quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"Céu" na Terra

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de cinco a doze de outubro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Alguns odontólogos ainda usam o molde de cera para moldar a arcada dentaria de alguém que perdeu todos os dentes. A cera é colocada em uma chapa e depois de aquecida é aplicada nas gengivas do paciente. Após o esfriamento é retirada e com esse molde em mãos o protético molda os novos dentes do cliente.
            O verdadeiro santuário está no Céu onde Cristo, o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”, ministra e intercede por cada um de nós. Antes de Cristo assumir as Suas funções no santuário celestial, o que aconteceu só depois da Sua ressurreição, Deus mostrou para Moisés um modelo ou molde do santuário para que um semelhante ao celestial fosse erguido e usado na Terra.
            Com a morte de Cristo ele perdeu a sua funcionalidade na Terra e passou a funcionar literalmente no Céu, onde Cristo ministra no verdadeiro santuário que Deus erigiu e não o homem.

Domingo
         Alguns aspectos curiosos relembram o santuário e a sua importância em nossa vida. Temos por exemplo o próprio Cristo que considerou o Seu corpo um templo ou santuário. Referindo-Se a Sua morte e ressureição Ele disse: “Respondeu-lhes Jesus: Derribai este santuário, e em três dias o levantarei” (João 2:19).
A igreja é o santuário onde nos encontramos com Deus. É bom esclarecer que igreja não quer dizer um prédio de quatro paredes dedicado especificamente para igreja.
Na última semana foi realizado aqui em Brasília o Impacto Esperança. Fiz eram parte do projeto dois programas a céu aberto na Esplanada dos Ministérios. Naquele momento aquele local, com cerca vinte mil pessoas reunidas, se transformou na igreja de Deus. Qualquer lugar onde um grupo de pessoas se reúne com o objetivo de encontrar com Deus é a igreja de Deus reunida. E a promessa divina é: “Eu estarei no meio deles.”
O jardim do Éden era considerado o santuário antes do pecado. Ali Deus tinha um encontro diário com o homem. Com a entrada do pecado surgiu o Santuário celestial. Como o pecado não permite que estejamos no santuário no Céu, e como Deus deseja estar em continuo relacionamento conosco, Ele orientou Moisés a construir o santuário terrestre. Ali Deus Se manifestava em gloria. Hoje não temos o santuário que existiu até à morte de Cristo e a igreja faz o papel do santuário ao mesmo tempo em que nos direciona pela fé para o santuário celestial.
Assim como o corpo de Cristo, na forma humana, era considerado um santuário a Bíblia afirma que o nosso corpo também é um santuário: “Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1 Coríntios 6:19).
No santuário celestial é onde Deus habita e é onde processa a nossa salvação.  Assim o nosso corpo é o Santuário onde Deus deseja habitar. Por outro lado, assim como a nossa salvação se possessa no santuário celestial temos que processa-la também em nossa vida diária.

Segunda
            Em determinada fase do “curso primário” era comum a professora pedir aos alunos, como tarefa de casa, que fizessem uma cópia de determinada página de um livro. No outro dia ela passava caderno por caderno revisando a cópia que havíamos feito. Com frequência tinha uma letra trocada aqui ou faltava outra ali. E por mais que a classe se esforçasse para tirar nota dez, dificilmente alguém conseguia.
            Hoje, com a frequência de concursos e provas de vestibular é comum a palavra “gabarito.” Para alguém se sair bem em um exame, as respostas que ele colocou na prova devem coincidir com as respostas especificadas no “gabarito”. O “gabarito” é o modelo de uma prova bem feita.
            Na minha juventude me lembro do meu avô fabricar alguns violinos. Para cada parte do violino ele fazia um “gabarito.” As peças tinham que ser idênticas ao gabarito e qualquer diferença entre os dois impedia que o violino viesse a se tornar uma obra de arte. O “gabarito” e a peça resultante dele deveriam ser idênticos.
            Foi isso que Deus exigiu de Moisés. Primeiro Deus mostrou o modelo e depois solicitou que tudo fosse feito conforme o modelo mostrado no monte.
            Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Com a entrada do pecado essa semelhança foi descaracterizada. Jesus ao tomar a forma humana e viver sem pecado, Ele Se tornou o nosso Modelo. Mas é impossível, por nós mesmos, vivermos exatamente como esse Modelo proposto.  Ai entra o santuário. É nele que encontramos a graça necessária que nos torna semelhante ao Modelo.
Esse contínuo modelar o nosso corpo de acordo com o Modelo a nos apresentado chama-se santificação, e a santificação é uma obra para a vida toda.

