quarta-feira, 9 de maio de 2012

Avaliando o testemunho e o evangelismo


Comentário da lição da Escola Sabatina de 16 a 23 de junho de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Na semana passada estudamos a importância de mostrar o nosso relatório na igreja. Enfatizamos que o relatório verbal difundido entre os irmãos gera calor espiritual na igreja e que o nosso relatório estatístico serve para administração da igreja detectar possíveis necessidades de incentivo e treinamento. Este relatório é uma das ferramentas para avaliação da igreja. Na igreja ela envolve todas as esferas administrativas, todos os departamentos, pastorado, ancionato e diaconato.
            Qualquer empresa bem sucedida faz uma avaliação sistemática do seu desempenho. Avaliar a execução de projetos vale para empresas, comunidades e pessoas. Uma avaliação que não pode ser esquecida é a nossa avaliação pessoal. Como está a minha vida espiritual? Como está o meu relacionamento com o próximo e com Deus?
             Ás vezes nos contentamos com resultados medíocres quando havia possibilidade de alcançarmos horizontes mais amplos. A avaliação expõe o nosso desempenho e talvez indique a necessidade de redirecionamento.  
             Para fazermos uma avaliação correta temos de aceitar a possibilidade de detectarmos erros, ter a humildade em reconhecê-los e a coragem para corrigi-los. Temos que ter em mente que um projeto para salvação de pessoas esta acima de nossas individualidades e caprichos pessoais.
Domingo
            Cada membro da igreja passa por uma avaliação antes de assumir uma função na igreja. Essa é uma avaliação que envolve a espiritualidade e a capacidade do indicado em corresponder às expectativas do grupo. Às vezes a expectativa do grupo não bate com as expectativas do avaliado e este tem dificuldades para aceitar o resultado. A humildade é algo fundamental para quem se propõe servir a Deus.
            Paulo chama a nossa atenção para a necessidade de nos avaliarmos com frequência. Quando vamos fazer determinada peça em série é necessário termos um gabarito e com a ajuda deste instrumento todas as peças fabricadas terão o mesmo padrão de qualidade. O gabarito do cristão é Cristo. Diariamente devemos fazer a nossa auto avaliação tendo Cristo como modelo.
             Não é fácil, mas é necessário pedirmos a Deus diariamente para que sonde o nosso coração e que veja se há em nós algum caminho mau.
            Deus está sumamente interessado no progresso de Sua igreja e por intermédio do Espirito Santo Ele está escolhendo pessoas e capacitando-as para o melhor desempenho de Sua obra em levar o evangelho a toda nação, tribo, língua e povo.


Segunda 
            Duas coisas são necessárias em uma avaliação. Uma é que o avaliador, em caso de atividades na igreja, seja sincero e cordial. Tem avaliador para o qual o máximo ainda é pouco. Uma atitude assim desencoraja as pessoas. Outra coisa importante é o avaliado assimilar as observações pontuadas e, se necessário, procurar e aceitar a ajuda de alguém.  Vejamos o conselho bíblico: “E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e ás boas obras” (Hebreus 10:24).
A avaliação tem que seguir critérios semelhantes para todos e, em comentários anteriores, já mostrei o quanto sofri na carne em meus estágios de enfermagem. A situação chegou a um ponto em que os colegas tomaram uma posição unânime em meu favor. Não havia só evidências de acepção, a coisa era gritante e explicita. Foi desconcertante ver o constrangimento da supervisora e da direção da escola.
Pode ser que um tapinha no ombro e um pequeno cochicho de incentivo produzam melhores resultados do que uma enxurrada de recriminações. O avaliador também tem que estar disposto a avaliar os seus critérios de avaliação e ser propenso a aceitar sugestões.
Terça
            A mensagem de Deuteronômio 10:12 e 13 se resume em uma só coisa: amor a Deus e ao próximo. Essa foi a ênfase apresentada por Jesus.
            Caso o amor não permeie as nossas ações e as nossas relações com Deus e o próximo é impossível que o sirvamos de coração. As nossas obras não nos salvam, mas é o resultado de nossa salvação. Um resultado que só floresce onde já desabrochou o amor a Cristo.
