quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Vida santa

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            Comentário da Lição da Escola Sabatina de 11 a 18 de agosto de 2010, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Paulo sabia de onde os gentios haviam saído. Para eles, toda a pratica imorais fazia parte do seu dia a dia. Eles haviam saído de um lodaçal tenebroso e por certo eram fortemente tentados a voltar aos antigos costumes. E o apostolo temia pela sobrevivência espiritual deles.
            Quando lemos as cartas de Paulo aos coríntios temos uma ideia do que eram essas práticas entre os gentios. Os corintianos começaram a vivenciar dentro das igrejas as mesmas praticas sexuais praticadas antes de sua conversão e Paulo temia que os tessalonicenses caíssem no mesmo erro.
            Diante deste iminente descalabro ele foi enfático em suas admoestações. Disse ele: “Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação” (1 Tessalonicenses 4:7). O seu apelo foi forte e tinha motivos para ser assim. Paulo estava privado de estar com eles e temia que a palavra escrita não tivesse tanta força como a apresentada verbalmente.
            Embora a admoestação nessa área fosse fortemente enfatizada Paulo lembrou também de outras situações de apostasia que poderiam existir. O seu apelo por uma vida santa envolvia todas as facetas da vida do cristão.
            Três reflexões devemos fazer ao estudarmos a lição desta semana. A primeira: Como está a minha vida espiritual? Tenho voltado a práticas de pecado e impureza? Segunda: Se assim é como estou recebendo as admoestações da Palavra de Deus? E terceiro: Estou preocupado com a saúde espiritual de meus irmãos como sempre esteve o apostolo Paulo? Os propósitos de Deus continuam os mesmos.

Domingo
            Paulo está preocupado com a vida espiritual dos tessalonicenses. No capitulo três ele foca a pureza de coração e reforça a esperança da volta de Cristo e no capitulo quatro ele abre o leque de suas preocupações.
            Ele os exorta a permanecerem no evangelho da maneira como lhes foi apresentado. É bom lembrar que por nos rastos de Paulo sempre vinha uma comitiva de judeus deturpando o evangelho apresentado pelo apostolo.
            Ele fala da pureza, do amor, da compaixão, da ressurreição e termina enfatizando mais uma vez a necessidade de estarem preparados na volta de Jesus.
            Naquela época não era fácil para o apostolo. Ele não poderia permanecer em um só lugar por muito tempo. A locomoção era difícil e a comunicação , quando possível, caminhava lenta em lombos de animais. Por outro lado os falsos apóstolos estavam sempre a espreita tentando enganar os conversos
Agradar a Deus como enfatiza Paulo no verso um do capitulo quatro Paulo exorta para que mantenham um relacionamento estável com Deus. Ele nos ama e quem ama deseja estar sempre ao lado da pessoa amada. Que privilégio o nosso de, embora pecadores sermos amados por Deus e ter a certeza de que Ele se agrada de estar conosco.
“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). Adorá-Lo assim implica em inteireza d coração.

Segunda
            Deus espera que vivamos separados do mundo e só para Ele. Isso não é egoísmo. Ele nos ama e é por isso que Ele quer o melhor para nós.  Sabemos que o melhor lugar do mundo é aos pés do Salvador.
            Aquele que se aparta da contaminação do mundo desfruta de uma paz de Espirito que só Deus pode proporcionar. Não é atoa que Deus nos mostra “um caminho mais excelente”. E Davi completa: “Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço” (Salmo 119:165).
            “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tito 2:14). Esse povo particular, separado é muito especial para o nosso Criador:  “Porque o Senhor escolheu para si a Jacó, e a Israel para seu próprio tesouro” (Salmos 135:4).
            Somos valiosos diante de Deus. Estar ao Seu lado é desfrutarmos de delicia perpetuamente. Quando oramos o Senhor atenta e ouve.
            Deus nunca exige de nós aquilo que seja impossível. Se Ele nos pede que vivamos em santidade de vida é porque Ele está disposto a nos ajudar a alcançar esta meta.

