sexta-feira, 22 de junho de 2012
Comunicado importante
Como eu postava os comentários da Lição da Escola Sabatina com antecedência de até cinquenta dias, alguns leitores me confessaram ter dificuldades para acessa-los. Do mês de agosto para frente os comentários serão postados no máximo com dez dias de antecedência. Creio que essa medida facilitará para aqueles que nos acompanham. E aproveito para agradecer o apoio de cada um. Carmo Patrocínio Pinto.
domingo, 10 de junho de 2012
Pensamento
A paz que Deus oferece é inexplicável e por
mais que nos esforcemos para entende-la, ela esgota todo o nosso
entendimento sem que atinjamos o seu âmago
porque é divina. Carmo
sexta-feira, 8 de junho de 2012
A paz de Deus
Carmo Patrocínio Pinto
Ainda a pouco dias participamos de um velório. Os familiares do falecido são católicos
fervorosos e estavam desesperados. Um choro convulsivante dominava quase todos
os presentes. Ao chegarmos em nossa casa
a minha esposa comentou: “Como é difícil para pessoas católicas enfrentarem a
morte.”
A doutrina de um purgatório e a
incerteza da salvação os levam a rezar durante todo o velório. Depois, missas e
a queima de velas demonstram o interesse dos familiares de que o morto alcance
o favor divino diante das portas do Céu.
Em sua saudação aos tessalonicenses
Paulo e seus companheiros usam as palavras "graça e paz" (1 Tessalonicenses 1:1). A primeira, de uso comum
entre os gregos, mas não com o real significado que a Bíblia confere e o fiel
cristão desfruta. E paz, um fruto da graça que só os que aceitaram a Cristo
podem usufruir em toda a sua plenitude. Realmente minha esposa tem razão. O
velório de um ente querido de uma família que vive em comunhão com Cristo é
muito diferente. Podem existir lágrimas,
dor e tristezas, mas tudo circundado por uma auréola de esperança que só Jesus
pode outorgar.
Os
irmãos de Tessalônica enfrentavam, dores, lágrimas, perseguições mas
desfrutavam desta
“paz que excede a todo o entendimento”. A vida de quem confia nas palavras: “A
minha paz vos dou” é realmente algo extraordinário. A promessa de Deus é maravilhosa.
Ele diz: ”Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio” (Isaias 66:12). Quando
leio esta promessa me vem à mente rios grandes como Tocantins, São Francisco,
Negro e rio Amazonas.
Paulo
tinha certeza que os tessalonicenses desfrutavam desta paz. Essa é realmente
uma paz inexplicável e por mais que queiramos entende-la ela esgota todo o
nosso entendimento sem que atijamos o seu âmago porque é divina.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Uma folha de oliveira
Carmo Patrocínio
Pinto
Noé e sua família estavam
vivendo um momento especial de suas vidas. Por quase um ano eles estavam
enclausurado dentro da arca. Lá fora um rastro de destruição mostrava para o
Universo que a misericórdia divina tem limites.
Por mais que Deus
tenha feito funcionar o sistema de ventilação da arca, o perfume ali não era
dos melhores. Por mais que a esposa de Noé caprichasse na limpeza, a higiene do
ambiente deixava a desejar. Por mais que Noé procurasse miminizar a inquietação
dos animais o barulho era crescente dentro da arca. Algumas dúvidas, talvez, estivessem surgindo
na cabeça de Noé: será que, um dia, num futuro próximo, ele teria uma casa só
para a sua família? Voltaria, um dia a pisar em terra firme? A terra
continuaria a produzir flores, sementes e alimento como antes?
Como, ele e sua família, anelavam pelo momento
de saírem da arca e contemplar, novamente, o Céu azul. Que emoção seria ver os
raios do Sol formando minúsculos arcos íris nas gotinhas de orvalho que placidamente
descansavam nas coloridas pétalas de rosas que exalavam o seu perfume para uma
minúscula platéia de privilegiados. Mas, isso, só quando elas surgissem
novamente! Como seria sair correndo em terra firme de encontro ao vento que ao bater-lhes
no peito parecia parabeniza-los pelo grande milagre.
