segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Dia do Senhor

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 25 de maio a 1º de junho de 2013. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Sofonias é o 36º livro da Bíblia. O seu nome significa “o Senhor escondeu”

como referencia a Pascoa quando as famílias que colocaram o sangue do cordeiro no umbral da porta “foram escondidas do anjo destruidor”. Essa proteção se dará no grande “Dia do Senhor” quando o Juiz de toda a terra poupará todos que hoje o recebem como Salvador.

Sendo tataraneto do rei Ezequias, Sofonias tinha linhagem real. Assim, os seus pronunciamentos revelam intimidade muito maior com os círculos da corte e com as questões políticas do que os outros profetas menores.

No livro o profeta menciona o “Dia do Senhor” ou dia do Juízo quando o Senhor castigaria não só Jerusalém mas também outros povos. Com a diferença que Jerusalém depois de castigada receberia de novo a graça de Deus.

 Sofonias pregava nas sinagogas, enquanto Jeremias, o seu contemporâneo, foi um pregador de rua. Aproximadamente 100 anos antes dessa profecia, o Reino do Norte (Israel) havia sido derrotado pela Assíria. O povo havia sido levado cativo, e a terra havia sido recolonizada por estrangeiros. Sob o reinado de Manassés e do rei Amom, pai do rei Josias, o povo de Judá pagou pesados tributos ao dei da Assíria na esperança de ser poupado.

Sofonias está preocupado porque, mesmo com a catástrofe das tribos do Norte, o povo de Judá ainda mantinha a absurda noção de que Deus fosse incapaz de fazer bem ou mal a qualquer um deles. (Sofonias 1:12).

            A verdade da Páscoa no Egito, onde aqueles que colocaram a marca de sangue nas portas foram protegidos do anjo da morte, é repetida na promessa de Sofonias 2:3, onde aqueles mansos da Terra que preservaram a justiça de Deus serão encoberto no Dia da ira do Senhor.

            Sofonias é o último profeta antes do cativeiro de Judá e semelhante aos que o antecederam aponta a Assíria como a destruidora do reino de Judá. Esta profecia foi cumprida por volta de 586 a.C.. O castigo é nomeado por Sofonias como o Dia do Senhor.

            Por último Sofonias apresenta uma mensagem de esperança para a filha de Jerusalém, o remanescente: “O Senhor teu Deus, o poderoso, está no meio de ti, ele salvará; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sofonias 3:17).  

            Note que o nosso estudo trimestral não segue a sequencia dos doze profetas menores conforme estão inseridos na Bíblia. Tal opção visa facilitar a nossa compreensão da mensagem divina.

 Naum é chamado de “o elcosita” (Naum 1.1), isto porque era natural de Elcós, uma desconhecida cidade que ficava na parte sul de Judá. Naum inicia o seu livro com uma descrição não muito simpática de Deus. Falando a respeito do Criador ele usa palavras fortes como: vingador, ira, cólera e acrescenta: “Os montes tremem perante Ele, e os outeiros se derretem” (Naum 1:5).

Já no verso sete ele muda o discurso. Diz o texto: “O Senhor é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele” (Naum 1:7). Claro que na introdução do livro ele está dizendo que Deus age com justiça e que os ímpios não ficarão impunes e no verso sete ele refere aos que se entregam ao Senhor. 

Ele dedica mais tempo falando sobre a destruição da capital da Assíria. Ele viveu 100 anos depois de Jonas e profetizou a sena que esse profeta desejou ter visto: a destruição de Nínive. A queda desta cidade aconteceu em 612 a.C.

 

Domingo 

            Joel apresenta o “Dia do Senhor” como “Dia de trevas e de escuridão” (Joel 2:2) Essa é a mesma descrição apresentada por Amós: “Será de trevas e não de luz” (Amós 5:18) Para Sofonias será um grande dia: “O grande dia do Senhor” (Sofonias 1:14).

Ao falar que o dia do Senhor será grande, provavelmente Sofonias tenha pensado em dois aspectos. Primeiro, porque para quem está vivendo um momento de angústia o tempo parece não passar e o segundo aspecto é a grandiosidade dos acontecimentos que terão lugar nesse dia.  Sobre o dia do Senhor, Sofonias esclarece duas coisas: Ele será terrível e virá sem demora.

