domingo, 5 de agosto de 2012

Amigos para sempre


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 4 a 11 de agosto de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor da Meditação Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Na lição desta semana, Paulo fala das amizades que ligava ele aos irmãos da Macedônia. Atender a visão celestial de pregar para os gentios, mesmo contra o parecer de alguns, foi realmente gratificante.
             Ele estava aflito, pois não tinha noticias dos irmãos macedônios. Como não foi possível visita-los ele enviou Timóteo. E o relatório foi dos melhores. Aqueles irmãos estavam enfrentando provações, mas estavam firmes em Cristo. Paulo se sentiu feliz, pois as suas orientações passadas a eles foram seguidas à risca.
             Vejo na lição desta semana dois pontos importantes. Primeiro. Paulo se preocupou em saber como estava a fé daqueles que ele ganhara para Cristo. O apostolo lhes apresentou a mensagem e nunca mais se esqueceu deles. Mostrou que “Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão” (Provérbios 17:1). Onde estão e como estão os resultados do nosso trabalho missionário? Temos orado pelos nossos conversos?
            O segundo ponto importante é que as noticias eram maravilhosas. Os irmãos, embora gentios, estavam tão firmes na igreja como os irmãos da Judéia. Essa noticia tem muito a ver conosco em vários aspectos.
             Em meus contatos com irmãos sempre alguém me diz ter se encontrado com algum colega meu do passado e que este quis saber se eu ainda estou firme na igreja. Será que as respostas dadas a esses irmãos são de ânimo e será que os princípios que abracei naqueles tempos ainda norteiam a minha vida hoje?  Como está a nossa fé? E como está a fé daqueles que encaminhamos a Cristo?
            Certa época de minha vida passei por situações muito difíceis ao ponto de imaginar que Deus houvesse me abandonado. Num sábado cruciante tive um encontro rápido com o pastor Amin Rodor, que na época morava nos Estados Unidos. Ele não sabia de nada do que se passava comigo, e sem que eu lhe falasse qualquer coisa a respeito ele apoiou a mão em meu ombro e disse: “Carmo eu tenho por costume orar pelos meus colegas de colégio sempre que me lembro deles. Eu não sei por que neste ano eu tenho orado tanto em seu favor. Mas Deus e você sabem.” (Meditações Reavivar a Esperança p. 48).

Domingo
Rapidamente Paulo concluiu que todos que optam por servirem a Cristo padecerão perseguições. “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Timóteo 3:12). A maioria dos irmãos da Macedônia era gentia, mas nem por isso ficaram imunes.
Paulo afirma que eles se tornaram tão cristãos como os irmãos da Judéia. Era fervorosos e ativos quanto eles. E semelhante a eles também, foram perseguidos.
Diante dessa repressão desmedida Paulo sentiu a necessidade de manter um estreito relacionamento com eles. Isso se fez com o envio de mensageiros que lhes transmitiam a sua satisfação em tê-los como irmãos em Cristo. Paulo escreveu cartas com palavras de ânimo e, às vezes, de repreensão. E, acima de tudo, Paulo orava fervorosamente por eles. Paulo se esforçou ao máximo em demonstrar amor e simpatia por eles.
Ellen G. White enumera algumas bênçãos que nos aguardam das quais devemos lembrar quando o desânimo nos bate à porta: “Motivos mais fortes e instrumentos mais poderosos não poderiam jamais ser postos em operação; as maravilhosas recompensas de fazer o bem, o gozo do Céu, a sociedade dos anjos, a comunhão e o amor de Deus e Seu Filho, o enobrecimento e dilatação de todas as nossas faculdades através dos séculos da eternidade - acaso não são estes, poderosos incentivos e encorajamento para nos impelir a consagrar ao nosso Criador e Redentor os mais amantes serviços do coração?” (Caminho a Cristo, pág. 21). 

Segunda
Paulo faz da segunda vinda de Cristo o centro de suas esperanças. Esse será o dia em que ele apresentará todos aqueles irmãos como troféus a Jesus. Como Ele ansiava por este dia! Diz o verso dezenove do capitulo dois: “Porque, qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda?” (1 Tessalonicenses 2:19).
Hoje parece natural vermos pessoas de todas as nações, tribo, língua e povo aceitando Jesus como o Seu salvador. Mas naquela época gentios fazendo parte da grande multidão vista por João e relatado no Apocalipse era algo realmente maravilhoso. Caso a mensagem não tivesse chegado aos gentios naquele tempo, hoje estaríamos de fora.
Paulo estava ansioso pela volta de Jesus. Ele sabia que quando ela acontecesse os seus conversos não seriam mais perseguidos. A dor, a angustia e a separação teriam ficado para traz. Seria o eterno alvorecer de um glorioso dia que nunca mais teria fim. Como participantes do evangelho como está a nossa esperança?

