudo como fruto do acaso oferecendo uma cosmovisão voltada para a natureza como o principio básico de tudo sem nenhuma perspectiva pós morte; a cosmovisão cristã lança os nossos olhares para além deste mundo de pecado e oferece uma perspectiva de vida eterna.
            A cosmovisão cristã oferece esperança porque entendemos que “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos” (Salmos 19:1). Ele é o nosso criador e o nosso mantenedor. Não viemos ao mundo por acaso. Fazemos parte do projeto de Deus e é gostoso saber e sentir que Ele nos ama tanto!
Quarta
            O capitulo 1 de João nos oferece uma visão ampla da historia. da criação do nosso planeta. Ele fala da divindade de Jesus; de Sua vinda a este mundo; de sua rejeição pelos judeus e das madavilhas que experimentam aqueles que recebem Cristo como  o seu salvador.
            Não fosse a cruz e não haveria nenhuma razão para crermos na criação e muito menos agasalhar a esperança de um mundo melhor. Eclesiastes afirma que o homem procurou muitas invenções e a principal delas se chama pecado. Essa invensão custou a vida de Deus na cruz. Quando Deus nos criou éramos dEle por criação. Uma vez caindo em pecado, se aceitarmos o Seu sacrificio na cruz, seremos dEle por redenção.
            Fomos criados à imagem e semelhança de Deus e temos certeza de que Ele nos ama. O evulocionismo denigre a nossa origem e ao defini-la como fruto do acaso a torna sem significado.
             Em momentos de tristeza que esperança pode ter um descendente do macaco? Jamais Ele irá dizer: “A minha esperança está no Senhor.” Duas coisas fazem uma grande diferença em nossa vida. A primeira é ter a certeza de que foi o amor de Deus que nos trouxe a existencia. Um amor tão grande que mesmo depois de o homem pecar e se esconder por entre as arvotes do jardim, Deus saíu à nossa procura. E a segunda é que depois de nos encontrar e ver a nossa situação de miséria proveu o nosso resgate.
Deus fez tudo isso porque deseja viver comosco por toda a eternidade. Para a nossa alegria Deus é tanto criador como redentor.  
Quinta
            Deus gostou tanto das coisas que criou que, ao ver este mundo manchado pelo pecado Ele se propos a recriar tudo de novo. Ao ver o nosso planeta tão deteriorado, a nossa inclinação é imaginar como Deus vai fazer desta terra cheia de mazelas um novo jardim do Éden? Mas a Sua promessa é: “Novos céus e nova terra.” E tudo isso só por causa de você e de mim. Veja: “Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o Senhor assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome (Itálico nosso).
             A nossa criação “à imagem e semelhança de Deus” e, o sacrifício de Jesus por nós, é que nos leva a proclamar para o mundo que: “segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (2 Pedro 3:13). E Paulo nos conforta: “Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (1Tessalonicenses 5:11).
Charles Darwin chegou a imaginar que Deus criou o mundo mas, para faze-lo, usou a evolução. É pertinente a colocação da autora da lição: “Se Deus escolheu usar a evolução para criar o mundo, porque Ele faria algo diferente na segunda vez? (página 16, aluno).
Conclusão
Vivemos em dias conturbados. Certa vez uma professora de minha esposa solicitou que os alunos da faculdade de Pedagogia fizessem um trabalho escrito sobre a existencia do mundo e acrescentou: “Não venham com histórias fantasiosas da Bíblia.” A minha esposa fêz a redação conforme foi solicitado, mas no final acrescentou: “Essa foi a maior fantasia inventada pelo homem.”
Quão bom é termos a certeza de que “no principio criou Deus os ceus e a terra”.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O Deus triúno

Comentário da lição da Escola Sabatina de 31 de dezembro de 2011 a 7 de janeiro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de a meditação Reavivar a Esperança. É membro da igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Estamos iniciando mais uma serie de estudos da Bíblia. Desta vez vamos conhecer um pouco mais do nosso Deus. Temos consciência de que por mais que estudarmos vamos apenas vislumbrar a “orla dos Seus caminhos”.  Espero que este estudo desperte em nós um sentimento de unidade doutrinária bem próximo da Trindade divina.
