sábado, 12 de maio de 2012

Um ministério perpétuo

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Comentário da lição da Escola Sabatina de 23 a 30 de maio de 2012, preparado por
Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor da meditação Reavivar a Esperança (Quem já leu recomenda). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            A introdução apresenta alguns motivos que algumas pessoas apresentam como razões plausíveis para deixarem de ministrar. Mas ao longo de meus sessenta e cinco anos de adventista tenho detectado alguns motivos a mais para que isso aconteça.
            Ás vezes a pessoa que responde ou ajuda em um departamento recebe muita cobrança e pouco incentivo ou, ainda, se sente discriminada pela igreja. Normalmente quando isso acontece a pessoa guarda ressentimentos que normalmente compartilha com outros membros. Mas sejam quais forem os motivos precisamos lembrar que vamos prestar contas a Deus e não a homens.
            Satanás está atento e tudo fará para nos desanimar em nosso labor em prol da salvação de pessoas. Podemos mudar de departamento ou de atividade na igreja, mas nunca esquecer que o nosso trabalho missionário nos mantem mais arraigados a Cristo.
            Ás vezes alguns se esquiva de atuar dizendo que estão desfrutando de umas férias. Já imaginou se Deus tirar férias de um dia? Com certeza seria a instauração do caos no Universo. Uma coisa é certa: “Navegar é preciso.” E neste caso como é bom navegar!
Domingo
            Jesus sabia que a mulher samaritana jamais Lhe dirigiria a palavra, então Ele provocou um diálogo e os resultados foram maravilhosos. A princípio a mulher viu em Jesus um judeu (inimigo) que se portava de maneira diferente dos demais. Mas logo depois ao invés de inimigo ela passa ver em Jesus um amigo.
            Com um pouco mais de conversa a mulher vê em Jesus alguém que poderia ser maior do que Jacó. Na sequencia ela o vê como uma pessoa com algum poder especial.
            Jesus conseguiu segurar a atenção da mulher e sugeriu que ela convidasse uma pessoa para ouvi-Lo. Neste momento ela já vê em Jesus um profeta.
            A conversa continua e ela percebe que tem diante de si Jesus, o Salvador do mundo. Para ela conhecer Jesus foi algo tão maravilhoso que esqueceu tudo o que estava fazendo e saiu correndo para a cidade, e trouxe não só o “seu marido”, mas todos os habitantes de Sicar para conhecerem a Jesus.
            É curioso que Jesus estava ali de passagem. Parou junto ao posso apenas para descansar.  Mas a oportunidade de falar do evangelho apareceu e Ele não desperdiçou. Ele não foi a Sicar. Mas o povo daquela cidade foi convencido, por uma mulher a conhecê-Lo.   
             Jesus não vai entrar nas casas das pessoas e nem nas grandes cidades para pregar o evangelho.  Ele não vai pedir aos anjos que o façam. Para essa tarefa Ele conta comigo e com você. Agora, importante e, que semelhantes a Paulo sejamos “obedientes à visão celestial”.
Segunda
            Não dá para comparar o mundo de dois mil anos atrás com o de hoje. O ambiente em que estamos inseridos é de correria e desatinos. A revolução industrial despertou em cada individuo a competitividade e o consumismo. E é bom lembrar que o consumismo esta nos consumindo, física e espiritualmente.
            O problema se agrava mais em igrejas grandes nas quais mal conhecemos os membros da nossa unidade de ação. A cada dia o relacionamento entre irmãos fica mais comprometido. A internet ao mesmo tempo em que nos aproxima nos distancia, pois o relacionamento que ela oferece é frio e solitário.
            Infelizmente todos esses inconvenientes que conspiram contra o bom relacionamento entre irmãos servem de muletas para acalmar a nossa consciência, quando nos inteiramos de que determinado irmão ou irmã se afastou do convívio da congregação. E pior, muitos deixam a igreja e nós nem sentimos a sua falta. Parece que as coisas estão caminhando do jeito que o Diabo gosta.
