Comentario da Lição da Escola Sabatina de 25 a 2 de julho de 2011
A Adoração em Gênesis: duas classes de adoradores
Preparado por Carmo Patrocinio Pinto
A nova série de estudos para o terceiro trimestre de 2011 vamos aprender um pouco como adorar em “Espírito e em verdade.” Dois temas vem a tona: o que adoramos e como adoramos. Como Adventistas já temos um conhecimento limitado de quem é o Deus que adoramos e como devemos adorá-Lo. O objetivo desta série de estudos é alargar os nossos horizontes nestes dois aspéctos, numa época em que o secularismo tende a ditar as normas.
No estudo desta semana vamos ver como foi o comportamento dos primeiros habitantes do mundo com relação a este tema. O verso aureo da lição deixa claro que em alguns momentos Deus está em lugares que nunca imaginamos. Como aconteceu com Jacó, Moisés, Agar e tantos outros.
Antes da queda, Adão e Eva apresntavam uma Adoração modelo. Com a entrada do pecado a adoração expontanea e coloquial sedeu espaço para o medo e o distanciamento deste Deus amável e onipotente. O que aconteceu com o primeiro casal parece ser comum a nós também. Quando cometemos um pecado geralmente nos retraímos. Nos sentimos longe de Deus e nos envergonhamos Dele e das coisas a Ele relacionadas. Quando este constrangimento nos domina é, pelo menos, um bom sinal pois reconhecemos o nosso pecado e isso é um indicativo de que a reconciliação se torna mais fácil.
Na adoração fora do Éden vemos dois comportamentos distintos e opostos entre si. A adoração de Caim e Abel deixa claro três coisas: primeiro, Deus merece ser adorado. Segundo, Eledeixou normas de como adorá-Lo e terceiro, que a adoração equivocada não Lhe é aceitável.
No caso dos dois irmãos, Deus esperava uma adoração que retratasse o maravilhoso plano da salvação. Os dois estavm bem intencionados em adorar mas, o que fez a diferença foi Caim insistir em adorar ao seu modo. Ofereceu os frutos da Terra. Um pouco mais adiante nós vemos Jacó preparando um riquissimo presente formado por sete “frutos da Terra”. Ele esperva com os seus esforços aplacar a ira do “rei egípcio” (José) Gênesis 43: 11 e 12. A Bíblia não menciona qual foi a postura de José ao receber o presente, mas deixou claro que o problema só foi resolvido depois que Judá se dispos a ser ovelha sobre o altar Gênesis 44:32-34.
Três coisas desvirtuaram os filhos de Deus logo após a criação. Casamentos impróprios, que originaram duas classes de gigantes. Destes, alguns eram gigantes no porte fisico e outros gigantes na violência. Caso Deus não agisse da maneira como agiu, toda a raça humana teria sido exterminada. Surge, então, dois homens que fizeram a diferença. Nasce Enos, neto de Adão que procurou restabelecer a adoração ao verdadeiro Deus o que, provavelmente, não foi fácil. Logo depois surge Noé que decidiu atender o desafio de Deus com duas missões simultaneas: Advertir o mundo do dilúvio iminente e construir uma arca para preservação da vida.
É curioso que os mesmos pecados que marcaram os antediluvianos estão presentes nos dias de hoje: séxo e violência. Hoje temos verdadeiros gigantes nestas áreas. Não temos clareza de como foi nos dias de Noé mas, parece que o desvirtuamento do séxo e a violêcia hoje superam em muito a daqueles tempos. A repetição, hoje, do comportamento dos antediluvianos foi apontado por Cristo como um claro sinal do fim “E como foi nos dias de Noé, assim será também na vinda do Filho do homem.” (Mateus 24:37).
Sempre Deus contou com pessoas fieis que O adoraram com dedicação e, de Sua parte, fez de tudo para preservar-lhes a fé. Abrão se destacou em seu propósito de, em meio a corrupção e incredulidade reinate em sua terra, erguer a bandeira da perfeita adoração a Deus. Como o seu ambiente constituisse uma seria ameaça a esse propósito, Deus o convidou para deixar tudo e sair errante pelo mundo na busca de uma terra onde fosse possível exaltar o nome do Senhor.
Deus submeteu, Abraão, a uma segunda prova. Ele deveria sacrificar Isaque, o filho da promessa. No momento crucial um cordeiro aparece e o filho é poupado. Foi neste solene momento de adoração no alto do monte Moriá, que Abraão, Isaque e o Universo tiveram uma visão clara do grande Plano da Redenção.
Jacó acabara de realizar a sua primeira e grande trapassa. Diante de sua esperteza em usurpar de Isaú o direito da primogenitura ele agora estava condenado a morte. Rebeca sentiu o drama e o acoselhou a refugiar-se na casa de seu tio Labão que morava longe dali. Sozinho, cançado, com saudades da mamãe que o paparicava, Jacó se depara com a sua primeira noite no deserto. Tudo é lúgubre e ameaçador. Ele não dispoe de uma casa com paredes que possa protege-lo de seus inimigos, dos animais bravios e das intemperes do tempo. Foi nete momento de temor e angustia que Deus lhe proporcionou a visão de uma escada na qual desciam anjos fazendo-lhe promessas maravilhosas e subiam levando os seus anceios até o trono da graça. Ele que, até então, não desfrutava do conforto de uma casa de tijolos, de um momento para outro se sente dentro da casa de Deus. Provavelmente Jacó imaginasse ser aquele o pior lugar do mundo, mas em um momento a sua visão mudou por completo e ele confessa: “o Senhor está neste lugar e eu não sabia, esta é a casa de Deus”. Ali Jacó renovou os seus votos de fidelidade ao Senhor. Deus está onde está um de Seus filhos que em arrependimento e contrição procura se reconciliar com Ele. Jacó transformou a tosca pedra que lhe servio de travesseiro em um altar de adoração a Deus. Será que estamos dispostos a transformar as nossas provações em um altar de exaltação ao Senhor?
A verdadeira adoração não perdeu as suas características ao longo do tempo. Será que eu e você não a temos descarecterizado em parte?
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