quinta-feira, 8 de março de 2012

A promessa de Sua vinda

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Comentário da lição da Escola Sabatina de 24 a 31 de março de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga DF.

Introdução
Em carta enviada de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, aos Cristãos, a apostola Neuza afirmou que nos próximo 6 anos teremos tempos difíceis para os Cristãos, até a volta de Jesus em 2017 ou 2018, quando Cristo inauguraria “seu reinado do milênio”. Tempos difíceis sim! Mas marcar data para a volta de Jesus não tem nenhum embasamento bíblico.
O ano de 1964 gerou uma certa expectativa em alguns membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia quanto a provável vinda de Jesus naquele ano. A afirmação Bíblica de que “... como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem” (Lucas 17:6), provocou um frenesi pois a igreja completava cento e vinte anos de pregação do dia do juízo. O ano terminou e Jesus não veio.
Um outro episódio me despertou a atenção nos idos de 1960. Em Roma, o Concilio Ecumênico Vaticano II discutia a união das igrejas e a observância do domingo como o dia universal de guarda. Na mesma época era eleito nos Estados Unidos da América do Norte John Fitzgerald Kennedy, o primeiro presidente católico daquela nação. Enquanto isso, no Brasil, Alziro Zarur fundava a Legião da Boa Vontade que pregava a união das igrejas com o objetivo de formar um só rebanho e um só pastor.
Na minha opinião o cenário mundial estava montado para que a união das igrejas se concretizasse conforme afirma João no Apocalipse. O concilio terminou, o papa João XXIII faleceu e o seu substituto não se interessou em por em prática o documento firmado na época. John Kennedy morreu em um atentado e o sucessor de Alziro Zarur mudou o discurso.
Aos cinco anos de idade eu conheci a Igreja Adventista e a pregação da volta de Jesus era apresentada com tanta ênfase que eu imaginava que jamais eu alcançaria a juventude. De lá para cá se passaram sessenta e cinco anos e Jesus ainda não veio. Porém, de uma coisa eu tenho certeza: a Sua volta está sessenta e cinco anos mais próxima do que quando conheci a mensagem.
Provavelmente naquela época ainda não estava completo o número de salvos. Quantos milhões aceitaram a mensagem de salvação de lá para cá. Vale a advertência bíblica: “Porque a visão é ainda para o tempo determinado, mas se apressa para o fim, e não enganará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará” (Abacuque 2:3). Tenho setenta anos mas, para mim, não faz a mínima diferença se estarei vivo ou morto quando Ele vier. O certo é que Ele vem e vivo ou morto  “vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão” (Jó 19:27-28)
Domingo
João afirma: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1:1-3). Jesus participou da criação deste mundo e estará presente na consumação de todas as coisas.
Deus tinha um plano ao criar este mundo mas o pecado abriu um parêntese. Em Seu amor Ele Se propõe a fazer tudo de novo. Em breve a violência, o medo, a dor, a morte e tudo de péssimo terá um fim. Em breve chegará o dia quando um grupo de perseverantes filhos de Deus exclamará: “Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação gozaremos e nos alegraremos” (Isaías 25:9).
Segunda
Já há dois mil anos que Pedro disse com toda a segurança:Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (2 Pedro 3:13-14) e em todos os tempos existiram pessoas que acreditaram na promessa de Jesus: “virei outra vez” João 14:3). Por essa promessa milhões se ofereceram como olocausto. Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (Hebreus 11:13).
A visão “de longe” que os profetas, os apóstolos e os mártires do Evangelho tinham de um mundo melhor está perto de se tornar realidade para eles e para nós. Os sinais da volta de Jesus proclamam em altas vozes “que não haverá mais demora” (Apocalipse 10:6).
Vivemos em um momento solene da história deste mundo. Diz Ellen G. White: Estamos vivendo no período mais solene da história deste mundo. O destino das imensas multidões da Terra está prestes a decidir-se. Nosso próprio bem-estar futuro, e também a salvação de outras almas, dependem do caminho que ora seguimos” (O desejado de todas as Nações p 601). Não temos tempo a perder.
Terça
Toda a história do mundo desde a queda de Adão até o fim do milênio está circunscrito a volta de Jesus. Por outro lado a volta de Jesus apenas seria possível se Ele consumasse o Seu ministério terrestre com uma vida sem pecado com a sua morte na cruz e a Sua ressurreição. Jesus saiu vitorioso e, no Santuário Celestial, exerce o Seu ministério sacerdotal.
Todos esses acontecimentos perderiam o seu significado caso Jesus não voltasse a esse mundo para levar os Seus resgatados para o Céu. A Sua volta é o acontecimento máximo para esse mundo. Por ser um acontecimento que envolverá toda a humanidade ele será antecedido de sinais específicos que hoje ocupam o seu lugar no cenário mundial.
Na volta de Jesus Ele dará a recompensa de cada um conforme as suas obras. A humanidade será dividida em dois grupos. De um lado os que aceitaram o sacrifício de Jesus na cruz e do outro os que rejeitaram a salvação oferecida.
Já escrevi em outro comentário a história de uma médica com quem trabalhei. Ela dizia que Jesus nasceu, foi um pregador eficiente e morreu numa cruz. Mas dai dizer que Ele ressuscitou e que um dia voltará é estória da carochinha. Mas acreditar ou não em Sua vinda, graças a Deus, em nada alterará o cronograma divino. Ele virá e não tardará.