Não é um tema fácil de se explicar. A autora da lição nos adverte: “Com a nossa mente finita e caida, esse ensino não é fácil de compreender completamente” (Nota da pergunta 10). Santo Agostinho, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou e esforçou-se exaustivamente por compreender e desvendar a Tridade. Após muito tempo de reflexão, esforço e trabalho, chegou à conclusão que nós, devido à nossa mente extremamente limitada, nunca poderíamos compreender e assimilar plenamente a dimensão (infinita) de Deus somente com as nossas próprias forças e o nosso raciocínio. Concluiu que a compreensão plena e definitiva deste grande enigma só é possível quando, na vida eterna, nos encontrarmos no Paraíso com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Diz Ellen G. White: “Na vida futura compreenderemos coisas que aqui nos fazem muito perplexos” (A Verdade Sobre os Anjos, p 301).
Afirma a autora da lição: “As distinções entre Deus, Cristo e o Espírito santo encontradas na Bíblia devem ser recebidas como a forma pela qual Deus está em Si mesmo, por mais difícil que seja para nossa mente caída entender” (p 3).
Que a humildade permeie o nosso interesse em conhecer melhor o nosso Deus. Atentemos para o conselho da inspiração: “Devemos estudar a Bíblia com humildade de coração, nunca perdendo de vista nossa sujeição a Deus. Ao mesmo tempo em que nos devemos guardar constantemente contra os ardis de Satanás, cumpre com fé orar sempre: "Não nos deixes cair em tentação" (O Grande Conflito p 530).
Domingo
Gosto do texto de Êxodo 3:11 a 15. Diante do desafio proposto por Deus a Moisés ele tenta se eximir com as palavras: “Quem sou eu? Um homem assassino foragido da justiça egípcia. Um homem pesado de língua.” Mas enquanto Moisés se contorcia por dentro Deus responde: “Eu sou o que sou. Você não é o único pecador, mas Eu sou o único Deus e vou mostrar a faraó que os deuses dos egípcios nada valem, pois Eu sou o que sou.”
A lição mostra que Deus ilustrou a Trindade com o casamento quando marido e mulher, uma vez unidos, se tornam uma só carne. E Tiago afirma que crer em um só Deus faz bem a nossa alma Tiago 2:19.
  Deus esperava que, ao resgatar os israelitas do Egito em meio a uma grande demonstração de poder, eles propagassem ao mundo que apenas o Deus criador é o único Deus. Devemos lembrar que o propósito de Deus para nós ainda é o mesmo.  Ser “um povo zeloso de boas obras” e Pedro acrescenta: “sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:8).
Segunda
            Os fariseus eram ferrenhos defensores da lei, mas não muito amantes em observar a sua essência. Eles contestavam a divindade de Jesus e jamais O aceitaram como o Redentor do mundo. Entre os fariseus mais extremistas estava o apóstolo Paulo antes de sua conversão. Talvez ele fosse o fariseu mais culto de seu tempo. É ele, justamente ele, que procura convencer os judeus da eternidade de Cristo. Em sua carta destinada a este povo, se referindo a Cristo, ele declara: “O Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de equidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1:8).
            Para os judeus Jesus era um usurpador ao aceitar ser adorado. Ainda hoje existem pessoas que afirmam que Jesus é Deus, mas ao tomar a forma humana Ele não poderia aceitar ser adorado. Mas ali estava o Deus encarnado com a Sua glória velada para que pudesse estar entre nós.
             Defender a Sua própria divindade foi uma pá de cal no julgamento de Jesus. Quando Jesus, diante do Sinédrio afirmou ser Deus o sacerdote rasgou as suas vestes e exclamou: “Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia” (Mateus 26:60).
Ele é o verbo que estava com Deus e é Deus. Ellen G. White afirma que Satanás crê na divindade de Jesus. Assim ela descreve o final do conflito entre o bem e o mal: “Relâmpagos terríveis estalam dos céus, envolvendo a Terra num lençol de chamas. Por sobre o estrondo assustador do trovão, vozes misteriosas e terríveis declaram a sorte dos ímpios. ... Os que pouco antes eram tão descuidados, tão arrogantes e desafiadores, tão exultantes em sua crueldade para com o povo de Deus, observador dos mandamentos, acham-se agora vencidos pela consternação, e a estremecer de medo. Ouve-se o seu pranto acima do som dos elementos. Demônios reconhecem a divindade de Cristo, e tremem diante de Seu poder, enquanto homens estão suplicando misericórdia e rastejando em abjeto terror” (O Grande Conflito, págs. 635-638).
