segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Conformidade, concessões e crise na adoração

Gostou deste artigo? Então clique no botão ao lado para curti-lo! Aproveite para nos adicionar no Facebook e assinar nosso Feed.
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 13 a 20 de agosto de 2011. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor da meditação matinal Avivar a Esperança. É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga.

Depois da queda do homem, Deus deu orientações seguras de como deveria ser a adoração.  As principais mudanças foram duas. Em primeiro lugar a adoração envolveria o Plano da Salvação e, numa sequência lógica, envolveria também a música. Isso porque Deus sabe da capacidade de Satanás nessa área.
A lição apresenta duas palavras difíceis de ser definidas em se tratando da Adoração. Conformidade e concessão. O dicionário define conformidade como: qualidade do que é conforme ou de quem se conforma; analogia, identidade, semelhança; resignação, submissão. Trocando em miúdos é a pessoa aceitar algo novo, diferente. No caso de concessões é: ação ou efeito de conceder; licença, permissão, privilégio. E a mais interessante: consiste em concordar com o adversário em alguma coisa que se lhe podia contestar.
Ás vezes nos admiramos de Arão, com toda a luz que tinha, ter construído um bezerro de ouro. Parece que foi tudo muito fácil. Cedeu sem questionar. Porém, a situação para nós hoje parece mais delicada, pois, além da farta orientação inspirada, temos a história de como o povo de Deus sofreu no passado por prestar uma adoração incorreta.
O verso áureo nos exorta a usar alimento sólido e exercitar as nossas faculdades para discernirmos o bem do mal. Alimento sólido nos dias de hoje, seria o culto diário com oração, vigilância, estudo da Bíblia e do Espírito de profecia com auxilio da farta literatura oferecida ou indicada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Estes são alimentos sólidos que nos momentos de dúvida proporcionarão força e base para decidirmos com sabedoria.
Não podemos esquecer de que Deus acompanha de perto as nossas atitudes na adoração e nada passa despercebido ao Seu olhar. A NASA (agencia espacial norte-americana) divulgou imagens super detalhadas de uma das nebulosas planetárias mais próximas da Terra, a nebulosa Helix que fica a 650 anos-luz daqui, cerca de 6,15 quatrilhões de quilômetros. A nebulosa Helix tem a aparência de um olho gigante com milhões de quilômetros de diâmetro e é identificada por alguns astrônomos como o “Olho de Deus.” Mas sabemos que o verdadeiro olho de Deus supera toda essa magnitude.
Diz o texto sagrado: "Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3). O olhar de Deus vai além da capacidade do olho humano. Ele vê o profundo de nosso ser e conhece todos os nossos pensamentos. E mais, Deus não dorme e nem cochila.
Contemplando o nosso mundo, Deus viu como era bela a paisagem antes do pecado. Folhas que não murchavam e flores que perpetuavam a sua beleza. O homem desfrutava da inocência que só uma vida sem pecado pode proporcionar. Mas, depois da queda as coisas deterioraram. O ser humano tornou-se violento e não mais tributava a Deus a gloria devida ao Seu nome. Para preservar a raça o Senhor teve que intervir permitindo o dilúvio.
 Dificilmente o cristão se apostata de uma vez. Sempre existe um sistema gradual de apostasia. Aos poucos, ás vezes sem perceber, a pessoa vai cedendo até que ultrapassa o limite de segurança. (Sugerimos leitura da página 312 da meditação Avivar a Esperança). A Bíblia é clara ao apresentar a nossa tendência para o mal. E mais, podemos ser enganados por nos mesmos. Salomão nos advertiu: “Sim, há caminho que ao homem parece direito, mas o seu fim são os caminhos da morte” (Provérbios 14:12). A nossa fragilidade se prende ao fato de confiarmos em nos mesmos e em outras pessoas. A nossa segurança está em confiarmos em Deus que tudo vê.  
A pergunta de número dois mostra duas maneiras de conduzirmos neste mundo. Seguir os nossos próprios  olhos significa perigo. “Não fareis conforme a tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos”. “Quando ouvires a voz do Senhor teu Deus, para guardares todos os seus mandamentos que hoje te ordeno; para fazeres o que for reto aos olhos do Senhor teu Deus” (Deuteronomio 12:8 13:18).
O autor da lição mostra a tendencia do homem de fazer tudo o que parece bem aos seus próprios olhos. Um comportamento diferente daquele que decide fazer o que é reto aos olhos de Deus.  Sempre que o homem segue os seus próprios olhos as consequencias são desastrosas. Temos inúmeros exemplos na Bíblia, entre eles Eva, Caim, Saul, Sanção, Judas e tantos outros.