Não nos cabe julgar. A nossa observação humana pode ser distorcida pelas aparências ou pelas influencias.  O método indicado por Cristo é o mais seguro: “Portanto, pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:2). Temos que observar se o viver da pessoa condiz com a fé que ela professa.
O livro do Apocalipse de João é claro em afirmar que a tríplice mensagem angélica será apresentada por um grupo de pessoas que se identificam por três características distintas: É paciente, guardam os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus. Sem fé é impossível agradar a Deus. É a fé que nos leva a exercitar a paciência e a mantermos obediente aos mandamentos de Deus. É claro que João está falando de um grupo que ama a Cristo sobre todas as coisas.
Quarta
            Tem três maneiras ou quatro de como uma igreja cresce. A igreja pode crescer em quantidade de membros, mas não crescer em qualidade. Pode crescer em qualidade e não em quantidade. Ás vezes não cresce em quantidade e nem em qualidade.  E o melhor seria crescer em qualidade e em quantidade.
            Tem campo que adota a estratégia do crescimento e esquece-se de incluir dois ingredientes básicos: Embasamento doutrinário e conservação. A segunda depende muito da primeira. Um conhecimento doutrinário superficial é semear na beira do caminho e expor a semente a mercê das pragas e aves de rapina.
            Temos pessoas na igreja que se recusam a dar um estudo bíblico não por falta de condições culturais ou sociais para fazê-lo, mas porque o seu embasamento bíblico é limitado e se sentem inseguras em apresentar as doutrinas.
 Para que se cumpram as palavras da irmã Ellen G. White de que “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário” (O Desejado de Todas as Nações, p. 195), é necessário que esse discípulo receba uma base doutrinária que o capacite a testemunhar.  Treinamento é importante, mas conhecimento doutrinário é fundamental. Não adianta alguém fazer mestrado se não domina bem as quatro operações. 
Quinta
            Vou modificar um pouco a pergunta encontrada no final da nota da pergunta 10 que diz: “As atividades em que estamos envolvidos estão nos ajudando a alcançar o objetivo da igreja”? Ficaria melhor assim: “As atividades em que estamos envolvidos e a maneira como estamos trabalhando, estão nos ajudando a alcançar o objetivo da igreja”? Tem que haver envolvimento total.
            Os recursos tecnológicos devem ser explorados ao máximo. É impressionante vermos uma mensagem ser apresentada aqui e no mesmo instante ser vista e ouvida do outro lado do mundo.  Literalmente o evangelho “está voando pelo meio do céu”. Embora seja bom lembrar que nada disso dará resultado se não houver a nossa participação pessoal.
Conclusão
            Os nossos relatórios verbais e escritos fortalecem a fé dos nossos irmãos e auxiliam a liderança da igreja na elaboração de seu planejamento. Uma igreja que relata é uma igreja que cresce em espiritualidade e quantidade. Se navegar é necessário, crescer também é necessário.
            

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Levando informação à igreja


Comentário da lição da Escola Sabatina de 9 a 16 de junho de 2012, preparado por Carmo patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano).  O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Jesus pregava o evangelho, mas notou que havia certo desprezo a Sua pessoa e a tudo o que ensinava. “E estava admirado da incredulidade deles” (Marcos 6:6). Diante do seu aparente fracasso o Salvador decidiu organizar um grupo de seis duplas missionárias e enviá-las para pregarem a mensagem de salvação. Pelos relatos bíblicos os resultados foram surpreendentes. A mensagem foi pregada com autoridade e os resultados foram maravilhosos.   Enquanto as seis duplas missionárias participavam da campanha missionária elaborada por Cristo e experimentavam as alegrias de pregarem o evangelho, João Batista estava sendo decapitado por Herodes.
O Salvador estava sozinho. Repudiado pelo Seu povo vivia um momento de reflexão. Mas uma noticia triste estava a caminho. Ela chegou e se revelou sem pedir licença. João foi decapitado na prisão. Foi degolado aquele que Lhe preparou o caminho. Provavelmente o Mestre ficou imaginando que Ele também teria o seu fim num futuro bem próximo.
