Comentário da Lição da Escola
Sabatina de 11 a 18 de agosto de 2010, preparado por Carmo Patrocínio Pinto,
ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar
a Esperança, (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da
Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
Paulo sabia de onde os gentios
haviam saído. Para eles, toda a pratica imorais fazia parte do seu dia a dia.
Eles haviam saído de um lodaçal tenebroso e por certo eram fortemente tentados
a voltar aos antigos costumes. E o apostolo temia pela sobrevivência espiritual
deles.
Quando lemos as cartas de Paulo aos
coríntios temos uma ideia do que eram essas práticas entre os gentios. Os
corintianos começaram a vivenciar dentro das igrejas as mesmas praticas sexuais
praticadas antes de sua conversão e Paulo temia que os tessalonicenses caíssem
no mesmo erro.
Diante deste iminente descalabro ele foi enfático em suas admoestações.
Disse ele: “Porque não nos chamou Deus para a
imundícia, mas para a santificação” (1
Tessalonicenses 4:7). O seu apelo foi forte e tinha motivos para ser assim.
Paulo estava privado de estar com eles e temia que a palavra escrita não
tivesse tanta força como a apresentada verbalmente.
Embora a admoestação nessa área fosse fortemente
enfatizada Paulo lembrou também de outras situações de apostasia que poderiam
existir. O seu apelo por uma vida santa envolvia todas as facetas da vida do
cristão.
Três reflexões devemos fazer ao estudarmos a lição desta
semana. A primeira: Como está a minha vida espiritual? Tenho voltado a práticas
de pecado e impureza? Segunda: Se assim é como estou recebendo as admoestações
da Palavra de Deus? E terceiro: Estou preocupado com a saúde espiritual de meus
irmãos como sempre esteve o apostolo Paulo? Os propósitos de Deus continuam os
mesmos.
Domingo
Paulo está preocupado com a
vida espiritual dos tessalonicenses. No capitulo três ele foca a pureza de
coração e reforça a esperança da volta de Cristo e no capitulo quatro ele abre
o leque de suas preocupações.
Ele os exorta a permanecerem no evangelho da maneira como
lhes foi apresentado. É bom lembrar que por nos rastos de Paulo sempre vinha
uma comitiva de judeus deturpando o evangelho apresentado pelo apostolo.
Ele fala da pureza, do amor, da compaixão, da
ressurreição e termina enfatizando mais uma vez a necessidade de estarem
preparados na volta de Jesus.
Naquela época não era fácil para o apostolo. Ele não
poderia permanecer em um só lugar por muito tempo. A locomoção era difícil e a
comunicação , quando possível, caminhava lenta em lombos de animais. Por outro
lado os falsos apóstolos estavam sempre a espreita tentando enganar os
conversos
Agradar a Deus como enfatiza
Paulo no verso um do capitulo quatro Paulo exorta para que mantenham um
relacionamento estável com Deus. Ele nos ama e quem ama deseja estar sempre ao
lado da pessoa amada. Que privilégio o nosso de, embora pecadores sermos amados
por Deus e ter a certeza de que Ele se agrada de estar conosco.
“Deus é Espírito, e importa
que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). Adorá-Lo
assim implica em inteireza d coração.
Segunda
Deus espera que vivamos
separados do mundo e só para Ele. Isso não é egoísmo. Ele nos ama e é por isso
que Ele quer o melhor para nós. Sabemos
que o melhor lugar do mundo é aos pés do Salvador.
Aquele que se aparta da contaminação do mundo desfruta de
uma paz de Espirito que só Deus pode proporcionar. Não é atoa que Deus nos
mostra “um caminho mais excelente”. E Davi completa: “Muita paz têm os que amam
a tua lei, e para eles não há tropeço” (Salmo 119:165).
“O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda
a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras”
(Tito 2:14). Esse povo particular, separado é muito especial para o nosso Criador: “Porque o Senhor escolheu para si a Jacó, e a
Israel para seu próprio tesouro” (Salmos
135:4).
Somos
valiosos diante de Deus. Estar ao Seu lado é desfrutarmos de delicia
perpetuamente. Quando oramos o Senhor atenta e ouve.