Para estes ocupantes
da arca era grande a expectativa. Sairiam todos vivos dali? A terra voltaria a
favorecer a vida como antes? As árvores voltariam a cobrir a Terra com o manto
verde da esperança e a oferecer guarida para as aves e para os irrequietos
macaquinhos? Os animais se multiplicariam e voltariam a povoar a Terra
enchendo-a de vida? A não ser a confiança
nas promessas divinas, não existia nenhuma garantia aparente de que tudo seria
como antes. De dentro da arca não era possível ter uma idéia da vazão das águas
e de quando poderia se dar o possível desembarque. Para Noé e para os demais ao seu redor o
momento era de incertezas. Como desejavam eles, neste momento de dúvida,
receber uma mensagem de esperança! Afinal, já há quase um ano estavam presos
dentro de um barco e vivendo em condições precárias.
Noé procura uma
maneira de ver como estão as águas lá fora. Primeiro soltou um corvo, mas sem
ter onde pousar, depois de idas e vindas foi recolhido para dentro da arca.
Depois soltou uma pomba. A população da arca ficou aguardando com expectativa o
que aconteceria com a emissária da paz. Mas após um rápido sobrevôo ei-la de
volta a procura de socorro. Passara-se mais uma semana de incertezas e Noé
envia a pomba para mais uma missão de reconhecimento de área. Podemos imaginar
a cerimônia de lançamento. Provavelmente oraram com fervor para que Deus a
usasse para trazer uma mensagem de esperança.
Desta vez ela
demorou um pouco mais aumentando assim as expectativas. O nervosismo passou a
dominar os corações. Afinal, não tinham nenhum sinal de que a vida recomeçava
lá fora. Mas quando todos questionavam sobre o futuro incerto que se desenhava
Noé observa um pontinho se movimentando lá ao longe. Após alguns minutos a
mensageira pousa na janela trazendo uma folha de oliveira no bico. A euforia
foi geral. Tinham certeza de que a Terra estava se refazendo e a vegetação aos
poucos ia ocupando o seu lugar. Agora podiam acreditar que em breve deixariam a
arca para desfrutarem a vida em liberdade.
Mas por que a pomba
trouxe uma folha de oliveira e não uma outra folha qualquer? Uma lenda diz que houve uma grande disputa entre os
deuses Posídon e Atena para decidirem qual deles daria o seu nome e a sua proteção
para a capital da Grécia. O Tribunal dos Deuses decidiu que venceria a disputa
quem conseguisse apresentar perante o tribunal a obra mais bela. Posídon bateu
com o seu tridente numa rocha e fez nascer um cavalo maravilhoso. Atena
apareceu, afugentou o cavalo e fez surgir da terra uma oliveira, símbolo da
paz, coberta de azeitonas, com as quais seria possível fazer azeite, o mais
precioso de todos os líquidos... Os deuses não tiveram dúvidas e escolheram
Atena para deusa protetora da cidade de Atenas. Embora seja uma lenda ela nos
dá uma idéia da importância da oliveira na crendice popular naqueles tempos.
A oliveira
era uma planta bastante familiar para os homens e os animais naquele tempo e
era considerada o símbolo da longevidade. Ela produz o precioso óleo que possui
múltiplas utilidades. No passado servia de combustível para alimentar as
lamparinas; é usado pela culinária para dar sabor aos alimentos. A farmacologia
o emprega na elaboração de muitos medicamentos, cosméticos,
relaxantes, etc. As folhas também são usadas em chás medicinais e a lenha é boa
para alimentação de lareiras. Acima de tudo o óleo da
oliveira é considerado o símbolo do Espírito Santo. A oliveira é uma planta
super resistente e suas raízes, mesmo que maltratadas brotam rápido. Ela tem
uma longevidade invejável e pode viver por mais de mil anos. Alguns
pesquisadores afirmam que muitas delas hoje, já existiam nos tempos de Jesus.
Agora podemos ter
uma idéia porque Deus escolheu uma simples folha de oliveira para ser transportada
para dentro da arca naquele momento de tanta dúvida para Noé e sua família. A
Sua mensagem era de que o Espírito Santo esteve com eles até aquele momento e
que jamais os abandonaria. Eles podiam ter a certeza de que por mais escura que
aquela situação se apresentasse haveria sempre uma luz a direcionar o caminho.
Naquela folha de oliveira estava a promessa de muita saúde física e espiritual.
A longevidade da oliveira se assemelha as infalíveis promessas de Deus de uma
vida eterna para aqueles que aceitarem o plano da salvação. Semelhante às
raízes da oliveira qualquer ser humano maltratado pelo pecado poderá, pela
graça de Cristo, ressurgir para uma vida nova.