Será que Deus trouxe uma palavra de conforto para Aquele coração sofredor? Foi envolto em tristezas que Jesus recebeu os missionários que retornavam transbordando de alegria. O testemunho dos eufóricos discípulos esvoaçou a tristeza e dissipou as dúvidas. O Salvador foi reconfortado com a certeza de que o Seu ministério em favor do homem estava dando certo, portanto compensava qualquer sacrifício.
            Deus tem mil maneiras de como confortar o nosso coração ferido. Mas entre tantas essa praticada naqueles tempos ainda se mostra eficiente em nossos dias.  “E os apóstolos ajuntaram-se a Jesus, e contaram-Lhe tudo”  (Marcos 6:30). O testemunho pessoal na igreja fortalece a fé de nossos irmãos e também a nossa. Nesta semana e na próxima vamos estudar um pouco sobre a importância do nosso relatório.
            Esse relatório está dividido em duas partes. O verbal quando partilhamos com a classe as alegrias vividas durante a semana. E o numérico quando tudo que fizemos é traduzido em números. O primeiro nos fortalece como pessoas e o segundo oferece informações para os administradores da igreja indicando as nossas necessidades como treinamento e incentivo. Relatar é um principio bíblico que muitos membros ainda não entenderam a razão de existir.
Domingo
            Pedro e João estavam cumprindo mais um dia de rotina no ministério. Mas não seria um dia qualquer. Eles restabeleceram a integridade física de um paralítico que por mais de trinta anos permanecia na porta da igreja, mas nunca teve a oportunidade de entrar dentro dela.
            A voz estrondosa daquele homem dando glorias a Deus quebrou a monótona rotina do templo e isso incomodou as autoridades eclesiásticas constituídas da época. Ali estava alguém testemunhando a plenos pulmões do que a graça de Deus foi capaz de operar em sua vida. O homem se tornou livre e, em consequência, os apóstolos perderam a liberdade. Depois de pernoitarem na prisão foram soltos. Retornaram para junto dos irmãos e relataram tudo o que aconteceu. A igreja sentiu a necessidade de orar e o fizeram com fervor. O resultado foi a conversão de cinco mil pessoas.
            Partilhar com a igreja as maravilhas do evangelho fortalece a fé dos irmãos e fazem eles conscientes das necessidades urgentes da pregação. Esse é o resultado de um relatório apresentado com o único objetivo de enaltecer o nome de Deus.
Segunda
            Paulo sentiu a necessidade de ir a Jerusalém e apresentar para a igreja um relatório minucioso do seu evangelismo. Por orientação divina os irmãos tentaram dissuadi-lo da ideia.  Eles tinham razão. Paulo foi atacado violentamente e por pouco não perdeu a vida.
            É interessante que enquanto Tiago e a igreja, com alegria ouviam das maravilhas que Deus fizera por intermédio do apóstolo, existia um grupo que não estava gostando de nada disso e, em fúria, tentou tirar-lhe a vida. As hostes de Satanás detestam ver e ouvir os testemunhos dos filhos de Deus. Soa em seus ouvidos como uma mensagem de derrota e realmente o é.
            O ato de Paulo contar em miúdos as bênçãos de Deus nos dá a entender duas coisas. Primeiro, para ele, todos os detalhes por mais simples que fossem era uma demonstração real do poder de Deus. Segundo, ele sabia o quanto a igreja seria fortalecida ao ver como Deus cuidou dele mesmo nos mínimos detalhes.
            Nunca saberemos o poder que o nosso testemunho pode causar nas pessoas que nos ouvem. Por mais simples que sejam as nossas experiências elas causarão um impacto positivo nos demais e que foge à nossa capacidade de mensurar. Contar o que Deus tem feito por nós faz tremer as hostes do mal, pois a igreja é levada a testemunhar com mais ousadia do nome de Cristo.
