sexta-feira, 4 de maio de 2012

Liberdade para ministrar

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Comentário da lição da Escola Sabatina de 26 de maio a 2 de junho de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
            Ninguém deve permanecer inativo na igreja. Para que isso não aconteça duas coisas são necessárias. Primeiro que cada membro da igreja descubra o seu dom e procure desenvolve-lo da melhor forma possível. Em segundo lugar a liderança da igreja deve proporcionar a cada membro incentivo, treinamento e trabalho planejado. Nem o membro nem a liderança deve esperar por supostos milagres para que isso aconteça. Esta é a obra em que nós também nos devemos empenhar. Em vez de viver na expectativa de algum tempo especial de agitação, cumpre-nos aproveitar sabiamente as oportunidades presentes, fazendo o que deve ser feito para que almas sejam salvas” (Mensagens Escolhidas, p 186).
            Sou bastante tímido para estabelecer um contato missionário com alguém. Já aconteceu de eu encontrar pessoas que, sem que eu soubesse, estavam desejosas de conhecer a Bíblia e quando “acordei” elas já estavam frequentando outra igreja. A timidez é um de nossos maiores inimigos. Às vezes nos falta aquela certeza oferecida a Paulo: “A minha graça te basta.”
Domingo
Compartilhar responsabilidades é um aspecto bastante delicado no trabalho missionário. Às vezes o líder delega e, por motivos vários, não é correspondido. Por outro lado ele tenta fazer tudo sozinho e se arrebenta.
Certa vez acompanhei um jovem pastor em seu novo distrito. Já estava marcado um treinamento para todas as lideranças que aconteceria no mês seguinte em uma cidade vizinha. Toda a administração do campo estaria presente. Aquele pastor assumiu sozinho a responsabilidade de contratar os ônibus e de acertar com cada irmão.
Perguntei por que estava fazendo tudo sozinho e ele respondeu que existiam vários motivos como:
- Ele não conhecia os irmãos e não sabia quem poderia assumir uma responsabilidade assim.
- Essa era uma oportunidade de conhecer melhor os lideres de cada uma de suas igrejas.
- Agindo direto ele poderia levar mais pessoas e o treinamento seria muito importante para o bom andamento das igrejas.
- A associação estava com um novo presidente e ele desejava que todos os líderes de departamentos de seu distrito o conhecesse.
O treinamento foi um sucesso. O seu distrito conseguiu reunir o maior número de participantes naquela ocasião. Quando o líder conhece bem a sua equipe é mais fácil delegar. Jetro aconselhou Moises a escolher líderes capazes.  Isso implica em conhecer as pessoas e o potencial de cada uma. Moisés escolheu líderes de dez e de cem. Ele teve o cuidado de não delegar responsabilidade acima da capacidade de cada um. Mas são necessários também treinamento e motivação.
Segunda
Compartilhar responsabilidades é necessário mas, o líder deve estar preparado para possíveis fracassos. Correr riscos faz parte de qualquer administração. Há um dito popular que diz; “Quem não arrisca não petisca.” Só que não podemos confundir esse dito com desorganização. As ações devem ser bem planejadas.
Quando Jesus afirma que somos conhecidos pelos frutos que apresentamos isso envolve os frutos advindos de nossa vida espiritual e de nosso desempenho. Em que área produzimos os melhores resultados?
Jesus afirmou que existem árvores boas e árvores más. Esse é um ponto delicado, pois não conhecemos o íntimo das pessoas. A nossa única salvaguarda é pedir a direção do Espírito Santo.
Um ponto importante também é que muitos líderes esperam que cada liderado faça as coisas tal qual ele faz. Mas cada pessoa tem a sua maneira e o seu jeito de trabalhar. Alguns detalhes, às vezes, tem que serem relevados.
Terça
O rápido crescimento da igreja primitiva mostrou aos discípulos a necessidade de um grupo especial. Alguém que servisse as mesas. A escolha dos sete diáconos possibilitou a igreja a oferecer junto com o pão espiritual, o pão material.
Certa vez escrevi um folheto e foi votado pela comissão da igreja que ele seria entregue em todas as quadras do bairro onde a igreja estava localizada. O propósito era distribuir o folheto em um fim de semana e alguns dias depois fazer uma repescagem à procura de algum interessado.
Para distribuir o folheto a adesão da igreja foi total, mas na hora de fazer a segunda visita alguns se intimidaram. Um jovem me procurou e, tremendo disse que uma família mórmon queria conversar com mais tempo na segunda visita. Ele foi claro a afirmar que não iria lá de jeito nenhum. Naquela oportunidade entendi que nem todos que distribuíram os folhetos tinham a mesma facilidade para fazer a repescagem. Montamos uma nova equipe para que esse trabalho fosse feito.
Tem um dizer popular de que cada macaco deve ficar no seu galho de árvore.  Só que nem sempre as coisas funcionam assim.  Conheço inúmeros irmãos que sentiram a necessidade de se prepararem para trabalhar com determinado tipo de pessoas. Alguns tiveram que aprender outras línguas e conhecer melhor os costumes e modos de vida de outros países. Um professor que trabalha com indígenas deve ter um preparo e disposição diferentes daquele que lecionam para o homem branco como eles nos identificam.
Mas o importante é que a colheita acontece em todos os lugares. Deus está conduzindo a pregação do evangelho. Ele tem as pessoas certas para ir a toda nação, tribo, língua e povo.