Deus
nunca exige de nós aquilo que seja impossível. Se Ele nos pede que vivamos em
santidade de vida é porque Ele está disposto a nos ajudar a alcançar esta meta.
Terça
Paulo estava preocupado. Ele temia que os tessalonicenses
caíssem na mesma vala dos corintianos. Quanto trabalho a igreja de Corinto deu
para Paulo nessa área!
A expressão paulina de Paulo
para vaso no texto em discussão, do meu ponto de vista, se refere ao corpo do
homem. Pelo menos é o que o contexto sugere.
A preocupação de Paulo é válida para nós hoje. Vivemos em
uma época que a promiscuidade sexual não tem fronteiras. Nos dias de hoje tem
sido não uma ameaça para a Igreja e um dos principais motivos para a exclusão
de membros. E pior: Em muitos países estão surgindo leis que se chocam com os
princípios bíblicos neste sentido. Teremos pela frente dias difíceis.
A Bíblia faz
sérias advertências quanto a práticas sexuais entre pessoas do mesmo sexo. As
paradas gays têm lotado avenidas e praças. Quando a Bíblia fala que o caminho é
largo é porque caso seja estreito não comportaria tanta gente.
Como igreja estamos no mundo, mas não devemos nos
contaminar com ele. “A influência espontânea e
inconsciente de uma vida santa é o mais convincente sermão que
se pode fazer em prol do cristianismo. O argumento, mesmo quando seja
irrespondível, pode só provocar oposição; mas o exemplo piedoso tem um poder a
que é impossível resistir completamente” (A Ciência do Bom Viver, p 318).
Quarta
Com frequência a Bíblia nos apresenta o modelo
de santidade que Deus requer de cada um de nós. Ele espera que sejamos um povo
especial e de boas obras. O padrão divino é bem diferente do que o mundo
oferece.
Os
que nasceram em lar cristão não têm noção de quão terrível é viver a mercê dos
caprichos de Satanás. Diz a Bíblia: “O ímpio tem muitas dores, mas àquele
que confia no Senhor a misericórdia o cercará” (Salmo 42:10).·.
Deus tem um plano elevado para com cada um de nós. Viver
de acordo com o Seu plano é desfrutar da segurança de Sua fortaleza. Diz a
Bíblia: “Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de
alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” (Salmos 16:11).
Quinta
Paulo exorta mais uma vez ao amor fraternal. Caso existisse amor
e estima entre eles tudo seria mais fácil, pois cada um estaria empenhado no
desenvolvimento espiritual de seu irmão.
A expressão viver quieto e cuidar do próprio negocio dá a
entender que se refere a vida sexual e sentimental. Paulo queria que cada um
estivesse preocupado em manter-se puro.
Trabalhar com as próprias mãos provavelmente seria viver
com o trabalho próprio sem se aproveitar do próximo. E por último todos esses
cuidados deveriam ser intensificados ao se relacionarem com pessoas não
crentes. Cada um deveria estar preocupado para que a sua influência fosse
positiva dentro e fora da igreja.
Enquanto
escrevo este comentário corre pelo mundo a noticia de um casal de moradores de
rua que acharam vinte e cinco mil reais e entregaram à polícia que por sua vez
devolveu o dinheiro ao seu legitimo dono. E o melhor de tudo: o pai do morador
de rua que mora no nordeste e que não tinha esperanças mais de ver o seu filho
com vida acompanhou tudo pela televisão. A orientação para os cristãos na época
de Paulo é a mesma para nós hoje. “Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que
tem grande e avultado galardão” (Hebreus 10:35).
Conclusão
Vida
santa, este é o padrão mínimo que Deus espera de cada um de nós. A nossa busca
por uma vida integra deve ser continua. Veja os conselhos de Ellen G. White: “Avançai o mais depressa possível para alcançar um elevado padrão nas coisas espirituais. Submergi o próprio eu em Jesus Cristo e sempre
almejai glorificar Lhe o nome. Tende em mente que talento, cultura, posição,
riqueza e influência são dons de Deus, devendo, portanto, ser consagrados a
Ele. Procurai obter uma educação que vos habilite a ser sábios mordomos da
multiforme graça de Cristo Jesus, e Seus servos para cumprir-Lhe as ordens”
(Fundamentos da Educação Cristã, p464).
Nenhum comentário:
Postar um comentário