É interessante que
Deus não usou um anjo, um leão ou outro animal de grade porte para transportar
esta grande mensagem de esperança para os apreensivos ocupantes da arca. Ele
usou o que havia de mais simples, uma folha de oliveira e uma inocente
pombinha.
Hoje muitos estão
vagando por aí sem esperança. Talvez você não seja um eloqüente pregador. Talvez
você imagina que a sua presença nem seja notada no meio em que você vive. Pode
passar por sua cabeça não ter nada de valioso para oferecer ao seu próximo. Mas
Deus pode transformar a sua simples atuação e a sua modesta folha de oliveira
em uma mensagem oportuna e significativa para alguém que esteja vivendo uma
situação crucial.
Você pode ser o
portador de uma grande mensagem de esperança. Pode ser uma palavra amiga ou uma
simples página deste Jornal. Estamos iniciando uma nova etapa do Jornal
Esperança. Que você esteja disposto a
usá-lo durante o ano de 2007, fazendo desta modesta folha de oliveira o
lenitivo para aqueles enclausurados na arca da dúvida e do desânimo.
Revigorados, possamos juntos, contemplar um novo mundo risonho que
caprichosamente Deus está preparando para todos nós.
"Leia o texto abaixo e depois leia de baixo para cima"
Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
É tarde demais...
(Autor desconhecido)
Carta ao Apóstolo Paulo
Conta-se
que o Apóstolo Paulo enviou seu currículo para a Junta de Missões Mundiais de
uma certa denominação, oferecendo-se para trabalhar como missionário. Depois de
algumas semanas, o Secretário da Junta escreveu-lhe esta carta, justificando
por que não poderia aceitá-lo.
Ao Reverendo Saulo Paulo
Missionário Independente
Missionário Independente
Roma,
Itália
Caro
Sr. Paulo:
Recebemos
recentemente seu currículo, exemplares de seus livros e o pedido para ser
sustentado pela nossa Junta como missionário na Espanha.
Adotamos
a política da franqueza com todos os candidatos. Fizemos uma pesquisa exaustiva
no seu caso. Para ser bem claro, estamos surpresos que o senhor tenha
conseguido até aqui "passar" como missionário independente.
Soubemos
que sofre de uma deficiência visual que, algumas vezes, o incapacita até para
escrever. Essa certamente é uma deficiência grande para qualquer pessoa. Nossa
Junta requer que o candidato tenha boa visão, ou que possa usar lentes
corretoras.
Em
Antioquia, o senhor provocou um entrevero com Simão Pedro, um pastor muito
estimado na cidade, chegando a repreendê-lo em público. O senhor
provocou tantos problemas que foi necessário convocar uma reunião especial da
Junta de Apóstolos e Presbíteros em Jerusalém. Não podemos apoiar esse tipo de
atitude.
Acha
que é adequado para um missionário trabalhar meio-período em uma atividade
secular? Soubemos que fabrica tendas para complementar seu sustento. Em sua
carta à igreja de Filipos, o senhor admite que aquela é a única igreja que lhe
dá algum suporte financeiro. Não entendemos o porquê, já que serviu a tantas
igrejas.
É
verdade que já esteve preso diversas vezes? Alguns irmãos nos disseram que
passou dois anos na cadeia em Cesaréia e que também esteve preso em Roma, e em
outros lugares. Não achamos adequado que um missionário da nossa Junta tenha
folha corrida na Polícia.
O
senhor causou tantos problemas para os artesãos em Éfeso que eles o chamavam de
"o homem que virou o mundo de cabeça para baixo". Sensacionalismo é
totalmente desnecessário em Missões. Deploramos , também, o vergonhoso
episódio de fugir de Damasco escondido em um grande cesto.
Estamos
admirados em ver sua falta de atitude conciliatória. Os homens elegantes e que
sabem contemporizar não são apedrejados ou arrastados para fora dos portões da
cidade, tampouco são atacados por multidões enfurecidas. Alguma vez parou para
pensar que palavras mais amenas poderiam ganhar mais ouvintes? Remeto-lhe um
exemplar do excelente livro "Como Ganhar os Judeus e Influenciar os Gentios",
de Dálio Carnego.
Em uma
de suas cartas, o senhor referencia a si mesmo como "Paulo, o velho".
As normas de nossa Missão não permitem a contratação de missionários além de
uma certa idade.
Percebemos
que é dado a fantasias e visões. Em Trôade, viu "um homem da
Macedônia" e em outra ocasião diz que "foi levado até o Terceiro Céu
e que ouviu palavras inefáveis". Afirma ainda que viu o Senhor e que ele o
confortou. Achamos que a obra de evangelização mundial requer pessoas mais
realistas e de mente mais prática.
