segunda-feira, 22 de julho de 2013

Testemunho e serviço: fruto do reavivamento

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Comentário da Lição da Escola sabatina de 20 a 27 de julho de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, Uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

  Introdução

              O reavivamento deve ser desenvolvido no berço da humildade. O eu deve ser mortificado e a simplicidade deve nortear o nosso relacionamento entre irmãos. Qualquer olhar altivo e de auto suficiência nos identificam como não reavivados.

O reavivamento deve prover do interior para o exterior. Os que experimentam o verdadeiro reavivamento será uma bênção para aqueles que os rodeiam. Jamais o eu sobressairá. O espirito de supremacia que muitas vezes permeiam os nossos relacionamentos jamais existirá. O quadro apresentado nos dias de Isaias não terá lugar entre nós: “Fica onde estás, e não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu” (Isaías 65:5). O reavivamento nos levará a viver um pelo outro em uma horizontal igualdade.

O autor da lição nos adverte: “Qualquer suposto “reavivamento” com base exclusivamente em sentimentos externos ou experiência, na melhor das hipóteses, é superficial... Quando o reavivamento está enraizado na Palavra de Deus, é uma experiência que perdura e faz a diferença em nossa vida e na de pessoas ao nosso redor” (Página 32 da Lição).

O reavivamento que não produz em nós um desejo ardente de testemunhar de Cristo é fictício e apenas alimenta o nosso eu. Testemunho e serviço são os frutos do verdadeiro reavivamento.

Leiamos com atenção a nota introdutória da Lição, nela o autor esclarece melhor os resultados do verdadeiro reavivamento.

 

Domingo

            Ao instituir a Sua Igreja na Terra o Senhor o fez com um único propósito: que o Evangelho de salvação seja anunciado em todo o mundo. Só que, ao atender a esse propósito, a própria igreja se mantem ativa e consagrada a Deus.   O IDE apresentado por Jesus tem um objetivo: “ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado.”  

            Existem milhares de igrejas no mundo. Cada uma ensina algumas coisas que Jesus ensinou. Porém, a ordem de Cristo e que a Sua Igreja ensine o mundo a “guarda todas as coisas.”

             Para que esse propósito seja alcançado a Igreja tem que ter uma base sólida. Essa base é a Sua Palavra, a Bíblia. Ela contém “todas as coisas” que devem ser ensinadas. “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16).

            A promessa divina é a presença de Jesus, pelo Espírito Santo, em nossa vida continuamente. “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mateus 28:20). Deus não promete nos livrar de situações dificeis, Mas a Sua promessa é estar conosco em todas as situações.

            A Sua promessa esteve presente com Pedro acorrentado entre dois soldados. Ela alimentou Paulo no momento em que o fio gelado da espada separou a sua cabeça do corpo. A Sua promessa sustentou João Hus e tantos mártires que enfrentaram a fogueira ou o patíbulo. Estando Ele conosco “...não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares” (Salmos 46:2).

            Deus proporciona à Sua igreja todos os meios para que ela cumpra a sua missão. Dia a dia Ele está abrindo caminhos para que a mensagem “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo” (Apocalipse 14:7) alcance toda nação, tribu, lingua e povo.

 

 
Segunda

            Falando sobre o crescimento vertiginoso da Igreja apostólica, o autor da lição usa a expressão: “A Igreja cristã explodiu em crescimento.” O que aconteceu com a Igreja nos dois primeiros séculos da era cristã foi algo imaginável por aquele pequeno grupo de pessoas presente no monte das Oliveiras por ocasião da ascensão de Cristo.

            Em meio a perseguições e ventos contrários as verdades apresentadas pela Igreja apostólica alcançou toda a população do mundo de então.  O Espírito Santo superou o medo, a falta de equipamentos e de transportes. Mas aqui entra algo curioso: A membresia aceitou o desafio e foram testemunhas fieis tanto em Jerusalém como nos confins da terra.

A preocupação central da Igreja era "Para que o mundo conheça que Tu Me enviaste a Mim" (João 17: 23). Para aqueles modestos pregadores tudo girava em torno dessa premissa. Eles confiaram na promessa do Espírito Santo e realmente foram revestidos de poder.

A mesma promessa é feita à Igreja de Laudiceia e a mesma responsabilidade é exigida. É solene imaginarmos que o destino do mundo oscila em nossas mãos. Mas qual tem sido a nossa postura?  Diz Ellen G. White: “Aqueles que deviam ter sido a luz do mundo têm projetado apenas raios pálidos e fracos” (Beneficência Social, p 36).

A Igreja está diante de um desafio sem precedentes. Sete bilhões de criaturas no mundo precisam ser advertidas com urgência. O apelo feito a Isaías nos alcança hoje como um desafio “Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8).

“O mundo necessita atualmente daquilo que tem sido necessário já há mil e novecentos anos - a revelação de Cristo. É preciso uma grande obra de reforma, e é unicamente mediante a graça de Cristo que a obra de restauração física, mental e espiritual se pode efetuar” (A Ciência do Bom Viver, págs. 142 e 143). 

É responsabilidade de a Igreja reescrever com urgência o livro de Atos em nossos dias. Qual tem sido a sua e a minha participação nesse empreendimento? Por forças humanas nada será possível, mas pelo Seu Espírito abalaremos o mundo.

 

 

Terça

            O nosso estudo de terça feira traz uma seria advertência na parte introdutória. Diz o autor da Lição: “Sozinha, doutrina não transforma corações.” Por mais tecnologia que tenhamos nada substitui o contato humano.

