sábado, 27 de julho de 2013

Obediência: fruto do reavivamento

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 27 de julho a 3 de agosto de 2013. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação matinal para qualquer ano. O autor é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            No estudo dessa semana vamos ver que uma vida reavivada é dirigida pelo Espírito Santo e consequentemente passa a produzir os frutos do Espírito. Isso foi o que aconteceu com Pedro, Paulo, Estevão e tantos outros que permitiram  serem dirigidos pelo Espírito Santo.

            Uma coisa que a Lição mostra é que ser dirigidos pelo Espírito Santo não nos isenta de tribulações pois, continuaremos a mercê das forças do mal. A luta entre as coisas da carne e as do Espírito se acentua ainda mais.

            Veremos também que a presença do Espírito Santo em nossa vida nem sempre se apresenta com fenômenos espetaculares e que a principal manifestação se vê numa vida transformada e produtiva. Entre os frutos do Espírito, o mais evidente é a disposição de obedecer a vontade de Deus. Uma vida reavivada pelo Espírito Santo jamais permanecerá enclausurada na indiferença e mesmice. Os frutos do Espírito como obediência e testemunho fruirão de maneira natural e espontânea.

            O reavivamento é uma experiência que deve acontecer em nossa vida de maneira ininterrupta dia após dia. A oração e o estudo da Palavra diariamente são essenciais para a busca do Espírito e consequente obediência e testemunho. 

            Alguns afirmam que uma vez aceitando a Cristo a nossa obediência se faz automaticamente. Mas não é isso que Paulo afirma. O verso áureo é bem claro. Estamos envolvidos em um conflito e temos de lutar mesmo usando as armas oferecidas pelo Espírito Santo. Esse subjugar o corpo envolve uma luta diuturna. Confessa o apóstolo: “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1 Coríntios 9:27).

            O crente reavivado encontrará forças e motivos para obedecer, mas isso não o isenta da luta. Paulo adverte: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” “Efésios 6:12).

           

Domingo

            A vida espiritual de Pedro passou por três fases. Antes da cruz ele se julgava ser um discípulo modelo, disposto a obedecer mesmo diante da morte. Mas logo depois concluiu que não estava tão maduro assim na fé.

Na segunda fase Jesus o interroga e Pedro fica constrangido e conclui que caso amasse a Jesus de todo o coração não O teria traído. Mesmo assim expressou o seu amor ao Mestre.  

Depois do Pentecostes Pedro desafia as autoridades de então confessando estrita obediência a Cristo mesmo diante das ameaças de morte.

É curioso observar que Pedro só experimentou essa maturidade espiritual depois de ter experimentado o reavivamento. É ele que nos proporciona forças para obedecer. Sem o reavivamento a vida espiritual é um fardo difícil de suportar. Ele não nos isenta da luta mas nos oferece a energia necessária.

A nota da Lição esclarece: “O derramamento do Espírito Santo no Pentecostes fez enorme diferença na vida de Pedro, que foi transformado de um cristão fraco e vacilante, em um discípulo cheio de fé e obediente” (Página 56 da Lição).

 

Segunda

            Comentei na introdução que a nossa obediência não acontece automaticamente. Enfrentamos lutas e aflições. Estevão foi obediente e pagou com a vida. Se a morte por apedrejamento foi o seu quinhão que resultados Estevão percebeu de sua obediência irrestrita? Falando de sua execução diz o texto sagrado: Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; e disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus” (Atos 7:55-56).

            No momento fatidigo o próprio Jesus Se apresentou para Estevão e lhe proporcionou forças para ser obediente até o último suspiro. Estevão viu os céus abertos. Podemos imaginar o contraste de senário que ele contemplou. O Céu aberto com anjos entoando louvores a Deus e todas as maravilhas que o esperavam. Deus o Pai e Jesus Se apresentam e lhe proporcionam o alento nesse momento crítico.

            Aqui na Terra está Ele (Estevão) em meio a uma turba exacerbada, movida por Satanás, que em fúria lhe atiram pedras sem piedade.

            Essa vida de obediência, mesmo diante da morte, só foi possível porque Estevão estava cheio do Espírito Santo. “Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus” (Atos 7:55).

            Sabemos que dias difíceis estão diante de nós nos quais a nossa fé será provada ao máximo e a nossa vitória só será possivel se estivermos cheios do Espírito Santo. O que estamos fazendo agora para armazenar o precioso azeite? As trevas cobrem a Terra, mas em meio à escuridão o noivo está chegando.

 

Terça

Ananias tremeu nas bases quando recebeu a ordem divina para receber Paulo e orar por ele. Ele estava cego? Ótimo. Quem sabe seria uma intervenção divina para arrefecer o seu ímpeto de perseguidor!

É interessante que Ananias estava temeroso. Ele sabia que Paulo “tinha poder” para prender e matar os cristãos. E aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome” (Atos 9:14). Deus estava preparando Paulo para receber “um outro poder”.

