domingo, 29 de dezembro de 2013

Os discípulos e as Escrituras

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de vinte e oito de dezembro de 2013 a quatro de janeiro de 2014, elaborado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
No primeiro estudo da serie Discipulado o autor nos mostra a importância que Jesus da à Bíblia e o que ela representa para o discipulador.
O Velho Testamento era a cartilha de Jesus. Ele usou a Bíblia no Monte da Tentação, no Caminho de Emaús após a Sua ressurreição, no templo ao ler Isaías e ao advertir o povo como à fonte de nossa salvação. Jesus usou a Bíblia não só para desmascarar o inimigo, mas também como fonte de conhecimento para a salvação.
Nenhum discipulador terá sucesso se não fizer da Bíblia a sua base de conhecimento para ensinar. O estudo acurado da Bíblia nos leva a Cristo e desperta em nós o desejo de partilhar Jesus com aqueles que estão ao nosso redor.
A pregação sem base bíblica é vazia e ineficaz. Apenas as palavras que emanam dela não voltarão vazias.

Domingo
            Antes de iniciar o Seu ministério Jesus demonstrou ser um profundo conhecedor das Escrituras. Ele desmascarou Satanás usando trechos da Bíblia que Ele sabia de cor. O quadro da tentação no monte nos mostra quão importante é o conhecimento da Bíblia em momentos emergenciais.
            O próprio Jesus mostrou que a Bíblia fala de Si mesmo como Aquele que viria em forma humana para morrer em nosso favor. Não acreditar na Bíblia é não acreditar em Cristo. Não tem como falar da Bíblia sem falar de Cristo e nem falar de Cristo sem usar a Bíblia. Disse Ele: “Examinai as Escrituras porque cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de Mim testificam.”
             A Bíblia é a fonte que nos mostra Jesus. Nela encontramos um Salvador profetizado no Éden e presente em todos os altares que os patriarcas erigiram antes da cruz. Ele está incrustrado no Calvário, ressurge do túmulo de José e do monte das Oliveiras Ele partiu deixando a promessa de que em breve voltará. Do Gênesis ao Apocalipse a Bíblia apresenta Jesus.

Segunda
Jesus via toda a Bíblia como a fonte de verdades incontestáveis. Ele chamou a atenção dos líderes religiosos de Seu tempo pela indiferença que alguns demonstravam para com as Escrituras, principalmente pelos textos que apontavam para a vinda do Messias. 
Ele tinha uma mensagem que se adequava a cada grupo de pessoas no que tange as suas crenças e pensamento. Alguns imaginavam que Ele veio para anular a lei e todo o Velho Testamento. A esses Ele foi enfático: “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir” (Mateus 5:17).
            Para os que descartam determinadas partes da Bíblia Ele adverte: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus” (Mateus 5:19).
Para os que consideram justos aos seus próprios olhos Ele os advertiu: “Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (Mateus 5:20).
Ele faz uma séria advertência para aqueles que apresentam um cristianismo de fachada: “Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim” (Mateus 15:8).
Os sacerdotes tinham muito que aprender com Jesus. Sem alarde, dúvidas após dúvidas eram afastadas e as verdades eram resgatadas. O povo aceitava com mais facilidade a mensagem da Bíblia em quanto os líderes as ignoravam.

Terça
            Quando Jesus nasceu a credibilidade na Bíblia por parte dos líderes religiosos fixavam em dois extremos. Eles criam de tal forma na Lei moral dos Dez Mandamentos que os levaram a uma regulamentação de alguns mandamentos da Lei. Centenas de adendos foram elaborados orientando de como os observar, principalmente o sábado. O outro extremo era uma descrença generalizada em alguns mandamentos e principalmente nas profecias que apontavam para a vinda e missão do Messias.
            Jesus procurou mostrar para o povo, o valor de toda a Bíblia e isso causava muita inquietação por parte de alguns, principalmente quando Ele os trazia para a Bíblia e lhes mostrava ser Ele o Filho de Deus, o que era considerado por muitos como blasfêmia.
            Em Mateus 5:17–39 Jesus mostrou nas Escrituras a maneira falha como muitos de Seu tempo interpretavam os princípios sagrados. Assim como os judeus haviam regulamentado a observância de alguns mandamentos, em especial o sábado, criando adendos não condizentes com o verdadeiro sentido do mandamento, Jesus reforçou a natureza de alguns mandamentos que ao longo dos séculos foram quase que totalmente ignorados com o sétimo: “Não adulterarás.”
            Jesus mostrou que o verdadeiro discípulo deveria ser uma pessoa equilibrada tratando de igual forma toda a Escritura.

