sexta-feira, 17 de junho de 2011

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 18 a 25 de Junho de 2011
Revestidos de Cristo
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto

Quando eu tinha meus dez anos de idade, pela primeira vez, participei da programação de Natal de minha igreja. Foi nessa oportunidade que pela primeira vez usei uma calça comprida. Lembro como hoje. Era de um tecido branco com fios prateados que brilhavam sob a luz do Sol. A meu ver, daquele dia em diante eu seria visto como homem e não seria mais uma criança.
Naquela época eu não tinha nenhuma noção do que seja estar vestido com as vestes brancas oferecidas por Cristo. Estas sim, dão a cada um de nós uma nova personalidade. Quando Ele nos veste é porque algo de especial aconteceu em nossa vida. As Suas vestes indicam que aceitamos o plano redentivo oferecido pelo Céu e nos propomos a viver “em novidade de vida”.
Estar vestido com as vestes brancas de Cristo, semelhante à santificação, é uma tarefa para a vida toda. Há o perigo de hoje estarmos revestidos e amanhã permitirmos que os desejos da carne maculem a nossa cândida vestidura, o que será uma tragédia. (Veja parte de quinta-feira)
A lição desta semana focaliza dois aspectos especiais. O estar revestidos de Cristo nesta vida e, depois, o nosso viver com roupas brancas no lar celestial. O segundo aspecto é consequência do primeiro. Em nossa vida terrena estamos sujeitos a ver as nossas lindas vestes serem manchadas pelo pecado. Mas quando estivermos no Céu, nunca mais Satanás nos ameaçará.
Na parte de domingo Paulo afirma que a fé em Cristo é o único meio de tornarmos filhos de Deus, o que significa estarmos comprometidos com o nosso Criador. A aceitação do plano redentivo nos conduz a uma mudança de vida manifestada publicamente pelo batismo. Ao sermos batizados estamos apresentando ao mundo a nossa decisão de vivermos em “novidade de vida”. Quando isso acontece Jesus nos cobre com o Seu manto de Justiça e como filho de Deus nos faz herdeiros das promessas feitas a Abraão. É maravilhoso pensar que num passado distante fomos vendidos pelo pecado e nos tornamos escravos de satanás, mas uma vez aceitando o plano da redenção nos tornamos filhos de Deus e herdeiros de todas as Suas promessas.
Em Romanos 13 temos os princípios básicos que nos outorgam o favor de sermos revestidos de Cristo. Podemos dizer que Romanos 13 é a cartilha do cristão. Existe ai algumas normas que, uma vez aceitas, nos possibilitam o direito de sermos revestidos de Cristo. Vamos recapitular três delas: Em primeiro lugar Paulo nos adverte da necessidade de aceitarmos Deus como o Senhor de nossa vida. Foi Ele que elaborou um código de boas maneiras que vai identificar cada um de Seus filhos neste mundo. Em segundo lugar o nosso Deus apresenta o amor ao próximo como um princípio básico, pois quem ama o próximo não cobiça, não mata, e nem adultera. E Jesus dá mais profundidade a este conceito: “Amar uns aos outros como Eu vos amei.” Este amor sem fingimento, caso fosse praticado por toda a humanidade faria deste mundo um retrato do Céu. Em terceiro lugar, Paulo apresenta a necessidade de estarmos atentos quanto aos sinais da volta de Cristo, quando seremos revestidos da imortalidade. Mas antes que isso aconteça temos que ser revestidos das armas da luz porque o grande dia começa a raiar. As armas da luz, comunhão diária com Deus, nos possibilitam a vencer as tentações e consequente prática das coisas da carne. Feito isso seremos revestidos do Senhor Jesus.
Em Colossenses 3:1a10 a Bíblia apresenta uma clara alusão referente ao batismo. O velho homem morre dando lugar a uma nova vida com Cristo. Mas este morrer do velho homem não é um ato instantâneo e mecânico. É um exercício diário, pois há momentos que ele tende a ressurgir. Quando eu era garoto, não me lembro porque, decidi matar um gato a pauladas. Houve momentos que ele parecia estar morto, mas logo se levantava fazendo jus ao dito popular que o “gato tem sete vidas”. Mas a morte do velho homem é assim. Quando imaginamos que está morto ele ressurge querendo dominar o seu espaço. A morte do velho homem deve acontecer diariamente. Somos orientados a revestirmos do novo homem. e isso implica em constante vigilância e comunhão diária com Deus. Efésios 4:22-24 afirma não existe outra maneira de sermos revestidos com a justiça de Cristo a não ser o despojar diariamente do velho homem. Essa troca de vestes só é possível com o auxilio do Espírito Santo. Aí começa um novo caminhar em “novidade de vida”.
Em nossa vida terrestre fazer morrer o velho homem implica em um processo que envolve a vida inteira, mas a transformação operada por ocasião da volta de Jesus será instantânea. É impressionante pensarmos que num piscar de olhos seremos transformados, não de “glória em glória”, mas de uma vez e para sempre. Para mim, o mais importante é a eliminação de nossa tendência para pecar. Nunca mais sentiremos a angustiante dor causada pelo pecado. Que experiência maravilhosa! Eu não sei como isso será feito, mas de uma coisa eu sei: vale a pena a nossa persistência em fazer morrer o velho homem para, naquele dia, participarmos desse evento que nos fará participantes dos mundos não caídos.
Paulo chama a nossa atenção para a possibilidade de morrermos antes da volta de Jesus. Porém, mesmo que isso venha acontecer, ou seja, mesmo que a nossa casa (velho corpo) se desfizer, Deus promete um corpo incorruptível e eterno. Aqui sofremos dores e gememos, mas no Lar Eterno não terá lugar para qualquer desconforto.
A Bíblia faz uma ressalva importante: “Se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus” (2 Corintios 5:4). Este verso dá a entender que existe o perigo de estarmos vestidos aos nossos proprios olhos mas estarmos nús diante de Deus. Aliás essa é uma das caracteristicas da igreja de Laudicéia. É necessário um constate e cuidadoso exame pessoal.
 A experiência que Deus reserva para cada um de nós é maravilhosa e vai acontecer quando este corpo mortal, num piscar de olhos, for absorvido pela vida eterna.

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