domingo, 12 de junho de 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina - de 11 a 18 junho

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Comentário da Lição da Escola Sabatina “Mais Imagens de Vestes.”
 11 a 18 de junho de 2011.
Elaborado por Carmo Patrocínio Pinto
Igreja Adventista do Sétimo Dia, Central de Taguatinga, DF.

A mulher sabia que pelas leis mosaicas ela não poderia tocar em ninguém com pena da vítima ficar imunda. Cabia a ela manter vigilância e estar longe das pessoas. Imaginava que o seu ato furtivo jamais seria notado ou percebido por Jesus. Ela teve o cuidado de tocar apenas em Suas vestes. A sua fé era tamanha que tinha certeza de que um simples toque mudaria toda a sua vida. A fé exercida por essa mulher não é diferente do que se espera de cada um de nós.
Jesus estava rodeado de uma grande multidão. Podemos imaginar o empurra empurra pois cada um queria ficar mais próximo Dele. É impressionante que ali estivessem centenas ou milhares de pessoas ansiosas por estarem junto de Jesus, mas ao ser tocado por aquela mulher imunda o Mestre Se manifestou.
Ninguém na multidão exerceu tamanha fé e coragem como aquela mulher. Milhões acompanham Cristo neste mundo. Milhões parece estar bem junto Dele, mas não estão usufruindo da cura porque talvez se sintam perfeitamente saudáveis. Mas em meio aos milhões que estão ao Seu redor, Ele percebe quando um pecador, movido pela fé, se aproxima e com humildade toca em Suas vestes. Um toque furtivo, sem palavras e que nem se quer é notado pelos Seus professos seguidores.
As vestes de Jesus em si nada poderiam fazer por aquela mulher. Mas para que ela soubesse que ao tocar nas vestes de Jesus estava tocando em Sua pessoa o Mestre pergunta: quem Me tocou? Claro que Ele sabia quem era. Mas além da cura física Jesus queria efetivar a cura espiritual e procurou estabelecer um diálogo com aquela, até então, desventurada. A Sua pergunta foi proposital. A princípio o medo a dominou.. Antes a mulher queria apenas o favor de Cristo. Mas as palavras de Jesus inundaram de paz o Seu coração e começou ali um relacionamento que com certeza continuará na eternidade.
Por muitos anos trabalhei em um hospital que se situava próximo da igreja que eu frequentava. Um dia uma colega de trabalho se manifestou: “As mulheres de sua igreja se vestem tão bem que eu tenho vergonha de falar com elas.” Antes de tirar a Sua túnica o silencio e o pensamento de quem era o maior imperava entre os discípulos, mas ao Jesus tirar as Suas vestes de rei e cingir-Se com uma toalha como faziam os servos escalados para lavarem os pés dos convidados, os discípulos se soltaram e passaram a compreender quão longe estavam do ideal cristão. Faz parte de nossa adoração vestirmos a melhor roupa que temos, mas devemos fazê-lo de tal maneira que ela não ofusque a nossa simplicidade e modéstia. Jesus demonstrou simplicidade em todos os momentos de Sua vida e espera o mesmo dos Seus discípulos de hoje.
Devemos nos cuidar para que o ato de tirar a túnica e cingir com a toalha não seja para nós uma atitude de exaltação própria. O cingir-se com a toalha deve envolver todas as nossas ações revestidas de abnegada simpatia.
Certa vez um discípulo de São Francisco de Assis passou a se vestir com roupas velhas e rasgadas para demonstrar a sua humildade. São Francisco olhou para ele e disse: “Vejo pelas aberturas de suas roupas o seu orgulho.” Devemos estar cingidos com a toalha no trato com os nossos vizinhos e colegas de trabalho. Devemos estar cingidos com a toalha quando desempenhamos as nossas atividades na igreja sejam quais forem.
Para cingirmos com a toalha apresentada por Jesus necessitamos de uma entrega completa a Ele. Só então seremos capazes de praticar o verdadeiro exercício do amor não fingido.
Caifaz era o sumo sacerdote e pelas leis que regiam o sacerdócio jamais um sacerdote poderia rasgar as suas vestes. Primeiro porque em sua comunhão permanente com Deus nenhuma tragédia por mais cruel que fosse deveria desequilibrá-lo a tal ponto de em desespero rasgar as suas vestes. O segundo aspecto é que despido de suas vestes oferecidas por Deus jamais ele poderia oficiar em favor do povo. Mas algo especial acontecia naquele momento. O seu ato foi uma declaração pública de que com a morte de Jesus o serviço sacerdotal terrestre deixaria de existir, pois Jesus Se fez o nosso grande Sumo Sacerdote que passou a atuar no trono da graça nos céus.
No momento em que Jesus era julgado, os soldados tiraram a túnica de Cristo e o vestiu com uma túnica vermelha que identificava os párias da sociedade. Puseram uma coroa de espinhos em sua cabeça e um caniço nas mãos. Hoje existe uma tendência de desqualificar o ministério sacerdotal de Cristo.  Doutrinas como reencarnação, penitências, purgatório, intercessão de “santos” ganharam força no mundo. São doutrinas sem amparo bíblico e que tendem a despir Jesus de Suas vestes sacerdotais. Jesus continua sendo julgado e a atitude dos “soldados” de hoje não tem sido diferente dos de outrora. 
Após a crucifixão os soldados repartiram as vestes do Salvador entre si. Aquela era uma atitude marcada por um interesse simplesmente material. Quão bom seria se estes soldados estivessem mesmos interessados em usar as vestes do Mestre para a sua salvação pessoal.  Foi com esse propósito que Jesus Se deixou despir.
Hoje não é necessário lançar sortes para conseguir o manto de Cristo. O Seu manto de justiça está disponível a todos que, em humildade de coração, o aceitam como o seu Intercessor. Com ânimo e com fé nos aproximemos de Jesus. Um simples toque em Suas vestes será capaz de fazê-lo voltar para nós. E quando estivermos nos pés da cruz Ele nos envolverá com o seu manto de salvação. O escritor de Hebreus nos aconselha: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus 4:16).

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