domingo, 1 de dezembro de 2013

O Dia da Expiação escatológico

Gostou deste artigo? Então clique no botão ao lado para curti-lo! Aproveite para nos adicionar no Facebook e assinar nosso Feed.
Comentário da Lição da Escola Sabatina de trinta de novembro a sete de dezembro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Na lição de número seis estudamos o dia da expiação no santuário terrestre. Já nesta semana estudaremos o Dia da Expiação escatológico, ou seja, veremos o Dia da Expiação apresentado no cumprimento das profecias de Daniel e sua relação com a restauração do santuário celestial. Essa restauração nada tem a ver com a integridade do santuário no Céu e nem com a rotina desenvolvida ali pelo Grande Sumo Sacerdote, mas sim, com o tratamento dado, aqui na Terra, pela ponta pequena de Daniel 8:9 ao santuário celestial e a rotina de trabalho que o Grande Sumo Sacerdote desenvolve ali.
            A ponta pequena cometeu uma dupla usurpação da autoridade divina. Primeiro usurpou a autoridade do Grande Sumo Sacerdote para perdoar pecados e mediar entre Deus e o homem de tal modo que a salvação do ser humano não passa por Cristo no santuário celestial, mas por vigários dentro de confessionários pulverizados pela superfície da Terra. Não contente só com isso ela alterou a Lei de Deus numa tentativa de macular o caráter divino.
O dia escatológico da Expiação é o período de tempo que se estende de 22 de outubro de 1844 até a volta de Jesus. Nesse período três coisas acontecem. Primeiro temos o julgamento pré-advento. Nesse período tudo o que está anotado no Céu concernente aos filhos de Deus está sendo analisado por Aquele que não erra.
Simultaneamente a essa atividade, surgem as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 restaurando as verdades bíblicas adulteradas pelo poder da ponta pequena enquanto faz o último apelo para que os pecadores saiam de Babilônia e aceitem a mediação de Cristo no santuário celestial.
            Com todos os esclarecimentos feitos a Daniel pelo anjo do Senhor ele ainda teve dificuldade para entender a visão. “E eu, Daniel, enfraqueci, e estive enfermo alguns dias; então levantei-me e tratei do negócio do rei. E espantei-me acerca da visão, e não havia quem a entendesse” (Daniel 8:27). Provavelmente a sua maior preocupação era saber dos pormenores relacionados aos acontecimentos dos “dias muito distantes” (Daniel 8:26) que, naturalmente, são os nossos dias.
            A Bíblia não relata que Daniel tenha se angustiado e chorado ao saber que seria jogado na cova dos leões. Mas diversas vezes ele experimentou angustia, chorou e jejuou ao ver um resumo do que aconteceria nos “dias muito distantes” ou “tempo do fim” que são os nossos dias.  Ele se angustiou, chorou, orou e jejuou preocupado comigo e com você. Estamos demonstrando a mesma preocupação em compreender as suas profecias ou nos portamos de maneira indiferente e descuidada?
            Não nos esqueçamos de que estamos vivendo os dias mais solenes da história da humanidade. Vivermos de maneira leviana e irresponsável nesses dias é precipitarmos de ponta cabeça na perdição.

Domingo
            A ponta pequena desfere vários atentados contra Deus. O principal é anular o ministério sacerdotal de Cristo introduzindo uma suposta autoridade da Igreja Católica de perdoar pecados e mediar entre Deus e os homens.
No bojo de seus ataques está a adulteração da lei de Deus substituindo o sábado pelo domingo, a adoração de imagens e até a compra da salvação via indulgencias. A irmã Ellen G. White afirma ser por causa dessas tradições criadas pela igreja Católica que levou igreja verdadeira a se apartar de Roma. Diz o texto: “Entre as principais causas que levaram a igreja verdadeira a separar-se da de Roma, estava o ódio desta ao sábado bíblico. Conforme fora predito pela profecia, o poder papal lançou a verdade por terra. A lei de Deus foi lançada ao pó, enquanto se exaltavam as tradições e costumes dos homens. As igrejas que estavam sob o governo do papado, foram logo compelidas a honrar o domingo como dia santo” (O Grande Conflito, p. 65).
Aos poucos a ponta pequena que surgiu representando Roma Pagã foi se robustecendo ganhou força e prestígio e faz da igreja o primeiro poder. Reis e governantes passaram a lhe prestar obediência. Roma Pagã passou a ser Roma papal. Diz Ellen G. White: “No século VI tornou-se o papado firmemente estabelecido. Fixou-se a sede de seu poderio na cidade imperial e declarou-se ser o bispo de Roma a cabeça de toda a igreja. O paganismo cedera lugar ao papado. O dragão dera à besta "o seu poder, e o seu trono, e grande poderio". Apocalipse 13:2. E começaram então os 1.260 anos da opressão papal preditos nas profecias de Daniel e Apocalipse (Daniel 7:25; Apocalipse 13:5-7)” (O Grande Conflito, p. 54). 