Terça
A nossa salvação passa pelo santuário. Não pelo fato de ser o santuário, mas este é o lugar onde Cristo intercede por nós. Não que o santuário não tenha a sua importância. Ele é o porto seguro onde encontramos Cristo fazendo propiciação pelos nossos pecados.
Na forma humana Jesus sentia necessidade de um relacionamento íntimo com Deus. Esse relacionamento foi responsável por sua vida sem pecado. E foi tão real que mesmo na forma humana Ele pode dizer: “Eu e o Pai somos Um.”
Quando Jesus igualou o Seu corpo a um templo ou santuário e, quando observamos as divisões do santuário, vemos que a Sua vida em Si exemplificava bem o que é o Santuário em sua forma física.
Podemos imaginar que a infância e juventude de Jesus seria o pátio do santuário. Os três anos e meio de ministério seria o lugar santo e a sua morte e ressurreição, o santíssimo. (Opinião pessoal do comentarista).
Quando Jesus declarou ser o Seu corpo um templo, além da lição que Ele nos ensina de fazermos do nosso corpo a morada Dele em nossa vida é importante lembrar que um de Seus objetivos era chamar a atenção do povo para o sentido da verdadeira adoração. Veja que segundo a dúvida apresentada pela samaritana existiam na época dois lugares específicos de adoração, diz o texto: “Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar” (João 4:20). Os samaritanos adoravam no monte, enquanto os judeus adoravam em Jerusalém. Eles davam mais importância ao local de adoração do que ao Objeto da adoração: Cristo.
Daí a ênfase de Jesus: “Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). E logo depois Jesus Se identifica para a samaritana: “Replicou-lhe a mulher: Eu sei que vem o Messias (que se chama o Cristo); quando ele vier há de nos anunciar todas as coisas. Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo” (João 4:25 e 26).

Quarta
O autor da lição menciona a Igreja como santuário, mas nas passagens bíblicas apresentadas o nosso corpo é o templo de Deus. Em principio as colocações do autor se centralizam no corpo humano como santuário. É lógico que um grupo de pessoas forma a Igreja e partindo desse raciocínio as suas colocações são válidas.
Quando voltamos o nosso pensamento para o Céu lá está o santuário de Deus de onde procede a nossa salvação enquanto aqui na Terra é a Igreja que nos leva ao santuário celestial. A nossa frequência à Igreja nos aproxima mais e mais do santuário celestial.
A Igreja funciona como uma escola onde tenho a minha atenção dirigida para o santuário celestial. É na igreja que eu vou aprender a importância do santuário para a minha salvação.
A Igreja me ensina e me estimula a ter uma vida santa e a me apartar de toda a aparência do mal. Caso o pecado reine em mim não há como Jesus ocupar o meu coração. O propósito de Deus é que façamos do nosso corpo o Seu santuário aqui na terra. Aceitar ou não a proposta divina é uma questão nossa.

Quinta
Todo o esforço de Deus para retratar o santuário aqui na Terra quer seja por meio da Igreja ou do nosso corpo visa nos moldar para habitar no santuário celestial.
Na caminhada pelo deserto Israel contava com a presença diuturna de Deus na nuvem e também no santuário. No Céu desfrutaremos de Sua companhia por toda a eternidade. Como na caminhada pelo deserto, o Senhor estenderá o Seu tabernáculo sobre nós. Isso quer dizer que estaremos dentro do tabernáculo celestial e mais: ocuparemos tronos. E com Jesus, seremos reis e sacerdotes.
 O Céu será um lugar onde o mal jamais voltará a existir. Não haverá mais lágrimas nem dor. E a Bíblia afirma: “As primeiras coisas são passadas.” Só desfrutaremos dessas delicias se, enquanto aqui na Terra, atendermos a dois quesitos. O primeiro é fazermos do nosso corpo o santuário para habitação do Senhor e, o segundo, é aceitarmos o que Jesus faz por nós hoje no santuário celestial.
No rodapé da página a irmã White faz uma pergunta que merece a nossa reflexão. Diz ela: “Por que é tão importante andar, agora em íntima comunhão com Deus?”

Conclusão 
         Caminhar sobre ruas de ouro puro, possuir uma mansão já preparada para cada um de nós, vivermos isentos dos percalços que o pecado nos impõe será assim a nossa vida na nova Terra. Porém, mais importante do que tudo isso é estamos para sempre na companhia Daquele que nos redimiu.
            Façamos de nossa vida aqui um estagio bem vivido para desfrutarmos das delícias que nos esperam na cidade de Deus.


             

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