sexta-feira, 29 de junho de 2012

O evangelho chega a Tessalônica


Comentário da lição da Escola Sabatina de trinta de junho a sete de julho de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor da meditação Reavivar a Esperança. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Tessalônica ou Salônica é a 2ª maior cidade da Grécia e a principal da região da Macedônia. Está situada à borda do Mar Egeu.  Foi construída em 316 A.C.) por ordem de Cassandro e foi batizada em homenagem a Tessalônica, esposa do rei Cassandro e irmã de Alexandre, o Grande.
Tem cerca de 700 mil habitantes. Tornou-se uma referência quanto à divinização de imperadores, possuindo inclusive um templo para o culto a César. Em suas moedas a cidade de Roma e os seus imperadores eram retratados como divindades. As autoridades e classes ricas da cidade tinham muito interesse em incentivar e participar deste culto cívico, pois advinham vantagens econômicas e políticas. Era uma cidade portuária com muita atividade comercial. Até hoje não perdeu a sua importância de cidade estratégica.
Tessalônica foi a segunda cidade europeia a ouvir a pregação de Paulo (Atos 17.1-14) e provavelmente a primeira igreja a receber duas de suas epístolas (disputa com a epístola aos Gálatas esta primazia).
Comentaristas alinhavam três razões que motivaram a Paulo escrever as duas epístolas e podemos acrescentar mais uma. Primeiro, era uma comunidade evangélica nova. Segundo, corriam perigo pela quantidade de deuses pagãos que eram cultuados lá. Pelo menos vinte divindades eram veneradas, conforme atestam inscrições encontradas sobre os restos de monumentos.  E terceiro, os judeus não convertidos exerciam grande pressão sobre a nova igreja.
O apostolo Paulo chegou a Tessalônica em sua segunda viagem missionária e por três sábados pregou para os judeus e despertou a ira de muitos deles. Alvoroçaram o povo contra Paulo e seus colaboradores com a acusação de que: “Estes que tem transtornado o mundo chegaram até aqui” (Atos 17:6).
Os crentes de Tessalônica aguardavam a vinda de Cristo para os seus dias. A demora ia esmorecendo a fé de alguns deles e, aqui temos um quarto motivo para Paulo escrever-lhes: Reavivar nestes irmãos a esperança da volta de Jesus. Olhando por este ponto de vista podemos imaginar quão útil será este estudo para nós hoje.

Domingo
            É impressionante vermos como Deus dirigiu a sua obra nos dias da Igreja Primitiva. O Espirito Santo cuidava de cada detalhe. Onde pregar, quem pregar e como pregar. Em sua imaginação Paulo viu que Timóteo por ter uma cidadania mista, a sua mãe era judia e o seu pai grego, seria o companheiro ideal para levar o evangelho à Macedônia. Mas Deus tinha outros planos para Paulo e para Timóteo.
            Paulo e Silas chegaram a Filipos e ali anunciaram o evangelho com um poder tal que afetou o comercio da cidade. A jovem que dava grandes lucros com adivinhações, frutos de um espirito maligno foi curada por Paulo e a fonte de dinheiro fácil secou.
            Paulo e Silas foram presos com a acusação de que “Estes homens, sendo judeus, estão perturbando muito a nossa cidade” (Atos 16:20). Será que Deus contrariou os planos de Paulo, que desejava ir para a Bitinia (v 7), apenas para permitir que ele fosse preso e espancado? Se estavam pregando o evangelho porque Deus permitiu que sofressem tanto? Do meu ponto de vista Deus não tinha naquele momento outras pessoas mais preparadas para suportarem provações do que Paulo e Silas. Certa vez Paulo afirmou: “Senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações” (Atos 20:2). Quem sabe se fosse outros teriam fracassado.
            Para os que caminham segundo o Espirito as provações são aditivos que fortalecem a fé e dinamizam a pregação. Quanta coisa bonita Paulo experimentou durante o seu curto ministério!
            Deus não promete um caminho afofado de rosas para aqueles que se empenham em pregar o evangelho, mas com certeza Ele nos proporcionará o melhor para a nossa edificação espiritual.