Jesus derrubou Paulo do cavalo. Ele caiu do alto de sua prepotência e num instante se tornou um dependente de terceiros para se locomover. Para Paulo era muito estranho o que estava acontecendo e para Ananias a ordem divina era mais estranha ainda.

Será que tudo não era uma farsa e um embuste para abocanhar mais cristãos? Será que ao ter a visão restaurada ele não voltaria a perseguir, sendo Ananias a primeira vitima?

A atuação do Espírito Santo foi fundamental na conversão de Paulo. Ele não só atuou na sua conversão como preparou a igreja para recebê-lo. A frase “quantos males tem ele feito a Igreja” foi alterada por “quantas bênçãos ele trouxe para a Igreja”.

Imagino como foi difícil para Paulo aceitar a repreensão de Cristo e obedecer a Sua Palavra. Guiado pelo Espirito ele se humilhou e se entregou sem reservas. Pouco depois ele confessou: “Não fui desobediente à visão celestial.” Caso Ananias recusasse a obedecer à orientação divina, Deus teria de providenciar outro meio para que Paulo fosse aceito pela Igreja.

Felizmente o Espirito Santo continua atuando poderosamente e,  milhares ao redor do mundo, tem obedecido aquela voz por de traz de si dizendo “este é o caminho andai por ele``.

 

Quarta

            Agripa e Festo ouviram de Paulo um dos mais comoventes apelos apresentados na Bíblia. Eles estão diante de um homem prisioneiro, algemado e indefeso. Esse condenado se levanta e começa a falar. Ao ver a sua eloquência, o seu entusiasmo e a sua sinceridade Festo confuso exclama: “Estas loco, Paulo. As muitas letras te fazem delirar!”

            Paulo observou que Agripa o ouvia comovido e, então, lhe faz uma intrigante pergunta: “Acredita, ó rei Agripa, nos profetas?” E ele mesmo responde: “Bem sei que acreditas.” Enquanto Festo viu em Paulo um delirante louco, Agripa comovido exclama: “Por pouco me persuades a me tornar cristão.”

            Paulo faz um último apelo extensivo aos dois monarcas e a todo o auditório: “Não apenas tu, ó rei, porém todos os que hoje me ouvem se tornassem tais qual eu sou, exceto essas cadeias.”

            Paulo foi sensível ao apelo do Espírito Santo enquanto Agripa e os demais que ali estavam ficaram no quase. Talvez a posição politica e social sufocou a semente semeada no coração de Agripa. O Espirito Santo faz o Seu trabalho, mas a decisão final cabe a cada um de nós.

            Naquele dia Paulo experimentou um desapontamento comum a muitos de nós nos dias de hoje. Quantas vezes, ao terminar uma serie de estudos bíblicos, o nosso interessado usa uma frase muito comum hoje: “Quero que me dê um tempo.” Tal pessoa “ganha o tempo” mas perde a eternidade.

 

Quinta

            Jesus é o maior exemplo de obediência que o mundo já conheceu. Ele abriu mão de Sua divindade para, na carne humana, vencer o pecado. A Sua obediência foi fruto de continuo relacionamento com o Pai. Ela foi resultado de Suas noites de oração. Comunhão com Deus é o segredo de uma vida santificada.

            A vida cristã não é um mar de rosas. É claro que Deus estará conosco em todas as provações, mas deve haver em nós a disposição para lutar. Jesus foi submisso em tudo e foi mais do que vencedor. A vida cristã não nos enclausura em uma zona de conforto. Deve haver renúncia, humildade e submissão.

            Paulo fala da necessidade de um morrer diário para o mundo e de uma luta permanente entre os desejos da carne e a ação do Espírito Santo em nossa vida. A obediência aos princípios divinos não acontece por acaso.

 Contrariando o que normalmente se prega e se vê ao nosso redor o Espírito Santo não Se manifesta nos fieis com alvoroço e barulho, mas no silencio de uma vida transformada.  Um estudo bíblico ministrado por Jesus na calada da noite mostrou para Nicodemos como funciona a atuação do Espírito Santo na vida do crente.

Assim como a atuação do Espirito Santo acontece de maneira silenciosa a nossa luta diária pode ser imperceptível aos que estão ao nosso redor. Mas em ambos os momentos o Espírito Santo está em plena atuação nos mostrando o caminho e nos oferecendo forças para percorre-lo.

 

Conclusão

            O reavivamento deve operar um novo viver em cada um de nós. Caso ele não provoque uma transformação em nossa vida é porque estamos enganando e sendo enganados. Esse novo viver produz fruto. E esse fruto do Espírito se traduz em obediência.

            Parece paradoxo. Sem a atuação do Espirito Santo é impossível produzir o precioso fruto da obediência. Por outro lado é impossível que, sob a atuação do Espírito Santo, alguém deixe de produzir os frutos da obediência.

            O nosso exemplo é Jesus. Com a ajuda do Espirito Santo Ele foi obediente até a morte e morte de cruz.

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