domingo, 8 de dezembro de 2013

A nossa mensagem profética

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de sete a quatorze de dezembro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            A mensagem do “evangelho eterno” anunciado pelo anjo de Apocalipse 14:6 e 7 contém duas verdades que fazem dele um evangelho eterno. Primeiro ele é eterno porque anunciado no Éden, pregado no Velho Testamento e confirmado no Novo Testamento ele sempre foi e continuará sendo o único meio de salvação para o pecador. Em segundo lugar ele é eterno porque os seus resultados são eternos.
            Esses versos de Apocalipse 14 eram os preferidos de minha mãe. Sempre que os leio ou ouço, duas coisas me veem à mente. Primeiro a agradável lembrança de vê-la recitando esses versos nos cultos de por de Sol e, em segundo lugar, a emoção de fazer parte deste exército que desde Adão vem anunciando esse evangelho eterno de geração em geração.
            A voz do primeiro anjo se concentra na pregação do evangelho eterno e tem uma tríplice mensagem centralizada em Deus. A primeira é um convite para temer a Deus e dar-Lhe glória. Essa mensagem começou a soar justamente na época em que Charles Darwin proclamou a inexistência de Deus através da evolução.
            A segunda mensagem do primeiro anjo da o motivo pelo qual devemos temer a Deus e dar-Lhe glória: “Vinda é a hora do Seu juízo.” Esse Deus ignorado por Charles Darwin e seus seguidores é um Deus justo e dará a cada um segundo as suas obras e, mais: “chegou a hora do Seu juízo”.
            Na terceira mensagem é feito um convite para adorar quem criou “o Céu, a Terra, o mar e as fontes das águas”. O que existe no Universo, incluindo cada um de nós, não é fruto da evolução, mas de um Deus criador o único que merece a nossa adoração.

Domingo
            O verso onze do capitulo dez do Apocalipse mostra João, que nesse caso representa o povo de Deus, recebendo um livrinho fechado das mãos Daquele que reina para todo o sempre.
            O livrinho (Daniel) contém uma mensagem doce como o mel que, segundo a interpretação daquele grupo seleto de estudantes da Bíblia Jesus voltaria em 1844, fim dos dois mil e trezentos dias.  O tempo passou Jesus não veio e aquela mensagem que era doce como mel se tornou amarga. Houve um equívoco de interpretação, pois o santuário a ser purificado não seria a Terra e sim, o santuário celestial com o inicio do juízo investigativo em 22 de outubro de 1844.
            A Igreja Adventista do Sétimo Dia é acusada de torcer a interpretação da profecia para ter nela uma base de sustentação. Quanto a isso temos duas observações a fazer. A primeira é de que a interpretação do inicio do juízo investigativo para essa data é a que mais se coaduna com o sentido bíblico e histórico. E em segundo lugar essa conclusão não surgiu por acaso. Ela partiu de um grupo de pessoas que estavam estudando o livro de Daniel com muito zelo, oração e jejum.

Segunda
            Moro em um condomínio fechado que se localiza nos fundos de uma igreja católica e, no passado, era comum os “fieis” estacionar os seus carros dentro do condomínio. Certa vez, um dos moradores advertiu a alguns motoristas que aquela área se tratava de um condomínio particular. Um a um os carros foram saindo. Um senhor alcoolizado que acompanhava a cena interveio perguntando: “E o respeito para com a Divindade?”
Vivemos em uma época de banalização das coisas espirituais. É comum vermos pessoas se referir a Deus como “o cara lá de cima’ e a Jesus como o “JC”. E pior, geralmente expressões assim partem de pessoas que não demonstram nenhum relacionamento com Deus. São expressões de mofa e zombaria.
            O que vemos na música é algo estarrecedor. O nome de Deus é banalizado em shows que nada tem a ver com o respeito à Divindade e a verdadeira adoração. As coisas espirituais são tratadas de maneira vulgar e rasteira. Relacionam com Deus como se Ele fosse um de seus iguais.
            Certa vez um apresentador de televisão perguntou para um grupo de adolescentes: “Vocês acreditam que Adão e Eva foram criados por Deus?” Um garotão respondeu rápido: “Bicho eu boto fé que sim” ao que o apresentador perguntou: “Porque você bota fé”? “Bem”, disse o jovem, “boatos rolam”.
            Quando Deus dá uma mensagem é porque o mundo esta necessitando dela. E nenhuma mensagem é tão oportuna para o momento atual como essa: “Temei a Deus e dai-Lhe glória.” O temor a Deus reivindicado pelo anjo tem muito a ver com as palavras daquele bêbado: “E o respeito para com a Divindade?”
            Em se tratando de desrespeito a Deus a ponta pequena foi longe demais. Deus sempre tem um “basta” para os desatinos do homem quando estes atingem determinado limite, e no caso da ponta pequena o Senhor disse: “basta”.