Segunda
            O foco da mensagem de Paulo não só em Tessalônica, mas durante toda a sua vida foi Jesus. Embora a sua preferencia fosse pregar para os gentios, Paulo nunca se omitiu em pregar para os judeus. Esse era um trabalho complicado, mas sempre que surgia uma oportunidade lá estava ele mostrando as profecias que falam do ministério de Cristo.
            Em Tessalônica ele permaneceu fiel ao costume de aos sábados estarem na igreja, pregar e dedicar á oração. Para muitos judeus os seus sermões eram indigestos e por várias vezes ele pagou caro pela sua teimosia em falar abertamente de Jesus.
            Paulo tinha a suas estratégias para pregar para judeus, gentios e para as autoridades romanas. Mas nunca fugia de apresentar as verdades bíblicas em sua clareza total, mesmo antevendo os resultados de açoites e prisões.

Terça
            Os versos cinco e seis de Jeremias vinte e três apontam para um Jesus que estenderia o Seu governo para toda a Terra e Isaias enfatizou que este Jesus faria com que as tribos de Zebulom e Naftali, que no passado sofreram tanto com perseguições e destruição, seriam enaltecidas quando o Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6), chegasse à suas terras. E poderiam ter outro raciocínio: Se Zebulom e Naftali, as tribos mais desprezíveis na época, seriam enaltecidas com a presença de Jesus, como não seria então Jerusalém e as regiões próximas? Esperavam que a chegada do “Renovo” fosse realmente uma total renovação politica de todo o Israel.
            Mas ver em Jesus um sofredor desacreditado pelo seu próprio povo e ao mesmo tempo como Redentor não só de Israel, mas de toda a raça humana era um paradoxo difícil de entender.
             Essa ideia de um rei poderoso e ao mesmo tempo pobre era difícil de ser assimilada pelos judeus. Lembre: eles ainda mantinham o pensamento de serem os melhores e os mais importantes homens da terra. Em sua visão Jesus seria realmente glorioso e quando chegasse subjugaria para sempre os seus opressores principalmente o império romano.
            É interessante que essa trágica interpretação do povo judeu foi fruto de sua tão apregoada primazia sobre os demais habitantes da terra. Caso estivessem dispostos a estudar as profecias com espirito de humildade, com certeza, o resultado seria outro.
            Jesus cumpriu a missão para a qual veio; libertar o povo do jugo do pecado. Em breve o seu reino de glória será estabelecido como os judeus esperavam, pena que eles estarão de fora!

Quarta
            O verso onze de Isaias cinquenta e três encerra uma grande lição para todos nós. Desde criança, por várias vezes já cantei: “Depois da cruz vem a coroa, a recompensa é sempre boa.” Para prover o nosso resgate Jesus deveria experimentar a cruz e o profeta Isaias depois de enfatizar a humilhação e a dor do Messias afirma que: “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si” (Isaías 53:11).
            Ellen G. White afirma; A morte de Cristo prova o grande amor de Deus pelo homem. É o penhor de nossa salvação. Remover do cristianismo a cruz, seria como apagar do céu o Sol. A cruz nos aproxima de Deus, reconciliando-nos com Ele. Com a enternecedora compaixão do amor de um pai, Jeová considera o sofrimento que Seu Filho teve de suportar para salvar a raça da morte eterna, e nos recebe no Amado” Atos dos Apóstolos, p. 209). 
            “Com indizível amor Jesus dá as boas-vindas a Seus fiéis, para "o gozo do teu Senhor". O gozo do Salvador consiste em ver, no reino de glória, as almas que foram salvas por Sua agonia e humilhação” (O Grande Conflito, pág. 647). 
             “Nos resultados de Sua obra, Cristo contemplará Sua recompensa. Naquela grande multidão que ninguém pode contar, apresentada como "irrepreensíveis, com alegria, perante a Sua glória", Aquele cujo sangue nos redimiu e cuja vida nos ensinou, verá o "trabalho da Sua alma" e "ficará satisfeito"” (Educação, pág. 309). 
Os judeus imaginavam um Rei à altura do seu orgulho pessoal. Alguém que jamais seria humilhado. Mas o resultado foi que “veio para os Seus e os Seus não O receberam”.
Em nosso ministério pessoal temos de estar dispostos a experimenta provações antes de desfrutarmos das glórias do Céu. Paulo afirma: “Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14).
Provavelmente o anjo que assistiu o Mestre no Getsemani tenha Lhe mostrado eu e você como futuros resultados do Seu sacrifício. Essa visão encorajou Jesus para suportar todo o sofrimento.

Quinta
            Os conversos de Tessalônica eram um retrato do que o evangelho faria no mundo inteiro. Tribos, línguas e nações congregadas em um só povo. Hoje nem tanto, mas podemos imaginas as dificuldades de Paulo em manter esse grupo unido junto à cruz. Realmente as cartas que escreveu tinham a sua razão de existirem.