Terça
É curioso como Paulo se apegou aos tessalonicenses. Essa grande amizade e estima se prendeu ao fato de os seus irmãos em Cristo estarem passando por perseguições atrozes. Paulo se condoía da situação deles por dois motivos. Primeiro não queria vê-los sofrer e em segundo temia que desanimassem na fé. Impossibilitado de estar entre eles Paulo enviou quem ele tinha de melhor: Timóteo.
A comunicação naquela época não era fácil. As correspondências demoravam muito a chegar a seu destino, quando chegavam. Veja que hoje é muito mais fácil e mesmo assim, com frequência, negligenciamos manter contato com aqueles com quem trabalhamos para trazê-los para junto de Cristo.
Por outro lado, Paulo temia que a visita de Timóteo fosse interpretada como descaso. Assim ele se preocupou em fazer uma apresentação especial para que aqueles irmãos entendessem que ele estava enviando o que havia de melhor. Deus providenciou o que havia de melhor para nos redimir e Paulo providenciou o que havia de melhor para manter os tessalonicenses redimidos inseparáveis de Cristo.

Quarta
            Ao regressar Timóteo trouxe as noticias que Paulo esperava receber. Os tessalonicenses estavam firmes na esperança da volta de Jesus. Diante das boas noticias Paulo fez duas coisas: agradeceu a Deus em oração e escreveu uma carta (1 Tessalonicenses) e a enviou para aqueles irmãos. Na carta ela extravasa toda a sua alegria para com os tessalonicenses e faz algumas advertências.
            A maior alegria para Paulo era saber que os seus conversos estavam firmes nas promessas de Jesus. E ele que tanto orou para que isso acontecesse, agora agradecia a Deus pela graça concedida. Essa é mais uma lição que Paulo nos deixou: gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas.

Quinta
            Paulo está transbordando de alegria. Mas continua preocupado com a fé dos tessalonicenses. Depois de agradecer a Deus pelas boas noticias ele escreve aos tessalonicenses apresentando os seus desejos para com eles. Primeiro ele reafirma o seu desejo de visita-los e espera que Deus abra o caminho. Em segundo lugar ele ora pelo crescimento quantitativo e qualificativo dos tessalonicenses e em terceiro ele espera que todos estejam prontos quando Jesus voltar.
            Em parte a sua carta é um resumo das suas orações.  Imagino como Paulo ansiava pela volta de Jesus. Pois só então terminaria os seus temores e provações. A volta de Jesus eliminaria as distancias, pois estariam todos unidos para sempre.
            A volta de Jesus deve ser à base de tudo o que fazemos e vivemos. Se perdermos o foco da volta de Jesus e o que ela representa para nós estaremos sem nenhuma perspectiva positiva para o futuro. É o próprio Paulo que afirma ser a volta de Jesus a nossa esperança. “Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta” (Hebreus 6:18).

Conclusão
Paulo esperava ansioso pela alegria que está reservada para cada militante do reino de Deus. Não fosse essa esperança e a Igreja Primitiva teria se extinguido. Essa mesma esperança deve suplantar qualquer dor ou mágoa que nos atinja nos dias de hoje.
 “Havia, contudo, uma alegria futura para a qual Paulo olhava como a recompensa de seus trabalhos - a mesma alegria por causa da qual Cristo suportou a cruz e desdenhou a ignomínia - alegria esta de ver o fruto de Seu trabalho. “Qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória”?" escreveu ele aos conversos de Tessalônica. "Porventura, não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em Sua vinda? Na verdade, vós sois a nossa glória e gozo." I Tess. 2:19 e 20”” (Educação p. 70).
           
               
            