Terça
            Imagino se trouxéssemos a pergunta três da lição para os nossos dias. O que seria de nossa igreja se não soubéssemos das experiências maravilhosas que ouvimos na igreja, na rede Novo Tempo, na internet e em nossas revistas? Ou perguntando melhor, o que seria de nós?
             Quanta injeção de ânimo recebemos quando tomamos conhecimento de como Deus tem operado por intermédio de Seu povo ao redor do mundo e que alegria nos envolve ao imaginar que fazemos parte deste povo! E mais: que maravilha é imaginar que o mesmo Deus que atuou de maneira tão poderosa na igreja primitiva está ansioso para operar as mesmas maravilha no meio de nós e por nós.
Bom seria se a igreja atual escrevesse um novo Livro de Atos recheado com relatórios e testemunhos semelhantes aos de outrora. Deus e o mundo esperam por isso. Ellen G. White adverte: “Haja um reavivamento da fé e poder da primitiva igreja.” (Historia da Redenção, p 325).
Quarta
            Fazer relatórios sempre fez pare do povo de Deus. Os irmãos de José sempre que retornavam do Egito traziam um minucioso relatório da viagem e o apresentava ao seu pai. Foram os relatórios que Hanani trouxe de Jerusalém por ocasião do cativeiro babilônico que comoveu Neemias. Ele se colocou de joelhos e implorou o favor de Deus; e ai, começou o grande movimento de libertação do povo de Deus e a reconstrução de Jerusalém. Foi o relatório que Noemi apresentou ao seu povo contando o resultado de sua triste peregrinação nas terras de Moabe, que comoveu todo o Israel e fez com que o seu nome fosse incluído na genealogia de Cristo.
            Ao fazer o nosso relatório devemos ter três coisas em mente. A primeira é usar de veracidade. A segunda é enfatizar a atuação do poder de Deus na vida das pessoas com quem entramos em contato. E a terceira é manifestar a certeza de que Deus esta dirigindo a nossa vida em prol das pessoas. No caso dos espias dez falharam redondamente. Talvez tenham usado de veracidade, mas não confiaram na direção divina.
            O nosso relatório deve ter um conteúdo conciso e pessoal e jamais a elevação do eu deve sobressair. Quando Absalão foi morto pelas tropas de Davi, Aimaás se apressou em levar o fatídico relatório ao rei Davi, mas Joabe não lhe permitiu. E Cuse foi o escolhido para apresentar a triste noticia. Porém, Aimaás decidiu que correria também e ele chegou primeiro. Ao ser-lhe franqueada a oportunidade de relatar apenas disse que viu um grande alvoroço mas não sabia de nada. Logo chegou Cusi e a sua mensagem tinha conteúdo (2 Samuel 18:19-21). Temos que nos ater a fatos reais e não ficar por ai propagando alvoroço. O nosso relatório deve ser o resultado de nossa experiência pessoal.
Quinta
            Pedro estava diante de uma encruzilhada. Entrar na casa do gentio Cornélio e lhe mostrar o amor de Deus ou permanecer amarrado aos princípios judaicos de distanciamento dos gentios. Tudo foi aclarado com a visão do lençol contendo animais limpos e imundos.
            A principio, o seu relatório foi repudiado pela igreja. Mas Pedro relatou a visão que tivera e, então, fez a pergunta que acalmou a todos: “quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus”? (Atos 11:17).
            Foi um relatório bem feito e apresentado com humildade que levou os irmãos de Jerusalém a aceitarem os gentios como irmãos em Cristo. Sabemos que essa aceitação não foi total e irrestrita. Alguns setores da igreja continuaram questionando com Paulo a esse respeito. Mas a verdade foi esclarecida com um relatório. Era apenas uma questão de aceitação.
Conclusão
            No caso da noticia da morte de Absalão a noticia era uma das piores para Davi e Aimaás não teve a humildade de aceitar a ordem do comandante. Mas a sua atitude serviu apenas para alardear um alvoroço despertando o interesse pelo relatório final.
