domingo, 22 de dezembro de 2013

Exortações do santuário

Gostou deste artigo? Então clique no botão ao lado para curti-lo! Aproveite para nos adicionar no Facebook e assinar nosso Feed.

Comentário da Lição da Escola Sabatina de vinte e um a vinte e oito de dezembro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
O escritor de Hebreus nos desafia a sermos ousados e entrar no santíssimo. O termo não é uma incitação a que sejamos atrevidos e inconsequentes. O escritor quer mostrar que antes do sacrifício de Cristo isso era impossível, mas com a Sua morte o que era impossível se tornou possível e, como pouca gente acredita nessa nova possibilidade que se abriu, temos que agarrá-la com determinação.
Por milhares de anos as atividades do santuário no Céu aconteceram no santuário terrestre, mas Jesus ocultando a Sua glória com o véu da forma humana veio a este mundo e com o Seu sacrifício estabeleceu um novo caminho para a nossa salvação.
A expressão “um novo caminho”, não quer dizer que o método de salvação foi alterado com a morte de Jesus. Ele é o Cordeiro de Deus morto desde a fundação do mundo. O que alterou é que antes da morte de Jesus a nossa salvação passava pela cruz, mas por intermédio de sacerdotes humanos e pecadores e o que se fazia no santuário terrestre era uma sombra do que um dia aconteceria no Céu. Depois da ascensão Jesus entrou no santuário celestial inaugurando não só o caminho para o santuário celestial, mas também as Suas atividades como sacerdote.
Pelo Seu sangue derramado Ele Se tornou o sacerdote e o cordeiro ao mesmo tempo. Sem a presença de homens pecadores atuando como sacerdote e sem a presença de cordeiros Jesus realmente inaugurou um novo caminho que nada mais é do que uma continuação do que já existia. Depois do pecado o santuário celestial sempre existiu com a diferença que, depois da morte de Cristo, ele passou a ser ocupado por Aquele que deu a Sua vida por nós.

Domingo
Vivíamos sem Deus e sem esperança de salvação. “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo” (Efésios 2:12). Tudo o que se praticou no santuário terrestre perderia a sua eficácia caso Jesus tivesse falhado na cruz.
A Sua morte abriu a cortina para que todo o pecador pudesse ver em letras garrafais uma palavra que até então estava obscura, esperança. Essa palavra nos oferece uma firme certeza de que a salvação, que antes da cruz víamos por sombra, se tornasse real. Ela é a nossa âncora que nos dá segurança junto ao porto de nossa salvação. “A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu” (Hebreus 6:19).
A morte de Jesus nos proveu acesso direto ao santuário celestial. Certa vez vi um líder religioso dizer que os adventistas e os demais crentes são orgulhosos porque não aceitam a intercessão de Maria em nosso favor. A Bíblia, falando de Jesus, afirma: “Porque em nenhum outro há salvação.” Apenas Cristo abriu o caminho para o santuário celestial.


Segunda
Hebreus 10:22 nos oferecem quatro palavras mágicas que nos garantem acesso direto ao Santuário celestial. São elas: sinceridade, fé, purificação e lavar.
Sinceridade quer dizer o reconhecimento de nossos pecados.
A fé nos proporciona a confiança de que o sacrifício de Jesus é o bastante para a nossa absolvição.
Uma vez purificados pelo sangue de Cristo aceitamos ser lavados pelo batismo como testemunho público de nossa entrega a Cristo.
Quando damos esses quatro passos estamos dizendo ao mundo que aceitamos o sacrifício de Cristo por nós e demonstramos a nossa certeza de que apenas Deus pode purificar o nosso coração.

Terça
A Bíblia afirma que sem fé é impossível agradar a Deus. É necessário inteireza de fé para confiar em todo o plano da salvação. A bíblia fala dessa experiência como “completa certeza”.
Temos que ter completa certeza de que somos pecadores e que nada podemos fazer de bom para nos salvar. Assim como devemos ter plena certeza que Jesus e o nosso único Salvador.
A fé tão necessária para adentrarmos o santuário celestial não brota por acaso e nem se desenvolve sem ser alimentada. Ela é desenvolvida com o estudo da Palavra de Deus.
Existem outras maneiras pelas quais a nossa fé se desenvolve. Uma é testemunhando para o mundo o que Deus tem feito por nós. E outra maneira é mantermos uma vida de oração.
Para adentramos ao trono da graça necessitamos ter confiança, não em nós mesmos, mas no Deus que nos criou e que tudo faz para nos redimir.