sábado, 4 de agosto de 2012

O exemplo apostólico


Comentário da lição da Escola Sabatina de 28 de julho a 4 de agosto de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor da meditação Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Depois de demonstrar o seu carinho pelos membros da Igreja, Paulo dá uma rápida explicação do porque de pregar o evangelho com tanta dedicação e esmero.
O apostolo menciona alguns cuidados que pautaram o seu evangelismo entre os tessalonicenses e que bem poderiam ser praticados por nó hoje.
            - Pregaram com ousadia.  (I Tessalonicenses 2:2).
            - Usaram de sinceridade na pregação. (I Tessalonicenses 2:3).
            - Sentiam que Deus lhes havia confiado o ministério. (I Tessalonicenses 2:4).
            - Tinham como objetivo agradar a Deus no que faziam. (I Tessalonicenses 2:4).
            - Usaram de integridade para com os conversos e para com Deus. (I Tessalonicenses 2:4).
            - Exercitaram a humildade e a simplicidade. (I Tessalonicenses 2:6).
            - Demonstraram amor e simpatia. (I Tessalonicenses 2:7).
            - Despojaram de interesses pessoais para anunciarem o evangelho. (I Tessalonicenses 2:8).
            - O trabalho era ardo-o, mas foi feito. (I Tessalonicenses 2:9).
            - Foram irrepreensíveis em sua maneira de agir. (I Tessalonicenses 2:10).
Os apóstolos se despojaram por completo de si mesmo em favor daqueles irmãos. Esse despojar apenas será possível com a atuação do Espírito Santo em nossa vida.
 Ellen G. White cobra uma ação de nós hoje: “A norma de santidade é hoje a mesma que nos dias dos apóstolos. Nem as promessas nem as reivindicações de Deus perderam coisa alguma de sua força. Mas qual é o estado do professo povo do Senhor, em comparação com a igreja primitiva? Onde está o Espírito e o poder de Deus, que naquele tempo acompanhava a pregação do Evangelho? Ai, "como se escureceu o ouro! Como se mudou o ouro fino e bom!” Lamentações. 4:1”” (Testemunhos Seletos, Vol. II p 81). 
Que o estudo desta semana nos ajude reviver a experiência do passado.

Domingo
            A vida cristã é cheia de paradoxos muitas vezes difíceis de entender. Deus chamou Paulo e Silas para essa missão especial. A primeira vista nos vem o pensamento de que tudo transcorreria as mil maravilhas. Mas não foi isso que aconteceu. Eles foram açoitados, algemados e presos em Filipos.
Como pode alguém atender o chamado de Deus e passar por uma experiência tão constrangedora? Os apóstolos aceitaram tudo com naturalidade. Os resultados evangelísticos numericamente não foram os melhores.  Não houve queixas e nem interrogações; e muito menos esmorecimento em pregar o evangelho.   A pregação do evangelho ali em Filipos não foi fácil.
Paulo afirma que nada foi em vão. E as provações que passaram em Filipos foi um motivador a mais para pregarem o evangelho com mais poder nas demais cidades da Macedônia.
Os apóstolos não ficavam ruminando as desditas experimentadas. Ao invés de reclamarem disso e daquilo davam glórias a Deus. Mas quando pessoas eram transformadas pela Palavra então eles soltavam a voz.
Fico imaginando o carcereiro, regosijante, contando a sua história em umas das esquinas da Nova Jerusalém e ser surpreendido por um forte abraço de Paulo e Silas. Coisas parecidas estão reservadas para cada um de nós. Diante dessas alegrias veremos que as tribulações que passamos aqui serão como nada.

Segunda
            Dias atrás, em um sábado de manhã, eu estava no metrô ao lado de um senhor bem vestido que segurava uma Bíblia. Ao perguntar-lhe se era adventista ele respondeu: “Eu sou evangélico.” E disparou: “você é um transgressor da lei, pois está andando mais de mil e quinhentos metros no sábado. Quem tropeça em um é culpado de todos.” E acrescentou: “Está escrito lá.”
            É complicado quando você leva um cutucão desses sem aviso prévio. Naquele momento respondi que esse foi um dos propósitos da vida de Cristo entre nós, ou seja, desvencilhar a guarda do sábado das tradições acrescentadas pelos judeus.
            Em segundo lugar eu disse que a leitura deste e de outros pontos da Bíblia, feita com oração, humildade e isenção nos ajudarão a entender a plenitude do Livro Sagrado.
Acrescentei que a maioria dos evangélicos sabe que a guarda do domingo foi uma criação da igreja Católica, cumprindo a profecia de Daniel 7:25 que diz: "cuidará em mudar os tempos e a lei”.  E disse mais, que eu gostaria de ter uma explicação de uma autoridade evangélica porque os seus milhões de adeptos abraçam a guarda do domingo sem questionar e completei: não existe doutrina mais clara na Bíblia do que o mandamento sobre o sábado.
            O meu interlocutor nada respondeu. Apenas me perguntou qual era a próxima estação.
            É lógico que não vamos sair por ai dando pauladas a torto e a direito. Mas se provocados, a Bíblia deve ser apresentada como realmente o é: uma fonte de verdade que não se compactua com o engano e nem com a fraudulência.