Conclusão
            Não foi fácil para Paulo provar para judeus e gentios que aquele Servo Sofredor que palmilhou a Galileia era o Salvador enviado do Céu. Mas que alegria será, quando no Céu, Paulo contemplar a grande multidão compostas de redimidos vindos de todas as partes do mundo!
            

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Comunicado importante

Como eu postava os comentários da Lição da Escola Sabatina com antecedência de até cinquenta dias, alguns leitores me confessaram ter dificuldades para acessa-los. Do mês de agosto para frente os comentários serão postados no máximo com dez dias de antecedência. Creio que essa medida facilitará para aqueles que nos acompanham. E aproveito para agradecer o apoio de cada um. Carmo Patrocínio Pinto.

domingo, 10 de junho de 2012

Pensamento


A paz que Deus oferece é inexplicável e por mais que nos esforcemos para entende-la, ela esgota todo o nosso entendimento  sem que atinjamos o seu âmago porque é divina. Carmo

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A paz de Deus


Carmo Patrocínio Pinto

Ainda a pouco dias participamos de um velório. Os familiares do falecido são católicos fervorosos e estavam desesperados. Um choro convulsivante dominava quase todos os presentes. Ao chegarmos em  nossa casa a minha esposa comentou: “Como é difícil para pessoas católicas enfrentarem a morte.”
            A doutrina de um purgatório e a incerteza da salvação os levam a rezar durante todo o velório. Depois, missas e a queima de velas demonstram o interesse dos familiares de que o morto alcance o favor divino diante das portas do Céu.
            Em sua saudação aos tessalonicenses Paulo e seus companheiros usam as palavras "graça e paz" (1 Tessalonicenses 1:1). A primeira, de uso comum entre os gregos, mas não com o real significado que a Bíblia confere e o fiel cristão desfruta. E paz, um fruto da graça que só os que aceitaram a Cristo podem usufruir em toda a sua plenitude. Realmente minha esposa tem razão. O velório de um ente querido de uma família que vive em comunhão com Cristo é muito diferente.  Podem existir lágrimas, dor e tristezas, mas tudo circundado por uma auréola de esperança que só Jesus pode outorgar.
Os irmãos de Tessalônica enfrentavam, dores, lágrimas, perseguições mas desfrutavam desta “paz que excede a todo o entendimento”. A vida de quem confia nas palavras: “A minha paz vos dou” é realmente algo extraordinário. A promessa de Deus é maravilhosa. Ele diz: ”Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio” (Isaias 66:12). Quando leio esta promessa me vem à mente rios grandes como Tocantins, São Francisco, Negro e rio Amazonas.
Paulo tinha certeza que os tessalonicenses desfrutavam desta paz. Essa é realmente uma paz inexplicável e por mais que queiramos entende-la ela esgota todo o nosso entendimento sem que atijamos o seu âmago porque é divina.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Uma folha de oliveira


