segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Adoração no livro do Apocalipse

Gostou deste artigo? Então clique no botão ao lado para curti-lo! Aproveite para nos adicionar no Facebook e assinar nosso Feed.

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 17 a 24 de setembro de 2011.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de o devocional Avivar a Esperança.
É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga – DF.

O livro do Apocalipse revela de maneira muito clara a Quem adorar e como adorar. Ele apresenta a adoração em, pelo menos, três estágios. A nossa adoração diária, a adoração sob perseguição e como será a nossa adoração no Céu, quando chegarmos lá. A última será impossível sem a primeira e, talvez, seja necessário experimentarmos a segunda.
O verso áureo apresenta um assunto que tem sido objeto de muita especulação. Mas antes de considerar este assunto é bom lembrar que ele não é fator determinante da nossa salvação. Assim, caso tenhamos dúvidas a respeito de quem são os quatro animais e os vinte e quatro anciãos, calma! Com certeza não seremos excluídos do Céu por isso. E mais, quando chegarmos lá, vamos entender tudo claramente.
Já comentamos este assunto no dia três de agosto na lição Adoração, música e louvor. O Comentário Bíblico Adventista sugere que os 24 anciãos, vistos no Céu, são pessoas santas e justas que viveram em todas as épocas na terra. Podem ser aqueles que ressuscitaram com Cristo e, com Ele, subiram como as primícias da Sua vitória no Calvário (Mateus 27:50-53 e Efésios 4:8). Essa é também a posição de estudiosos da Bíblia, inclusive Michelson Borges da CPB.
Outras suposições:
- Que os 24 anciãos representam as doze tribos de Israel no velho Testamento e os doze apóstolos no Novo Testamento.
- Que a disposição dos anciãos ao redor do trono é semelhante a de um relógio solar para mostrar que Deus deve ser adorado nas 24 horas do dia.
- Eles representam as 24 equipes em que era dividido o sacerdócio levítico. A palavra Santo repetida três vezes dá a idéia de que a adoração e o louvor são dirigidos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
. O objetivo do estudo de hoje é responder a pergunta: Se os seres celestiais apresentam uma adoração a Deus expressando máximo louvor e reverencia, como deve ser o nosso comportamento diante do Altíssimo?
A nota da parte de domingo fala da imensidão do Universo e mostra que Deus é o criador de todas as galáxias. Mas pasme! Segundo dados recentes da ciência, existem mais estrelas no Universo do que grãos de areia em todos os desertos e praias do mundo!  De acordo com um grupo de cientistas da Austrália, existem pelo menos 70 septiliões (70.000.000.000.000.000.000.000.000) de estrelas no Universo. Entre estes septilhões de estrelas o nosso Sol, é uma delas de tamanho médio. Mas Deus é maior do que tudo isso.
O Jesus que Se apresentou para João na ilha de Pá timos tinha diferenças marcantes daquele que o apostolo viu pendurado na cruz. Ao vê-Lo, envolto na glória que Ele já tinha desde a fundação do mundo, João usa uma expressão mais forte do que prostrar-se. Ele afirma: “cai como morto” aos Seus pés, como um reconhecimento do Seu poder e magnitude. Jesus Se identificou como aquele que foi morto, mas que agora vive e é o Pai da eternidade. “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1:18).
            Nos seis últimos capitolos do livro de Jó, Deus Se identifica, mostrando para o patriarca sofredor que Ele é o Deus criador e mantenedor de cada ser humano. O Senhor Se apresentou a Jó em um redemuinho. Mas a sua magnitude foi, melhor demonstrada em Suas ações de criação e de sustentação do Universo. Jó sentiu a sua pequenês e ignorancia a respeito do Criador e, evergonhado de algumas coisas que falara antes, exclamou: “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5e6).
            Podemos imaginar como será a adoração de Jó e do apostolo João quando eles estiverem diante do trono junto com a grande multidão!  E, como será a nossa, que temos apenas um pálido vislumbre do que é a glória do Altíssimo?
            Quanto aos quatro animais também já foi comentado no dia três de agosto na lição Adoração, música e louvor. “Estes quatro “seres viventes”, parecem-se muito aos da visão de Ezequiel (Eze. 1:5-26), quem os chama “querubins” (cap. 10: 20-22).Comentário Bíblico Adventista. Os quatro seres viventes parecidos com leão, touro, homem e águia, indicam que Deus tem domínio sobre todos os seres viventes. Das seis asas, duas mostram que Deus é o nosso protetor diuturnamente. Duas indicam a velocidade com que Deus atende os Seus filhos e as outras duas demonstram a reverencia diante  dEle. Os olhos lembram o Seu cuidado permanente e que nada está oculto ao Seu olhar. E também que, o passado, o presente e o futuro estão em Suas mãos. Existem outras idéias de que os quatro animais representam os quatro pontos cardeais ou os quatro evangelistas.
