quarta-feira, 14 de março de 2012

Definindo evangelismo e testemunho

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 31 de março a 7 de abril de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Estamos iniciando mais uma série de estudos da Bíblia. Por três meses vamos conhecer mais sobre Evangelismo e Testemunho. As duas palavras não são a mesma coisa, embora apareçam juntas. O testemunho dá uma melhor ênfase em nosso Evangelismo. Quando fazemos Evangelismo testemunhando do amor de Deus por nós as nossas palavras fluem com mais motivação e poder.  Não existe verdadeiro evangelismo caso não tenhamos nada a testemunhar de Jesus. Evangelho quer dizer as boas novas a respeito de Cristo. O testemunho é contar ao mundo o que este Evangelho fez em minha vida. As boas novas de salvação apresentadas pelos quatro evangelistas do Novo testamento devem impregnar o nosso evangelismo.
“É o privilégio de todos dar ao mundo, em sua vida de família, em seus costumes e práticas e ordem, um testemunho do que o evangelho pode fazer pelos que lhe obedecem” (A ciência do Bom Viver, p.196).
A palavra evangelista provém da palavra do grego koiné que significa "boas novas". Assim, os evangelistas são os autores dos evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João.
O Evangelismo, em função de sua complexidade, é a arte de fazer discípulos. O escritor D. T. Niles formulou as seguintes definições de Evangelismo:
“- Evangelismo é a missão suprema da Igreja.
- Evangelismo é fazer a Palavra de Deus chegar ao conhecimento do povo.
- Evangelismo é a Igreja que vai.
- Evangelismo é a Igreja que segue.
- Evangelismo é a Igreja que ataca.”
E alguém completou: “Evangelismo é compartilhar Cristo a toda e qualquer pessoa; através da palavra falada ou escrita.”
            Todos nós temos o privilégio e o dever de testemunhar do amor de Jesus ao mundo. Certa vez escrevi: A nossa vida não é curta e nem longa. É o tempo suficiente que Deus nos concede para darmos um recado ao mundo.
            Que o estudo deste trimestre nos motive a darmos as boas novas de salvação ao mundo testemunhando com alegria do que elas fizeram na vida de cada um de nós.