            Em nossa atuação na igreja temos de cuidar muito do que relatar, como relatar e a quem relatar. Tem muitas pessoas na igreja que são ávidas em propagar alvoroço. Se alguma coisa não vai bem peçamos a direção divina e aguardemos com calma a providencia de Deus. Muito cuidado para que o nosso relatório não seja apenas fofoca.  
  

            

Uma resposta de amor


Comentário da lição da Escola Sabatina de dois a nove de junho de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor da meditação Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
            Certa vez uma enfermeira atendia a um paciente coberto de chagas purulentas e fétidas. Alguém que passava por perto disse: “Eu não faria isso por dinheiro nenhum.” Ao que a enfermeira respondeu: “Eu também não.”
            O autor da lição nos admoesta que o único motivo que nos deve impulsionar no trabalho missionário é o reconhecimento do amor de Deus por nós. Um estudo bíblico apresentado por obrigação perde a sua verdadeira essência. Sem amor o nosso testemunho é destituído de vitalidade e se torna vazio. Gosto do lema dos desbravadores: “O amor de Cristo nos constrange” (2 Coríntios 5:14). É esse lema que leva o desbravador a fazer longas caminhadas, a escalar montanhas, a se embrenhar na mata e se expor a chuva, ao sereno e ao Sol escaldante.
O nosso testemunho deve ser algo espontâneo que brote naturalmente de nossos lábios e da nossa maneira de ser. É a consciência de que se eu fosse o único pecador no mundo, mesmo assim Jesus teria suportado as agonias do Calvário por mim. Diz Ellen G. White: “Quando alguns, unidos os seus esforços humanos com os divinos, procuram alcançar as profundezas dos ais e misérias humanos, sobre eles repousará ricamente a bênção de Deus. Mesmo que apenas poucos aceitem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, sua obra não será vã; pois uma vida é preciosa, muito preciosa, aos olhos de Deus. Cristo teria morrido por uma só pessoa, a fim de que ela pudesse viver pelos séculos eternos. ...” (Beneficência Social, p 249). 
Domingo
            A Bíblia apresenta 365 vezes a mensagem “não temas”. Para quem compreende a profundidade do amor de Deus por nós realmente não há razões para temer. O Seu amor é infinito.
 Um carro atropelou uma criança que ficou presa debaixo dele. Um grupo de pessoas logo se formou ao redor e discutiam como retirar a criança. Enquanto trocavam ideias uma senhora chegou e sozinha ergueu o carro. Ela era a mãe do pequeno. O amor de mãe fez a diferença.
            O nosso amor por Cristo por mais expressivo que seja não é um amor raiz. João afirma que Jesus nos amou primeiro. Hoje existe vários tipos de amor que geralmente giram em torno de interesses pessoais, econômicos e outros. Muitas vezes são amores temporários que duram enquanto perduram os interesses. O amor de Jesus é diferente. Ele nos amou independente de nossa rebeldia e indiferença. A Bíblia ao falar do amor de Jesus pelos Seus discípulos afirma que o Seu amor não tem solução de continuidade: “Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13:1). Amar até o fim é o amor que independente do que acontecer ele permanece imutável.
            O verbo constranger tem duas aplicações opostas. Pode significar vergonha, acanhamento a que uma pessoa cause a outra. Ou pode ser uma força que nos impele a fazer algo por alguém. Em nosso relacionamento com Cristo as duas excreções podem estar em jogo. O Seu amor me constrange a fazer tudo por Ele ou a minha resposta ao Seu amor pode Lhe causar constrangimentos.
            O autor da lição nos lembra de uma premissa básica. O amor é a força propulsora que nos impulsiona a fazermos a vontade de Cristo. Sem amor a obediência é impraticável.
Segunda
            A nossa ação em testemunhar deve ser espontânea. Ela deve ser tão natural como comer e beber. O testemunho quando surge de frequentes apelos ou ameaças como: “Ai de mim se não pregar o evangelho” não traduz à gratidão que realmente deve nos impulsionar.