Quarta
Ao falar do amor de Jesus pelos discípulos João afirma: “Amou-os até o fim.” O amor de Jesus por nós O levou às últimas consequências. Deus não faz as coisas pela metade. Ele não nos ama até determinado ponto e depois desiste. Ele ama até o fim.
Quantos aceitam o sacrifício de Jesus e promete amá-Lo até o fim, mas tempos depois o amor arrefeceu. Essas pessoas nos fazem lembrar-se daquele hino que diz: “Quantos que corriam bem de Ti longe vão.”
A admoestação bíblica é: “Conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança.” O objetivo de Satanás é disseminar o desanimo e levar os fieis à frustração.
Temos um grande sumo sacerdote. Conhecê-Lo mais e mais é o segredo para jamais abandoná-Lo. “Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão” (Hebreus 4:14).
Hoje é comum vermos adesivos de carros afirmando que “Deus é fiel.” Não sei se todas as pessoas que usam tais adesivos tem uma convicção real do que essa frase significa. Realmente Deus é fiel e nos ama. A promessa de salvação nos foi feita por Ele. “Retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa” (Hebreus 10:23).
A Bíblia nos assegura que é “impossível que Deus minta”.

Quinta
            Davi era um apaixonado pela igreja ele deixou isso bem claro. “Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios” (Salmos 84:10).  Jesus tinha por costume ir à igreja. “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler” (Lucas 4:16). Vemos também que Paulo seguia o exemplo de Cristo: “E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras” (Atos 17:2).
            Para que a nossa presença na igreja seja uma constante é necessário que tenhamos um motivador. Esse motivador nada mais é do que o amor. Amor a Deus e amor ao próximo. “Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros” (João 15:17). Faltando o amor, servir a Deus e a constante presença na igreja se tornam um fardo. Caso percamos o interesse de estar no santuário de Deus na Terra como nos aproximaremos do santuário celestial?
            “A igreja necessita da experiência nova e viva dos membros que mantêm uma habitual comunhão com Deus. Testemunhos e orações insípidos, batidos, destituídos da presença de Cristo, não ajudam o povo” (Serviço Cristão, p. 212). 
            Vivemos em uma época de muita correria e a cada dia que passa se torna mais fácil negligenciarmos a nossa comunhão com Deus e o nosso relacionamento com os irmãos fica comprometido. Nunca o conselho bíblico foi tão oportuno como nos dias de hoje: “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hebreus 10:25).
            É curioso o comportamento de uma ninhada de cachorrinhos ou gatos. Na ausência da mãe eles se unem uns aos outros e, assim, permanecem aquecidos. A unidade é imprescindível para a sobrevivência de todos.
            “Procure toda alma responder agora à oração de Cristo. Que toda alma ecoe essa oração em espírito, em petições, em exortações, para que todos eles sejam um, assim como Cristo é um com o Pai, e labutem com essa finalidade” (Mensagens Escolhidas - Volume 3, páginas 17 e 18). 

Conclusão
            Despidos de exaltação própria “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus 4:16). Essa mensagem está soando desde o Éden até os nossos dias. Ela é uma mensagem de esperança envolta em um desafio a todo o pecador: “Cheguemos, pois, com confiança.” Que sublime exortação o santuário nos faz!
           


Na próxima semana, novo ano, novo tema, novas oportunidades para aprimorar os nossos conhecimentos. Obrigado por nos ter acompanhado em 2013 e contamos com a sua atenção em 2014.

Um comentário:

  1. Parabéns Irmão Carmo! Seus comentários sobre as lições da escola sabatina contribuíram em muito com o nosso aprendizado e fortaleceram as nossas convicções sobre a importância do estudo diário das Escrituras Sagradas como também das lições e meditações que reforçam as mesmas.
    Um grande abraço e que Deus te abençoe ricamente.
    Rivaldo Júnior.

    ResponderExcluir