domingo, 1 de junho de 2014

Ceisto, a lei e as alianças

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de trinta e um de maio a sete de junho de dois mil e quatorze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

A proposta de Deus de uma aliança ou conserto entre Ele e Seu povo surgiu no Jardim do Éden. Ao criar o homem Deu propôs o primeiro concerto. Ele assegurou ao casal que, caso eles fossem fieis às Suas ordenanças, desfrutariam da eternidade por toda a eternidade (redundância para facilitar o entendimento). Sabemos que o homem falhou no cumprimento da aliança proposta pelo Criador. Com a entrada do pecado o homem e afastou do Senhor. Sabemos que Deus deseja estar por toda a eternidade com as Suas criaturas e para que isso aconteça o homem necessita se adequar à Sua vontade.  

Por várias vezes na história da humanidade Deus convidou o homem a renovar a aliança dom Ele. Somos pecadores, mas desde a nossa queda Deus tem Se empenhado em manter um íntimo relacionamento com cada filho Seu.

A morte do cordeiro no Jardim do Éden foi a aliança que Deus propôs ao homem após o pecado. Cada pecador que aceitasse o futuro sacrifício de Cristo receberia o dom da vida eterna que foi perdido com a transgressão. Essa aliança como as demais implicaria em exercer a fé.

“Se nosso coração é renovado à semelhança de Deus, se o amor divino é implantado na alma, não será então praticado na vida a lei de Deus? Implantado no coração o princípio do amor, renovado o homem segundo a imagem Daquele que o criou, cumpre-se a promessa do novo concerto: "Porei as Minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos." Hebreus. 10:16. E se a lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? A obediência - nosso serviço e aliança de amor - é o verdadeiro sinal de discipulado. Assim diz a Escritura: "Porque esta é a caridade [ou amor] de Deus: que guardemos os Seus mandamentos." I João 5:3. "Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.” I João 2:4”” (Caminho a Cristo, p. 60).

 “O Senhor fez um concerto especial com o Israel antigo: "Agora pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz, e guardardes o Meu concerto, então sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a Terra é Minha; e vós Me sereis um reino sacerdotal e o povo santo." Êxodo. 19:5 e 6. Ele Se dirige a Seu povo que guarda os mandamentos nestes últimos dias: "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz" I Pedro 2:9. "Amados, peço-vos como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma." I Ped. 2:11.” (Conselhos Sobre Saúde, p. 567).

A renovação da aliança é uma prova de que Deus Se empenha em manter um relacionamento saudável com os Seus filhos. Sempre que o homem cria arestas nesse relacionamento Deus renova a Sua mensagem de amor e salvação. Diz a Bíblia: “Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí” (Jeremias 31:3). 

Quando Caim matou Abel seu irmão ele se sentiu como um vagabundo e murmurou: “Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar, me matará” (Gênesis 4:14). Na hora de maior desespero Deus intervém confortando aquela alma ferida. Caim recebe um sinal para que ninguém o atinja. “O Senhor, porém, disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado. E pôs o Senhor um sinal em Caim para que o não ferisse qualquer que o achasse” (Gênesis 4:15).

A graça divina livrou Caim da morte que ele mesmo julgou ser merecedor. Deus firmou uma aliança com esse filho rebelde. Sim, a essência da renovação da aliança mostra um Deus que não quer perder o contado conosco, e sempre que entramos em conflito com Ele infringindo a Sua lei Ele se apresenta benevolente e pronto a nos livrar da perdição. Ele insiste em estar ao nosso lado para que aprendamos a viver com Ele na eternidade.

 
Domingo

            É curioso ver que a aliança pós diluviana se estendia não só à raça humana, mas também a todos os animais. Disse o Senhor: “E eu, eis que estabeleço a minha aliança convosco e com a vossa descendência depois de vós. E com toda a alma vivente, que convosco está, de aves, de gado, e de todo o animal da terra convosco; com todos que saíram da arca, até todo o animal da terra” (Gênesis 9:9-10).