Terça
            Enquanto muitos filósofos faziam de suas atividades um meio de vida e em suas pregações buscavam a aprovação dos ouvintes, Paulo tinha um objetivo maior.  Em Tessalônica ele abriu mão de qualquer ajuda financeira e a sua principal preocupação era agradar a Deus.
            Agindo assim, ele deu um tom diferente em suas pregações que despertava a confiança dos ouvintes em sua mensagem.
            As duas perguntas encontradas no rodapé da página devem despertar a nossa reflexão. E vamos fazê-la de uma maneira mais pessoal: “O que em minha vida agrada a Deus, e por quê? O que não agrada?”
             Creio que a nossa maneira humana de ver as coisas e ainda mais quando se trata a nosso respeito tem a tendência de ser parcial. Apenas com a ajuda do Espírito Santo temos condições de nos auto avaliarmos. Lembrando que neste processo Deus pode usar pessoas para nos ajudar.
             A pregação do evangelho deve ser conduzida total e diretamente pelo Espírito Santo. É dever de quem prega deixar de lado todo o interesse próprio e se dedicar por completo ao evangelho. Se a nossa igreja hoje é o que é agradeçamos a clara orientação divina.
             Os mensageiros contam com uma sólida base para as doutrinas que pregamos. A facilidade que temos de pregar usando toda a Bíblia é algo que nenhuma outra denominação tem. Agradeçamos a Deus por isso.

Quarta
            Alguns irmãos da Macedônia colaboraram com os apóstolos de maneira voluntária e eles aceitaram. Essa espontaneidade em participar financeiramente tem um segredo apresentado por Paulo. Diz o texto: “E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus” (2 Coríntios 8:5).
            Sem conversão, sem entrega total a Deus, será impossível colaborarmos de maneira voluntaria. Os irmãos da Macedônia se deram primeiramente ao Senhor. Reavivamento espiritual deve ser a chave de tudo. Quando ele está presente em nossa vida fazemos coisas aparentemente impossíveis.
             “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser a nossa primeira ocupação. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas a seus filhos. Compete-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos Sua bênção” (E Recebereis Poder – Meditação Matinal p. 285).
             Quando isso acontecer em minha vida a igreja será como foi a Igreja Primitiva.

Quinta
            Talvez nem fosse necessário Paulo afirmar que trabalhava dia e noite para não ser pesado a nenhum dos irmãos. O amor que impregnava aquele relacionamento deixava claro para aqueles irmãos a postura de Paulo.
            Muita coisa da nossa maneira de ser para com as pessoas não precisa ser dita, pois o testemunho fala mais alto que as nossas palavras.
             O importante de tudo é que Paulo estava feliz pelos resultados de sua pregação, certo de que as estratégias adotadas estavam dando certo. Pessoas convertidas eram o seu principal troféu.

Conclusão
            A Igreja Primitiva deixa um desafio para nós. Com determinação, consagração, desprendimento e confiança na direção divina o evangelho, naquele tempo, alcançou todos os habitantes da Terra.
             Esse é o desafio que paira sobre nós. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mateus 24:14).
           


sábado, 7 de julho de 2012

Preservando relacionamentos


Comentário da lição da Escola Sabatina de sete a quatorze de julho de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Não sabemos quantas pessoas aceitaram a Cristo em Tessalônica, mas independente de quantas foram, essas pessoas eram motivo de todo o carinho por parte de Paulo. Elas eram a prova de que o amor de Deus é extensivo a todos os habitantes da Terra. E mais: Deus estava abençoando o seu trabalho.
            Todo o sofrimento que experimentou em sua curta permanência em Tessalônica apenas serviu para fortificar o seu amor pelos irmãos em Cristo. Os laços de amizade e fraternidade cristã que estabeleceu com os irmãos ali jamais deveriam arrefecer. Pelo contrário, seriam motivos de permanente regosigiu por parte do apóstolo.
            É interessante observar a nossa situação atual. Quantos, logo depois da conversão, desistem da caminhada cristã.  E o mais triste da situação é que a maior queixa dessas pessoas é o distanciamento e a indiferença da igreja. Paulo nos dá um solene recado. Estes irmãos deve ser o motivo especial de nossa atenção. É necessário fortalecer os vínculos afetivos dentro da igreja. O amor deve ser desenvolvido e praticado.