Pátimos é uma ilha grega situada no mar Egeu. Atualmente tem 2.550 habitantes e se transformou em um atraente ponto turístico. Na época de João, ela foi usada para confinamento de elementos em conflito com a justiça. João, já no final de sua vida, foi apartado de seus amigos e irmãos da igreja e enviado para esta ilha que, naquela época, era deserta e habitada por pessoas suspeitas. Sozinho, longe de tudo e de todos parecia estar abandonado a sua própria sorte.
João ouve um quarteto cantando louvores diante do trono de Deus. Logo depois, um conjunto masculino com vinte e quatro cantores da terceira idade se junta aos quatro seres viventes, e o louvor parece estremecer a terra. O solitário apóstolo pensa ter ouvido o máximo e, eis que surgem cento e quarenta e quatro mil coristas e, o que se ouve é algo nunca visto por mortais.  Enquanto o profeta João se extasia diante da antífona celeste ele vê um coral formado por uma grande multidão a qual ninguém podia contar e, com harpas nas mãos, louvavam o Deus criador. Quando ele pensa que ouve e vê o máximo que o Céu pode oferecer, surge um coro de milhares de anjos que, juntando as suas vozes aos que já adoravam, fazem estremecer todo o Universo. Todos se prostram diante do trono e clamam: “Santo, Santo, Santo!”
Será que estamos preparados para fazer parte desta grande multidão que, nas margens do mar de vidro, cantarão o cântico de Moisés e do Cordeiro?
No capítulo treze do seu livro, João fala do surgimento de um poder que, instigado por Satanás, reivindicaria a adoração que só Deus tem o direito. Sabemos os resultados. Milhares morreram martirizados nas fogueiras por não aceitarem prestar culto a Besta.
Pelo menos quatro vezes o assunto da adoração vem à tona neste capitulo. Do verso onze em diante temos a descrição da segunda besta que, em acordo com a primeira besta, já está agindo para implantar um sistema mundial de adoração que exclui o Criador de todas as coisas. Jesus é o Cordeiro oferecido em nosso favor desde a fundação do mundo. Com certeza no mundo teremos aflições, mas a Sua promessa é: “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20).
Em Apocalipse quatorze, de seis a doze, temos as três mensagens angélicas anunciadas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Elas constituem o último convite de salvação estendido a raça humana. Adorar o Criador de todas as coisas faz parte do Evangelho Eterno.  A s mensagens mostram o destino dos adoradores da Besta: “Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro” (Verso10).Duas palavras nos chama a tenção nas mensagens angélicas: Temer e Adorar
A expressão Temer a Deus não quer dizer ter medo de Deus, mas sim, reverenciar ou respeitar ao Criador. Durante este trimestre estudamos bastante sobre adoração, louvor e temer a Deus. Vamos finalizar esse trimestre vendo um pouco mais sobre o temer a Deus e a adoração. Alguém catalogou algumas afirmações do que seja Temer a Deus:
“Temer a Deus é dizer sim aos seus mandamentos;
Temer a Deus é amá-Lo incondicionalmente;
Temer a Deus é, deixar Deus agir nas nossas vidas...
Temer a Deus é reverenciá-LO;
Temer a Deus é obedecê-lo;
Temer a Deus é reconhecer o sacrifício de Jesus na cruz;
Temer a Deus é ouvir a Sua voz;
Temer a Deus é aborrecer o mal;
Temer a Deus é amar ao próximo;
Temer a Deus é tê-Lo como único Deus de sua vida;
Temer a Deus é perdoar;
Temer a Deus é fazer a Sua vontade;
Temer a Deus é ser humilde;
Temer a Deus é ter prazer na Sua lei;
Temer a Deus é não se envergonhar de Jesus;
Temer a Deus é meditar na Sua Palavra de dia e de noite.”
“Adoração não é apenas uma preparação para a pregação. Não é um mandamento. Adoração é uma resposta. O dicionário online webster oferece três grandes definições de adoração:
            - O ato de adorar, especialmente reverentemente.      
- Considerar com grande temor e devoção.
- Sentir um amor profundamente dedicado.
“A adoração é uma resposta ao amor de Deus por nós” Valter Cruz.                                                       
            Na parte de quinta, estudamos que, em meio à glória celeste, o esplendor do trono divino e os ofuscantes reflexos que emanavam dos seres celestiais, João se inclina para adorar o anjo que lhe proporcionou a visão. Imediatamente é colocado de pé enquanto ouve a advertência: “Adora a Deus.”
Em todo o Apocalipse a adoração a Deus é tratada com muita clareza e seriedade e João, empolgado com tudo o que via, prostrou-se diante de um anjo. Foi repreendido imediatamente. Será que não estamos empolgados com a tecnologia moderna, com uma aparelhagem de som que, às vezes, mostra uma voz que não temos. Pode ser também o dinheiro, os aplausos enfim, muita coisa pode desviar o nosso foco da verdadeira adoração.
            Durante todo o trimestre o recado foi muito claro: “Adora a Deus.”




Nenhum comentário:

Postar um comentário