Carmo Patrocínio Pinto

     Noé e sua família estavam vivendo um momento especial de suas vidas. Por quase um ano eles estavam enclausurado dentro da arca. Lá fora um rastro de destruição mostrava para o Universo que a misericórdia divina tem limites.
     Por mais que Deus tenha feito funcionar o sistema de ventilação da arca, o perfume ali não era dos melhores. Por mais que a esposa de Noé caprichasse na limpeza, a higiene do ambiente deixava a desejar. Por mais que Noé procurasse miminizar a inquietação dos animais o barulho era crescente dentro da arca.  Algumas dúvidas, talvez, estivessem surgindo na cabeça de Noé: será que, um dia, num futuro próximo, ele teria uma casa só para a sua família? Voltaria, um dia a pisar em terra firme? A terra continuaria a produzir flores, sementes e alimento como antes?
      Como, ele e sua família, anelavam pelo momento de saírem da arca e contemplar, novamente, o Céu azul. Que emoção seria ver os raios do Sol formando minúsculos arcos íris nas gotinhas de orvalho que placidamente descansavam nas coloridas pétalas de rosas que exalavam o seu perfume para uma minúscula platéia de privilegiados. Mas, isso, só quando elas surgissem novamente! Como seria sair correndo em terra firme de encontro ao vento que ao bater-lhes no peito parecia parabeniza-los pelo grande milagre.
     Para estes ocupantes da arca era grande a expectativa. Sairiam todos vivos dali? A terra voltaria a favorecer a vida como antes? As árvores voltariam a cobrir a Terra com o manto verde da esperança e a oferecer guarida para as aves e para os irrequietos macaquinhos? Os animais se multiplicariam e voltariam a povoar a Terra enchendo-a de vida?  A não ser a confiança nas promessas divinas, não existia nenhuma garantia aparente de que tudo seria como antes. De dentro da arca não era possível ter uma idéia da vazão das águas e de quando poderia se dar o possível desembarque.  Para Noé e para os demais ao seu redor o momento era de incertezas. Como desejavam eles, neste momento de dúvida, receber uma mensagem de esperança! Afinal, já há quase um ano estavam presos dentro de um barco e vivendo em condições precárias.
     Noé procura uma maneira de ver como estão as águas lá fora. Primeiro soltou um corvo, mas sem ter onde pousar, depois de idas e vindas foi recolhido para dentro da arca. Depois soltou uma pomba. A população da arca ficou aguardando com expectativa o que aconteceria com a emissária da paz. Mas após um rápido sobrevôo ei-la de volta a procura de socorro. Passara-se mais uma semana de incertezas e Noé envia a pomba para mais uma missão de reconhecimento de área. Podemos imaginar a cerimônia de lançamento. Provavelmente oraram com fervor para que Deus a usasse para trazer uma mensagem de esperança.
     Desta vez ela demorou um pouco mais aumentando assim as expectativas. O nervosismo passou a dominar os corações. Afinal, não tinham nenhum sinal de que a vida recomeçava lá fora. Mas quando todos questionavam sobre o futuro incerto que se desenhava Noé observa um pontinho se movimentando lá ao longe. Após alguns minutos a mensageira pousa na janela trazendo uma folha de oliveira no bico. A euforia foi geral. Tinham certeza de que a Terra estava se refazendo e a vegetação aos poucos ia ocupando o seu lugar. Agora podiam acreditar que em breve deixariam a arca para desfrutarem a vida em liberdade.
   Mas por que a pomba trouxe uma folha de oliveira e não uma outra folha qualquer? Uma lenda diz que houve uma grande disputa entre os deuses Posídon e Atena para decidirem qual deles daria o seu nome e a sua proteção para a capital da Grécia. O Tribunal dos Deuses decidiu que venceria a disputa quem conseguisse apresentar perante o tribunal a obra mais bela. Posídon bateu com o seu tridente numa rocha e fez nascer um cavalo maravilhoso. Atena apareceu, afugentou o cavalo e fez surgir da terra uma oliveira, símbolo da paz, coberta de azeitonas, com as quais seria possível fazer azeite, o mais precioso de todos os líquidos... Os deuses não tiveram dúvidas e escolheram Atena para deusa protetora da cidade de Atenas. Embora seja uma lenda ela nos dá uma idéia da importância da oliveira na crendice popular naqueles tempos.
     A oliveira era uma planta bastante familiar para os homens e os animais naquele tempo e era considerada o símbolo da longevidade. Ela produz o precioso óleo que possui múltiplas utilidades. No passado servia de combustível para alimentar as lamparinas; é usado pela culinária para dar sabor aos alimentos. A farmacologia o emprega na elaboração de muitos medicamentos, cosméticos, relaxantes, etc. As folhas também são usadas em chás medicinais e a lenha é boa para alimentação de lareiras. Acima de tudo o óleo da oliveira é considerado o símbolo do Espírito Santo. A oliveira é uma planta super resistente e suas raízes, mesmo que maltratadas brotam rápido. Ela tem uma longevidade invejável e pode viver por mais de mil anos. Alguns pesquisadores afirmam que muitas delas hoje, já existiam nos tempos de Jesus.
     Agora podemos ter uma idéia porque Deus escolheu uma simples folha de oliveira para ser transportada para dentro da arca naquele momento de tanta dúvida para Noé e sua família. A Sua mensagem era de que o Espírito Santo esteve com eles até aquele momento e que jamais os abandonaria. Eles podiam ter a certeza de que por mais escura que aquela situação se apresentasse haveria sempre uma luz a direcionar o caminho. Naquela folha de oliveira estava a promessa de muita saúde física e espiritual. A longevidade da oliveira se assemelha as infalíveis promessas de Deus de uma vida eterna para aqueles que aceitarem o plano da salvação. Semelhante às raízes da oliveira qualquer ser humano maltratado pelo pecado poderá, pela graça de Cristo, ressurgir para uma vida nova.
     É interessante que Deus não usou um anjo, um leão ou outro animal de grade porte para transportar esta grande mensagem de esperança para os apreensivos ocupantes da arca. Ele usou o que havia de mais simples, uma folha de oliveira e uma inocente pombinha.
     Hoje muitos estão vagando por aí sem esperança. Talvez você não seja um eloqüente pregador. Talvez você imagina que a sua presença nem seja notada no meio em que você vive. Pode passar por sua cabeça não ter nada de valioso para oferecer ao seu próximo. Mas Deus pode transformar a sua simples atuação e a sua modesta folha de oliveira em uma mensagem oportuna e significativa para alguém que esteja vivendo uma situação crucial.
     Você pode ser o portador de uma grande mensagem de esperança. Pode ser uma palavra amiga ou uma simples página deste Jornal. Estamos iniciando uma nova etapa do Jornal Esperança.  Que você esteja disposto a usá-lo durante o ano de 2007, fazendo desta modesta folha de oliveira o lenitivo para aqueles enclausurados na arca da dúvida e do desânimo. Revigorados, possamos juntos, contemplar um novo mundo risonho que caprichosamente Deus está preparando para todos nós.
                                                                                                            carmojornalesperanca@yahoo.com.br