Quarta
O escritor de Hebreus mostra a principal arma do cristão que espera pela volta de Jesus, a Fé. Jesus fez uma pergunta especial: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8). Jesus não está dizendo que não existirá pessoas de fé mas, elas parecem ser tão poucas que quase não serão notadas. E em Mateus 24:22 o Mestre afirma que se os dias próximos de Sua volta não forem abreviados  ninguém se salvará. Sem fé não há como alimentar essa esperança.
A fé que necessitamos ter nos últimos dias não será obtida com um passo de mágica. Ela deve ser alimentada desde já. É aquela reserva de azeite que só as virgens prudentes terão. Por se generalizar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Muitos há que perderam sua fé no advento. Vivem para o mundo, e enquanto dizem no seu coração, como gostariam que fosse, "o meu Senhor tarde virá" (Mat. 24:48)”(Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p 77).
“Onde está a promessa de sua vinda?” É a pergunta que, segundo Pedro, será feita pelos ímpios. Mas pela maneira como muitos pretensos adventistas do sétimo dia vivem parece que eles também estão fazendo a mesma pergunta.
Jesus vem! Essa é a nossa grande esperança. Tenho feito o propósito de em todas as minhas pregações fazer menção da volta de Jesus. “A vinda do Senhor tem sido em todos os séculos a esperança de Seus verdadeiros seguidores. A última promessa do Salvador no Monte das Oliveiras, de que Ele viria outra vez, iluminou o futuro a Seus discípulos, encheu-lhes o coração de alegria e esperança que as tristezas não poderiam apagar nem as provações empanar. Em meio de sofrimento e perseguição, "o aparecimento do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo" foi a "bem-aventurada esperança" (O Grande Conflito, p 302).
Quinta
 Paulo exorta os tessalonicenses a não se desviarem da doutrina e que tivessem cuidado com os falsos pregadores. Ele afirmava que a vinda de Cristo estava próxima mas não aconteceria antes que o vendaval da apostasia soprasse contra a igreja. Manter a esperança deveria ser o proposito de cada um deles.
João notou que havia um clamor por justiça  da parte dos mártires da fé contra aqueles que os martirizaram. Esse clamor foi como se os mártires estivessem falando é apenas para dar ênfase ao fato de que Deus tem um dia para acertar contas com os inimigos da justiça. Existe uma cobrança para que este dia chegue o mais rápido possível. Em resposta receberam vestes branca como sinal de que sua salvação estava garantida e a admoestação de que deveriam esperar um pouco mais. Diante da violência existente no mundo e o quadro de injustiça de nossos dias clamamos “até quando?”
Diante da demora o conselho bíblico é permanecer firme na doutrina, firmar na esperança e vigiar.
Conclusão
Por mais tarde que  Jesus venha, por mais que Ele demore,  Ele virá muito cedo para milhões de  pessoas, mesmo  para alguns membros da igreja. Estejamos alertas!

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