Ele é enfático ao falar das aflições daqueles que conspiraram contra o povo de Deus neste mundo. Porém, sabemos que a maior angustia será para aqueles membros da igreja que não levaram a sério as palavras de advertência.

Diz Ellen G. White: “Passam para a eternidade os últimos anos de graça. O grande dia do Senhor está-nos iminente. Toda energia que possuímos deve ser agora usada para despertar os que estão mortos em ofensas e pecados ...” (Conselhos Sobre Mordomia, p 35). 

 

Segunda

            A queda de Israel diante da Assíria não foi o suficiente para levar Judá a se humilhar diante de Deus. Eles ainda mantinham o pensamento de que era o povo especial de Deus e que jamais seriam envergonhados diante de seus inimigos. A mensagem de Sofonias é uma advertência para que, deixando de lado a sua prepotência, se humilhassem diante de Deus.

            Mas em meio à opulência e a soberba reinante em Judá, existia ali um pequeno grupo de pessoas humildes. Em uma primeira vista parece que Deus lança o Seu convite a apenas para os humildes, o que não é bem assim. Três aspectos devem ser considerados. Primeiro, a salvação é oferecida a todo o ser humano. Pedro afirma: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânime para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9). Em segundo lugar, já estudamos em outras oportunidades que naquela época, as pessoas simples e humildes eram subjugadas pelos mais fortes e consideradas como não merecedoras da salvação e, por intermédio de Sofonias, Deus estava demonstrando o Seu amor por elas. “Mas deixarei no meio de ti um povo humilde e pobre; e eles confiarão no nome do Senhor” (Sofonias 3:12). E, em terceiro lugar, Judá já havia recusado tantas advertências que Deus resolveu deixa-los em paz. “O Homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio” (Provérbios 29:1).

            Mas o convite de salvação é oferecido a todos independente de raça, cor ou posição social. Diz Isaias: “Vinde então, e argui-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã” (Isaias 1:18).

 

Terça

            Há um proverbio popular que Diz: “Ao vêr a barba do vizinho arder, ponha a sua de molho.” Deus esperava que ao caírem os Seus juízos sobre as nações vizinhas de Judá e, em especial a Israel que já havia caído nas mãos da Assíria, o povo de Judá reconhecesse os seus pecados e voltasse para o Senhor. Ao se referir a destruição daqueles povos diz o mensageiro do Altíssimo: “Exterminei as nações, as suas torres estão assoladas; fiz desertas as suas praças, a ponto de não ficar quem passe por elas; as suas cidades foram destruídas, até não ficar ninguém, até não haver quem as habite.” E lembrando de Jerusalém completa: “Eu dizia: Certamente me temerás, e aceitarás a correção, e assim a sua morada não seria destruída, conforme tudo aquilo porque a castiguei; mas eles se levantaram de madrugada, corromperam todas as suas obras” (Sofonias 3:6-7).

            Sabemos que isso não aconteceu. E os juízos vieram também sobre o povo escolhido de Deus.

            A Bíblia afirma que em Jerusalém havia uma pequena parcela de Judeus que se humilharam diante de Deus e estes seria poupados. E mais: “Mas deixarei no meio de ti um povo humilde e pobre; e eles confiarão no nome do Senhor. O remanescente de Israel não cometerá iniquidade, nem proferirá mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa; mas serão apascentados, e deitar-se-ão, e não haverá quem os espante” (Sofonias 3:12-13). E o próprio Sofonias completa: “Canta alegremente, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te, e exulta de todo o coração, ó filha de Jerusalém” (Sofonias 3:14).

 

Quarta

A “filha de Jerusalém” seria o remanescente que permaneceu fiel. “O Senhor teu Deus, o poderoso, está no meio de ti, ele salvará; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sofonias 3:17). Esse remanescente fiel será motivo de alegria e regosíjo no Céu. Jesus afirmou: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lucas 15:7). Não obstante haver Israel falhado como nação, havia entre eles um considerável remanescente em condições de serem salvos” (Atos dos Apóstolos, p 376).