Domingo
            O verso cinco de Atos dezessete fala da reação de ódio de alguns tessalonicenses para com Paulo e Silas. Diz o texto: “Mas os judeus desobedientes, movidos de inveja, tomaram consigo alguns homens perversos, dentre os vadios e, ajuntando o povo, alvoroçaram a cidade, e assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para junto do povo.”
            Veja que curioso: As ações da tuba foram movidas pelo ódio. Então “alvoroçaram a cidade” contra Paulo. E a acusação contra Paulo era de que ele e os seus colegas de ministério estavam “alvoroçado o mundo”. “E, não os achando, trouxeram Jasom e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm alvoroçado o mundo chegaram também aqui” (Atos 17:6).
            Os Judeus se juntaram com os piores homens da cidade. Eles eram assaltantes que agiam movidos pelo ódio. Paulo movido pelo amor pregava a salvação. Felizmente ele e seus colegas de ministério conseguiram alvoroçar o mundo.
            Hoje, salvo raríssimas exceções, as portas estão abertas para a pregação do evangelho em todo o mundo. Vivemos uma grande oportunidade para evangelizar e testemunhar. Sabemos que em breve não será mais assim.

Segunda
            Os irmãos se juntaram para salvar Paulo e Silas e os enviaram à Beréia. Paulo ao chegar a Tessalônica procurou a sinagoga e essa atitude quase o levou a morte. Mas mesmo diante do perigo ele não mudou de estratégia e, em Beréia foi direto para a sinagoga. Mas o resultado foi muito diferente. Foram recebidos com alegria e com boa vontade estudavam as Escrituras.
            Costumo dizer que a Igreja Adventista não precisa convidar ninguém para ser adventista. Basta convidar as pessoas para estudarem a Bíblia. Estudando a Bíblia, com certeza, eles encontrarão a nossa igreja. Temos uma sólida base doutrinária que nos encoraja a não nos envergonharmos do evangelho de Cristo.
            Os bereanos ouviam a mensagem na sinagoga e ao chegarem em casa conferiam tudo com as Escrituras. Com esse comportamento não tem como não entender as verdades eternas.
 Durante a minha vida profissional, por várias vezes, me deparei com pacientes que recusavam a aceitar o tratamento indicado pela equipe de saúde. Sem o interesse do paciente não tem como um tratamento surgir efeito. Por outro lado, quão animador é para a equipe quando o paciente aceita as orientações e colabora para que tudo termine bem. Imaginemos a frustração de um professor que insiste em ensinar uma matéria para determinado aluno que se recusa em aprendê-la.
Aqui vai um detalhe: Não é por isso que vamos pregar só para quem nos ouve com interesse. O evangelho deve ser apresentado a toda nação, língua e povo. O semeador saiu a semear, mas nem toda a semente germinou e produziu frutos.

Terça
A orquestra da vida missionaria de Paulo era uma sequencia com atos repetitivos, emocionantes e contínuos.  O entusiasmo com que pregava dava o tom. Era uma orquestra admirada por uns e odiada por outros. Para granjear a simpatia de seus ouvintes, às vezes ele propiciava interlúdios que prendesse a atenção das pessoas despertando o interesse delas para o próximo ato.
Ao chegar a Atenas Paulo procurou a sinagoga e continuou o seu discurso falando de Jesus. Logo o “paroleiro” foi intimado a comparecer no Areópago e dar explicações sobre a “nova doutrina”.  
Paulo estava perplexo diante da idolatria reinante na cidade e decidiu iniciar a sua fala no Areópago contando uma história. Disse ele: “Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio” (Atos 17:23). Essa introdução despertou o interesse de todos os ouvintes.
Além de sacerdotes, filósofos gregos de diferentes escolas faziam parte do seu auditório.
Os filósofos epicureus acreditavam que o mundo começou a existir por acaso e que se os deuses existissem eles não se preocupavam nem se envolviam com os homens. Para eles, o maior ideal da vida era buscar o prazer e evitar o sofrimento e a dor.
Os estóicos acreditavam em um poder divino que havia criado e ordenado o universo e depois estabelecido leis fixas para governar a vida. Eles ensinavam que as necessidades individuais do homem não eram importantes e que seu dever era aceitar seu destino na vida. Com a introdução que fez, Paulo conseguiu capitar a atenção de todos.
Mesmo assim nem todos creram. “Todavia, chegando alguns homens a ele, creram; entre os quais foi Dionísio, areopagita, uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros” (Atos 17:34). A sua estratégia funcionou.