             A nossa resistência em falar do evangelho com as pessoas é algo natural do ser humano e não deixa de revelar o nosso egoísmo. Por que deter algo de tão bom só para mim? Temos que suplantar essas barreiras. O evangelho só produz a verdadeira paz e alegria em nossa vida se o partilharmos com as outras pessoas.
Terça
            Uma das perguntas para meditação no rodapé da página de terça feira nos interroga: “Como podemos ter a certeza de que fazemos as coisas para Deus com a motivação certa?” Uma coisa é clara. A motivação oriunda de frequentes apelos humanos pode até funcionar, mas por períodos curtos e sazonais.
            O verdadeiro missionário não é resultado de frequentes apelos pastorais  mas de um estilo de vida que não o permita viver sem anunciar o evangelho. O que Cristo fez por cada um de nós deve ser o suficiente fazer de todos nós verdadeiros portadores de luz.
            A nossa ação missionária deve ser tão voluntária e tão natural em nossa vida como foi o sacrifício de Cristo por nós.
Quarta  
             A parte de quarta feira aborda um outro aspecto que, equivocadamente, pode levar alguém a pregar o evangelho. Ser obediente. Falo do evangelho para as pessoas e assim Deus me considera uma pessoa boazinha. Nesse aspecto vivo em paz com a minha consciência.
            O fato de eu testemunhar não me torna mais santo se este testemunho não for impulsionado por um único motivo: amor. O nosso amor a Cristo deve ser o motivador a nos impulsionar permanentemente para junto daqueles que não conhecem o amor que redime.
Quinta  
            Muitos encontram dificuldade para entender a verdadeira liberdade que Cristo oferece. “O verdadeiro cristão jamais se queixará de que o jugo de Cristo é torturante. Ele considera o serviço de Cristo como a mais autêntica liberdade. A lei de Deus é todo o seu prazer. Em vez de procurar baixar as ordens divinas, para estarem de acordo com as suas deficiências, ele se esforça constantemente por, elevar-se ao nível de sua perfeição” (Maranata-Meditação Matinal p. 22). Uma vez convertido não somos mais escravos de Satanás.
Afirma Ellen G. White: “Não há constrangimento na obra da redenção. Não se exerce nenhuma força externa. Sob a influência do Espírito de Deus, o homem é deixado livre para escolher a quem há de servir. Na mudança que se opera quando a alma se entrega a Cristo, há o mais alto senso de liberdade. A expulsão do pecado é ato da própria alma” (O Desejado de Todas as Nações p 446).
Quando mais entendemos o amor de Deus mais compreendemos a verdadeira liberdade que Ele oferece.  “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36). Antes de nossa conversão éramos escravos do pecado para morte mas depois nos tornamos escravos de Cristo para a vida.
Conclusão
            Costumo dizer que somos bons de iniciativa, mas pecamos em finiciativa. Sempre começamos bem mas pecamos na continuidade e muitas vezes os nossos projetos morrem ao longo do caminho. Nem sempre a chama do amor permanece viva em nosso coração. A recomendação bíblica é: "Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nEle." Col. 2:6. Uma coisa é estar no caminho outra coisa muito diferente é permanecer caminhando.
             A Bíblia afirma que Jesus nos amou até o fim. É esse o amor que Ele espera de cada um de nós. Fogo de palha é bonito mas não faz churrasco. Isso é válido para todas as dimensões de nossa vida. Até mesmo na vida profissional. “Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai” (1 João 2:24).
            

Liberdade para ministrar


Comentário da lição da Escola Sabatina de 26 de maio a 2 de junho de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
            Ninguém deve permanecer inativo na igreja. Para que isso não aconteça duas coisas são necessárias. Primeiro que cada membro da igreja descubra o seu dom e procure desenvolve-lo da melhor forma possível. Em segundo lugar a liderança da igreja deve proporcionar a cada membro incentivo, treinamento e trabalho planejado. Nem o membro nem a liderança deve esperar por supostos milagres para que isso aconteça. “Esta é a obra em que nós também nos devemos empenhar. Em vez de viver na expectativa de algum tempo especial de agitação, cumpre-nos aproveitar sabiamente as oportunidades presentes, fazendo o que deve ser feito para que almas sejam salvas” (Mensagens Escolhidas, p 186).
