quarta-feira, 9 de maio de 2012

Avaliando o testemunho e o evangelismo

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Comentário da lição da Escola Sabatina de 16 a 23 de junho de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Na semana passada estudamos a importância de mostrar o nosso relatório na igreja. Enfatizamos que o relatório verbal difundido entre os irmãos gera calor espiritual na igreja e que o nosso relatório estatístico serve para administração da igreja detectar possíveis necessidades de incentivo e treinamento. Este relatório é uma das ferramentas para avaliação da igreja. Na igreja ela envolve todas as esferas administrativas, todos os departamentos, pastorado, ancionato e diaconato.
            Qualquer empresa bem sucedida faz uma avaliação sistemática do seu desempenho. Avaliar a execução de projetos vale para empresas, comunidades e pessoas. Uma avaliação que não pode ser esquecida é a nossa avaliação pessoal. Como está a minha vida espiritual? Como está o meu relacionamento com o próximo e com Deus?
             Ás vezes nos contentamos com resultados medíocres quando havia possibilidade de alcançarmos horizontes mais amplos. A avaliação expõe o nosso desempenho e talvez indique a necessidade de redirecionamento.  
             Para fazermos uma avaliação correta temos de aceitar a possibilidade de detectarmos erros, ter a humildade em reconhecê-los e a coragem para corrigi-los. Temos que ter em mente que um projeto para salvação de pessoas esta acima de nossas individualidades e caprichos pessoais.
Domingo
            Cada membro da igreja passa por uma avaliação antes de assumir uma função na igreja. Essa é uma avaliação que envolve a espiritualidade e a capacidade do indicado em corresponder às expectativas do grupo. Às vezes a expectativa do grupo não bate com as expectativas do avaliado e este tem dificuldades para aceitar o resultado. A humildade é algo fundamental para quem se propõe servir a Deus.
            Paulo chama a nossa atenção para a necessidade de nos avaliarmos com frequência. Quando vamos fazer determinada peça em série é necessário termos um gabarito e com a ajuda deste instrumento todas as peças fabricadas terão o mesmo padrão de qualidade. O gabarito do cristão é Cristo. Diariamente devemos fazer a nossa auto avaliação tendo Cristo como modelo.
             Não é fácil, mas é necessário pedirmos a Deus diariamente para que sonde o nosso coração e que veja se há em nós algum caminho mau.
            Deus está sumamente interessado no progresso de Sua igreja e por intermédio do Espirito Santo Ele está escolhendo pessoas e capacitando-as para o melhor desempenho de Sua obra em levar o evangelho a toda nação, tribo, língua e povo.


Segunda 
            Duas coisas são necessárias em uma avaliação. Uma é que o avaliador, em caso de atividades na igreja, seja sincero e cordial. Tem avaliador para o qual o máximo ainda é pouco. Uma atitude assim desencoraja as pessoas. Outra coisa importante é o avaliado assimilar as observações pontuadas e, se necessário, procurar e aceitar a ajuda de alguém.  Vejamos o conselho bíblico: “E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e ás boas obras” (Hebreus 10:24).
A avaliação tem que seguir critérios semelhantes para todos e, em comentários anteriores, já mostrei o quanto sofri na carne em meus estágios de enfermagem. A situação chegou a um ponto em que os colegas tomaram uma posição unânime em meu favor. Não havia só evidências de acepção, a coisa era gritante e explicita. Foi desconcertante ver o constrangimento da supervisora e da direção da escola.
Pode ser que um tapinha no ombro e um pequeno cochicho de incentivo produzam melhores resultados do que uma enxurrada de recriminações. O avaliador também tem que estar disposto a avaliar os seus critérios de avaliação e ser propenso a aceitar sugestões.
Terça
            A mensagem de Deuteronômio 10:12 e 13 se resume em uma só coisa: amor a Deus e ao próximo. Essa foi a ênfase apresentada por Jesus.
            Caso o amor não permeie as nossas ações e as nossas relações com Deus e o próximo é impossível que o sirvamos de coração. As nossas obras não nos salvam, mas é o resultado de nossa salvação. Um resultado que só floresce onde já desabrochou o amor a Cristo.
Não nos cabe julgar. A nossa observação humana pode ser distorcida pelas aparências ou pelas influencias.  O método indicado por Cristo é o mais seguro: “Portanto, pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:2). Temos que observar se o viver da pessoa condiz com a fé que ela professa.
O livro do Apocalipse de João é claro em afirmar que a tríplice mensagem angélica será apresentada por um grupo de pessoas que se identificam por três características distintas: É paciente, guardam os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus. Sem fé é impossível agradar a Deus. É a fé que nos leva a exercitar a paciência e a mantermos obediente aos mandamentos de Deus. É claro que João está falando de um grupo que ama a Cristo sobre todas as coisas.
Quarta
            Tem três maneiras ou quatro de como uma igreja cresce. A igreja pode crescer em quantidade de membros, mas não crescer em qualidade. Pode crescer em qualidade e não em quantidade. Ás vezes não cresce em quantidade e nem em qualidade.  E o melhor seria crescer em qualidade e em quantidade.
            Tem campo que adota a estratégia do crescimento e esquece-se de incluir dois ingredientes básicos: Embasamento doutrinário e conservação. A segunda depende muito da primeira. Um conhecimento doutrinário superficial é semear na beira do caminho e expor a semente a mercê das pragas e aves de rapina.
            Temos pessoas na igreja que se recusam a dar um estudo bíblico não por falta de condições culturais ou sociais para fazê-lo, mas porque o seu embasamento bíblico é limitado e se sentem inseguras em apresentar as doutrinas.
 Para que se cumpram as palavras da irmã Ellen G. White de que “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário” (O Desejado de Todas as Nações, p. 195), é necessário que esse discípulo receba uma base doutrinária que o capacite a testemunhar.  Treinamento é importante, mas conhecimento doutrinário é fundamental. Não adianta alguém fazer mestrado se não domina bem as quatro operações. 
Quinta
            Vou modificar um pouco a pergunta encontrada no final da nota da pergunta 10 que diz: “As atividades em que estamos envolvidos estão nos ajudando a alcançar o objetivo da igreja”? Ficaria melhor assim: “As atividades em que estamos envolvidos e a maneira como estamos trabalhando, estão nos ajudando a alcançar o objetivo da igreja”? Tem que haver envolvimento total.
            Os recursos tecnológicos devem ser explorados ao máximo. É impressionante vermos uma mensagem ser apresentada aqui e no mesmo instante ser vista e ouvida do outro lado do mundo.  Literalmente o evangelho “está voando pelo meio do céu”. Embora seja bom lembrar que nada disso dará resultado se não houver a nossa participação pessoal.
Conclusão
            Os nossos relatórios verbais e escritos fortalecem a fé dos nossos irmãos e auxiliam a liderança da igreja na elaboração de seu planejamento. Uma igreja que relata é uma igreja que cresce em espiritualidade e quantidade. Se navegar é necessário, crescer também é necessário.
            

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