Quarta
A vida de Paulo era uma perigosa e constante aventura. E ele já tinha uma perspequitiva do que poderia lhe acontecer. Certa vez disse: “Senão o que o Espírito de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações” (Atos 20:23).
Pregando na sinagoga, pessoas influentes aceitaram a mensagem. Mas os judeus se levantaram contra ele e o levaram ao tribunal. Paulo estava sedento de falar, mas Gálio, procunsul de Acaia, não permitiu e usando da palavra o defendeu com veemência e clareza. E mais uma vez, pela providência divina, Paulo estava livre para continuar pregando a Palavra. (Ler Atos 18 e as notas da lição de quarta feira).
Enquanto os judeus exigiam provas de que Jesus era o Cristo, os gregos (gentios) procuravam saber mais do grande amor de Deus. Os judeus de Corinto agiram com dureza. Rejeitaram a mensagem apresentada por Paulo. Mas como ele era um teimoso persistente declarou: “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” (1 Coríntios 1:23).
Em Corinto a mensagem de Paulo foi direcionada aos gregos. Convencer judeus ainda fazia parte do seu ministério, mas deixou de ser prioridade.

Quinta
            Em seu relacionamento com os tessalonicenses Paulo enumera alguns pontos para os quais devemos atentar.
            - Ele se sentia feliz pela receptividade dos Tessalonicenses ao evangelho. (1 Tessalonicenses 2:1).
            - Era o seu desejo apresenta-los como troféus a Cristo em Sua vinda. .(1 Tessalonicenses 2:19).
- Enviou-lhes duas cartas com o propósito de confirma-los na fé. (1 e 2 Tessalonicenses).
            - Enviou Timóteo para checar como estavam. (1 Tessalonicenses 3:2).
            - Ficou feliz com a noticia de que eles permaneciam firmes na fé. (1 Tessalonicenses 3:6 e 7).
            - Orava diariamente por eles. (1 Tessalonicenses 3:10).
            Paulo tinha uma real estima não só pelos Tessalonicenses, mas por todos que aceitavam o evangelho. Naquele tempo não era fácil manter contato com as igrejas estabelecidas. Mas ele fazia o máximo para manter contato e estreitar os relacionamentos.

Conclusão
            Ao falar de nossa atenção para com as pessoas Ellen G. White nos faz uma seria advertência. Ver nota da lição de sexta feira. Sejamos honestos: fazemos pouco para alcançar as pessoas e fazemos quase nada para mantê-las junto de nós e de Cristo.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O evangelho chega a Tessalônica


Comentário da lição da Escola Sabatina de trinta de junho a sete de julho de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor da meditação Reavivar a Esperança. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Tessalônica ou Salônica é a 2ª maior cidade da Grécia e a principal da região da Macedônia. Está situada à borda do Mar Egeu.  Foi construída em 316 A.C.) por ordem de Cassandro e foi batizada em homenagem a Tessalônica, esposa do rei Cassandro e irmã de Alexandre, o Grande.
Tem cerca de 700 mil habitantes. Tornou-se uma referência quanto à divinização de imperadores, possuindo inclusive um templo para o culto a César. Em suas moedas a cidade de Roma e os seus imperadores eram retratados como divindades. As autoridades e classes ricas da cidade tinham muito interesse em incentivar e participar deste culto cívico, pois advinham vantagens econômicas e políticas. Era uma cidade portuária com muita atividade comercial. Até hoje não perdeu a sua importância de cidade estratégica.
Tessalônica foi a segunda cidade europeia a ouvir a pregação de Paulo (Atos 17.1-14) e provavelmente a primeira igreja a receber duas de suas epístolas (disputa com a epístola aos Gálatas esta primazia).
Comentaristas alinhavam três razões que motivaram a Paulo escrever as duas epístolas e podemos acrescentar mais uma. Primeiro, era uma comunidade evangélica nova. Segundo, corriam perigo pela quantidade de deuses pagãos que eram cultuados lá. Pelo menos vinte divindades eram veneradas, conforme atestam inscrições encontradas sobre os restos de monumentos.  E terceiro, os judeus não convertidos exerciam grande pressão sobre a nova igreja.
O apostolo Paulo chegou a Tessalônica em sua segunda viagem missionária e por três sábados pregou para os judeus e despertou a ira de muitos deles. Alvoroçaram o povo contra Paulo e seus colaboradores com a acusação de que: “Estes que tem transtornado o mundo chegaram até aqui” (Atos 17:6).
Os crentes de Tessalônica aguardavam a vinda de Cristo para os seus dias. A demora ia esmorecendo a fé de alguns deles e, aqui temos um quarto motivo para Paulo escrever-lhes: Reavivar nestes irmãos a esperança da volta de Jesus. Olhando por este ponto de vista podemos imaginar quão útil será este estudo para nós hoje.