            Sou bastante tímido para estabelecer um contato missionário com alguém. Já aconteceu de eu encontrar pessoas que, sem que eu soubesse, estavam desejosas de conhecer a Bíblia e quando “acordei” elas já estavam frequentando outra igreja. A timidez é um de nossos maiores inimigos. Às vezes nos falta aquela certeza oferecida a Paulo: “A minha graça te basta.”
Domingo
Compartilhar responsabilidades é um aspecto bastante delicado no trabalho missionário. Às vezes o líder delega e, por motivos vários, não é correspondido. Por outro lado ele tenta fazer tudo sozinho e se arrebenta.
Certa vez acompanhei um jovem pastor em seu novo distrito. Já estava marcado um treinamento para todas as lideranças que aconteceria no mês seguinte em uma cidade vizinha. Toda a administração do campo estaria presente. Aquele pastor assumiu sozinho a responsabilidade de contratar os ônibus e de acertar com cada irmão.
Perguntei por que estava fazendo tudo sozinho e ele respondeu que existiam vários motivos como:
- Ele não conhecia os irmãos e não sabia quem poderia assumir uma responsabilidade assim.
- Essa era uma oportunidade de conhecer melhor os lideres de cada uma de suas igrejas.
- Agindo direto ele poderia levar mais pessoas e o treinamento seria muito importante para o bom andamento das igrejas.
- A associação estava com um novo presidente e ele desejava que todos os líderes de departamentos de seu distrito o conhecesse.
O treinamento foi um sucesso. O seu distrito conseguiu reunir o maior número de participantes naquela ocasião. Quando o líder conhece bem a sua equipe é mais fácil delegar. Jetro aconselhou Moises a escolher líderes capazes.  Isso implica em conhecer as pessoas e o potencial de cada uma. Moisés escolheu líderes de dez e de cem. Ele teve o cuidado de não delegar responsabilidade acima da capacidade de cada um. Mas são necessários também treinamento e motivação.
Segunda
Compartilhar responsabilidades é necessário mas, o líder deve estar preparado para possíveis fracassos. Correr riscos faz parte de qualquer administração. Há um dito popular que diz; “Quem não arrisca não petisca.” Só que não podemos confundir esse dito com desorganização. As ações devem ser bem planejadas.
Quando Jesus afirma que somos conhecidos pelos frutos que apresentamos isso envolve os frutos advindos de nossa vida espiritual e de nosso desempenho. Em que área produzimos os melhores resultados?
Jesus afirmou que existem árvores boas e árvores más. Esse é um ponto delicado, pois não conhecemos o íntimo das pessoas. A nossa única salvaguarda é pedir a direção do Espírito Santo.
Um ponto importante também é que muitos líderes esperam que cada liderado faça as coisas tal qual ele faz. Mas cada pessoa tem a sua maneira e o seu jeito de trabalhar. Alguns detalhes, às vezes, tem que serem relevados.
Terça
O rápido crescimento da igreja primitiva mostrou aos discípulos a necessidade de um grupo especial. Alguém que servisse as mesas. A escolha dos sete diáconos possibilitou a igreja a oferecer junto com o pão espiritual, o pão material.
Certa vez escrevi um folheto e foi votado pela comissão da igreja que ele seria entregue em todas as quadras do bairro onde a igreja estava localizada. O propósito era distribuir o folheto em um fim de semana e alguns dias depois fazer uma repescagem à procura de algum interessado.
Para distribuir o folheto a adesão da igreja foi total, mas na hora de fazer a segunda visita alguns se intimidaram. Um jovem me procurou e, tremendo disse que uma família mórmon queria conversar com mais tempo na segunda visita. Ele foi claro a afirmar que não iria lá de jeito nenhum. Naquela oportunidade entendi que nem todos que distribuíram os folhetos tinham a mesma facilidade para fazer a repescagem. Montamos uma nova equipe para que esse trabalho fosse feito.