Terça 
A divindade do Espírito santo tem sido questionada e mais ainda negligenciada. O pastor Ron Crisp, da igreja Batista fez um estudo sobre o Espírito Santo que nos ajuda a entender melhor o terceiro membro da Trindade. 
- Veja os atributos divinos do Espírito santo:
1. Eternidade - Hebreus 9:14.
2. Vida - Romanos 8:2.
3. Onipresença - Salmos 139:7-8.
4. Santidade - Mateus 28:19.
5. Onisciência - I Coríntios 2:10.
6. Soberania - João 3:8; I Coríntios 12:11.
7. Onipotência - Gênesis 1:1-2; João 3:5
-  As obras de Deus são dadas ao Espírito Santo.
1. A criação - Jó 33:4.
2. A encarnação - Mateus 1:18
3. A Regeneração - (Compare João 3:8 com I João 4:7).
4. A Ressurreição - Romanos 8:11
5. A inspiração da Palavra de Deus - (Compare II Pedro 1:21 com II Reis 21:10).
- O Espírito Santo tem todos os atributos de uma pessoa:
- A. Ele pensa - I Coríntios 2:10-11; Atos 15:28.
- B.  Ele sente
1. Ele pode ser entristecido - Efésios 4:30
2. Ele pode ser contristado - Isaías 63:10
3. Ele ama - Romanos 15:30 (podemos mencionar aqui que é impossível entristecermos a uma pessoa que não nos ama).
- C. Ele exercita volição (poder de escolha) - I Coríntios 12:11.
- D. Ele age
1. Ele inspirou as Escrituras - II Pedro 1:21
2. Ele ensina - João 14:26
3. Ele guia - Romanos 8:4
4. Ele fala - Atos 8:29; 13:2
5. Ele convence - João 16:8-11
6. Ele regenera - João 3:5
7. Ele conforta - João 14:16
8. Ele testifica - João 15:26
9. Ele intercede - Romanos 8:26
10. Ele chama para o ministério - Atos 13:2; 20:28
11. Ele cria - Jó 33:4
Ellen G. White afirma: “Por intermédio das Escrituras, o Espírito Santo fala a mente e grava a verdade no coração. Assim expõe o erro, expulsando-o da vida” (O Desejado de Todas as Nações, p 671).
Quarta
            A autora da lição nos mostra alguns textos bíblicos onde a pluralidade divina fica evidente apresentando mais de uma pessoa agindo e interagindo.  “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” (Gênesis 1:26). Ao interrogar Isaías Deus estava acompanhado. Disse Ele: “Quem irá por nós?”
            A idéia da pluralidade divina é apresentada com bastante ênfase em toda a Bíblia. Paulo confirma a Trindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” (2 Corintios 13:14).
            Embora contestado pelos judeus, Jesus afirmou com frequência a Sua unidade com o Pai e com o Espírito Santo.
            A Bíblia é clara em mostrar que um único Deus revela-se em três pessoas divinas distintas, ou simplesmente, do conceito de um Deus formado por três pessoas distintas: o Pai , Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo.
Quinta
Ellen G White afirma: “A Divindade foi movida de piedade pela humanidade, e pai, e filho e Espírito Santo Se empenharam na elaboração do plano da redenção” (Atlantic Union College, 1º de abril de 1901). E mais: “A salvação dos seres humanos é um grande empreendimento que põe em ação todos os atributos da natureza divina. O Pai, o Filho e o Espírito Santo Se comprometeram a tornar os filhos de Deus mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Pacific Union Recorder, 5 de janeiro de 1905).
“A redenção faz parte da natureza divina. É prerrogativa de Deus ter de reconstruir, não de destruir. O Filho de Deus foi dado para morrer, antes da fundação do mundo. A existência do pecado é inexplicável; portanto nenhuma alma sabe o que Deus é enquanto não se vê à luz que se reflete da cruz do Calvário” (A Ciência do Bom Viver p 264).
Conclusão
            A unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo é um desafio para nós em nossos relacionamentos na família, na igreja e na sociedade.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Pensamento

- A beleza da lua esta na sua simplicidade. Carmo
- Gosto de ver a bandeira brasileira asteada no alto de um mastro. Parece que é para lá que ela quer nos levar. Carmo
- Ser sábio é saber usar a inteligencia.  Carmo
- Eu não choro o passado e nem temo o futuro. Apenas respeito o presente. Carmo
- Em sua simplicidade o gatinho brinca com a sua propria cauda. Ingenuo?  Não,  inteligente! Carmo