            O cenário da Terra pós dilúvio era aterrador. Carcaças de animais e seres humanos se espalhavam por todos os lados. Não se ouvia o cântico dos pássaros e nem o ruído de animais exceto os que saíram da arca e permaneceram nos arredores. Talvez esse cenário tenha contribuído para que Moisés se exagerasse no uso do vinho.

Ele não tinha vizinhos, amigos e nem mesmo pessoas estranhas por perto. O seu círculo de relacionamento era a sua família e Deus. Por outro lado Deus também não gostou do que viu e tomou uma atitude marcante. Chamou Moisés para uma conversa e o assunto, pelo que parece foi unilateral. Deus Se comprometeu em não mais destruir os seres viventes com um dilúvio. A promessa se estendia não só a Moisés e a seus familiares, mas também aos seus descendentes e a todos os animais.

Como marco testemunhal das palavras do Altíssimo Ele criou algo especial: o arco Íris. É curioso que por várias vezes Deus enfatiza que Ele próprio ao ver o arco nas nuvens Se lembraria da promessa feita ao homem, ao cavalo, ao gafanhoto a formiga enfim, a todo o ser vivente. O mundo não seria mais destruído com um dilúvio.

Deus não queria Se esquecer da promessa feita e colocou nos céus um sinal multicolorido e porque não dizer luminoso. No arco Íris o pensamento humano se encontra com o divino. Disse o Senhor: “E disse Deus a Noé: Este é o sinal da aliança que tenho estabelecido entre mim e entre toda a carne, que está sobre a terra” (Gênesis 9:17). O arco Iris é em forma de arco. Dá a entender que ele circunda toda a Terra envolvendo e protegendo todo o animal e todo o ser humano de uma possível destruição com água.

Com a vida corrida de hoje temos tirado tempo para mostrar o arco Íris para os nossos filhos e temos mostrado para eles o que ele representa? Um detalhe: assim como Deus fez essa aliança firmada em uma promessa unilateral que tal nos pecadores falhos renovarmos a nossa aliança com Deus com promessas bilaterais de melhor servi-Lo e amá-Lo?

A aliança entre Deus e Abrão estava condicionada a deveres e promessas de ambas as partes. A circuncisão dos primogênitos era uma prova de aceitação, por parte do homem que este aceitava os termos da aliança.

 

Segunda       

Quando Israel se deparou com o livro da lei que representava a aliança entre Deus e Israel a reação dos israelitas foi imediata: “E tomou o livro da aliança e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos” (Êxodo 24:7). O povo estava disposto a cumprir toda a lei e a obedecer aos seus reclamos. Porém, poucos dias depois o povo estava adorando um bezerro de ouro e esse não foi o primeiro deslize dos escolhidos por Deus para anunciá-Lo ao mundo.

A aliança do Sinai foi danificada mesmo antes de Moisés descer do monte. O povo achou que podia obedecer a lei sem a ajuda divina e esse foi um dos maiores equívocos que permaneceu durante todo o tempo em que Israel existiu como nação.

Essa foi a razão de Deus, por várias vezes, renovar a Sua aliança com o homem. Veio Jesus e Ele mostrou para o homem ser possível obedecer às orientações divinas expressas em Sua Palavra. O Seu segredo foi uma íntima comunhão com o Pai. Jesus deixou claro que a nossa natureza carnal é propensa para o pecado e ao transgredir às ordenanças de Deus o homem está condenado à morte. Porém se exercermos fé na promessa feita a Abraão Jesus nos socorre e nos liberta da morte.

Diz Gálatas 3:22: “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que mediante a fé em Jesus Cristo fosse a promessa concedida aos que creem.” O batismo é o nosso testemunho público de que aceitamos os termos da aliança proposta por Cristo e que não necessitamos viver sob a condenação da lei. 

