sábado, 4 de agosto de 2012

O exemplo apostólico

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Comentário da lição da Escola Sabatina de 28 de julho a 4 de agosto de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor da meditação Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Depois de demonstrar o seu carinho pelos membros da Igreja, Paulo dá uma rápida explicação do porque de pregar o evangelho com tanta dedicação e esmero.
O apostolo menciona alguns cuidados que pautaram o seu evangelismo entre os tessalonicenses e que bem poderiam ser praticados por nó hoje.
            - Pregaram com ousadia.  (I Tessalonicenses 2:2).
            - Usaram de sinceridade na pregação. (I Tessalonicenses 2:3).
            - Sentiam que Deus lhes havia confiado o ministério. (I Tessalonicenses 2:4).
            - Tinham como objetivo agradar a Deus no que faziam. (I Tessalonicenses 2:4).
            - Usaram de integridade para com os conversos e para com Deus. (I Tessalonicenses 2:4).
            - Exercitaram a humildade e a simplicidade. (I Tessalonicenses 2:6).
            - Demonstraram amor e simpatia. (I Tessalonicenses 2:7).
            - Despojaram de interesses pessoais para anunciarem o evangelho. (I Tessalonicenses 2:8).
            - O trabalho era ardo-o, mas foi feito. (I Tessalonicenses 2:9).
            - Foram irrepreensíveis em sua maneira de agir. (I Tessalonicenses 2:10).
Os apóstolos se despojaram por completo de si mesmo em favor daqueles irmãos. Esse despojar apenas será possível com a atuação do Espírito Santo em nossa vida.
 Ellen G. White cobra uma ação de nós hoje: “A norma de santidade é hoje a mesma que nos dias dos apóstolos. Nem as promessas nem as reivindicações de Deus perderam coisa alguma de sua força. Mas qual é o estado do professo povo do Senhor, em comparação com a igreja primitiva? Onde está o Espírito e o poder de Deus, que naquele tempo acompanhava a pregação do Evangelho? Ai, "como se escureceu o ouro! Como se mudou o ouro fino e bom!” Lamentações. 4:1”” (Testemunhos Seletos, Vol. II p 81). 
Que o estudo desta semana nos ajude reviver a experiência do passado.

Domingo
            A vida cristã é cheia de paradoxos muitas vezes difíceis de entender. Deus chamou Paulo e Silas para essa missão especial. A primeira vista nos vem o pensamento de que tudo transcorreria as mil maravilhas. Mas não foi isso que aconteceu. Eles foram açoitados, algemados e presos em Filipos.
Como pode alguém atender o chamado de Deus e passar por uma experiência tão constrangedora? Os apóstolos aceitaram tudo com naturalidade. Os resultados evangelísticos numericamente não foram os melhores.  Não houve queixas e nem interrogações; e muito menos esmorecimento em pregar o evangelho.   A pregação do evangelho ali em Filipos não foi fácil.
Paulo afirma que nada foi em vão. E as provações que passaram em Filipos foi um motivador a mais para pregarem o evangelho com mais poder nas demais cidades da Macedônia.
Os apóstolos não ficavam ruminando as desditas experimentadas. Ao invés de reclamarem disso e daquilo davam glórias a Deus. Mas quando pessoas eram transformadas pela Palavra então eles soltavam a voz.
Fico imaginando o carcereiro, regosijante, contando a sua história em umas das esquinas da Nova Jerusalém e ser surpreendido por um forte abraço de Paulo e Silas. Coisas parecidas estão reservadas para cada um de nós. Diante dessas alegrias veremos que as tribulações que passamos aqui serão como nada.