            No nosso testemunho pessoal existe um poder que nenhuma tecnologia no mundo pode suplantar. Enquanto a mensagem está voando pelo meio do Céu, Deus está preparando você e eu para a colheita dos frutos. Somos incapazes? Claro que sim! Mas está à nossa disposição um poder capaz de superar qualquer limitação de ordem física e intelectual.

            “Nós mesmos precisamos ter viva ligação com Deus, a fim de ensinar a Jesus. Então podemos dar o vivo testemunho pessoal do que Cristo é para nós por experiência e fé. Recebemos a Cristo e, com divino fervor, podemos contar aquilo que constitui permanente poder em nós. As pessoas precisam ser atraídas para Cristo. Deve-se dar ênfase a Sua eficácia para salvar” (Mensagens Escolhidas, p. 187). 

            Testemunhar de Cristo é uma via de duas mãos. Ao mesmo tempo em que partilhamos com as pessoas o que Jesus tem feito em nossa vida, nós somos fortalecidos na esperança da salvação. Testemunhar é a maneira mais segura de aguardar a volta de Jesus.

             Oremos para que Deus nos tire deste marasmo destrutivo. Ellen G White nos adverte: “Muitos que possuem um conhecimento inteligente da verdade, e são capazes de defendê-la mediante argumentos, nada fazem em prol do reerguimento do reino de Cristo. Atuam de quando em quando; mas não dão um testemunho vivo da experiência pessoal na vida cristã; não relatam novas vitórias alcançadas na santa milícia” (Testemunhos Seletos, Volume 2 p. 97).

 

Quarta

            Mencionei no comentário de terça-feira que testemunhar é uma via de duas mãos. Ao mesmo tempo em que levamos a mensagem para alguém nós somos fortalecidos em Cristo.

            Na multiplicação dos pães o jovem não hesitou em entregar todo o alimento que trouxera a Jesus. Ele correu o risco passar fome. Ele não hesitou e abriu mão de tudo o que tinha no momento. Podemos imaginar a sua alegria ao ver crianças saciadas e uma grande multidão refeita. Caso ele se negasse a partilhar, provavelmente a sua história não estaria sendo lembrada hoje.

            Deus poderia enviar anjos para anunciar ao mundo a mensagem de salvação, porém Ele não o fez. Os anjos seriam competentes na pregação do Evangelho, mas não teriam como testemunhar da alegria da salvação. Contar o que Jesus fez e está fazendo em nossa vida contagia as pessoas.

            Deus sabe o quanto a experiência do testemunho é importante para nós e para aqueles que estão ao nosso redor. Aquele que testemunha de Jesus para as pessoas não tem como continuar na mesmice. A sua fé é nutrida com alimento sólido. Sugerimos a leitura da página 212 de nossa meditação Reavivar a Esperança.

 

Quinta

            Sabemos que os anjos não atuam diretamente na pregação do Evangelho. Mas eles estão prontos e ativos para auxiliar a cada um de nós.  Essa é a promessa de Deus: “O Espírito Santo é provido como sua eficiência. Anjos ministradores estarão a seu lado para impressionar os corações” (Parábolas de Jesus, p 232).

            Na vida cristã de uma pessoa convertida e que se entrega à atuação do Espirito acontece pelo menos cinco coisas. Primeiro essa pessoa vive em oração. Segundo, está em continuo estudo da Palavra de Deus. Terceiro, ela experimenta o prazer de testemunhar de Cristo. Em quarto lugar tem o privilégio de contar com a intervenção divina para que o seu testemunho seja eficaz. E em quinto lugar essa pessoa está pronta para iniciar uma reforma em toda a sua vida espiritual.

            Esses estágios podem acontecer de maneira isolada ou simultânea na vida do crente, mas o importante é que estejamos dispostos a permitir que eles aconteçam.

            É maravilhoso ver como Deus intervém em nosso auxílio quando nos propomos a testemunhar Dele. A atuação de Deus Se manifesta através de pessoas, sonhos, coisas e até com a ajuda de animais irracionais. Há poucos dias foi apresentado um testemunho na TV Novo Tempo em que uma cadela que tocou no controle remoto da televisão e sintonizou a Novo Tempo em um momento em que a telespectadora ansiava por algo diferente.

            Paulo, prisioneiro, por causa do Evangelho orou para que Deus abrisse não as portas da prisão e sim, as portas para a pregação do Evangelho. Como a intervenção divina se fez presente em sua vida e na dos demais apóstolos! Com a atuação divina a vida desses homens foi uma cascata de bênçãos que inundou todo o mundo. As portas se escancararam e a Igreja cumpriu o seu papel.

 

Conclusão

            Reavivamento sem testemunho não existe. A segunda pergunta da Lição para reflexão chamou a minha atenção.  Ela encerra uma grande verdade que diz: “quanto mais testemunhamos da nossa fé, mais ela cresce.”

            A irmã White esclarece: “Deus poderia ter atingido o Seu objetivo de salvar pecadores, sem o auxílio do homem; mas sabia que o homem não poderia ser feliz sem desempenhar uma parte na grande obra” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 13) e mais: testemunhar é a única maneira de continuarmos de pé.

           

 

“Que se aprenda a lição da Escola Sabatina, não olhando rapidamente ao texto da mesma no sábado de manhã, mas estudando cuidadosamente para a próxima semana, no sábado à tarde, com recapitulação ou ilustração diária durante a semana. Assim a lição se fixará na memória, como um tesouro que jamais se perderá completamente” (Educação, páginas 251 e 252).

 

 

Consulte o nosso

http://reavivaresperanca.blogspot.com.br

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