sexta-feira, 4 de maio de 2012

Uma resposta de amor

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Comentário da lição da Escola Sabatina de dois a nove de junho de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor da meditação Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
            Certa vez uma enfermeira atendia a um paciente coberto de chagas purulentas e fétidas. Alguém que passava por perto disse: “Eu não faria isso por dinheiro nenhum.” Ao que a enfermeira respondeu: “Eu também não.”
            O autor da lição nos admoesta que o único motivo que nos deve impulsionar no trabalho missionário é o reconhecimento do amor de Deus por nós. Um estudo bíblico apresentado por obrigação perde a sua verdadeira essência. Sem amor o nosso testemunho é destituído de vitalidade e se torna vazio. Gosto do lema dos desbravadores: “O amor de Cristo nos constrange” (2 Coríntios 5:14). É esse lema que leva o desbravador a fazer longas caminhadas, a escalar montanhas, a se embrenhar na mata e se expor a chuva, ao sereno e ao Sol escaldante.
O nosso testemunho deve ser algo espontâneo que brote naturalmente de nossos lábios e da nossa maneira de ser. É a consciência de que se eu fosse o único pecador no mundo, mesmo assim Jesus teria suportado as agonias do Calvário por mim. Diz Ellen G. White: “Quando alguns, unidos os seus esforços humanos com os divinos, procuram alcançar as profundezas dos ais e misérias humanos, sobre eles repousará ricamente a bênção de Deus. Mesmo que apenas poucos aceitem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, sua obra não será vã; pois uma vida é preciosa, muito preciosa, aos olhos de Deus. Cristo teria morrido por uma só pessoa, a fim de que ela pudesse viver pelos séculos eternos. ...” (Beneficência Social, p 249). 
Domingo
            A Bíblia apresenta 365 vezes a mensagem “não temas”. Para quem compreende a profundidade do amor de Deus por nós realmente não há razões para temer. O Seu amor é infinito.
 Um carro atropelou uma criança que ficou presa debaixo dele. Um grupo de pessoas logo se formou ao redor e discutiam como retirar a criança. Enquanto trocavam ideias uma senhora chegou e sozinha ergueu o carro. Ela era a mãe do pequeno. O amor de mãe fez a diferença.
            O nosso amor por Cristo por mais expressivo que seja não é um amor raiz. João afirma que Jesus nos amou primeiro. Hoje existe vários tipos de amor que geralmente giram em torno de interesses pessoais, econômicos e outros. Muitas vezes são amores temporários que duram enquanto perduram os interesses. O amor de Jesus é diferente. Ele nos amou independente de nossa rebeldia e indiferença. A Bíblia ao falar do amor de Jesus pelos Seus discípulos afirma que o Seu amor não tem solução de continuidade: “Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13:1). Amar até o fim é o amor que independente do que acontecer ele permanece imutável.
            O verbo constranger tem duas aplicações opostas. Pode significar vergonha, acanhamento a que uma pessoa cause a outra. Ou pode ser uma força que nos impele a fazer algo por alguém. Em nosso relacionamento com Cristo as duas excreções podem estar em jogo. O Seu amor me constrange a fazer tudo por Ele ou a minha resposta ao Seu amor pode Lhe causar constrangimentos.
            O autor da lição nos lembra de uma premissa básica. O amor é a força propulsora que nos impulsiona a fazermos a vontade de Cristo. Sem amor a obediência é impraticável.
Segunda
            A nossa ação em testemunhar deve ser espontânea. Ela deve ser tão natural como comer e beber. O testemunho quando surge de frequentes apelos ou ameaças como: “Ai de mim se não pregar o evangelho” não traduz à gratidão que realmente deve nos impulsionar.
             A nossa resistência em falar do evangelho com as pessoas é algo natural do ser humano e não deixa de revelar o nosso egoísmo. Por que deter algo de tão bom só para mim? Temos que suplantar essas barreiras. O evangelho só produz a verdadeira paz e alegria em nossa vida se o partilharmos com as outras pessoas.
Terça
            Uma das perguntas para meditação no rodapé da página de terça feira nos interroga: “Como podemos ter a certeza de que fazemos as coisas para Deus com a motivação certa?” Uma coisa é clara. A motivação oriunda de frequentes apelos humanos pode até funcionar, mas por períodos curtos e sazonais.
            O verdadeiro missionário não é resultado de frequentes apelos pastorais  mas de um estilo de vida que não o permita viver sem anunciar o evangelho. O que Cristo fez por cada um de nós deve ser o suficiente fazer de todos nós verdadeiros portadores de luz.
            A nossa ação missionária deve ser tão voluntária e tão natural em nossa vida como foi o sacrifício de Cristo por nós.
Quarta  
             A parte de quarta feira aborda um outro aspecto que, equivocadamente, pode levar alguém a pregar o evangelho. Ser obediente. Falo do evangelho para as pessoas e assim Deus me considera uma pessoa boazinha. Nesse aspecto vivo em paz com a minha consciência.
            O fato de eu testemunhar não me torna mais santo se este testemunho não for impulsionado por um único motivo: amor. O nosso amor a Cristo deve ser o motivador a nos impulsionar permanentemente para junto daqueles que não conhecem o amor que redime.
Quinta  
            Muitos encontram dificuldade para entender a verdadeira liberdade que Cristo oferece. “O verdadeiro cristão jamais se queixará de que o jugo de Cristo é torturante. Ele considera o serviço de Cristo como a mais autêntica liberdade. A lei de Deus é todo o seu prazer. Em vez de procurar baixar as ordens divinas, para estarem de acordo com as suas deficiências, ele se esforça constantemente por, elevar-se ao nível de sua perfeição” (Maranata-Meditação Matinal p. 22). Uma vez convertido não somos mais escravos de Satanás.
Afirma Ellen G. White: “Não há constrangimento na obra da redenção. Não se exerce nenhuma força externa. Sob a influência do Espírito de Deus, o homem é deixado livre para escolher a quem há de servir. Na mudança que se opera quando a alma se entrega a Cristo, há o mais alto senso de liberdade. A expulsão do pecado é ato da própria alma” (O Desejado de Todas as Nações p 446).
Quando mais entendemos o amor de Deus mais compreendemos a verdadeira liberdade que Ele oferece.  “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36). Antes de nossa conversão éramos escravos do pecado para morte mas depois nos tornamos escravos de Cristo para a vida.
Conclusão
            Costumo dizer que somos bons de iniciativa, mas pecamos em finiciativa. Sempre começamos bem mas pecamos na continuidade e muitas vezes os nossos projetos morrem ao longo do caminho. Nem sempre a chama do amor permanece viva em nosso coração. A recomendação bíblica é: "Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nEle." Col. 2:6. Uma coisa é estar no caminho outra coisa muito diferente é permanecer caminhando.
             A Bíblia afirma que Jesus nos amou até o fim. É esse o amor que Ele espera de cada um de nós. Fogo de palha é bonito mas não faz churrasco. Isso é válido para todas as dimensões de nossa vida. Até mesmo na vida profissional. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai” (1 João 2:24).
            

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