Em toda
a parte por onde andou, o senhor provocou muitos problemas. Em Jerusalém,
entrou em conflito com os líderes do seu próprio povo. Se alguém não consegue
se relacionar bem com seu próprio povo, como pode querer servir no exterior?
Dizem que tem o poder de manipular serpentes. Na ilha de Malta, ao apanhar
lenha, uma víbora se enroscou no seu braço, picou-o, mas nada lhe ocorreu. Isso
soa muito estranho para nós.
O
senhor admite que enquanto esteve preso em Roma, "todos o
esqueceram". Os homens bons nunca são esquecidos pelos seus amigos. Três
excelentes irmãos, Diótrefes, Demas e Alexandre, o latoeiro, disseram-nos que
acharam impossível trabalhar com o senhor e com seus planos mirabolantes.
Soubemos
que teve uma discussão amarga com um colega missionário chamado Barnabé e que
acabaram encerrando uma longa parceria. Palavras duras não ajudam em nada a
expansão da obra de Deus.
O
senhor escreveu muitas cartas às igrejas onde trabalhou como pastor. Em uma
delas, acusou um dos membros de viver com a mulher de seu falecido pai, o que
fez a igreja ficar muito constrangida e a excluir o pobre rapaz.
O
senhor perde muito tempo falando sobre a segunda vinda de Cristo. Suas duas
cartas à igreja de Tessalônica são quase totalmente devotadas a esse tema. Em
nossas igrejas, raramente falamos sobre esse assunto, que consideramos de menor
importância.
Analisando
friamente seu ministério, vemos que é errático e de pouca duração em cada
lugar. Primeiro, a Síria, depois, Chipre, vastas regiões da Turquia, Macedônia,
Grécia, Itália, e agora o senhor fala em ir à Espanha. Achamos que a
concentração é mais importante do que a dissipação dos esforços. Não se pode
querer abraçar o mundo inteiro sozinho.
Em um
sermão recente, o senhor disse "Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz
de Cristo". Achamos justo que possamos nos gloriar na história da nossa
denominação, no nosso orçamento unificado, no nosso Plano Cooperativo e nos
esforços para criarmos a Federação Mundial das Igrejas.
Seus
sermões são muito longos. Em certa ocasião, um rapaz que estava sentado em um
lugar alto, adormeceu após ouvi-lo por várias horas, caiu e quase quebrou o
pescoço. Já está provado que as pessoas perdem a capacidade de concentração
após trinta ou quarenta minutos, no máximo. Nossa recomendação aos nossos
missionários é: Levante-se, fale por trinta minutos, e feche a boca em seguida.
O Dr.
Lucas nos informou que o senhor é um homem de estatura baixa, calvo, de
aparência desprezível, de saúde frágil e que está sempre agitado, preocupado
com as igrejas e que nem consegue dormir direito à noite. Ele nos disse que o
senhor costuma levantar durante a madrugada para orar. Achamos que o ideal para
um missionário é ter uma mente saudável em um corpo robusto. Uma boa noite de
sono também é indispensável para garantir a disposição no trabalho no dia
seguinte.
A Junta
prefere enviar somente homens casados aos campos missionários. Não
compreendemos nem aceitamos sua decisão de ser um celibatário permanente.
Soubemos que Elimas, o Mágico, abriu uma agência matrimonial para pessoas
cristãs aí em Roma e que tem nomes de excelentes mulheres solteiras e viúvas no
cadastro. Talvez o senhor devesse procurá-lo.
Recentemente,
o senhor escreveu a Timóteo dizendo que "lutou o bom combate".
Dificilmente pode-se dizer que a luta seja algo recomendável a um missionário.
Nenhuma luta é boa. Jesus veio, não para trazer a espada, mas a paz. O senhor
diz "lutei contra as bestas feras em Éfeso". Que raios quer dizer com
essa expressão?
Pesa-me
muito dizer isto, irmão Paulo, mas em meus vinte e cinco anos de experiência,
nunca encontrei um homem tão oposto às qualificações desejadas pela nossa Junta
de Missões Mundiais. Se o aceitássemos, estaríamos quebrando todas as regras da
prática missionária moderna.