Terça
            Paulo estava preocupado. Ele temia que os tessalonicenses caíssem na mesma vala dos corintianos. Quanto trabalho a igreja de Corinto deu para Paulo nessa área!
A expressão paulina de Paulo para vaso no texto em discussão, do meu ponto de vista, se refere ao corpo do homem. Pelo menos é o que o contexto sugere.
            A preocupação de Paulo é válida para nós hoje. Vivemos em uma época que a promiscuidade sexual não tem fronteiras. Nos dias de hoje tem sido não uma ameaça para a Igreja e um dos principais motivos para a exclusão de membros. E pior: Em muitos países estão surgindo leis que se chocam com os princípios bíblicos neste sentido. Teremos pela frente dias difíceis.
             A Bíblia faz sérias advertências quanto a práticas sexuais entre pessoas do mesmo sexo. As paradas gays têm lotado avenidas e praças. Quando a Bíblia fala que o caminho é largo é porque caso seja estreito não comportaria tanta gente.
            Como igreja estamos no mundo, mas não devemos nos contaminar com ele. A influência espontânea e inconsciente de uma vida santa é o mais convincente sermão que se pode fazer em prol do cristianismo. O argumento, mesmo quando seja irrespondível, pode só provocar oposição; mas o exemplo piedoso tem um poder a que é impossível resistir completamente” (A Ciência do Bom Viver, p 318).
Quarta
             Com frequência a Bíblia nos apresenta o modelo de santidade que Deus requer de cada um de nós. Ele espera que sejamos um povo especial e de boas obras. O padrão divino é bem diferente do que o mundo oferece.
            Os que nasceram em lar cristão não têm noção de quão terrível é viver a mercê dos caprichos de Satanás. Diz a Bíblia: “O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no Senhor a misericórdia o cercará” (Salmo 42:10).·.
            Deus tem um plano elevado para com cada um de nós. Viver de acordo com o Seu plano é desfrutar da segurança de Sua fortaleza. Diz a Bíblia: “Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” (Salmos 16:11).

Quinta
            Paulo exorta mais uma vez ao amor fraternal. Caso existisse amor e estima entre eles tudo seria mais fácil, pois cada um estaria empenhado no desenvolvimento espiritual de seu irmão.
            A expressão viver quieto e cuidar do próprio negocio dá a entender que se refere a vida sexual e sentimental. Paulo queria que cada um estivesse preocupado em manter-se puro.
            Trabalhar com as próprias mãos provavelmente seria viver com o trabalho próprio sem se aproveitar do próximo. E por último todos esses cuidados deveriam ser intensificados ao se relacionarem com pessoas não crentes. Cada um deveria estar preocupado para que a sua influência fosse positiva dentro e fora da igreja.
            Enquanto escrevo este comentário corre pelo mundo a noticia de um casal de moradores de rua que acharam vinte e cinco mil reais e entregaram à polícia que por sua vez devolveu o dinheiro ao seu legitimo dono. E o melhor de tudo: o pai do morador de rua que mora no nordeste e que não tinha esperanças mais de ver o seu filho com vida acompanhou tudo pela televisão. A orientação para os cristãos na época de Paulo é a mesma para nós hoje. “Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão” (Hebreus 10:35).

Conclusão
            Vida santa, este é o padrão mínimo que Deus espera de cada um de nós. A nossa busca por uma vida integra deve ser continua. Veja os conselhos de Ellen G. White: Avançai o mais depressa possível para alcançar um elevado padrão nas coisas espirituais. Submergi o próprio eu em Jesus Cristo e sempre almejai glorificar Lhe o nome. Tende em mente que talento, cultura, posição, riqueza e influência são dons de Deus, devendo, portanto, ser consagrados a Ele. Procurai obter uma educação que vos habilite a ser sábios mordomos da multiforme graça de Cristo Jesus, e Seus servos para cumprir-Lhe as ordens” (Fundamentos da Educação Cristã, p464). 

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