Comentário
da Lição da Escola Sabatina de vinte e um a vinte e oito de dezembro de 2013,
preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de
Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro
da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
O escritor de Hebreus nos desafia a
sermos ousados e entrar no santíssimo. O termo não é uma incitação a que
sejamos atrevidos e inconsequentes. O escritor quer mostrar que antes do
sacrifício de Cristo isso era impossível, mas com a Sua morte o que era
impossível se tornou possível e, como pouca gente acredita nessa nova
possibilidade que se abriu, temos que agarrá-la com determinação.
Por milhares de anos as atividades do
santuário no Céu aconteceram no santuário terrestre, mas Jesus ocultando a Sua
glória com o véu da forma humana veio a este mundo e com o Seu sacrifício
estabeleceu um novo caminho para a nossa salvação.
A expressão “um novo caminho”, não quer
dizer que o método de salvação foi alterado com a morte de Jesus. Ele é o
Cordeiro de Deus morto desde a fundação do mundo. O que alterou é que antes da morte
de Jesus a nossa salvação passava pela cruz, mas por intermédio de sacerdotes
humanos e pecadores e o que se fazia no santuário terrestre era uma sombra do
que um dia aconteceria no Céu. Depois da ascensão Jesus entrou no santuário
celestial inaugurando não só o caminho para o santuário celestial, mas também
as Suas atividades como sacerdote.
Pelo Seu sangue derramado Ele Se tornou
o sacerdote e o cordeiro ao mesmo tempo. Sem a presença de homens pecadores
atuando como sacerdote e sem a presença de cordeiros Jesus realmente inaugurou
um novo caminho que nada mais é do que uma continuação do que já existia.
Depois do pecado o santuário celestial sempre existiu com a diferença que,
depois da morte de Cristo, ele passou a ser ocupado por Aquele que deu a Sua
vida por nós.
Domingo
Vivíamos sem Deus e sem esperança de
salvação. “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da
comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança,
e sem Deus no mundo” (Efésios 2:12). Tudo o que se praticou no santuário
terrestre perderia a sua eficácia caso Jesus tivesse falhado na cruz.
A Sua morte abriu a cortina para que
todo o pecador pudesse ver em letras garrafais uma palavra que até então estava
obscura, esperança. Essa palavra nos oferece uma firme certeza de que a
salvação, que antes da cruz víamos por sombra, se tornasse real. Ela é a nossa
âncora que nos dá segurança junto ao porto de nossa salvação. “A qual temos
como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu”
(Hebreus 6:19).
A morte de Jesus nos proveu acesso
direto ao santuário celestial. Certa vez vi um líder religioso dizer que os
adventistas e os demais crentes são orgulhosos porque não aceitam a intercessão
de Maria em nosso favor. A Bíblia, falando de Jesus, afirma: “Porque em nenhum
outro há salvação.” Apenas Cristo abriu o caminho para o santuário celestial.
Segunda
Hebreus 10:22 nos oferecem quatro
palavras mágicas que nos garantem acesso direto ao Santuário celestial. São
elas: sinceridade, fé, purificação e lavar.
Sinceridade quer dizer o reconhecimento
de nossos pecados.
A fé nos proporciona a confiança de que
o sacrifício de Jesus é o bastante para a nossa absolvição.
Uma vez purificados pelo sangue de
Cristo aceitamos ser lavados pelo batismo como testemunho público de nossa
entrega a Cristo.
Quando damos esses quatro passos estamos
dizendo ao mundo que aceitamos o sacrifício de Cristo por nós e demonstramos a
nossa certeza de que apenas Deus pode purificar o nosso coração.
Terça
A Bíblia afirma que sem fé é impossível
agradar a Deus. É necessário inteireza de fé para confiar em todo o plano da
salvação. A bíblia fala dessa experiência como “completa certeza”.
Temos que ter completa certeza de que
somos pecadores e que nada podemos fazer de bom para nos salvar. Assim como
devemos ter plena certeza que Jesus e o nosso único Salvador.
A fé tão necessária para adentrarmos o
santuário celestial não brota por acaso e nem se desenvolve sem ser alimentada.
Ela é desenvolvida com o estudo da Palavra de Deus.
Existem outras maneiras pelas quais a
nossa fé se desenvolve. Uma é testemunhando para o mundo o que Deus tem feito
por nós. E outra maneira é mantermos uma vida de oração.