Domingo
            É impressionante vermos como Deus dirigiu a sua obra nos dias da Igreja Primitiva. O Espirito Santo cuidava de cada detalhe. Onde pregar, quem pregar e como pregar. Em sua imaginação Paulo viu que Timóteo por ter uma cidadania mista, a sua mãe era judia e o seu pai grego, seria o companheiro ideal para levar o evangelho à Macedônia. Mas Deus tinha outros planos para Paulo e para Timóteo.
            Paulo e Silas chegaram a Filipos e ali anunciaram o evangelho com um poder tal que afetou o comercio da cidade. A jovem que dava grandes lucros com adivinhações, frutos de um espirito maligno foi curada por Paulo e a fonte de dinheiro fácil secou.
            Paulo e Silas foram presos com a acusação de que “Estes homens, sendo judeus, estão perturbando muito a nossa cidade” (Atos 16:20). Será que Deus contrariou os planos de Paulo, que desejava ir para a Bitinia (v 7), apenas para permitir que ele fosse preso e espancado? Se estavam pregando o evangelho porque Deus permitiu que sofressem tanto? Do meu ponto de vista Deus não tinha naquele momento outras pessoas mais preparadas para suportarem provações do que Paulo e Silas. Certa vez Paulo afirmou: “Senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações” (Atos 20:2). Quem sabe se fosse outros teriam fracassado.
            Para os que caminham segundo o Espirito as provações são aditivos que fortalecem a fé e dinamizam a pregação. Quanta coisa bonita Paulo experimentou durante o seu curto ministério!
            Deus não promete um caminho afofado de rosas para aqueles que se empenham em pregar o evangelho, mas com certeza Ele nos proporcionará o melhor para a nossa edificação espiritual.

Segunda
            O foco da mensagem de Paulo não só em Tessalônica, mas durante toda a sua vida foi Jesus. Embora a sua preferencia fosse pregar para os gentios, Paulo nunca se omitiu em pregar para os judeus. Esse era um trabalho complicado, mas sempre que surgia uma oportunidade lá estava ele mostrando as profecias que falam do ministério de Cristo.
            Em Tessalônica ele permaneceu fiel ao costume de aos sábados estarem na igreja, pregar e dedicar á oração. Para muitos judeus os seus sermões eram indigestos e por várias vezes ele pagou caro pela sua teimosia em falar abertamente de Jesus.
            Paulo tinha a suas estratégias para pregar para judeus, gentios e para as autoridades romanas. Mas nunca fugia de apresentar as verdades bíblicas em sua clareza total, mesmo antevendo os resultados de açoites e prisões.

Terça
            Os versos cinco e seis de Jeremias vinte e três apontam para um Jesus que estenderia o Seu governo para toda a Terra e Isaias enfatizou que este Jesus faria com que as tribos de Zebulom e Naftali, que no passado sofreram tanto com perseguições e destruição, seriam enaltecidas quando o “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6), chegasse à suas terras. E poderiam ter outro raciocínio: Se Zebulom e Naftali, as tribos mais desprezíveis na época, seriam enaltecidas com a presença de Jesus, como não seria então Jerusalém e as regiões próximas? Esperavam que a chegada do “Renovo” fosse realmente uma total renovação politica de todo o Israel.
            Mas ver em Jesus um sofredor desacreditado pelo seu próprio povo e ao mesmo tempo como Redentor não só de Israel, mas de toda a raça humana era um paradoxo difícil de entender.
             Essa ideia de um rei poderoso e ao mesmo tempo pobre era difícil de ser assimilada pelos judeus. Lembre: eles ainda mantinham o pensamento de serem os melhores e os mais importantes homens da terra. Em sua visão Jesus seria realmente glorioso e quando chegasse subjugaria para sempre os seus opressores principalmente o império romano.
            É interessante que essa trágica interpretação do povo judeu foi fruto de sua tão apregoada primazia sobre os demais habitantes da terra. Caso estivessem dispostos a estudar as profecias com espirito de humildade, com certeza, o resultado seria outro.
            Jesus cumpriu a missão para a qual veio; libertar o povo do jugo do pecado. Em breve o seu reino de glória será estabelecido como os judeus esperavam, pena que eles estarão de fora!