            Temos que visitar mais e se inteirar mais uns dos outros. Quando eu era jovem tive uma experiência amarga neste sentido. Estávamos estudando com um grupo de cinquenta pessoas. Em determinado sábado apareceu uma adolescente de quinze anos que demonstrou muito interesse em estudar a Bíblia. Ela morava distante dali e resolvemos lhe entregar uma Bíblia com as lições. Por várias vezes ele repetiu a promessa que fizemos de visita-la. Apertando a sua Bíblia ao peito ela foi embora feliz.
            Os sábados se passaram e nunca sobrou tempo para fazer a visita prometida. Certo dia, no escurecer, alguém chegou correndo em minha casa exigindo que eu fosse rapidamente fazer o sepultamento daquela jovem. Naquela oportunidade tive uma noção do que foi a angustia de Jacó junto ao Jaboque. Depois encontrei tempo para visitar a sua família. Felizmente Eulina deixou todas as lições respondidas e todas as passagens sublinhadas em sua Bíblia. (Ver páginas 38 e 39 da meditação Reavivar a Esperança).
            A nossa esperança é que algum pastor ou algum membro da igreja idealize um projeto que venha estabelecer um vínculo de proximidade permanente entre os irmãos. A Bíblia afirma que o povo de Deus perece por falta de conhecimento. Hoje perece também por falta de relacionamento.
Terça
            Para que uma igreja seja atuante é necessário que o pastorado seja persistente na motivação e no treinamento. Há vários motivos que fazem com que a motivação e o treinamento sejam uma necessidade permanente.  
            Além da transferência de membros que o autor menciona, existem outros motivos como doença e morte que interferem na alternância das lideranças de uma igreja. Esse é um processo dinâmico. É como se fosse uma corrida de revezamento, chegará o momento em que cada um de nós passará o bastão para alguém. E este alguém deve estar motivado e treinado para que os projetos não sofram solução de continuidade.
            Pelo menos no caso de Timóteo, Paulo se preocupou mais em motivá-lo do que treiná-lo. O pastor que conhece as suas ovelhas vai definir qual área deve ser priorizada.
Quarta
            A meu ver o que leva tantas pessoas a se afastarem do convívio da igreja é justamente a falta de convívio, isso enquanto elas ainda estão conosco. Normalmente as pessoas recebem estudos, são batizadas e depois são deixadas para remarem sozinhas.
É necessário bastante cuidado neste aspecto e o que falamos ou deixamos de falar pesa muito. Ás vezes, fazemos comentários que abalam a fé das pessoas e as desencorajam na caminhada cristã.
Trabalhei muitos anos na agricultura. Uma muda de laranjeira, mangueira ou jabuticabeira, uma vez transplantada, não exige muitos cuidados como irrigação e limpeza. Mas se cultivamos alface temos que irrigar todos os dias. Temos de considerar cada converso um pé de alface. Ás vezes um novo membro recebeu uma boa base doutrinária, mas faltou o cuidar e o resultado é morte espiritual.
A Operação Resgate é importante e necessária, mas se fossemos mais afetuosos com os novos conversos, talvez, ela não fosse tão necessária nos dias de hoje.
Quinta
             A meu ver o autor foi muito feliz ao escrever a nota da pergunta seis. Na igreja onde um membro encontra carinho, afetividade e se sente valorizado é uma igreja saudável e que não se definha. Segurar é mais importante do que correr atrás.
            Caso fossemos mais afetuosos, os recursos de tempo e dinheiro gastos em trazer um membro afastado de volta seriam empregados em ganhar almas. Provavelmente Deus pedirá conta de nossa indiferença.
Conclusão     
A igreja carece de uma ação direcionada a manter os novos membros comprometidos com a verdade. O mesmo entusiasmo que nos motivou a levar a mensagem para alguém deve perdurar no sentido de manter esta pessoa comprometida com Cristo.
Já morei em uma região que a única luz disponível era a que provinha de uma candeia. A candeia dispõe de um pavio e é alimentada com azeite de mamonas. Depois de acender a candeia era necessário cuidar de três pontos principais:
- Manter a candeia abastecida com azeite.
- Atiçar o pavio com frequência.
- Protegê-la dos vendavais.
Esses cuidados exigiam permanente atenção de nossa parte. Caso a candeia apagava e nos deixava sem luz nunca culpávamos o vento, mas sim, o nosso descuido.       

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