Segunda
                Para os personagens que contemplavam o progresso espantoso da ponta pequena tudo parecia incompreensível. Os outros impérios que sucederam a ponta pequena, principalmente o persa e o grego, não foram tão blasfemos como no caso da ponta pequena e todos eles amargaram um fim. E como pode esse poder afrontar o Deus vivo, e, ao invés de ser punido só prosperar?
Dois pensamentos veem à tona. Primeiro, parece que os personagens preocupados com os desmandos da ponta pequena eram seres celestiais. Isso deixa claro que seres celestiais estavam preocupados com a situação e não podiam entender como um poder tão arrogante e blasfemo que atinge o trono do Altíssimo pudesse perdurar impune. Segundo, como pode um poder que atinge a autoridade do Altíssimo, não receber nenhuma punição e ainda continuar crescendo?
Em meio a tanta dúvida no Céu e na cabeça do profeta surge a pergunta: “Até quando durará a visão relativamente ao holocausto contínuo e à transgressão assoladora, e à entrega do santuário e do exército, para serem pisados?” (Daniel 8:13). A resposta veio de imediato: “Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado” (Daniel 8:14).

Terça
É curioso observar que as respostas às dúvidas de Daniel e das pessoas envolvidas com ele acontecem de maneira muito rápida no transcorrer do seu livro. Vejamos alguns exemplos:
            No capítulo um temos Aspenaz, chefe dos eunucos do rei Nabucodonosor, temendo atender ao pedido de Daniel para trocar a sua dieta especial por legumes e água. No fim de três anos Daniel e os de mais cativos escolhidos pelo rei seriam submetidos a um rigoroso exame e caso o rendimento de Daniel e seus companheiros fosse abaixo dos demais o chefe dos eunucos fatalmente seria executado por haver contrariado uma ordem real. Daniel se adiantou: “não é necessário esperar três anos, experimente por dez dias”. Sabemos que os resultados foram suficientes para aplacar os temores de Aspenaz. (Daniel 1:5 e 18 a 20).
            No capitulo cinco o rei Belsazar, filho de Nabucodonosor, organizou um grande banquete usando os vasos sagrados retirados do templo do Senhor. Uma escrita, a qual nenhum dos sábios de Babilônia soube interpretar, apareceu na parede. Daniel foi chamado. A interpretação foi dada na hora. Babilônia foi invadida naquela mesma noite, Belsazar foi executado e o reino caiu nas mãos de Dario da Pércia.
            No capitulo oito temos dois episódios. Quando um ser celestial perguntou ao outro até quando a ponta pequena iria afrontar o Deus vivo a resposta veio imediatamente. (Daniel 8: 13 e 14). No segundo episódio Daniel está angustiado para entender o significado da visão e imediatamente Gabriel recebeu a ordem para ajuda-lo a entender. (Daniel 8: 15 a 27).
             No capitulo nove Daniel viu que o fim do cativeiro do seu povo em Babilônia seria o marco inicial dos dois mil e trezentos dias. Ele analisa e confessa os pecados do seu povo, causa do cativeiro. Ele quer saber como o cativeiro terminara e como terá inicio os dois mil e trezentos dias. Quando ele iniciava a sua oração o homem Gabriel veio voando “rapidamente” para fazer-lhe entender a visão. (Daniel 9:21-27).
            Mais uma vez Daniel está confuso ao ter uma visão sobre a sucessão dos reinos do mundo. No momento de angustia surge o homem vestido de linho e fala com ele: “Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras” (Daniel 10:12). Veja que as respostas de Deus sempre aconteciam de maneira rápida e precisa.
            No último capitulo do seu livro Daniel relata a sua última visão. A volta de Jesus, a ressurreição dos justos e o juízo final. Daniel quis saber como seria os últimos dias. Mas o Senhor transferiu esse privilégio para nós que vivemos no tempo do fim. “E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim” (Daniel 12:9).
            Estamos estudando as profecias de Daniel com o mesmo empenho para entendê-las assim como Daniel se comportou ao recebê-las? Se o fizermos com oração e jejum o Senhor terá pressa em nos atender.
            Fora do estudo de hoje apenas uma observação me vem à mente: É interessante que nos seis primeiros capítulos do livro de Daniel ele está empenhado em interpretar e realizar os sonhos do rei. Mas na última metade do seu livro o Rei do Universo lhe dá o privilégio de ele realizar os seus próprios sonhos. E que sonhos! Esse é o resultado de colocarmos os sonhos do rei em primeiro lugar.