Sinceramente,
A. Q.
Cabeçadura
Secretário da Junta de Missões Mundiais
Autor: Anônimo
Tradução e adaptação: Jeremias R D P dos Santos
Encontrado no site Bible Believers' Home Page (veja nossa lista de links)
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/cartaplo.asp
Tradução e adaptação: Jeremias R D P dos Santos
Encontrado no site Bible Believers' Home Page (veja nossa lista de links)
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/cartaplo.asp
sábado, 12 de maio de 2012
Um ministério perpétuo
Comentário
da lição da Escola Sabatina de 23 a 30 de maio de 2012, preparado por
Carmo
Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor da meditação Reavivar a Esperança (Quem já leu
recomenda). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia –
Central de Taguatinga, DF.
Introdução
A
introdução apresenta alguns motivos que algumas pessoas apresentam como razões plausíveis
para deixarem de ministrar. Mas ao longo de meus sessenta e cinco anos de
adventista tenho detectado alguns motivos a mais para que isso aconteça.
Ás vezes a pessoa que responde ou
ajuda em um departamento recebe muita cobrança e pouco incentivo ou, ainda, se
sente discriminada pela igreja. Normalmente quando isso acontece a pessoa
guarda ressentimentos que normalmente compartilha com outros membros. Mas sejam
quais forem os motivos precisamos lembrar que vamos prestar contas a Deus e não
a homens.
Satanás está atento e tudo fará para
nos desanimar em nosso labor em prol da salvação de pessoas. Podemos mudar de
departamento ou de atividade na igreja, mas nunca esquecer que o nosso trabalho
missionário nos mantem mais arraigados a Cristo.
Ás vezes alguns se esquiva de atuar dizendo
que estão desfrutando de umas férias. Já imaginou se Deus tirar férias de um
dia? Com certeza seria a instauração do caos no Universo. Uma coisa é certa:
“Navegar é preciso.” E neste caso como é bom navegar!
Domingo
Jesus
sabia que a mulher samaritana jamais Lhe dirigiria a palavra, então Ele
provocou um diálogo e os resultados foram maravilhosos. A princípio a mulher
viu em Jesus um judeu (inimigo) que se portava de maneira diferente dos demais.
Mas logo depois ao invés de inimigo ela passa ver em Jesus um amigo.
Com um pouco mais de conversa a
mulher vê em Jesus alguém que poderia ser maior do que Jacó. Na sequencia ela o
vê como uma pessoa com algum poder especial.
Jesus conseguiu segurar a atenção da
mulher e sugeriu que ela convidasse uma pessoa para ouvi-Lo. Neste momento ela
já vê em Jesus um profeta.
A conversa continua e ela percebe
que tem diante de si Jesus, o Salvador do mundo. Para ela conhecer Jesus foi
algo tão maravilhoso que esqueceu tudo o que estava fazendo e saiu correndo
para a cidade, e trouxe não só o “seu marido”, mas todos os habitantes de Sicar
para conhecerem a Jesus.
É curioso que Jesus estava ali de
passagem. Parou junto ao posso apenas para descansar. Mas a oportunidade de falar do evangelho
apareceu e Ele não desperdiçou. Ele não foi a Sicar. Mas o povo daquela cidade
foi convencido, por uma mulher a conhecê-Lo.
Jesus não vai entrar nas casas das pessoas e
nem nas grandes cidades para pregar o evangelho. Ele não vai pedir aos anjos que o façam. Para
essa tarefa Ele conta comigo e com você. Agora, importante e, que semelhantes a
Paulo sejamos “obedientes à visão celestial”.
Segunda
Não
dá para comparar o mundo de dois mil anos atrás com o de hoje. O ambiente em
que estamos inseridos é de correria e desatinos. A revolução industrial
despertou em cada individuo a competitividade e o consumismo. E é bom lembrar
que o consumismo esta nos consumindo, física e espiritualmente.
O problema se agrava mais em igrejas
grandes nas quais mal conhecemos os membros da nossa unidade de ação. A cada
dia o relacionamento entre irmãos fica mais comprometido. A internet ao mesmo
tempo em que nos aproxima nos distancia, pois o relacionamento que ela oferece
é frio e solitário.
Infelizmente todos esses
inconvenientes que conspiram contra o bom relacionamento entre irmãos servem de
muletas para acalmar a nossa consciência, quando nos inteiramos de que
determinado irmão ou irmã se afastou do convívio da congregação. E pior, muitos
deixam a igreja e nós nem sentimos a sua falta. Parece que as coisas estão
caminhando do jeito que o Diabo gosta.
