Comentário
da Lição da Escola Sabatina de 18 a 25 de agosto de 2012, preparado por Carmo
Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor da Meditação Reavivar a Esperança (Uma meditação
para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia
– Central Taguatinga DF.
Introdução
O
estudo desta semana é maravilhoso, pois traz uma das mais confortadoras
promessas pós mortis. Quantas pessoas, ao longo dos séculos, desesperadas com a
morte de um familiar encontraram conforto nas palavras de Paulo.
Ha poucos dias presenciei a exumação
de um túmulo. Ainda restavam os ossos, peças de roupas já rotas e pedaços do
caixão. Os ossos foram colocados em uma caixa e o restante foi para o lixo. Ali
estava um crânio que no passado agasalhou um cérebro, que por sua vez, amava,
raciocinava e decidia. Mas agora apenas um punhado de ossos que amanhã também
não mais existirão.
Mas ressoada a trombeta de Deus, o
poder divino, trará todos os mortos à vida. Fico imaginando como ficarão os
cemitérios neste dia. Será algo espantoso e sobrenatural, porém muito real.
Paulo faz uma ressalva: “Os mortos
em Cristo ressuscitarão primeiro.” Pertencer a esse primeiro grupo faz toda a
diferença. Seremos ressuscitados para a vida eterna.
Em breve Deus dará a ordem.
Ouvir-se-á a voz do arcanjo, a trombeta soará e os mortos em Cristo
ressuscitarão.
Os
tessalonicenses desconheciam essa mensagem de esperança e Paulo lhes clareou o
senário. As suas palavras lhes trouxeram alento.
Domingo
Os
tessalonicenses imaginavam que com a morte terminava tudo e o seu maior desejo
era que Cristo viesse antes que seus parentes e amigos morressem. A morte era
realmente um acontecimento apavorante. Paulo deixou claro que existe vida pós
tumulo.
Não seria fácil para os
tessalonicenses aceitar uma verdade tão contundente. Mas ela estava circundada
de uma esperança que lhes revigoraram a fé.
Eles aceitaram a Cristo, a fonte da vida, mas
achavam que a ressurreição era algo não outorgado a seres humanos. Paulo trouxe
a luz sobre este assunto. A morte não é o fim de tudo. Ela é um sono e quem
dorme vai acordar.
Os tessalonicenses não sabiam nada
sobre a ressurreição. Nós sabemos, pois está claro na Bíblia. Mas será que
realmente acreditamos nesta verdade bíblica? Paulo afirma que se crermos só
nesta vida seremos os mais miseráveis dos homens. Assim como Cristo ressuscitou
todos os mortos ressuscitarão.
Segunda
Paulo viu a preocupação dos
tessalonicenses. Embora eles tivessem aceitado a Cristo, viviam sem esperança.
No que tange a vida após a morte eles não tinham nenhum conhecimento e viviam
desesperados como aqueles que não conheciam a Cristo.
A vida cristã deve ser alegre e
dinâmica. Mas ali estava um grupo de pessoas que, embora fossem fervorosos na
fé, viviam sem esperança e a sua vida era como se não conhecessem a Cristo. Podemos
imaginar a dificuldade dos tessalonicenses em explicar para as pessoas as
razões de sua fé. Primeiro como pregar de
maneira convincente se existia algo que tirava o brilho dos seus olhos? E
segundo, como apresentar um Jesus que não tem uma solução para a vida pós-túmulo?
Sem a esperança da ressurreição e
com a demora da volta de Jesus os tessalonicenses viam os seus irmãos
caminharem para a sepultura e, isso os deixava desesperados. Realmente eram os
mais miseráveis dos homens. Não sabemos por que Paulo não apresentou a mensagem
da ressurreição para eles. Provavelmente seja pela exiguidade de tempo. A carta
chegava em boa hora.
Terça
Para
facilitar a compreensão dos tessalonicenses, Paulo enfatizou que assim como
eles creram na ressurreição de Cristo, eles deveriam crer na ressurreição de
todos os que O aceitassem como Salvador. Que carta preciosa! Ela continha a
mensagem que realmente eles estavam precisando.
É interessante que Paulo usa a mesma
estratégia de Cristo ao assemelhar a morte a um sono. Quem dorme um dia vai
acordar. E esse dia será quando Jesus voltar. Provavelmente a carta de Paulo
provocou um santo reboliço nos arraiais dos tessalonicenses. Podemos imaginar
com que avidez eles discutiram a carta em suas reuniões.