Segunda
            Dias atrás, em um sábado de manhã, eu estava no metrô ao lado de um senhor bem vestido que segurava uma Bíblia. Ao perguntar-lhe se era adventista ele respondeu: “Eu sou evangélico.” E disparou: “você é um transgressor da lei, pois está andando mais de mil e quinhentos metros no sábado. Quem tropeça em um é culpado de todos.” E acrescentou: “Está escrito lá.”
            É complicado quando você leva um cutucão desses sem aviso prévio. Naquele momento respondi que esse foi um dos propósitos da vida de Cristo entre nós, ou seja, desvencilhar a guarda do sábado das tradições acrescentadas pelos judeus.
            Em segundo lugar eu disse que a leitura deste e de outros pontos da Bíblia, feita com oração, humildade e isenção nos ajudarão a entender a plenitude do Livro Sagrado.
Acrescentei que a maioria dos evangélicos sabe que a guarda do domingo foi uma criação da igreja Católica, cumprindo a profecia de Daniel 7:25 que diz: "cuidará em mudar os tempos e a lei”.  E disse mais, que eu gostaria de ter uma explicação de uma autoridade evangélica porque os seus milhões de adeptos abraçam a guarda do domingo sem questionar e completei: não existe doutrina mais clara na Bíblia do que o mandamento sobre o sábado.
            O meu interlocutor nada respondeu. Apenas me perguntou qual era a próxima estação.
            É lógico que não vamos sair por ai dando pauladas a torto e a direito. Mas se provocados, a Bíblia deve ser apresentada como realmente o é: uma fonte de verdade que não se compactua com o engano e nem com a fraudulência.

Terça
            Enquanto muitos filósofos faziam de suas atividades um meio de vida e em suas pregações buscavam a aprovação dos ouvintes, Paulo tinha um objetivo maior.  Em Tessalônica ele abriu mão de qualquer ajuda financeira e a sua principal preocupação era agradar a Deus.
            Agindo assim, ele deu um tom diferente em suas pregações que despertava a confiança dos ouvintes em sua mensagem.
            As duas perguntas encontradas no rodapé da página devem despertar a nossa reflexão. E vamos fazê-la de uma maneira mais pessoal: “O que em minha vida agrada a Deus, e por quê? O que não agrada?”
             Creio que a nossa maneira humana de ver as coisas e ainda mais quando se trata a nosso respeito tem a tendência de ser parcial. Apenas com a ajuda do Espírito Santo temos condições de nos auto avaliarmos. Lembrando que neste processo Deus pode usar pessoas para nos ajudar.
             A pregação do evangelho deve ser conduzida total e diretamente pelo Espírito Santo. É dever de quem prega deixar de lado todo o interesse próprio e se dedicar por completo ao evangelho. Se a nossa igreja hoje é o que é agradeçamos a clara orientação divina.
             Os mensageiros contam com uma sólida base para as doutrinas que pregamos. A facilidade que temos de pregar usando toda a Bíblia é algo que nenhuma outra denominação tem. Agradeçamos a Deus por isso.

Quarta
            Alguns irmãos da Macedônia colaboraram com os apóstolos de maneira voluntária e eles aceitaram. Essa espontaneidade em participar financeiramente tem um segredo apresentado por Paulo. Diz o texto: “E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus” (2 Coríntios 8:5).
            Sem conversão, sem entrega total a Deus, será impossível colaborarmos de maneira voluntaria. Os irmãos da Macedônia se deram primeiramente ao Senhor. Reavivamento espiritual deve ser a chave de tudo. Quando ele está presente em nossa vida fazemos coisas aparentemente impossíveis.
             “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser a nossa primeira ocupação. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas a seus filhos. Compete-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos Sua bênção” (E Recebereis Poder – Meditação Matinal p. 285).
             Quando isso acontecer em minha vida a igreja será como foi a Igreja Primitiva.

Quinta
            Talvez nem fosse necessário Paulo afirmar que trabalhava dia e noite para não ser pesado a nenhum dos irmãos. O amor que impregnava aquele relacionamento deixava claro para aqueles irmãos a postura de Paulo.
            Muita coisa da nossa maneira de ser para com as pessoas não precisa ser dita, pois o testemunho fala mais alto que as nossas palavras.
             O importante de tudo é que Paulo estava feliz pelos resultados de sua pregação, certo de que as estratégias adotadas estavam dando certo. Pessoas convertidas eram o seu principal troféu.

Conclusão
            A Igreja Primitiva deixa um desafio para nós. Com determinação, consagração, desprendimento e confiança na direção divina o evangelho, naquele tempo, alcançou todos os habitantes da Terra.
             Esse é o desafio que paira sobre nós. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mateus 24:14).
           


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