Temos que visitar mais e se inteirar
mais uns dos outros. Quando eu era jovem tive uma experiência amarga neste
sentido. Estávamos estudando com um grupo de cinquenta pessoas. Em determinado
sábado apareceu uma adolescente de quinze anos que demonstrou muito interesse
em estudar a Bíblia. Ela morava distante dali e resolvemos lhe entregar uma
Bíblia com as lições. Por várias vezes ele repetiu a promessa que fizemos de
visita-la. Apertando a sua Bíblia ao peito ela foi embora feliz.
Os sábados se passaram e nunca
sobrou tempo para fazer a visita prometida. Certo dia, no escurecer, alguém
chegou correndo em minha casa exigindo que eu fosse rapidamente fazer o
sepultamento daquela jovem. Naquela oportunidade tive uma noção do que foi a angustia
de Jacó junto ao Jaboque. Depois encontrei tempo para visitar a sua família.
Felizmente Eulina deixou todas as lições respondidas e todas as passagens
sublinhadas em sua Bíblia. (Ver páginas 38 e 39 da meditação Reavivar a
Esperança).
A nossa esperança é que algum pastor
ou algum membro da igreja idealize um projeto que venha estabelecer um vínculo
de proximidade permanente entre os irmãos. A Bíblia afirma que o povo de Deus
perece por falta de conhecimento. Hoje perece também por falta de
relacionamento.
Terça
Para que uma igreja seja atuante é
necessário que o pastorado seja persistente na motivação e no treinamento. Há
vários motivos que fazem com que a motivação e o treinamento sejam uma
necessidade permanente.
Além da transferência de membros que
o autor menciona, existem outros motivos como doença e morte que interferem na
alternância das lideranças de uma igreja. Esse é um processo dinâmico. É como
se fosse uma corrida de revezamento, chegará o momento em que cada um de nós
passará o bastão para alguém. E este alguém deve estar motivado e treinado para
que os projetos não sofram solução de continuidade.
Pelo menos no caso de Timóteo, Paulo
se preocupou mais em motivá-lo do que treiná-lo. O pastor que conhece as suas
ovelhas vai definir qual área deve ser priorizada.
Quarta
A meu ver o que leva tantas pessoas
a se afastarem do convívio da igreja é justamente a falta de convívio, isso
enquanto elas ainda estão conosco. Normalmente as pessoas recebem estudos, são
batizadas e depois são deixadas para remarem sozinhas.
É
necessário bastante cuidado neste aspecto e o que falamos ou deixamos de falar
pesa muito. Ás vezes, fazemos comentários que abalam a fé das pessoas e as
desencorajam na caminhada cristã.
Trabalhei
muitos anos na agricultura. Uma muda de laranjeira, mangueira ou jabuticabeira,
uma vez transplantada, não exige muitos cuidados como irrigação e limpeza. Mas
se cultivamos alface temos que irrigar todos os dias. Temos de considerar cada
converso um pé de alface. Ás vezes um novo membro recebeu uma boa base
doutrinária, mas faltou o cuidar e o resultado é morte espiritual.
A
Operação Resgate é importante e necessária, mas se fossemos mais afetuosos com
os novos conversos, talvez, ela não fosse tão necessária nos dias de hoje.
Quinta
A meu ver o autor foi muito feliz ao escrever
a nota da pergunta seis. Na igreja onde um membro encontra carinho, afetividade
e se sente valorizado é uma igreja saudável e que não se definha. Segurar é
mais importante do que correr atrás.
Caso fossemos mais afetuosos, os
recursos de tempo e dinheiro gastos em trazer um membro afastado de volta
seriam empregados em ganhar almas. Provavelmente Deus pedirá conta de nossa
indiferença.
Conclusão
A
igreja carece de uma ação direcionada a manter os novos membros comprometidos
com a verdade. O mesmo entusiasmo que nos motivou a levar a mensagem para
alguém deve perdurar no sentido de manter esta pessoa comprometida com Cristo.
Já
morei em uma região que a única luz disponível era a que provinha de uma
candeia. A candeia dispõe de um pavio e é alimentada com azeite de mamonas.
Depois de acender a candeia era necessário cuidar de três pontos principais:
-
Manter a candeia abastecida com azeite.
-
Atiçar o pavio com frequência.
-
Protegê-la dos vendavais.
Esses
cuidados exigiam permanente atenção de nossa parte. Caso a candeia apagava e
nos deixava sem luz nunca culpávamos o vento, mas sim, o nosso descuido.
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