            Certa vez escrevi que Cristo exerce o poder criador, mantenedor e salvador. O poder salvador Lhe foi confirmado depois da cruz. Sofonias afirma que Jesus é poderoso para salvar. O Seu poder salvador não só o pecador como também lhe oferece forças para manter-se salvo.

Embora Jesus seja poderoso para salvar Ele não tem como salvar pessoas que não se entregam a esse poder salvador. Quando o pecador O aceita e se humilha aos Seus pés é motivo de júbilo nos céus. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si” (Isaías 53:11).

            O povo de Deus será provado e repreendido mas não destruído para sempre. A promessa de Deus é: “Porque o que escapou da casa de Judá, e restou, tornará a lançar raízes para baixo, e dará fruto para cima” (Isaías 37:31).

 

Quinta

            Naum apresenta um comportamento diferente de Jonas. Enquanto ele tinha uma profunda compreensão de que Deus estava no comando das nações tanto para julgar como para salvar, Jonas estava envolto em egoísmo e ressentimentos e se mostrou incapaz de compreender a grande amor de Deus.

            Naum sabia que Deus jamais destruiria o ímpio sem antes oferecer alguma oportunidade de arrependimento, e Nínive era o maior exemplo disso. Pena que Nínive não permaneceu nos caminhos do Senhor. A sua conversão e arrependimento foi temporária e logo depois iniciou a sua prática de violência e opressão sobre o povo de Deus.

Nínive seria destruída de tal modo que nem vestígios da cidade sobrariam. Seria uma destruição total. Tomando Ninive como exemplo Naum quis mostrar que os pecados das nações estão dinte de Seus olhos e que no grande “dia do Senhor” Ele agirá com justiça.

Naum afirma que um dia esse mundo de dor e angústia terá um fim. Quando Cristo exercer o Seu domínio a paz será eterna e a angustia não mais retornará. (Naum 1:9).

Israel era perseguido, maltratado e disperso pelas nações, principalmente pela Assíria. A promessa divina é que um dia eles retornariam a Sua pátria para nunca mais serem dispersos. “Farei menção de Raabe e de babilônia àqueles que me conhecem: eis que da Filístia, e de Tiro, e da Etiópia, se dirá: Este homem nasceu ali” (Salmos 87:4).  No momento certo Deus agiria com justiça sobre as nações que se opunham ao Seu nome.

Em breve Deus ajuntará os Seus escolhidos de todos os cantos da terra. “E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (Mateus 24:31).

Naum é claro ao dizer que os habitantes de Nínive e das demais nações que se opuseram contra Deus serão exterminados e nunca mais serão ajuntados. “Os teus pastores dormirão, ó rei da Assíria, os teus ilustres repousarão, o teu povo se espalhará pelos montes, sem que haja quem o ajunte” (Naum 3:18).

 

Conclusão

            Creio que as palavras de Ellen G. White na parte de terça feira é o que de melhor existe para conclusão do estudo desta semana. Diz o texto: “Com infalível exatidão, o Infinito ainda ajusta conta com as nações. Enquanto Sua misericórdia é oferecida, com chamados para o arrependimento, esta conta permanece aberta; mas quando as cifras alcançam um certo montante que Deus tem prefixado, o ministério de Sua ira começa. A conta é encerrada. Cessa a divina paciência. A misericórdia não mais pleiteia em seu benefício” (Profetas e Reis, p 364).

E mais: “Perante os mundos não caídos, e o universo celeste, terá o mundo de dar contas ao Juiz de toda a Terra, ao mesmo que eles condenaram e crucificaram. Que dia de juízo será ele! É o grande dia da vingança de Deus. Cristo não está então no tribunal de Pilatos. Pilatos e Herodes, e todos os que Dele zombaram, que O açoitaram, rejeitaram e crucificaram, então compreenderão o que significa sentir a ira do Cordeiro. Seus atos aparecerão diante deles em seu verdadeiro caráter” (Testemunhos para Ministros, p 132). 

O sermos membros da Igreja não nos oferece nenhuma garantia de que, naquele grande dia, faremos parte dos “benditos de meu Pai”.  Tem que haver entrega total, conversão real e permanente exame de coração.

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