domingo, 5 de agosto de 2012

Amigos para sempre

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 4 a 11 de agosto de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor da Meditação Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Na lição desta semana, Paulo fala das amizades que ligava ele aos irmãos da Macedônia. Atender a visão celestial de pregar para os gentios, mesmo contra o parecer de alguns, foi realmente gratificante.
             Ele estava aflito, pois não tinha noticias dos irmãos macedônios. Como não foi possível visita-los ele enviou Timóteo. E o relatório foi dos melhores. Aqueles irmãos estavam enfrentando provações, mas estavam firmes em Cristo. Paulo se sentiu feliz, pois as suas orientações passadas a eles foram seguidas à risca.
             Vejo na lição desta semana dois pontos importantes. Primeiro. Paulo se preocupou em saber como estava a fé daqueles que ele ganhara para Cristo. O apostolo lhes apresentou a mensagem e nunca mais se esqueceu deles. Mostrou que “Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão” (Provérbios 17:1). Onde estão e como estão os resultados do nosso trabalho missionário? Temos orado pelos nossos conversos?
            O segundo ponto importante é que as noticias eram maravilhosas. Os irmãos, embora gentios, estavam tão firmes na igreja como os irmãos da Judéia. Essa noticia tem muito a ver conosco em vários aspectos.
             Em meus contatos com irmãos sempre alguém me diz ter se encontrado com algum colega meu do passado e que este quis saber se eu ainda estou firme na igreja. Será que as respostas dadas a esses irmãos são de ânimo e será que os princípios que abracei naqueles tempos ainda norteiam a minha vida hoje?  Como está a nossa fé? E como está a fé daqueles que encaminhamos a Cristo?
            Certa época de minha vida passei por situações muito difíceis ao ponto de imaginar que Deus houvesse me abandonado. Num sábado cruciante tive um encontro rápido com o pastor Amin Rodor, que na época morava nos Estados Unidos. Ele não sabia de nada do que se passava comigo, e sem que eu lhe falasse qualquer coisa a respeito ele apoiou a mão em meu ombro e disse: “Carmo eu tenho por costume orar pelos meus colegas de colégio sempre que me lembro deles. Eu não sei por que neste ano eu tenho orado tanto em seu favor. Mas Deus e você sabem.” (Meditações Reavivar a Esperança p. 48).

Domingo
Rapidamente Paulo concluiu que todos que optam por servirem a Cristo padecerão perseguições. “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Timóteo 3:12). A maioria dos irmãos da Macedônia era gentia, mas nem por isso ficaram imunes.
Paulo afirma que eles se tornaram tão cristãos como os irmãos da Judéia. Era fervorosos e ativos quanto eles. E semelhante a eles também, foram perseguidos.
Diante dessa repressão desmedida Paulo sentiu a necessidade de manter um estreito relacionamento com eles. Isso se fez com o envio de mensageiros que lhes transmitiam a sua satisfação em tê-los como irmãos em Cristo. Paulo escreveu cartas com palavras de ânimo e, às vezes, de repreensão. E, acima de tudo, Paulo orava fervorosamente por eles. Paulo se esforçou ao máximo em demonstrar amor e simpatia por eles.
Ellen G. White enumera algumas bênçãos que nos aguardam das quais devemos lembrar quando o desânimo nos bate à porta: “Motivos mais fortes e instrumentos mais poderosos não poderiam jamais ser postos em operação; as maravilhosas recompensas de fazer o bem, o gozo do Céu, a sociedade dos anjos, a comunhão e o amor de Deus e Seu Filho, o enobrecimento e dilatação de todas as nossas faculdades através dos séculos da eternidade - acaso não são estes, poderosos incentivos e encorajamento para nos impelir a consagrar ao nosso Criador e Redentor os mais amantes serviços do coração?” (Caminho a Cristo, pág. 21). 