Quarta
            Jesus tinha por costume responder as dúvidas das pessoas usando a Bíblia ou mesmo desperta nelas o interesse pelo livro sagrado. O momento não despertava nenhuma suspeita. Todos haviam participado da Santa Ceia incluindo o lava pés.
         Naquele momento o Salvador fala da traição que sofreria dentro de algumas horas. Ao fazer referencia de que seria traído, acrescentou: “Desde já Eu digo, antes que suceda, para que, quando suceder, creiais que Eu sou” (João 13:19). A Sua afirmação tinha dois objetivos. Primeiro chamar a atenção dos discípulos para o que estava profetizado a Seu respeito na Bíblia e ao mesmo tempo, mostrar para os discípulos que Ele sabia, a priori, de tudo o que Lhe iria acontecer.
         O doutor da lei decidiu usar todo o seu conhecimento para deixar Jesus
embaraçado, mas o tiro saiu pela culatra. Aparentemente ele estava interessado na salvação e pergunta “que farei para me salvar”. Sabiamente Jesus o leva para a Bíblia que ele conhecia como ninguém. O Mestre pergunta: “Com lês?” Ele esbanjando conhecimento leu sobre a necessidade de amar o próximo. Jesus responde: “Faze isso e viverás.”
         O doutor não deu o assunto por encerrado e pergunta “quem é o meu próximo?” Jesus viu que ele necessitava de uma explicação mais objetiva e inventou ali na hora a parábola do bom samaritano. Ao Jesus falar da postura do sacerdote e do levita provavelmente ele tremeu de medo de que Jesus incluísse mais um personagem, um doutor da lei.
         Ao falar com os desolados discípulos no caminho de Emaús Jesus, ao mesmo tempo em que os encorajou os repreendeu pelo descuido no estudo das profecias bíblicas.

Quinta
Para os sacerdotes do tempo de Jesus curar alguém no sábado era uma transgressão aberta do dia do Senhor. O Mestre demonstrou publicamente que é lícito não só curar no sábado mas fazer qualquer tipo de bem no dia santo.
Como existia grande controvérsia nesse sentido Jesus foi mostrando as verdades aos poucos e pediu para as curas que realizava nos sábado não fossem divulgadas.
Os sacerdotes não aceitavam que curas pudessem ser feitas no sábado. Um detalhe: parece que esse não era o cerne da questão. O maior problema é que eles não conseguiam realizar os milagres que Jesus fazia e isso aumentava a rivalidade. Jesus usou de sabedoria e insistiu para que os milagres não fossem divulgados.
Marcus inicia o seu livro da biografia de Cristo mostrando a vinda do precursor de Cristo, João. E enfatizou que tudo transcorreu conforme a narrativa dos profetas, no caso, Isaías.
Em Atos capitulo um é mencionada a escolha de Matias em substituição a Judas que cometera suicídio. Os apóstolos foram claros em mencionar a profecia dos Salmos que falam claramente dessa escolha. As profecias a apontado para Cristo remonta o Éden e Moisés fez questão de mencionar a vinda do Messias.

Conclusão

            Jesus soube aproveitar todas as oportunidades para enaltecer a Palavra de Deus e apresenta-la como fonte de conhecimento para a salvação. Com ela no coração Ele encontrou forças para derrotar o inimigo e dirimir as dúvidas e exageros que o tempo se encarregou de acumular na mente das pessoas. Ele colocou a Bíblia no devido pedestal de onde nunca deveria ter saído.

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