Domingo
            Entendemos por Evangelismo a pregação do evangelho em massa. Um pastor e equipe anunciam o evangelho para um grande grupo de pessoas. Podemos dizer é a pregação por atacado. Hoje ela é feita pelo rádio, internet, televisão, editoras e por pregadores que atingem, ao mesmo tempo, um grande número de pessoas.
A maior parte de Atos dos Apóstolos conta a história do que o Evangelho fez na vida das pessoas atingidas por ele na época. Temos a história da conversão de Paulo,
das três mil pessoas agregadas ä igrejas por intermédio do sermão de Pedro, a conversão do eunuco entre tantos exemplos. Em suma, Atos dos Apóstolos da testemunho do que os evangelistas fizeram e conseguiram na época da Igreja Primitiva.
            O entusiasmo com que os apóstolos pregavam o evangelho levou a Igreja a um fervor e desprendimento das coisas materiais nunca visto no mundo. “Um era o coração de todos” afirma a Bíblia. Mas este fervor não foi alcançado por acaso. Antes que tudo isso acontecesse os apóstolos se entregaram por completo a Cristo. Diferenças foram reparadas e, então o Espirito Santo os envolveu. E essa é uma necessidade em nossos dias. Diz Ellen G. White: É-me mandado dizer aos nossos irmãos do ministério: Esteja a mensagem que vos sai dos lábios impregnada do Espírito de Deus. Se já houve tempo em que precisássemos da guia especial do Espírito Santo, esse é agora. Necessitamos de consagração completa. Já é bem tempo de havermos dado ao mundo uma demonstração do poder de Deus em nossa própria vida e ministério” (A Igreja remanescente, p. 79). 
Segunda
Testemunhar é a pregação do evangelho no varejo e vai além de apenas contar para o mundo o que o evangelho tem feito por nós. Testemunhar envolve exemplo de vida. Diz Ellen G. White: “Não importa quão zelosamente seja advogada a verdade, se a vida diária não testemunhar de seu poder santificador, as palavras faladas de nada aproveitarão. Uma conduta incoerente endurece o coração e estreita o espírito do obreiro, colocando também pedras de tropeço no caminho daqueles por quem ele trabalha” (Obreiros Evangélicos, p. 144). O que testemunhamos em palavras deve ser visto em nossa vida diária.
O testemunhar é que realmente agrega as pessoas ä Igreja. Elas podem ouvir comoventes sermões pregados por exímios evangelistas, mas se não houver aquele toque pessoal dificilmente elas se unirão ao nosso convívio. Desde criança ouço dizer: “As palavras convencem, mas os exemplos arrastam.”
Quando, há 65 anos, o saudoso Francisco Miranda começou a dar estudos bíblicos para o meu pai, não foram as suas palavras que levaram Juvenal Francisco Pinto a decisão final. Enquanto a mensagem era apresentada em cada estudo papai, que vivia aos trambolhões com minha mãe, observava que a família Miranda apresentava um relacionamento familiar digno de ser imitado. Foi então que, em conversa com minha mãe, se propuseram a se aproximar mais daquela família.
Ë responsabilidade de cada um de nós mostrar aos nossos amigos, colegas de trabalho e vizinhos uma replica de Atos dos Apóstolos em nossa vida escrito em palavras e literalmente em atos. Seria mais ou menos assim: Atos do apostolo Carmo, Atos do apostolo Antônio e assim por diante.
Terça
            Antioquia hoje Antakva foi uma cidade antiga erguida na margem esquerda do rio Orontes na Turquia. Era a terceira maior cidade do mundo. Antioquia ocupa um importante lugar na história do cristianismo. Foi onde Paulo de Tarso pregou o seu primeiro sermão (numa sinagoga), e foi também onde os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez de Cristãos (Atos 11:26).
A igreja em Antioquia possuía uma liderança bastante culta e abrigava um grande número de doutores. Entre eles, Paulo e Barnabé. Eram pessoas tão ávidas por testemunharem de Jesus que se tornaram conhecidas como cristãos.
O evangelismo que eles faziam estava fundamentado nas profecias do Velho Testamento que apontavam para Jesus, o Salvador. A mensagem consistia em duas vertentes: Evangelismo, mostrando o Jesus das profecias e Testemunho, contar o que este Jesus fez em suas vidas.
Estabelecida a igreja em Antioquia, o Espirito Santo Se fez presente. Separou Paulo e Barnabé para uma viagem especial: O primeiro porto de escala foi Salamina, na ilha de Chipre, terra natal de Barnabé.  Depois pregaram em Icônio, Listra e Derbe. Na ilha de Pafos, o mágico Barjesus foi seriamente repreendido por Paulo.  Finda assim, a primeira viagem missionária, que durou cerca de dois anos e cujo relato de Lucas, ocupa os capítulos 13 e 14 de Atos.
A Bíblia afirma que muitos sacerdotes foram comovidos pelo testemunho dos conversos e aceitaram o evangelho. A nossa vida espiritual deve ser uma vida de resultados. Caso contrário a nossa pregação se torna ineficaz.
Quarta
A pessoa que influenciou a minha esposa a aceitar a mensagem é uma senhora analfabeta. Ela não tinha como dar estudos bíblicos, mas tinha um grande entusiasmo em contar para as pessoas o que Jesus fez em sua vida.
O testemunho é a melhor arma para levar pessoas a Cristo, mas deve ser usado com muita cautela. Tenho visto pessoas que no passado foram assassinas completamente fora da lei e contam com minucias como praticavam os crimes e o fazem de tal forma que mais alimentam o seu ego do que testificam do amor de Cristo.
Paulo soube dar o seu testemunho. Ele sempre o fez com o risco da própria vida. Nunca se deixou ser dominado pela vangloria barata e traiçoeira. A sua vida, depois de convertido, se tornou uma sequencia de quando escapava do espeto caia em brasas. Mas nada abalava a sua fé.
Todos nós temos a nossa história de conversão, ou pelo menos de como Deus tem Se manifestado em nossa vida. O testemunho envolve contar ao mundo não só como nos convertemos mas, também como tem sido o nosso dia a dia com Jesus.
Conhecendo a mensagem aos cinco anos de idade eu não tenho uma história de conversão mirabolante. Mas a minha vida está marchetada de momentos nos quais a intervenção divina se fez presente de uma forma inesperada e providencial mesmo antes dos cinco anos de idade.
Quinta
“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15 - Itálico nosso).
Pedro enfatiza três pontos básicos que devem fazer parte do nosso testemunho. O primeiro é a Santificação. O segundo é o Preparo e o terceiro: Equilíbrio. Com uma vida santificada vamos usar de coerência e discrição. Uma vida santificada oferece o ambiente ideal para a atuação do Espírito Santo em nossa vida. Sem Ele o nosso testemunho é infrutífero. O preparo é importante, pois nos leva a estarem sempre prontos independente de estarmos agendados para testemunhar ou não. O testemunho é algo natural e o seu momento é imprevisível. Ele pode surgir do nada.
            Estar preparado implica também em ter um conhecimento básico da Bíblia capaz de enriquecer e fundamentar o nosso testemunho. O terceiro ponto é manter o equilíbrio emocional em nossos contatos. Esse equilíbrio faz com que eu esteja pronto para falar e também para ouvir. Em dados momentos o silêncio fala e convence mais do que as palavras. Talvez no afã de dar o nosso recado nos falte a paciência necessária para ouvir.
Conclusão
            Quarenta dias antes do Pentecostes os discípulos estavam amedrontados e enclausurados a sete chaves. Temiam que a sorte de Jesus os alcançasse. O momento era de insegurança e muitas incertezas. Até então, o futuro do cristianismo parecia ser a sua extinção mesmo antes que ele se tornasse conhecido. Seguir as orientações de Jesus foi o segredo do sucesso.
            A orientação de Jesus foi que permanecessem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder. “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49).  Por outro lado eles permaneceram em fervorosa oração e suplicas. ”Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos” (Atos 1:14)
`           Não existe outro meio de recebermos o poder do Espirito Santo para testemunhar a não ser comunhão com Cristo e oração. Ellen G. White descreve a experiência dos discípulos naqueles dias: “Esses dias de preparo foram de profundo exame de coração. Os discípulos sentiram sua necessidade espiritual, e suplicaram do Senhor a santa unção que os devia capacitar para o trabalho de salvar almas. Não suplicaram essas bênçãos apenas para si. Sentiam a responsabilidade que lhes cabia nessa obra de salvação de almas. Compreendiam que o evangelho devia ser proclamado ao mundo, e reclamavam o poder que Cristo prometera” (Atos dos Apóstolos p. 37).
            A conclusão da obra só acontecerá quando estreitarmos o nosso relacionamento com Cristo e humildemente implorarmos o poder do Espirito Santo para testemunhar.

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