Quarta
            O chifre pequeno desafia a Deus, o santuário e o povo de Deus. Para executar os seus intentos ele conta com o apoio do Dragão. A sua estratégia é desviar a atenção da humanidade do ritual desenvolvido no santuário celestial. Essa estratégia implica em manter aqui na Terra uma imitação do que é realizado no Céu em favor do homem.
            A ponta pequena estabelece um meio de salvação próprio instituindo sacerdotes com a autonomia para “perdoar pecados” ou determinar penitencias para que o perdão se concretize. Institui a adoração a “santos” falecidos, que segundo o dogma da ponta pequena estão vivos no Céu e intercedem pelos pecadores.
            Roma pagã passa a ser Roma papal com a autoridade de interferir diretamente no estado.  A perseguição aos que refutam os seus dogmas é instituída e milhões são martirizados. Os próprios seres celestiais estão estarrecidos com as atrocidades que se cometem na Terra. E fazem a solene pergunta: “Até quando?”
A resposta veio de imediato: “Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado” (Daniel 8:14).

Quinta
A chave para descobrirmos o inicio dos dois mil e trezentos dias está em Daniel 9:25: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos.”
Esse período teve o seu início com a ordem para reconstruir Jerusalém. Foram expedidos três decretos relativos à reconstrução de Jerusalém. Em sequencia temos Ciro, Dario e Artaxerxes. O do rei Artaxerxes de 457 A.C. que dava autonomia jurídica a Jerusalém é considerado como o marco para o inicio das setenta semanas que faz parte do primeiro período dos dois mil e trezentos dias anos. As setenta semanas terminaram com o apedrejamento de Estevão no ano 34 d.C. Para 2300 anos faltam 1810 anos e alcançam 1844 como fim da apostasia e desmandos da ponta pequena.
Verdades como a observância do sábado, o ministério de Cristo no santuário celestial e a mortalidade da alma foram restauradas. Em 1844 Jesus passou do santo para o santíssimo onde Ele realiza o juízo investigativo e continua o Seu trabalho de intercessão pelos pecadores. Os três anjos de Apocalipse 14 fazem o último apelo aos pecadores. Proclamam a autoridade divina, convidam às nações para adorar a Deus, conclamam o mundo para sair de Babilônia e anuncia que é chegado o juízo de Deus.

Conclusão
            A resposta do ser celestial à pergunta “até quando?” encontradas em Daniel 8:13 e 14 mais do que identificar o Dia da expiação escatológico se tornou em uma das doutrinas identificatória da Igreja Adventista do Sétimo Dia. 
 O apedrejamento de Estevão no ano 34 dC. selou a rejeição de Cristo pelo povo judeu e, desde então, eles deixaram de ser o povo especial de Deus. A salvação passou a ser oferecida a todos os povos e chegou até nós. “Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto” (Efésios 2:13).
Não esqueçamos de que somos os três anjos de Apocalipse 14 e esse será o estudo da próxima semana. É nossa responsabilidade anunciar essas verdades de maneira rápida e em bom som.

Acompanhe o comentário da Lição da Escola Sabatina em nosso blog:

http://reavivaresperanca.blogspot.com/

Nenhum comentário:

Postar um comentário