Quarta
            O autor da lição faz um alerta de que não devemos pregar o evangelho apenas com o objetivo de manter viva a nossa fé. O desejo premente de quem anuncia o evangelho é de contribuir para a salvação de pessoas.
            Mas é natural que uma pessoa motivada a pregar o evangelho e que o faz com zelo e oração permanece mais intimamente ligada com Deus. O seu fervor a levou a testemunhar e esse testemunhar fortalece ainda mais a sua fé.
            Gostei da colocação do autor quando ele salienta que “os que vivem de acordo com a verdade bíblica que conhecem receberão maior luz”.  Isso não quer dizer que Deus esteja fazendo acepção de pessoas. Um professor não vai oferecer um conteúdo para um aluno cujo conhecimento esteja muito aquém do pretendido pelo professor. Para anunciar o evangelho com eficácia temos de crescer em conhecimento e espiritualidade. Esse é o segredo para recebermos galardão.
Quinta
            Uma senhora foi condenada à morte. O rei promoveu uma última reunião para determinar o ritual da execução. Nesse momento o esposo pede a palavra, se ajoelha e em seu pedido de clemencia se oferece para morrer em lugar da esposa. O rei comovido decide que um casal que se ama tanto não pode sofrer uma separação tão abruta e perdoou a condenada.
            Já em casa o esposo perguntou para a esposa o que ela achou do esplendor do trono do rei. E ela respondeu: “Eu não vi o trono. Eu estava com os olhos fitos em um homem que naquele momento de joelhos se ofereceu para morrer em meu lugar.” 
            A nossa atenção está sempre voltada para aquilo que mais nos cativa. Focados na pregação do evangelho as diferenças que poderiam surgir entre irmãos não serão percebidas. O segredo da unidade dos apóstolos foi permitir que o Espírito Santo participasse de suas decisões. Até aquele momento não havia partidarismos.
            A aplicação que o autor da ao texto de Atos 15:36-40 deixa a entender que Paulo e Barnabé souberam administrar as divergências que surgiram entre eles. Mas as diferenças foram a extremos a tal ponto que a separação dos dois foi iminente. O mérito está em Deus que, com o incidente, formou duas equipes de grande potencial evangelístico. Não podemos usar este incidente para avalizar as nossas picuinhas entre irmãos. 
Conclusão
            Romanos 10:15 não está dizendo que a formosura de alguém esteja no vestir elegantemente ou no cantar bonito e nem na fala eloquente.  São os pés incansáveis, que não medem distancias e que estão dispostos a suplantar obstáculos na caminhada em direção ao pecador e que, com carinho, o traz aos pés de Cristo. Estes pés, calejados, empoeirados, feridos e maltratados, sim, são estes os pés formosos por excelência.

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