Por mais que fosse favorecido pelo Senhor, por mais abundantes que fossem as bênçãos que Salomão tinha, ele começou a perder o caminho. Ellen G. White deixa isso claro: "Tão gradual foi a apostasia de Salomão que, antes que dela se advertisse, tinha-se afastado de Deus. Quase imperceptivelmente, começara a confiar cada vez menos na divina guia e bênção, e a pôr a confiança em sua própria força. Pouco a pouco, deixou de prestar a Deus aquela obediência retilínea que devia fazer de Israel um povo peculiar, e conformou-se cada vez mais intimamente aos costumes das nações ao redor. Rendendo-se às tentações resultantes de seu sucesso e honrada posição, ele esqueceu a Fonte de sua prosperidade." – Ellen G. White, Profetas e Reis, pág. 55.
“Tal qual Salomão, o homem mais sábio que já existiu, nós não somos tão fortes quanto pensamos.” Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, a abominação dos amonitas. A Bíblia afirma que na velhice as mulheres lhe perverteram o coração. É fácil entender. Astarote era a deusa do sexo e Salomão não tinha mais o vigor da juventude. As suas mil mulheres imaginaram que a deusa poderia resolver o problema.
     Salomão foi um rei de obras grandiosas, gerando também grandes despesas. Para pagamento destas despesas o povo teve de arcar com mais impostos. Após a morte do rei o povo se dirigiu ao sucessor Roboão pedindo a redução dos pesados encargos colocados sobre eles. Roboão seguindo o conselho de seus amigos jovens disse que em seu reino o jugo seria mais pesado que o de seu pai. Após essa decisão de Roboão o povo se negou a continuar sendo governado por ele. Levantaram como rei de Israel Jeroboão, ficando sob as ordens de Roboão apenas a tribo de Judá e Benjamim (1 Re 12).  A divisão do reino foi consequência da apostasia de Salomão.
“Quando Salomão morreu, Deus retirou dele a maior parte do reino e a deu a Jeroboão. Esta nova nação, que consistia das dez tribos do norte, foi chamada Israel. Deus disse a Jeroboão que o abençoaria e estabeleceria a sua família como a família real, por muitas gerações, se ele fosse fiel e obediente ao Senhor. Mas Jeroboão não confiou em Deus. Ele não se voltou para o Senhor, mas se afastou dDele. Estava tão preocupado com sua posição de poder em Israel que não queria permitir ao povo voltar a Jerusalém para suas festas religiosas anuais. Para impedir o povo de sair de Israel, Jeroboão inventou um novo sistema religioso. Ele tomou emprestadas muitas idéias da religião verdadeira que Deus tinha estabelecido no Monte Sinai. Com seus bezerros de ouro, centros de adoração não autorizados e sacerdotes não levíticos, Jeroboão deu um grande passo afastando-se de Deus” (Dennis Allan).
            O autor da lição enumera seis características que tornavam o culto proposto por Jeroboão parecido com o verdadeiro culto oferecido a Deus. Parece que ele aprimorou as coisas. Fez não um, mas dois bezerros de ouro e para facilitar para os israelitas instituiu não uma, mas duas cidades como locais de adoração.  Tudo isso para que o povo deixasse de prestar o verdadeiro culto em Jerusalém.
É tênue a linha divisoria entre a verdadeira adoração e a falça. Satanás apresentou para Caim uma maneira diferente de adorar e, ao ver que a sua técnica funcionou, desde então, o inimigo trabalha para desvirtuar o verdadeiro sentido da adoração. Nos tempos de Elias milhares se reuniam ao redor dos altares de Baal e Maloque. Enquanto crianças eram sacrificadas, orgias sexuais completavam a adoração espúria. Essas práticas se acentuaram no reinado de Acabe. Não é a toa que o seu nome é Acabe. Ele acabou com a verdadeira adoração.  Acabe sabia como deveria adorar, mas preferiu se submeter aos caprichos de Jezabel. Ele tinha argumentos fortes para contestar as atitudes de sua esposa ímpia, mas preferiu se curvar em nome do amor.
            Deus permitiu que a família de Onri governasse Israel durante quatro gerações. O segundo rei da dinastia de Onri foi Acabe, que é descrito em 1 Reis 16:30 como o pior do que todos os reis de Israel.
Optar ser dirigido pelo olhar de Deus é andar por fé e não por vista. Quem se propoe a ser dirigido pelo olhar dAquele que tudo vê desfruta de paz com Ele, com o próximo e consigo mesmo. O olhar de Deus tem duas aplicações: permite que sejamos guiados  e ao mesmo tempo nos acompanha  em todas as nossas ações. Cuidado! Não é porque alguém é pastor, ancião, maestro, rico ou pbre que está vacinado contra o mal.
            “A adoração é tema central no Grande Conflito, e merece atenção especial nos últimos dias, quando o profano está tão perto do sagrado... No mundo atual há uma generalizada busca por sensações, uma demanda por excitações. No culto e nas igrejas não é diferente. As pessoas querem emoções” (Pr. Cláudio Hirle). Os embates entre os teólogos de Baal e Elias é um exemplo do que acontecerá próximo a volta de Jesus. O desafio será brevemente lançado. Qual altar escolheremos?





Nenhum comentário:

Postar um comentário