"Leia o texto abaixo e depois leia de baixo para cima"


Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
(Autor desconhecido)

Carta ao Apóstolo Paulo


Conta-se que o Apóstolo Paulo enviou seu currículo para a Junta de Missões Mundiais de uma certa denominação, oferecendo-se para trabalhar como missionário. Depois de algumas semanas, o Secretário da Junta escreveu-lhe esta carta, justificando por que não poderia aceitá-lo.

Ao Reverendo Saulo Paulo
Missionário Independente
Roma, Itália

Caro Sr. Paulo:

Recebemos recentemente seu currículo, exemplares de seus livros e o pedido para ser sustentado pela nossa Junta como missionário na Espanha.
Adotamos a política da franqueza com todos os candidatos. Fizemos uma pesquisa exaustiva no seu caso. Para ser bem claro, estamos surpresos que o senhor tenha conseguido até aqui "passar" como missionário independente.
Soubemos que sofre de uma deficiência visual que, algumas vezes, o incapacita até para escrever. Essa certamente é uma deficiência grande para qualquer pessoa. Nossa Junta requer que o candidato tenha boa visão, ou que possa usar lentes corretoras.
Em Antioquia, o senhor provocou um entrevero com Simão Pedro, um pastor muito estimado na cidade, chegando a repreendê-lo em público. O senhor provocou tantos problemas que foi necessário convocar uma reunião especial da Junta de Apóstolos e Presbíteros em Jerusalém. Não podemos apoiar esse tipo de atitude.
Acha que é adequado para um missionário trabalhar meio-período em uma atividade secular? Soubemos que fabrica tendas para complementar seu sustento. Em sua carta à igreja de Filipos, o senhor admite que aquela é a única igreja que lhe dá algum suporte financeiro. Não entendemos o porquê, já que serviu a tantas igrejas.
É verdade que já esteve preso diversas vezes? Alguns irmãos nos disseram que passou dois anos na cadeia em Cesaréia e que também esteve preso em Roma, e em outros lugares. Não achamos adequado que um missionário da nossa Junta tenha folha corrida na Polícia.
O senhor causou tantos problemas para os artesãos em Éfeso que eles o chamavam de "o homem que virou o mundo de cabeça para baixo". Sensacionalismo é totalmente desnecessário em Missões. Deploramos, também, o vergonhoso episódio de fugir de Damasco escondido em um grande cesto.
Estamos admirados em ver sua falta de atitude conciliatória. Os homens elegantes e que sabem contemporizar não são apedrejados ou arrastados para fora dos portões da cidade, tampouco são atacados por multidões enfurecidas. Alguma vez parou para pensar que palavras mais amenas poderiam ganhar mais ouvintes? Remeto-lhe um exemplar do excelente livro "Como Ganhar os Judeus e Influenciar os Gentios", de Dálio Carnego.
Em uma de suas cartas, o senhor referencia a si mesmo como "Paulo, o velho". As normas de nossa Missão não permitem a contratação de missionários além de uma certa idade.
Percebemos que é dado a fantasias e visões. Em Trôade, viu "um homem da Macedônia" e em outra ocasião diz que "foi levado até o Terceiro Céu e que ouviu palavras inefáveis". Afirma ainda que viu o Senhor e que ele o confortou. Achamos que a obra de evangelização mundial requer pessoas mais realistas e de mente mais prática.
Em toda a parte por onde andou, o senhor provocou muitos problemas. Em Jerusalém, entrou em conflito com os líderes do seu próprio povo. Se alguém não consegue se relacionar bem com seu próprio povo, como pode querer servir no exterior? Dizem que tem o poder de manipular serpentes. Na ilha de Malta, ao apanhar lenha, uma víbora se enroscou no seu braço, picou-o, mas nada lhe ocorreu. Isso soa muito estranho para nós.