Quarta
            O verso onze de Isaias cinquenta e três encerra uma grande lição para todos nós. Desde criança, por várias vezes já cantei: “Depois da cruz vem a coroa, a recompensa é sempre boa.” Para prover o nosso resgate Jesus deveria experimentar a cruz e o profeta Isaias depois de enfatizar a humilhação e a dor do Messias afirma que: “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si” (Isaías 53:11).
            Ellen G. White afirma; “A morte de Cristo prova o grande amor de Deus pelo homem. É o penhor de nossa salvação. Remover do cristianismo a cruz, seria como apagar do céu o Sol. A cruz nos aproxima de Deus, reconciliando-nos com Ele. Com a enternecedora compaixão do amor de um pai, Jeová considera o sofrimento que Seu Filho teve de suportar para salvar a raça da morte eterna, e nos recebe no Amado” Atos dos Apóstolos, p. 209). 
            “Com indizível amor Jesus dá as boas-vindas a Seus fiéis, para "o gozo do teu Senhor". O gozo do Salvador consiste em ver, no reino de glória, as almas que foram salvas por Sua agonia e humilhação” (O Grande Conflito, pág. 647). 
             “Nos resultados de Sua obra, Cristo contemplará Sua recompensa. Naquela grande multidão que ninguém pode contar, apresentada como "irrepreensíveis, com alegria, perante a Sua glória", Aquele cujo sangue nos redimiu e cuja vida nos ensinou, verá o "trabalho da Sua alma" e "ficará satisfeito"” (Educação, pág. 309). 
Os judeus imaginavam um Rei à altura do seu orgulho pessoal. Alguém que jamais seria humilhado. Mas o resultado foi que “veio para os Seus e os Seus não O receberam”.
Em nosso ministério pessoal temos de estar dispostos a experimenta provações antes de desfrutarmos das glórias do Céu. Paulo afirma: “Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14).
Provavelmente o anjo que assistiu o Mestre no Getsemani tenha Lhe mostrado eu e você como futuros resultados do Seu sacrifício. Essa visão encorajou Jesus para suportar todo o sofrimento.

Quinta
            Os conversos de Tessalônica eram um retrato do que o evangelho faria no mundo inteiro. Tribos, línguas e nações congregadas em um só povo. Hoje nem tanto, mas podemos imaginas as dificuldades de Paulo em manter esse grupo unido junto à cruz. Realmente as cartas que escreveu tinham a sua razão de existirem.

Conclusão
            Não foi fácil para Paulo provar para judeus e gentios que aquele Servo Sofredor que palmilhou a Galileia era o Salvador enviado do Céu. Mas que alegria será, quando no Céu, Paulo contemplar a grande multidão compostas de redimidos vindos de todas as partes do mundo!
            

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Comunicado importante

Como eu postava os comentários da Lição da Escola Sabatina com antecedência de até cinquenta dias, alguns leitores me confessaram ter dificuldades para acessa-los. Do mês de agosto para frente os comentários serão postados no máximo com dez dias de antecedência. Creio que essa medida facilitará para aqueles que nos acompanham. E aproveito para agradecer o apoio de cada um. Carmo Patrocínio Pinto.

domingo, 10 de junho de 2012

Pensamento


A paz que Deus oferece é inexplicável e por mais que nos esforcemos para entende-la, ela esgota todo o nosso entendimento  sem que atinjamos o seu âmago porque é divina. Carmo

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A paz de Deus


Carmo Patrocínio Pinto

Ainda a pouco dias participamos de um velório. Os familiares do falecido são católicos fervorosos e estavam desesperados. Um choro convulsivante dominava quase todos os presentes. Ao chegarmos em  nossa casa a minha esposa comentou: “Como é difícil para pessoas católicas enfrentarem a morte.”
            A doutrina de um purgatório e a incerteza da salvação os levam a rezar durante todo o velório. Depois, missas e a queima de velas demonstram o interesse dos familiares de que o morto alcance o favor divino diante das portas do Céu.
            Em sua saudação aos tessalonicenses Paulo e seus companheiros usam as palavras "graça e paz" (1 Tessalonicenses 1:1). A primeira, de uso comum entre os gregos, mas não com o real significado que a Bíblia confere e o fiel cristão desfruta. E paz, um fruto da graça que só os que aceitaram a Cristo podem usufruir em toda a sua plenitude. Realmente minha esposa tem razão. O velório de um ente querido de uma família que vive em comunhão com Cristo é muito diferente.  Podem existir lágrimas, dor e tristezas, mas tudo circundado por uma auréola de esperança que só Jesus pode outorgar.
Os irmãos de Tessalônica enfrentavam, dores, lágrimas, perseguições mas desfrutavam desta “paz que excede a todo o entendimento”. A vida de quem confia nas palavras: “A minha paz vos dou” é realmente algo extraordinário. A promessa de Deus é maravilhosa. Ele diz: ”Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio” (Isaias 66:12). Quando leio esta promessa me vem à mente rios grandes como Tocantins, São Francisco, Negro e rio Amazonas.
Paulo tinha certeza que os tessalonicenses desfrutavam desta paz. Essa é realmente uma paz inexplicável e por mais que queiramos entende-la ela esgota todo o nosso entendimento sem que atijamos o seu âmago porque é divina.