Tem um dizer popular de que cada macaco deve ficar no seu galho de árvore.  Só que nem sempre as coisas funcionam assim.  Conheço inúmeros irmãos que sentiram a necessidade de se prepararem para trabalhar com determinado tipo de pessoas. Alguns tiveram que aprender outras línguas e conhecer melhor os costumes e modos de vida de outros países. Um professor que trabalha com indígenas deve ter um preparo e disposição diferentes daquele que lecionam para o homem branco como eles nos identificam.
Mas o importante é que a colheita acontece em todos os lugares. Deus está conduzindo a pregação do evangelho. Ele tem as pessoas certas para ir a toda nação, tribo, língua e povo.


Quarta
            O autor da lição faz um alerta de que não devemos pregar o evangelho apenas com o objetivo de manter viva a nossa fé. O desejo premente de quem anuncia o evangelho é de contribuir para a salvação de pessoas.
            Mas é natural que uma pessoa motivada a pregar o evangelho e que o faz com zelo e oração permanece mais intimamente ligada com Deus. O seu fervor a levou a testemunhar e esse testemunhar fortalece ainda mais a sua fé.
            Gostei da colocação do autor quando ele salienta que “os que vivem de acordo com a verdade bíblica que conhecem receberão maior luz”.  Isso não quer dizer que Deus esteja fazendo acepção de pessoas. Um professor não vai oferecer um conteúdo para um aluno cujo conhecimento esteja muito aquém do pretendido pelo professor. Para anunciar o evangelho com eficácia temos de crescer em conhecimento e espiritualidade. Esse é o segredo para recebermos galardão.
Quinta
            Uma senhora foi condenada à morte. O rei promoveu uma última reunião para determinar o ritual da execução. Nesse momento o esposo pede a palavra, se ajoelha e em seu pedido de clemencia se oferece para morrer em lugar da esposa. O rei comovido decide que um casal que se ama tanto não pode sofrer uma separação tão abruta e perdoou a condenada.
            Já em casa o esposo perguntou para a esposa o que ela achou do esplendor do trono do rei. E ela respondeu: “Eu não vi o trono. Eu estava com os olhos fitos em um homem que naquele momento de joelhos se ofereceu para morrer em meu lugar.” 
            A nossa atenção está sempre voltada para aquilo que mais nos cativa. Focados na pregação do evangelho as diferenças que poderiam surgir entre irmãos não serão percebidas. O segredo da unidade dos apóstolos foi permitir que o Espírito Santo participasse de suas decisões. Até aquele momento não havia partidarismos.
            A aplicação que o autor da ao texto de Atos 15:36-40 deixa a entender que Paulo e Barnabé souberam administrar as divergências que surgiram entre eles. Mas as diferenças foram a extremos a tal ponto que a separação dos dois foi iminente. O mérito está em Deus que, com o incidente, formou duas equipes de grande potencial evangelístico. Não podemos usar este incidente para avalizar as nossas picuinhas entre irmãos. 
Conclusão
            Romanos 10:15 não está dizendo que a formosura de alguém esteja no vestir elegantemente ou no cantar bonito e nem na fala eloquente.  São os pés incansáveis, que não medem distancias e que estão dispostos a suplantar obstáculos na caminhada em direção ao pecador e que, com carinho, o traz aos pés de Cristo. Estes pés, calejados, empoeirados, feridos e maltratados, sim, são estes os pés formosos por excelência.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Comentário ocasional

Comentário ocasional
"NÃO SOU ADVENTISTA, MAS VEJO QUE É UM POVO BEM RESOLVIDO, ALEGRE; VERDADEIRAMENTE UM POVO SEPARADO QUE VIVE O QUE PREGA".


Certa vez passando pelo youtube  me deparei com esta declaração que, ao mesmo tempo em que me encheu de alegria despertou em mim uma profunda reflexão.  Será que a pessoa que escreveu está realmente falando toda a verdade sobre nós e falando sobre todos os adventistas?
Como eu desejo ser assim! Como eu desejo que toda a igreja seja assim!