O senhor admite que enquanto esteve preso em Roma, "todos o esqueceram". Os homens bons nunca são esquecidos pelos seus amigos. Três excelentes irmãos, Diótrefes, Demas e Alexandre, o latoeiro, disseram-nos que acharam impossível trabalhar com o senhor e com seus planos mirabolantes.
Soubemos que teve uma discussão amarga com um colega missionário chamado Barnabé e que acabaram encerrando uma longa parceria. Palavras duras não ajudam em nada a expansão da obra de Deus.
O senhor escreveu muitas cartas às igrejas onde trabalhou como pastor. Em uma delas, acusou um dos membros de viver com a mulher de seu falecido pai, o que fez a igreja ficar muito constrangida e a excluir o pobre rapaz.
O senhor perde muito tempo falando sobre a segunda vinda de Cristo. Suas duas cartas à igreja de Tessalônica são quase totalmente devotadas a esse tema. Em nossas igrejas, raramente falamos sobre esse assunto, que consideramos de menor importância.
Analisando friamente seu ministério, vemos que é errático e de pouca duração em cada lugar. Primeiro, a Síria, depois, Chipre, vastas regiões da Turquia, Macedônia, Grécia, Itália, e agora o senhor fala em ir à Espanha. Achamos que a concentração é mais importante do que a dissipação dos esforços. Não se pode querer abraçar o mundo inteiro sozinho.
Em um sermão recente, o senhor disse "Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Cristo". Achamos justo que possamos nos gloriar na história da nossa denominação, no nosso orçamento unificado, no nosso Plano Cooperativo e nos esforços para criarmos a Federação Mundial das Igrejas.
Seus sermões são muito longos. Em certa ocasião, um rapaz que estava sentado em um lugar alto, adormeceu após ouvi-lo por várias horas, caiu e quase quebrou o pescoço. Já está provado que as pessoas perdem a capacidade de concentração após trinta ou quarenta minutos, no máximo. Nossa recomendação aos nossos missionários é: Levante-se, fale por trinta minutos, e feche a boca em seguida.
O Dr. Lucas nos informou que o senhor é um homem de estatura baixa, calvo, de aparência desprezível, de saúde frágil e que está sempre agitado, preocupado com as igrejas e que nem consegue dormir direito à noite. Ele nos disse que o senhor costuma levantar durante a madrugada para orar. Achamos que o ideal para um missionário é ter uma mente saudável em um corpo robusto. Uma boa noite de sono também é indispensável para garantir a disposição no trabalho no dia seguinte.
A Junta prefere enviar somente homens casados aos campos missionários. Não compreendemos nem aceitamos sua decisão de ser um celibatário permanente. Soubemos que Elimas, o Mágico, abriu uma agência matrimonial para pessoas cristãs aí em Roma e que tem nomes de excelentes mulheres solteiras e viúvas no cadastro. Talvez o senhor devesse procurá-lo.
Recentemente, o senhor escreveu a Timóteo dizendo que "lutou o bom combate". Dificilmente pode-se dizer que a luta seja algo recomendável a um missionário. Nenhuma luta é boa. Jesus veio, não para trazer a espada, mas a paz. O senhor diz "lutei contra as bestas feras em Éfeso". Que raios quer dizer com essa expressão?
Pesa-me muito dizer isto, irmão Paulo, mas em meus vinte e cinco anos de experiência, nunca encontrei um homem tão oposto às qualificações desejadas pela nossa Junta de Missões Mundiais. Se o aceitássemos, estaríamos quebrando todas as regras da prática missionária moderna.

Sinceramente,
A. Q. Cabeçadura
Secretário da Junta de Missões Mundiais
Autor: Anônimo
Tradução e adaptação: Jeremias R D P dos Santos
Encontrado no site Bible Believers' Home Page (veja nossa lista de links)
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/cartaplo.asp