Terça
O Papado  perseguiu o povo de Deus por 1260 anos. A supremacia legalmente reconhecida do Papa começou em 538 D.C., quando o Imperador Justiniano elevou o Bispo de Roma para o cargo de Chefe de todas as Igrejas. Isto é conhecido como o Edito de Justiniano.
Adicionando 1.260 anos a 538 AD nos leva a 1798, ano em que o Papa foi deposto pelo general francês Berthier, sob o comando Napoleão. Em dez de fevereiro daquele ano, as tropas francesas invadiram a cidade de Roma e prenderam o papa Pio VI. Ele foi expulso do Vaticano e morreu exilado na França no ano seguinte. O poder da ponta pequena foi ferido de morte conforme afirma Apocalipse 13:3: “Vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte.”
Esse acontecimento sinalizou o fim do domínio papal dos 1200 anos da ponta pequena preditos em Apocalipse 13:15: “E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se lhe poder para agir por quarenta e dois meses.” Durante os 1260 anos o papado oprimiu o povo santo, mudou os tempos e a Lei e atingiu o santuário celestial. (Daniel 7:21 e 25).
            Em Apocalipse 14:7 afirma: “Pois é chegada a hora do Seu juízo.” De 1798 para cá, as verdades do santuário, do sábado, do estado do homem na morte foram restauradas enquanto é feito um último apelo para que a humanidade adore a Deus.
            Enquanto isso, o nosso Sumo Sacerdote esta no santíssimo procedendo ao julgamento dos justos e daqueles que atenderam o último apelo da graça: ”Sai dela povo meu.” Depois que o último caso for visto Ele virá para “dar a cada um segundo as suas obras”.

Quarta
            O desejo de ser adorado no lugar de Deus nasceu com Lúcifer no Éden. Desde então ele tem trabalhado para ser adorado pessoalmente ou através de pessoas e coisas. No monte da tentação, ardilosamente o inimigo propôs a Cristo que o adorasse. O Mestre respondeu com a Bíblia na mão, ou melhor, na cabeça: “Então lhe disse Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mateus 4:10). Mesmo assim os intentos do inimigo tem dado certo. Líderes religiosos e imperadores encaminharam milhões para o martírio por recusar-lhes a adoração.
            O mundo se prostrou diante do bezerro de ouro das teorias de Charles Darwin e o tem como o Deus da ciência. Milhões tem os seus ídolos no cinema, na televisão e no esporte. Enquanto a moda escraviza e impõe as suas regras vem o alerta divino: “Adore a Deus.”
            Cientes de que apenas Deus merece a nossa adoração temos inúmeros exemplos na Bíblia de criaturas recusando serem adoradas. Os melhores exemplos temos no livro do Apocalipse. O apostolo João sabia perfeitamente que só Deus deve ser adorado. Mas ao se deparar diante de um anjo glorioso, imaginou estar diante de Deus. A sua reação imediata foi de adoração e, rapidamente, o anjo o repreende: “E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” (Apocalipse 22:9).
            Um exemplo claro aconteceu com Pedro que é considerado pelos católicos como o primeiro papa. Cornélio ao se deparar diante do apostolo, se curva em adoração. De imediato é repreendido. Diz o texto bíblico: “Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem” (Atos 10:26).
            O quarto mandamento do Sábado identifica Deus como o criador de todas as coisas e tem razões de sobra para ser odiado por Satanás. Sabemos que no final da história desse mundo o sábado será a grande pedra de toque. Diz Ellen G. White: “Como o sábado se tornou o ponto especial de controvérsia por toda a cristandade, e as autoridades religiosas e seculares se combinaram para impor a observância do domingo, a recusa persistente de uma pequena minoria em ceder à exigência popular, fará com que esta minoria seja objeto de execração universal” (O Grande Conflito, pág. 615). 



Quinta
         É interessante que logo depois de apresentar a identificação dos santos, João fala dos que morrem na esperança da vida eterna. Diz o texto: “Então ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham” (Apocalipse 14:13).
         João devia escrever a respeito deles, pois é a representação viva e não morta de pessoas que permaneceram fieis até o último momento e os seus nomes estão escritos nos livros do Céu. Essa ordem recebida por João é uma prova de que eles não são esquecidos.
         Ás vezes o desânimo nos assalta e vem aquele pensamento de jogarmos tudo para cima e sairmos de baixo. Desistir parece ser a melhor opção. Nesse momento Deus nos orienta não só a olhar para aquele grupo que chamou a atenção de João e de todo o Universo, mas nos vermos fazendo parte dele. Que privilégio nos aguarda!
         A primeira qualidade dos fieis apresentada por João é a perseverança. A perseverança fez a diferença na vida de Noé, José, Abraão, Davi, Jó, Isaias e tantos heróis da fé que no passado enfrentaram a fogueira atiçada pela ponta pequena.
         Esse seleto grupo será apresentado ao Universo quando o julgamento chegar ao fim. Ele será motivo do regozijo de Cristo. Diz Isaías: “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito” (Isaías 53:11). Jesus foi perseverante e nos amou até o fim. “Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os Seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13:1).
         É curioso que a observância dos mandamentos é uma das características desse grupo assim, como também, a fé em Jesus. Primeiro vem a Lei como o padrão do julgamento divino. Esse grupo de observadores da Lei exercitou a sua fé no sacrifício de Jesus.

Conclusão
         “Vinda é a hora do Seu juízo.” Essa é a grande mensagem para esse tempo. As mensagens de advertência se sucedem de maneira clara e inequívoca. Os salvos atenderam a essas mensagens. Deus não toma nenhuma medida a respeito do pecador sem antes enviar repetidas palavras de orientação.
Deus é amor. Ele amou os ninivitas e enviou Jonas para adverti-los e o arrependimento tomou conta daqueles corações e a cidade, antes ímpia, foi poupada. Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7).
O empenho do Senhor é salvar a todos. “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânime para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9).
Salvar, salvar e salvar! Esse é o objetivo da mensagem profética encontrada em toda a Bíblia.

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