Comentário da Lição da Escola Sabatina de 28 de setembro a 5 de outubro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga.
Introdução
O autor da Lição inicia o estudo sobre o Santuário enfatizando o pouco que conhecemos sobre ele. Realmente conhecemos muito pouco desse assunto tão vasto. Mas duas coisas devem ser consideradas quando se fala do santuário. A primeira é que não conhecemos tudo o que foi revelado a seu respeito e a segunda, é que Deus revelou o necessário para entendermos o plano da redenção.
Temos a certeza de que todo aquele que estuda a Palavra de Deus com oração e humildade, Deus vais clarear os pontos obscurecidos e irradiar a luz suficiente para lhe mostrar o caminho que leva ao Céu.
Deus não necessita de um lugar para a Sua habitação. Uni presente como Ele é pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo inclusive no coração de cada alma contrita. A Bíblia afirma: “Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos” (Isaías 57:15).
Existem duas razões para o santuário ser a morada de Deus. A primeira razão não é porque Deus não tenha e nem necessite de um lugar para a Sua habitação. Mas é unicamente para que nós, seres humanos, tenhamos uma referencia de onde encontrá-Lo.
A segunda razão é que, em Sua imensa sabedoria, Ele quis retratar aqui na Terra o que acontece no Céu no que tange a dinâmica de nossa salvação. Assim, Ele uniu útil ao agradável. O ato de busca-Lo no santuário faz com que encontremos com Cristo ministrando em nosso favor.
O estudo do santuário é algo maravilhoso. Compreender o que Cristo fez e faz para nos salvar é necessário e ao mesmo tempo é muito gratificante.
Domingo
Deus revela o local de Sua habitação tanto no Céu como na Terra. É o Santuário. Sabemos que Ele é onipresente e que habita “num alto e santo lugar” e também com o “abatido de espírito”. Ele sabe que somos pecadores carentes de Salvação, assim Ele relacionou a Sua morada com o local onde a nossa salvação acontece. Sempre que olharmos para a Sua morada estaremos olhando para o Santuário e sempre que olhamos nos deparamos com Cristo intercedendo por nós.
O fato de olharmos para o santuário estar nos céus onde Deus habita e Cristo intercede por nós nos leva a dois raciocínios: primeiro, faz com que nos esqueçamos das coisas terrenas e nos mantenhamos sempre voltados para cima. Segundo, nos leva a entender que em qualquer momento o nosso refúgio vem de cima.
Paulo faz um veemente convite a todos nós: “Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno” (Hebreus 4:16).
Segunda
O fato de a Bíblia dizer que Deus tem um trono e de que está sentado nele não quer dizer que Deus está comodamente sentado em um trono de ouro ou marfim para se ufanar de Sua grandeza. Creio que o propósito maior é que entendamos a Sua grandiosidade e que todos os reinos e autoridades estão sob a égide do Seu poder.
Ele esta acima de todos os reinos.
Ele é Rei dos reis e Senhor dos Senhores. Deus nos mostra a Sua glória, o Seu poder para que não venhamos a por a nossa fé em alguma coisa terrena e que resulte em frustração para nós.
Quantos por ai estão se firmando em riquezas, fama ou em algum ser humano falível. Felizmente nos temos em quem confiar. Deus nos oferece paz e segurança. Ele é a Rocha capaz de nos proteger.
Vivemos em um mundo onde a injustiça impera e a maioria não acredita que um dia o Senhor agirá com justiça. O salmista afirma: “Justiça e juízo são a base do teu trono; benignidade e verdade vão adiante de ti” (Salmo 89:14).
O autor da Lição nos adverte que assim como a justiça e o amor são à base do trono de Deus, essas virtudes devem fazer parte de nossas vidas, e afirma: “É um sagrado privilégio fazer isso.”
Terça
O autor da lição confirma um pensamento que abordei no inicio deste estudo: “A visão do trono celestial é uma visão do Santuário Celestial.” E acrescentamos o porquê Dele associar o Santuário com a Sua morada.
O livro do Apocalipse retrata a grandiosidade do nosso Deus. Ela se equipara a apresentada por Isaías no capitulo quatro do seu onde ele ressalta o temor que lhe causou estar diante da magnificência do Infinito: Exclamou ele: “Ai de mim! pois estou perdido” (Isaías 6:5).
É interessante pensar que Isaías estava diante do trono, isso quer dizer que Ele estava diante do único ser no mundo que o poderia salvar, pois do trono emana amor e graça e foi justamente nesse momento que ele imaginou que seria consumido. Isaías não foi consumido, mas os seus pecados sim. Uma brasa trazida do altar purificou a sua língua e a sua vida.
João ao ver esse amor que não mata, mas redime exclamou: “Digno és”,
(Apocalipse 04:11).
Quarta
Há poucos dias houve uma manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal de Justiça, quando um grupo de pessoas atiraram pedaços de pizza na escultura que representa a justiça. Era uma represália ao ato do supremo em conceder aos réus do Mensalão a oportunidade de ir a novo julgamento. Para os sedentos de justiça a ação do Supremo extrapolou os limites da paciência.
O meu pai contava a história de um jovem advogado a quem o pai confiou a condução de todos os processos que tinha em mãos. Certo dia o filho chegou sorridente e com uma boa dose de confiança própria foi dizendo: “Hoje eu resolvi aquela causa que por mais de trinta anos o senhor não conseguiu resolver.” Ciente do que estava acontecendo o pai lamentou: “Você jogou fora uma das melhores minas de dinheiro.” E continuou: “Com aquela causa eu formei você e seus irmãos, ela também é responsável por uma boa parte do patrimônio que temos hoje.” Esse profissional do direito estava interessado mais no dinheiro de seu cliente do que em fazer justiça.
Em breve Deus agirá com justiça. Ele não age impulsionado por dinheiro e nem usa de paternalismos e nem de corporativismo. Diante Dele a justiça é igual para todos.
Quinta
Antes de João relatar a magnificência do santuário celestial, Moisés, teve uma visão no monte Sinai na qual Deus mostrava detalhes sobre o santuário celestial. A construção do santuário terrestre envolveu muitas minúcias que, a primeira vista, parece supérfluo. Mas quando vemos a maneira como João descreve o Santuário no Apocalipse entendemos melhor a ordem divina: “Atenta, pois, que os faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte” (Êxodo 25:40).
Já que naquela época não existia máquina fotográfica e nem filmadora, provavelmente, Moisés teve de fazer anotações de tudo que lhe era mostrado para que a orientação divina fosse seguida a risca. E quando lemos Isaías, Hebreus, o Apocalipse e outros textos bíblicos que mencionam detalhes sobre o Santuário entendemos melhor quão magnificente ele é.
Temos que entender tanto a planta física do Santuário como o propósito de sua criação. Ele foi criado depois do pecado, portanto criado por nossa causa.
No Santuário temos uma noção de quão terrível é o pecado. Quanto detalhe para que a nossa salvação se tornasse possível!
Conclusão
Na nota da lição de sexta-feira a irmã Ellen G. White mostra quão profundo e maravilhoso e o Santuário e o seu significado. Ela afirma que Paulo ficou maravilhado e que teve dificuldade para descrevê-lo.
Esta diante de nós uma rara oportunidade de entendermos um pouco mais por onde passa o caminho de nossa salvação. Os detalhes que envolvem o Santuário nos dá uma ideia de quão cuidadosos devemos ser com a nossa salvação.
Depois de entender um pouco mais da glória e santidade que envolve o Santuário, Paulo nos adverte: “Efetuai a vossa salvação com temor e tremor” (Filipenses 2:12).
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