Para adentramos ao trono da graça
necessitamos ter confiança, não em nós mesmos, mas no Deus que nos criou e que
tudo faz para nos redimir.
Quarta
Ao falar do amor de Jesus pelos
discípulos João afirma: “Amou-os até o fim.” O amor de Jesus por nós O levou às
últimas consequências. Deus não faz as coisas pela metade. Ele não nos ama até
determinado ponto e depois desiste. Ele ama até o fim.
Quantos aceitam o sacrifício de Jesus e
promete amá-Lo até o fim, mas tempos depois o amor arrefeceu. Essas pessoas nos
fazem lembrar-se daquele hino que diz: “Quantos que corriam bem de Ti longe
vão.”
A admoestação bíblica é: “Conservarmos
firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança.” O objetivo de
Satanás é disseminar o desanimo e levar os fieis à frustração.
Temos um grande sumo sacerdote.
Conhecê-Lo mais e mais é o segredo para jamais abandoná-Lo. “Tendo, portanto,
um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus,
retenhamos firmemente a nossa confissão” (Hebreus 4:14).
Hoje é comum vermos adesivos de carros
afirmando que “Deus é fiel.” Não sei se todas as pessoas que usam tais adesivos
tem uma convicção real do que essa frase significa. Realmente Deus é fiel e nos
ama. A promessa de salvação nos foi feita por Ele. “Retenhamos inabalável a
confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa” (Hebreus
10:23).
A Bíblia nos assegura que é “impossível
que Deus minta”.
Quinta
Davi era um apaixonado pela igreja ele deixou isso bem claro.
“Porque
vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa
do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios” (Salmos 84:10). Jesus
tinha por costume ir à igreja. “E, chegando a
Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na
sinagoga, e levantou-se para ler” (Lucas 4:16). Vemos também que Paulo seguia o exemplo de Cristo: “E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e
por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras” (Atos 17:2).
Para
que a nossa presença na igreja seja uma constante é necessário que tenhamos um
motivador. Esse motivador nada mais é do que o amor. Amor a Deus e amor ao
próximo. “Isto vos mando: Que vos ameis uns aos
outros” (João 15:17). Faltando o amor, servir a Deus e a constante presença
na igreja se tornam um fardo. Caso percamos o interesse de estar no santuário
de Deus na Terra como nos aproximaremos do santuário celestial?
“A igreja necessita da experiência
nova e viva dos membros que mantêm uma habitual comunhão com Deus. Testemunhos
e orações insípidos, batidos, destituídos da presença de Cristo, não ajudam o
povo” (Serviço Cristão, p. 212).
Vivemos em uma época de muita correria e a cada dia que
passa se torna mais fácil negligenciarmos a nossa comunhão com Deus e o nosso
relacionamento com os irmãos fica comprometido. Nunca o conselho bíblico foi
tão oportuno como nos dias de hoje: “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns,
antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai
aproximando aquele dia” (Hebreus 10:25).
É
curioso o comportamento de uma ninhada de cachorrinhos ou gatos. Na ausência da
mãe eles se unem uns aos outros e, assim, permanecem aquecidos. A unidade é
imprescindível para a sobrevivência de todos.
“Procure toda alma
responder agora à oração de Cristo. Que toda alma ecoe essa oração em
espírito, em petições, em exortações, para que todos eles sejam um, assim como
Cristo é um com o Pai, e labutem com essa finalidade” (Mensagens Escolhidas -
Volume 3, páginas 17 e 18).
Conclusão
Despidos de exaltação própria “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para
que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em
tempo oportuno” (Hebreus 4:16). Essa mensagem está soando desde o Éden até os nossos
dias. Ela é uma mensagem de esperança envolta em um desafio a todo o pecador: “Cheguemos, pois, com confiança.” Que sublime exortação
o santuário nos faz!
Na
próxima semana, novo ano, novo tema, novas oportunidades para aprimorar os
nossos conhecimentos. Obrigado por nos ter acompanhado em 2013 e contamos com a
sua atenção em 2014.
Parabéns Irmão Carmo! Seus comentários sobre as lições da escola sabatina contribuíram em muito com o nosso aprendizado e fortaleceram as nossas convicções sobre a importância do estudo diário das Escrituras Sagradas como também das lições e meditações que reforçam as mesmas.
ResponderExcluirUm grande abraço e que Deus te abençoe ricamente.
Rivaldo Júnior.