Terça

As tábuas da aliança, como são chamadas as dez tábuas dos Dez Mandamentos estão em plena validade nos dias de hoje. Existe um pensamento reinante no mundo religioso de hoje que os Dez Mandamentos não vigoram mais porque representam, segundo eles, a velha aliança.

É bom lembrar que se Jesus não tivesse levado uma vida isenta de transgreções e não tivesse morrido numa cruz Jamais alguém, desde Adão até o último ser humano a palmilhar pela Terra, poderia se salvar mesmo que fosse obediente a toda a lei de Deus.

Jesus foi o centro da primeira e da segunda aliança. A primeira sacramentada via promessas e a segunda concretizada via Calvário. As duas alianças foram uma resposta de Deus ao pecado. A primeira em sombras e a segunda em realidade. Foi a permanente validade da lei que tornou necessária a presença das duas alianças.

 

Quarta

A primeira aliança como já estudamos acima foi firmada sob promessa. Quem prometeu a salvação teria que morrer sem pecado para validar a Sua promessa de salvação. Isso foi o que Jesus prometeu lá no Jardim do Éden e depois retificou no Calvário. A segunda aliança é melhor porque ela não é firmada em promessa. Pelo contrário ela é o cumprimento de todas as promessas de salvação encontradas na Bíblia.

Um ponto a considerar é que uma aliança não invalida a outra. Ambas fazem parte do plano da salvação que segue um cronograma divino. Sem a primeira os habitantes do mundo antes da cruz estariam irremediavelmente perdidos e caso funcionasse assim Deus seria injusto.

O plano da salvação não esta firmado em improvisos e nem em experiências. Ele foi arquitetado antes da criação do homem. “O plano da salvação foi elaborado para remir a raça caída, para dar-lhe outra oportunidade. Cristo foi designado para o cargo de Mediador da criação de Deus, destinado desde a eternidade a ser nosso substituto e penhor” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 250). 

            O plano da salvação apresentado em promessas e confirmado no Calvário é a prova máxima de que Deus ama a todo o pecador e que a Sua lei está firmada em Seu amor. O evangelho é a apresentação da aliança em seus vários estágios. Ele representa o convite de salvação apresentado ao homem desde que surgiu o pecado.

 

Quinta

            Os Dez Mandamentos representam o caráter de Deus. Deus é amor e os mandamentos sintetizam esse amor revelado ao homem. Eles encerram promessa e proteção. Podemos imaginar como seria o nosso mundo se toda a humanidade observasse a santa lei de Deus! Não haveria ódio, polícia, tribunais e a paz reinaria em todos os corações. Isso foi o que Deus planejou para os Seus filhos, mesmo depois da entrada do pecado. De uma coisa temos certeza: o sonho de Deus não acabou.

            Há esperança para o pecador por mais contumaz que ele seja. Deus provou isso ao longo dos milênios propondo e firmando alianças com a raça humana. O Calvário é a prova suprema desse amor sem medidas. E o melhor de tudo: para aqueles que estão em íntima comunhão com Cristo desfruta de uma confiança sem limites de que mesmo em meio de provações Ele está dirigindo a nossa vida. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2 Coríntios 4:17).

            Quando estreitamos o nosso relacionamento com Jesus Ele não só provê o melhor para nós nesta vida como nos proporciona a garantia de uma vida eterna. Jesus nos garante vida com abundância. “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10).

 

Conclusão

            A s alianças desde o Éden até Jesus foram firmadas na fé. Para Adão ficou claro o exercício da fé no sangue do Cordeiro. Abraão foi justificado pela fé ao acreditar que de sua descendência viria o Redentor do mundo.  Os Dez Mandamentos implicam em fé para observá-los e são eles que nos faz entender a necessidade que temos de um salvador. Por fim nasce Jesus o autor e consumador de nossa fé. Ele é o cumprimento de todas as promessas de salvação feitas ao homem desde que surgiu o pecado.

 

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