Os seus cultos agora tinham vida e a
proclamação da mensagem se revestiu de entusiasmo. Eles não eram mais
ignorantes a respeito dos que dormem. Não era mais semelhante aos que não
tinham esperança. Agora a mensagem cristocêntrica estava completa.
Todos os gentios tinham muitas
crenças esdrúxulas a respeito da morte. Vemos que Paulo teve o mesmo problema
em Corinto, onde ele apresentou a mensagem da ressurreição com toda a ênfase.
A
doutrina da imortalidade da alma pregada no Éden está invadindo as igrejas. Por
outro lado o ceticismo absoluto da doutrina de que “morreu acabou tudo” tem
plantado as suas raízes em muitos corações.
Quarta
Preceder
quer dizer chegar antes, estar na frente ou existir antes. Paulo usa esta
palavra para afirmar que os salvos que estiverem vivos por ocasião da volta de
Jesus não chegarão primeiro no céu e nem terão prioridades ali. Ele afirma: “Dizemo-vos,
pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda
do Senhor, não precederemos os que dormem” (1
Tessalonicenses 4:15).
Os
tessalonicenses criam que os que estivessem mortos por ocasião da volta de
Jesus seriam discriminados no céu. Essa é uma invenção satânica, pois
privilegiar A em detrimento de B é pura invenção do inimigo. Caso fosse assim o
Céu não seria Céu.
Nesta altura
dos acontecimentos os tessalonicenses temiam o óbvio, que todos eles estariam
mortos por ocasião da volta de Jesus e que chegariam ao céu depois dos santos
vivos. E mais: não teriam os mesmos privilégios.
Creio que
essa questão que não gera nenhuma dúvida entre nós, mas para eles era um ‘cavalo
de batalha’. Paulo abriu-lhes a cortina e mostrou uma realidade surpreendente.
Podemos imaginar como era a vida cristã dos tessalonicenses antes conhecerem
esta grande verdade. Agora a vida cristã tinha um significado real.
A tônica da
mensagem de Paulo era de que, por ocasião da volta de Jesus, os justos mortos
ressuscitarão primeiro e se unirão aos santos vivos e juntos subirão com Cristo
para o Céu. Podemos imaginar como será participarmos deste grande evento. Todos
os santos vivos e todos os santos mortos de todos os tempos subirmos juntos
para o Céu. Essa fantástica mensagem trouxe alento para os recém-conversos de
Paulo.
Quinta
Paulo apela para os tessalonicenses
consolar uns aos outros com essa mensagem de esperança. Provavelmente muitos
membros da igreja de hoje não agasalham as mesmas dúvidas dos tessalonicenses,
mas agasalham outras que lhes roubam a alegria de servir ao Senhor. Em nosso
convívio com os irmãos podemos detectar muitas dúvidas que estão solapando a fé
de muitos irmãos. A orientação de Paulo é consolai uns aos outros.
Em sua carta aos tessalonicenses, ao
falar da volta de Jesus, Paulo se deteve apenas em esclarecer que os santos
mortos ressuscitarão e se juntará com os santos vivos na subida para o Céu.
Verdades
como os encantos da Nova Terra, as moradas de paz que Jesus está preparando
para nós e tê-Lo ao nosso lado para sempre não foram mencionados. O objetivo de
Paulo na carta era proporcionar luz sobre o assunto que naquele momento os
incomodava.
Frequentemente
encontramos irmãos levantando dúvidas sobre assuntos que nada tem a ver com a
nossa salvação. Isso é perigoso e Satanás sabe aproveitar situações assim para
desanimar irmãos ou até fomentar ideias separatistas. Deus está sempre pronto a
nos proporcionar todo o conhecimento necessário para a nossa salvação.
Não é por isso que vamos cruzar os braços e deixar que
a nossa vida espiritual se definhe. O que necessitamos é nos resguardar do
conhecimento especulativo.
Conclusão
A volta de Jesus deve ser o
nosso assunto do momento. Os sinais estão ai e Ele está às portas. Esse é o
tema que deve ocupar toda a nossa vida.
Já imaginamos o que é sair de um mundo
violento, enfermo e cruel para uma terra renovada onde partilharemos para
sempre a companhia de Cristo e onde o mal jamais existirá?
Quando Paulo
nos aconselha a consolar uns aos outros com essas palavras temos que ter em
mente os milhões de pessoas ao nosso redor que estão por ai sem esperança e sem
Deus no mundo. Elas estão ansiosas por uma palavra de conforto que só nós
temos.
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