Segunda
Paulo faz da segunda vinda de Cristo o centro de suas esperanças. Esse será o dia em que ele apresentará todos aqueles irmãos como troféus a Jesus. Como Ele ansiava por este dia! Diz o verso dezenove do capitulo dois: “Porque, qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda?” (1 Tessalonicenses 2:19).
Hoje parece natural vermos pessoas de todas as nações, tribo, língua e povo aceitando Jesus como o Seu salvador. Mas naquela época gentios fazendo parte da grande multidão vista por João e relatado no Apocalipse era algo realmente maravilhoso. Caso a mensagem não tivesse chegado aos gentios naquele tempo, hoje estaríamos de fora.
Paulo estava ansioso pela volta de Jesus. Ele sabia que quando ela acontecesse os seus conversos não seriam mais perseguidos. A dor, a angustia e a separação teriam ficado para traz. Seria o eterno alvorecer de um glorioso dia que nunca mais teria fim. Como participantes do evangelho como está a nossa esperança?

Terça
É curioso como Paulo se apegou aos tessalonicenses. Essa grande amizade e estima se prendeu ao fato de os seus irmãos em Cristo estarem passando por perseguições atrozes. Paulo se condoía da situação deles por dois motivos. Primeiro não queria vê-los sofrer e em segundo temia que desanimassem na fé. Impossibilitado de estar entre eles Paulo enviou quem ele tinha de melhor: Timóteo.
A comunicação naquela época não era fácil. As correspondências demoravam muito a chegar a seu destino, quando chegavam. Veja que hoje é muito mais fácil e mesmo assim, com frequência, negligenciamos manter contato com aqueles com quem trabalhamos para trazê-los para junto de Cristo.
Por outro lado, Paulo temia que a visita de Timóteo fosse interpretada como descaso. Assim ele se preocupou em fazer uma apresentação especial para que aqueles irmãos entendessem que ele estava enviando o que havia de melhor. Deus providenciou o que havia de melhor para nos redimir e Paulo providenciou o que havia de melhor para manter os tessalonicenses redimidos inseparáveis de Cristo.

Quarta
            Ao regressar Timóteo trouxe as noticias que Paulo esperava receber. Os tessalonicenses estavam firmes na esperança da volta de Jesus. Diante das boas noticias Paulo fez duas coisas: agradeceu a Deus em oração e escreveu uma carta (1 Tessalonicenses) e a enviou para aqueles irmãos. Na carta ela extravasa toda a sua alegria para com os tessalonicenses e faz algumas advertências.
            A maior alegria para Paulo era saber que os seus conversos estavam firmes nas promessas de Jesus. E ele que tanto orou para que isso acontecesse, agora agradecia a Deus pela graça concedida. Essa é mais uma lição que Paulo nos deixou: gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas.

Quinta
            Paulo está transbordando de alegria. Mas continua preocupado com a fé dos tessalonicenses. Depois de agradecer a Deus pelas boas noticias ele escreve aos tessalonicenses apresentando os seus desejos para com eles. Primeiro ele reafirma o seu desejo de visita-los e espera que Deus abra o caminho. Em segundo lugar ele ora pelo crescimento quantitativo e qualificativo dos tessalonicenses e em terceiro ele espera que todos estejam prontos quando Jesus voltar.
            Em parte a sua carta é um resumo das suas orações.  Imagino como Paulo ansiava pela volta de Jesus. Pois só então terminaria os seus temores e provações. A volta de Jesus eliminaria as distancias, pois estariam todos unidos para sempre.
            A volta de Jesus deve ser à base de tudo o que fazemos e vivemos. Se perdermos o foco da volta de Jesus e o que ela representa para nós estaremos sem nenhuma perspectiva positiva para o futuro. É o próprio Paulo que afirma ser a volta de Jesus a nossa esperança. “Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta” (Hebreus 6:18).

Conclusão
Paulo esperava ansioso pela alegria que está reservada para cada militante do reino de Deus. Não fosse essa esperança e a Igreja Primitiva teria se extinguido. Essa mesma esperança deve suplantar qualquer dor ou mágoa que nos atinja nos dias de hoje.
 “Havia, contudo, uma alegria futura para a qual Paulo olhava como a recompensa de seus trabalhos - a mesma alegria por causa da qual Cristo suportou a cruz e desdenhou a ignomínia - alegria esta de ver o fruto de Seu trabalho. “Qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória”?" escreveu ele aos conversos de Tessalônica. "Porventura, não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em Sua vinda? Na verdade, vós sois a nossa glória e gozo." I Tess. 2:19 e 20”” (Educação p. 70).
           
               
            

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